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sábado, 18 de outubro de 2014

"Dia da Aliança" - Outubro 2014


“Este é o dia que o Senhor fez!” 

O dia que o Senhor fez há 100 anos atrás: 18 de Outubro de 1914. Hoje celebramos o Jubileu, há anos esperado por nós com alegria, como Família Internacional de Schoenstatt. Naquele dia, pelas 17 horas, fora um pequeno grupo de estudantes do Seminário dos Pallottinos que se reuniu com o Padre Kentenich na antiga capela de cemitério. A Aliança de Amor foi selada. Ninguém podia vislumbrar o desenvolvimento futuro. Hoje, 100 anos mais tarde, unidos a milhões de pessoas em todo o mundo, reunimo-nos nos Santuários para agradecer e renovar essa Aliança de Amor. Por isso, afirmamos: Esta é a nossa hora! Este é o dia que o Senhor fez para mim. O Padre Kentenich o confirmou, anos mais tarde: “Somos inseridos nesta Aliança de Amor histórica. Usando uma imagem, podemos dizer assim: Em 1914, a Mãe de Deus tinha, por assim dizer, diante de si um bilhete e nele estavam escritos os nomes de todos que serão inseridos nesta Aliança de Amor no decorrer dos séculos e milénios. Então, naquela vez não estavam escritos somente os nomes daqueles meninos presentes no ato da realização da Aliança. Acho que, se compreenderdes esta imagem, afirmareis que é realmente assim: Naquela vez a Mãe de Deus  já viu os nossos nomes escritos ali. Por isso, nós também pertencemos à geração fundadora. Naquele dia a Mãe de Deus deixou-se atrair ao Santuário e desceu em consideração a tudo aquilo que seria feito depois. (…) E é por nossa causa – não somente por causa dos meninos – porém também por nossa causa,  que Ela desceu ao Santuário para ser ali a nossa Educadora!  (…)  Vede, para nós isto é bem natural:  Schoenstatt deve ser novamente fundado em cada geração.”
Por isso, com a nossa aspiração, temos que atrair sempre de novo Nossa Senhora ao Santuário, levar Nossa Senhora para cada lar, a cada coração, como faziam os jovens congregados que, mesmo nas férias, distribuíam pagelas com a imagem da Mãe Três Vezes Admirável. Existe uma marca de produtos de beleza que tem um slogan para a formação de vendedores: “Em cada casa tem que existir (um produto da tal marca)”. Que seria se hoje, dia dos 100 anos da Aliança de Amor, pudéssemos ver o desejo realizado: Em cada casa tem que existir uma imagem da MTA, a Mãe Peregrina de Schoenstatt.
Em atos de confiança, muitas vezes dissemos: Mãe, chegou a tua hora (de fazer isto ou aquilo), agora é Ela que nos diz: Filho, chegou a tua hora de me levares novamente para a tua casa, de me levares à casa do vizinho, do amigo, de me levares no teu coração.  
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Outubro 2014) 
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"Dia da Aliança" - Setembro 2014

Está a chegar o outono e com ele termina um ciclo de vida. É tempo de colher os frutos, de agradecer as colheitas e a fecundidade da terra. É tempo de saborear aquilo que a terra nos deu. Despertou-me para esta reflexão uns potinhos de doce da uma nova linha de produtos do Santuário de Aveiro: “Sabores do Santuário”. Doces dos mais variados sabores, que na sua maioria são de frutos que nascem no pedacinho de terra à volta do Santuário. Saborear qualquer doce, muito provavelmente, não nos leva a pensar nos diversos processos de vida que antecedem tal fim e que a origem se deve a uma pequena semente.
A lei da vida leva-nos sempre à constatação: “Tudo o que é grande, tem origem no pequeno”. Assim é, também, com o jubileu dos 100 anos de Schoenstatt que hoje vivemos em todo mundo. Schoenstatt começou num outono devastador pelo início da 1ª Guerra Mundial. Deus escolheu os mais frágeis instrumentos aos olhos dos homens, um grupo de adolescentes, para que, a partir das ruínas, surgisse um florescente jardim de Maria, um jardim de “homens novos numa nova comunidade”. A semente? Essa foi cuidadosamente preparada no coração do jovem P. José Kentenich. O amor a Nossa Senhora foi a semente que caiu na terra do seu coração e germinou em Aliança de Amor com Ela no dia 18 de Outubro de 1914. É essa aliança, cada dia mais ampliada pela nossa participação, que vamos renovar. São os frutos espirituais desta Aliança que queremos agradecer e saborear, pois estes dão mais sabor à nossa vida. Mas só isso não chega! É necessário uma entrega renovada e mais profunda, sementes que se entregam de novo à terra para que surjam frutos da nova evangelização para os próximos 100 anos. E isso depende da fé de cada um de nós.
O P. Kentenich viveu uma fé inquebrantável na missão de Nossa Senhora para os dias de hoje. “Tivéssemos nós mais fé – o que é que nos disse o Salvador: tivéssemos mais confiança, sim, então pediríamos a uma montanha que se lançasse ao mar e o nosso pedido ou o poder da nossa palavra seria realizado. Tivéssemos essa fé, tivéssemos essa confiança!” Uma vez citou o poeta Silesius que se referia às palavras de Jesus sobre a fé do tamanho de um grão de mostarda e o seu poder de mover montanhas. Então, o que poderia fazer a fé se esta fosse do tamanho de uma abóbora? P. Kentenich interpela-nos desse modo: ”O que é que nós poderíamos esperar, se a nossa fé no poder da Nossa Senhora fosse como uma abóbora? A nossa fé, a grandeza da nossa fé, a grandeza da nossa confiança é a medida para a atuação poderosa de Nossa Senhora.” 
Olhemos de novo para 100 anos de história: quantas graças e bênçãos Maria distribuiu a partir do Santuário, quantos milagres operou! Hoje, na força do jubileu, Ela quer tornar a sua missão ainda mais fecunda. Schoenstatt deve ser testemunha do poder, da sabedoria e Bondade de Nossa Senhora. Algo de grande começa no pequeno e esse “pequeno” posso ser eu, se a minha “fé de abóbora” puxar o carro de triunfo da Mãe Três Vezes Admirável, que em nós quer percorrer o tempo e vencer todas as batalhas de hoje que devem ser travadas. Este pode ser o melhor fruto de outono, o doce mais saboroso para mim, para o que está ao meu lado e para o mundo inteiro.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Setemb2014) 
 
 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Dia da Aliança" - Agosto 2014

 
“Aqui é bom estar…”

“Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”. Esta frase do Papa Francisco na exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” fez-me lembrar os heróis congregados nos inícios de Schoenstatt. Queriam uma revolução e Maria revolucionou-os por dentro, tornando-os personalidades fortes, livres; jovens que, mais tarde, fizeram a diferença durante a Primeira Guerra Mundial. Quando no verão de 1914, devido à necessidade de ter um espaço próprio para reuniões, o Padre Kentenich e os jovens congregados receberam uma pequena capelinha abandonada - que existia desde o século XIII, que fora destruída duas vezes durante a guerra, mais tarde pertenceu a uma família e à comunidade dos Palotinos, a qual nos últimos dois anos ficara para arrecadação, onde se guardavam as ferramentas do jardim - não supunham que a Divina Providência tinha grandes planos para esse local.
Cem anos depois, vemos mais de 200 Santuários espalhados no mundo inteiro e milhões de pessoas a viveram da “força revolucionária da ternura e do afeto” pela atuação de Nossa Senhora. A experiência de Santuário é comum, mas bem pessoal: “Aqui é bom estar”. Sempre de novo contamos o episódio de uma família do Chile que visitou o Santuário Original, na Alemanha. A reação do filho pequenito: “Estamos no Chile”. Para ele era o mesmo que “estar em casa”, “chegar a casa”. Aí a Mãe espera por mim, aí ela me aceita, assim como sou, aí eu levo a minha vida, os momentos de alegria, mas também os de escuridão e de medo; aí eu posso experimentar um pedacinho de céu… O Papa Francisco continua dizendo: “É aí, nos santuários, que se pode observar como Maria reúne ao seu redor os filhos que, com grandes sacrifícios, vêm peregrinos para a ver e deixar-se olhar por ela. Aí encontram a força de Deus para suportar os sofrimentos e as fadigas da vida”. Experimentar o Santuário é muito mais do que uma visita ao espaço físico, é levar o Santuário no caminho da nossa vida.
Uma das cartas que os jovens escreviam para o Pe. Kentenich, desde a frente da batalha, expressava: “São tantas as vezes que estou em Schoenstatt, em espírito, dentro da acolhedora capela da congregação, aos pés da nossa querida MTA! Quantas vezes me ajoelhei lá, tantas vezes contando-Lhe sobre as minhas dores e preocupações, recebendo consolo.” Faz-nos tão bem olhar para Maria! E porque nos faz bem, é tão difícil para o peregrino ir embora. O segredo está em levar o Santuário no nosso coração, para a nossa casa, para o campo de batalha, para o trabalho. Às crianças que visitam o Santuário, muitas vezes sugiro que olhem bem para tudo, especialmente para Nossa Senhora e, em casa ou na escola, façam uma visita ao Santuário. “E funciona?”, perguntou uma vez um mais reguila. “Experimenta e para o ano conta-me se funciona ou não.” Prometido!
Em tempo de férias, aproveitemos para ir ver Maria ao Santuário, deixar-nos olhar por ela, e levar esse olhar terno e afetuoso no nosso coração para que, durante o ano e em qualquer lugar, possamos fazer muitas visitas espirituais ao Santuário.

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Agosto 2014)
 

 
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"Dia da Aliança" - Julho 2014

 
“… não podíamos nós fazer o mesmo?”
 
Aproximamo-nos dos 100 anos da Aliança de Amor, por isso a história que antecede este acontecimento, torna-se mais intensa nestas últimas semanas. Em 1914, depois do início da Primeira Guerra Mundial, veio parar às mãos do Pe. Kentenich um artigo duma revista católica, que constava na edição de 18 de julho. Trata-se de um artigo que surpreende o Pe. Kentenich, pois aí descobre que um famoso Santuário mariano, em Itália, nasceu sem a mediação de qualquer aparição, sem milagres e sem nenhum outro tipo de intervenções extraordinárias de Deus. Como surgiu então?
Aparentemente, devido à simples iniciativa de um homem chamado Bártolo Longo, um leigo casado que se tornou defensor do rosário e foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 1980. Era um advogado convertido que decidiu construir uma igreja na cidade de Pompeia, pedindo a Nossa Senhora que Ela se dignasse a convertê-la num Santuário e a partir daí manifestasse as suas graças. A fecundidade deste lugar causou profundo impacto no Pe. Kentenich, que estava a tentar perceber os planos da Divina Providência para a Congregação Mariana, numa altura em que os alunos mais velhos começavam a ser recrutados para a guerra. Os jovens devem partir para o campo de batalha e Pe. Kentenich sente que, se não os prepara de maneira extraordinária, as dificuldades da vida na frente de combate irão anular todo o trabalho dos anos anteriores. A guerra é, portanto, um sinal de Deus que o convida a dar um novo passo em frente, no sentido de acelerar a formação dos seus jovens. Há que acelerar a entrega a Deus e a Maria. Há que acelerar e intensificar a luta pela santidade, não só para torná-la “à prova de bala” mas, também, para fazer oscilar com ela a balança da História, no sentido de um triunfo final do espírito cristão. Por essa altura, a capelinha abandonada é colocada à disposição dos jovens para as suas reuniões. Perante esta oferta, o P. Kentenich volta a perguntar a si mesmo o que lhe quererá Deus dizer. Ele próprio conta em 1963:
“Logo a seguir ao início da guerra li um artigo – era bastante pequeno – que contava a história dum convertido chamado Bártolo Longo em Itália.... Tudo o que vejo e oiço tento conduzir à questão: O que é que Deus me quer dizer? Como sabem, eu tinha um forte impulso para educar. O segundo ponto era o grave perigo – a Guerra Mundial tinha começado em agosto de 1914. Como ia eu educar os rapazes e conduzi-los à autoeducação? Que perigos teriam eles que enfrentar? Conseguem perceber que, de acordo com a minha maneira de pensar, disse para mim próprio: não podia eu, porque é que não podíamos nós fazer o mesmo? Não era, porém, minha intenção que acontecessem milagres de ordem física, mas que Nossa Senhora Se mostrasse como a grande educadora e fizesse milagres de educação e de transformação espiritual.” A decisão foi um salto de fé, a qual, mais tarde, o Pe. Kentenich chamariaa decisão mais difícil da sua vida.

 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Julho 2014)

domingo, 18 de maio de 2014

"Dia da Aliança" - Maio 2014

 
Dar TEMPO a MARIA
“Pastéis quentes! Pastéis quentes” – assim anunciava solenemente um menino pelas ruas de Londres. Quando as pessoas compravam os pastéis e começavam a comer, logo ficavam desiludidas e gritavam: ó rapaz, não são quentes, mentiste! Mas este saía-se muito bem dizendo: É verdade não são quentes, mas têm esse nome!
Este exemplo que o Pe. Kentenich contou às famílias, com o objetivo de nos alertar para cuidarmos de não termos apenas o nome de “pastéis quentes”, sem o sermos realmente. Precisamos de cuidar para não sermos só chamados de cristãos, mas de sermos cristãos autênticos e católicos verdadeiros. Por isso, o desafio de nos perguntarmos: o que estou a fazer neste mês de maio, mês dedicado a Nossa Senhora, como cristão, como herdeiro da missão mariana portuguesa?
É  verdade que o ritmo das nossas vidas nos envolve totalmente que só reservamos o “tempo que sobra” para dedicar a Nossa Senhora, e quando este  sobra  arranjamos  sempre  algo para o preencher. Ou então desculpamo-nos com a nossa fraca fé, desmotivação ou desilusões com a Igreja. Muitos até dizem que não conseguem rezar. Isso é porque não lhe dedicam tempo.
Dedicar tempo a Deus, a Nossa Senhora, não é passar o dia na Igreja ou na capela. Dedicar o nosso tempo é cultivar o nosso amor, alimentar o nosso amor. Quando gostamos de alguma coisa, ela tem valor para nós, e quando algo tem valor para nós, então gostamos de passar tempo a apreciá-lo, tratá-lo, a tê-lo simplesmente connosco. Se observamos um jovem com o seu carro novo, reparamos no tempo que ele gasta a admirá-lo, a poli-lo, repará-lo e afiná-lo. Ou então um adulto com o canteiro de rosas preferidas, e o tempo passado a adubar, a fertilizar e a podar. Assim acontece, por exemplo, quando amamos as crianças: passamos tempo a admirá-las e a tratar delas. Assim é com os idosos: não nos cansamos de ajudar e de ter paciência com eles, para que se sintam bem. Assim é com todos os que amamos: gostaríamos de os ter sempre connosco, de os fazer felizes com pequenas surpresas. Com gosto damos-lhes o nosso tempo. A medida do “tempo que eu gasto” com alguém é a medida do meu amor. Para amar é preciso “dar tempo”.
Quando olhamos para o início de Schoenstatt, podemos ver muitas maneiras que os jovens congregados encontraram para dedicar tempo a Nossa Senhora. José Engling, um dos jovens congregados, aproveitava os pequenos intervalos das aulas para “dar uma corrida” até ao Santuário, descer e subir uma colina algumas vezes por dia, para saudar Nossa Senhora. Nas trincheiras do campo de batalha, os jovens congregados liam a revista da MTA que lhes era enviada de Schoenstatt. Aproveitavam as dificuldades para crescer no amor a Nossa Senhora e disso davam testemunho, escrevendo que muitas vezes, em espírito, estavam dentro da capelinha, aos pés de Nossa Senhora.
Cada um de nós deve encontrar o seu jeito, o seu ritmo de demonstrar o seu amor. Essa é uma exigência da Aliança de Amor: “Provai primeiro que me amais realmente”.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Maio 2014)
 

domingo, 11 de maio de 2014

Presente jubilar das paróquias que recebam a Mãe Peregrina

 
A Campanha da Mãe Peregrina preparou o presente jubilar a nível nacional. O presente espiritual e real são as muitas Alianças de Amor que os missionários e pessoas que recebem a Mãe Peregrina celebram neste ano jubilar, assim como também toda a corrente de coroação de Nossa Senhora como Rainha das Famílias. A expressão visível foi a colocação do nome das paróquias que recebem a Mãe Peregrina nas dioceses onde existem os 4 Santuários, e o nome das outras dioceses onde está presente a Campanha da Mãe Peregrina, num mapa de Portugal.
 
 
O último Santuário visitado pelo mapa foi o de Aveiro e partiu de lá completo para ser entregue no dia 4 maio durante a festa jubilar.
 
MP

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Dia da Aliança" - Abril 2014


O berço da  SANTIDADE
Para a sociedade do nosso tempo falar de santos cheira a coisa de padres, sacristia, a mofo. Para os cristãos, os santos são uma realidade, mas muitas vezes uma realidade distante, de outros tempos, de outros berços. Para muitos de nós até “dá jeito” pensar assim, que os tempos são outros, que não nascemos santos, que a Igreja tem que mudar conforme a nossa medida. E, a Igreja continua a surpreender-nos com a sua própria medida: a medida da Santidade!  
No dia 27 vai ser canonizado o Beato João Paulo II. Quem de nós não conheceu ou não ouviu falar do Papa João Paulo II? Quantos de nós o pudemos ver, tocar, olhar nos olhos, respirar do mesmo ar, viver na mesma sociedade, com os mesmos desafios? João Paulo II foi um jovem como outro qualquer, que gostava de teatro, de desporto; foi um adulto como outro qualquer que lutou ao lado dos operários, que abraçou a sua vocação de vida; que se entregou totalmente à sua missão; que passou pela vida amando. Não nasceu santo, mas fez da vida que Deus lhe permitiu viver o seu caminho de santidade, fez da Igreja o seu berço de santidade, sentindo-se “embalado” pela Mãe de Deus, a quem ele se entregou totalmente e a quem confiou o seu papado. Isso o expressou no lema da sua vida e missão: Totus Tuus (Todo teu)!  
Em Schoenstatt, estamos a festejar 100 anos da Aliança de Amor que se tornou caminho de santidade para muitas pessoas. Anos jubilares levam-nos a olhar as origens, por isso, oportunamente por estarmos no mês de Abril, recordamos o pequeno José aos 9 anos, mais tarde fundador de Schoenstatt, que no dia 12 de Abril de 1894 por ocasião da entrada no orfanato, foi consagrado a Nossa Senhora pela sua mãe. Esta, diante de uma estátua de Maria, pediu-lhe para educar o seu filho, ser a sua Mãe e substitui-la nos seus deveres de mãe. Mais tarde, o Padre Kentenich fala dessa hora e diz que ele mesmo entregou o seu coração totalmente à Mãe de Deus e a partir desse momento Ela foi a sua única Educadora. Desta vida com Maria surgiu, no dia 18 de Outubro de 1914, a Aliança de Amor que se ampliou com milhares de pessoas em todo o mundo e os Santuários de Schoenstatt tornaram-se assim “berço de santidade”, sob a proteção de Nossa Senhora.  
Os primeiros jovens levaram a sério esta entrega a Nossa Senhora e a eles devemos este tesouro que hoje podemos tocar. Fizeram um programa de vida para a santidade e puseram mãos à obra. José Engling, na simplicidade da sua juventude, no mês de maio de 1915, começou a pintar flores para oferecer a Nossa Senhora, expressão das provas de amor, das pequenas conquistas no dia-a-dia por alcançar a santidade.  
Não seria um impulso para nós, neste mês de maio colocar aos pés de Nossa Senhora muitas flores, um grande jardim, como gratidão pela Aliança de Amor? Vamos começar já a cultivar esse jardim no nosso coração para que a santidade, para nós, não seja apenas uma miragem.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Abril 2014)

 

terça-feira, 18 de março de 2014

"Dia da Aliança" - Março 2014

Ousadia de um  SIM
Quando no final do mês passado saiu a nomeação do novo Bispo da Diocese do Porto, D. António Francisco dos Santos - até então Bispo de Aveiro - o povo aveirense nem queria acreditar nesse anúncio. Muito se falou e fala sobre isso e cada um lá vai aceitando ao ritmo do seu coração. As características de D. António Francisco mais destacadas pelos meios de comunicação social foram: “humildade e serenidade”. Muitos até dizem “é tal e qual o Papa Francisco”. De facto não sendo iguais, ambos são homens entregues totalmente à vontade de Deus e por isso dóceis aos seus desejos e às inspirações para a missão. Na sua mensagem à diocese de Aveiro, D. António Francisco escreveu: “À voz de Deus e ao mandato da Igreja eu só posso dizer «SIM» por entre desafios, temores e surpresas. Sempre me senti sereno quando obedeci. Sempre reencontrei a liberdade interior quando, depois de dúvidas e receios, venci o temor e disse sim a Deus e à Igreja.”
Qualquer “sim” pronunciado é um ponto de viragem no nosso caminho. Qualquer “sim”, quer seja a grandes acontecimentos ou à mais pequena tarefa, exige mudança e obriga a sair da zona de conforto. O segredo, porém, não está na palavra “sim”, mas na atitude de manter a paz e a serenidade perante essa decisão, independentemente da dor ou da alegria causada.
Vejamos, o “SIM” daquela humilde jovem de Nazaré mudou o rumo da história do mundo e de cada um de nós. O Fundador de Schoenstatt, Pe. José Kentenich dizia: “Depois de a Mãe de Deus ter dito o seu Fiat, conhece somente um único pensamento: a sua missão, a missão que tem para Cristo e para o seu reino.” Este foi um “sim” muito arriscado para a sua vida, mas dado na confiança e na entrega à vontade de Deus. Mas, como diz o Papa Francisco “Maria disse o seu «SIM» a Deus, um «SIM» que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos… muitos «sins» que culminaram no «sim» ao pé da Cruz.” (13.10.2013)
Maria colocou em primeiro plano a missão, não o que ela gostaria de ter ou como gostaria que fosse. O seu “SIM” mudou o mundo, como cada “sim” que nós pronunciamos muda a nossa vida pessoal e a vida à nossa volta. Cada “sim” é um momento de anunciação na nossa vida. Assim aconteceu com alguns seminaristas e um jovem sacerdote há 100 anos quando, reunidos numa pequena capelinha, deram um “sim” ao plano de Deus para se consagrarem a Nossa Senhora e, através de provas do seu amor, atraí-la para que Ela aí estabelecesse o seu trono de graças, atuando como Mãe e Educadora. O “sim” dos jovens e do Pe. Kentenich, mas também o “sim” de Maria a esta missão, foi a hora da “anunciação de Schoenstatt”.
A poucos dias de celebrarmos a Festa da Anunciação do Senhor e em tempo de Quaresma, tempo propício à mudança de vida, aprendamos com Maria e daqueles que transparecem a paz e serenidade, a dizer “sim” com um coração dócil aos desejos de Deus para nós e para aqueles que fazem parte da nossa vida.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Março 2014)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

"Dia da Aliança" - Fevereiro 2014


“Pintar” Portugal com a Imagem de Maria

Quando eu vivia na Alemanha, algumas vezes fiquei surpreendida porque muitos não sabiam onde fica o nosso pequeno Portugal. Para me familiarizar com os grupos aos quais me apresentava, eu usava dois símbolos portugueses distintos. Para os jovens falava do futebolista Cristiano Ronaldo, para adultos a palavra-chave era Fátima. Mas um dia fui surpreendida logo que pronunciei a palavra Portugal. Uma senhora disse imediatamente: “Sim, eu sei onde fica. Portugal pertence a Fátima!” Que alegria se assim fosse, pensei eu, Portugal ser inteiramente de Fátima, de Nossa Senhora. E não é assim? Desde o século XII, a sua fundação pelo Rei D. Afonso Henriques, que Portugal é chamado de Terra de Santa Maria, pois a Maria foram consagradas todas as batalhas. Erigiram-se muitos santuários marianos. D. João IV, no século XVII coroou Nossa Senhora como Rainha de Portugal. Quase há 100 anos, em 1917 Nossa Senhora tocou a terra portuguesa, aparecendo aos três pastorinhos. Maria sempre acompanhou o povo português. Em 1960 Maria “peregrinou” até Portugal como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt para se estabelecer nesta terra e distribuir graças especiais, um caminho de vida em Aliança de Amor. É esta Aliança de Amor que nós estamos a celebrar e a renovar neste ano jubilar e queremos fazê-lo com todos os portugueses e a Igreja representada pelo Patriarca D. Manuel Clemente em Fátima, no dia 4 de maio.
Deus quis precisar de instrumentos para renovar sempre de novo o amor dos portugueses a Nossa Senhora. Quer sejam os reis Afonso Henriques e D. João IV, ou os mais humildes do povo Lúcia, Francisco e Jacinta, ou cada um de nós que somos hoje escolhidos como instrumentos para levar Nossa Senhora primeiramente ao nosso coração, às nossas famílias e a todas as famílias de Portugal para que se renove Portugal em Cristo. O Padre Kentenich diz: "Ela caminha no mundo como a grande educadora dos povos. Ela gostaria de dar à luz Cristo em todos os lugares, para assim salvar a personalidade cristã e a ameaçada ordem social e mundial."
Portugal deve tornar-se aquilo que é:  Terra de Santa Maria. Na abertura do jubileu do Centenário de Fundação de Schoenstatt, Cardeal Rylko dizia:  “Na sua atuação  pastoral, o vosso Fundador pintou continuamente a imagem de Maria nos corações. O Padre Kentenich escreveu, a seu modo, num numero incontável de corações o "totus tuus" do beato João Paulo II, formando assim personalidades marianas  para a Igreja.”
Hoje, cada um de nós é chamado a pintar Maria no seu próprio coração e nos corações dos portugueses.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Fevereiro 2014)

domingo, 19 de janeiro de 2014

"Dia da Aliança" - Janeiro 2014


Quando algo está deteriorado ou estragado, deitamos fora ou tentamos renovar, se o seu valor é mais do que um par de euros pode comprar para o substituir. Mas, quando testemunha a história, nada há que pague o seu preço. A porta do Santuário Original de Schoenstatt foi renovada, ficando completamente nova permanecendo com partes de madeira da antiga, fundindo assim uma história vivida com a história da próxima geração. Como símbolo da abertura do Ano Jubilar dos 100 anos de fundação de Schoenstatt, a porta do Santuário abre-se para nos deixar entrar no tesouro que ela guarda e para nos enviar a partilhar desse tesouro. E qual é esse tesouro? A Aliança de Amor que Nossa Senhora selou há quase 100 anos com o jovem sacerdote José Kentenich e os seus alunos. Desde então esse tesouro jamais se esgotou, precisamente porque vive do “nosso investimento” pelas boas obras e sacrifícios, a nossa vida de oração e o testemunho e compromisso como cristãos em prol dos outros. Quantas vezes, física ou espiritualmente, entramos pela porta do Santuário para depositar a nossa oferta para o Capital de Graças da MTA? Quantas vezes no Santuário experimentamos em nós e testemunhamos nos outros o amor pessoal de Deus, a força para começar de novo, o impulso para testemunhar a fé?
Em tempos de jubileu a Igreja convida-nos a usufruir mais intensa e profundamente dos tesouros da graça que Deus lhe confia através dos dons especiais de um jubileu: a conversão e o perdão, a fé e a santificação, a renovação e o compromisso. O Papa Francisco concedeu para Ano Jubilar de Schoenstatt INDULGÊNCIA PLENÁRIA a todos os Santuários de Schoenstatt, ou seja a graça de uma total renovação interior no caminho da conversão de vida. O Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que ao cometer um pecado grave contraímos uma “pena eterna”. Deus no seu amor e misericórdia perdoa, mas espera uma mudança real na vida da pessoa, ou seja, quando nos confessamos, o pecado é perdoado, no entanto persiste uma “pena temporal”, uma culpa que deve ser reparada pelos danos causados com o pecado cometido, se não aqui na terra, então no Purgatório. A Indulgência Plenária apaga essa “pena temporal”, ou seja quem a recebe é como um recém batizado, com a alma e o coração plenamente limpos de toda a culpa e pena. Para entender melhor, usamos um exemplo muito simples: o pecado é como um prego que penetra a madeira. A confissão arranca o prego, mas deixa o buraco. A Indulgência é como a massa reparadora que deixa a madeira como nova.
Para receber a Indulgência Plenária no Ano Jubilar, vamos ao Santuário numa atitude de conversão, confessemo-nos, rezemos o Credo, um Pai-Nosso e uma Avé-Maria nas intenções do Santo Padre e invoquemos Maria como Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt – Rogai por nós! Na confiança da Aliança de Amor, na força das graças do Santuário e na mais íntima união a Maria, abramos o nosso coração à bondade e misericórdia de Deus para obter a Indulgência Plenária.
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Janeiro 2014)
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" Natal 2013

 
Viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e aponta-nos o seu Filho!” Estas palavras do Papa Francisco tornam-se uma realidade mais próxima na ternura do milagre da Noite Santa. É junto à Mãe que encontramos o Menino-Deus, o Salvador do mundo. Ele é maior dádiva de Deus aos homens e essa dádiva, hoje, esperamos receber dos braços de Maria. O Milagre da Noite Santa tornou-se realidade visível há 2013 anos, num estábulo em Belém. Aí, deitado numa manjedoura, está o Filho de Deus. Porém, o maior milagre, o nascimento de Cristo, acontece sempre de novo nos corações que se abrem ao mistério do amor de Deus-Pai. Quantas vezes, ao longo dos anos, Maria deu de novo à luz nos nossos Santuários, nos corações daqueles que aí se sentiram acolhidos, amados e aceites; que receberam forças para recomeçar, para se deixarem educar e transformar em mulheres e homens novos à semelhança de Jesus; que, sentindo-se tocados por um amor maior, um amor de predileção, nada mais podem do que anunciar a todos esse mistério de amor de Deus-Pai. Jesus, o Menino-Deus veio ao mundo para habitar no meio de nós, para habitar no nosso coração. Não veio como um bom amigo ou um grande herói. Deus vem ao mundo como criança para ser amado, assim como uma criança quer ser amada. Deus vem ao mundo como criança nos braços de sua mãe, para que Maria O possa oferecer a cada um de nós. É disso que se trata, da ternura, da proximidade de um Deus que tanto nos ama e quer ser amado, um Deus que se tornou tão pequeno, até permanecer no pão da eucaristia, para entrar em nós de uma forma tão pessoal e tão íntima.
O mistério do Natal apresenta-se assim como um paradoxo à corrente da nossa sociedade, em que se vive a cultura do “mais longe, mais alto, mais rápido!”. Alcançar aquilo que é inacessível, o misterioso, o que está para além do próprio domínio é o anseio que move o dia-a-dia do homem. Desenvolvem-se meios para se atrair a si acontecimentos ou pessoas distantes, e com apenas um “clique” no telemóvel ou no computador tudo fica mais próximo, virtualmente, claro está – o mundo na nossa mão! Acreditamos em tudo o que vem até nós, porque o vemos, ouvimos, dialogamos, mas muitas vezes não passa de um filme que ligamos e desligamos conforme a vontade. Querer ir mais longe para estar mais perto é o anseio, o desejo que não abandona o coração do homem desde o início da criação. Alcançamos as estrelas do céu, as profundezas do mar e o nosso interior continua por explorar. O Natal vem despertar-nos para a maior riqueza que possuímos: Deus em nós! Não deixemos que o Natal seja apenas como um filme que eu ligo e desligo quando quero e do qual às vezes nem faço parte.
O Santuário de Graças, de onde vem a Mãe Peregrina, envolve o mistério da presença de Jesus há quase 100 anos. Em 18 de Outubro de 1914, ele tornou-se um segundo Belém pela Aliança de Amor aí selada. Nessa hora fomos e continuamos a ser despertados para a ousadia de uma Fé maior e mais profunda, onde podemos ajoelhar e adorar o Rei do Amor. Aí o Natal pode tornar-se uma realidade para mim, onde posso pedir a Maria que deite o seu filhinho no meu coração e Ele em mim percorra o nosso tempo.
Se esse milagre tivesse acontecido verdadeiramente durante esta noite, o que tinha mudado realmente na minha vida?
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Dezembro 2013)
 
 


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 11/2013

 
"Estamos quase no Natal!” – foi assim que uma criança festejou as férias grandes no mês de Junho. Ainda tão longe no calendário, mas tão perto do coração! Mas como dizem os adultos, o tempo “corre” e já estamos às portas do Advento. Longe vai o tempo em que o Advento tinha uma linguagem popular: preparar o coração para a chegada do Menino-Jesus, conquistar palhinhas para tornar quentinha a manjedoura do nosso coração. Durante as quatro semanas crescia o anseio dentro de nós pela noite de Natal. E lá se juntavam as palhinhas das renúncias, dos sacrifícios, do esforço por ser melhor. E para quê? Para nos libertarmos de tudo o que nos impede de chegar mais perto do Menino. Só tornando-nos humildes e pequenos, interiormente livres, de mãos e coração livres podemos aproximar-nos mais do Menino Jesus deitado na manjedoura para acolher esse Deus que se faz “igual a nós”.
 
 
Lançando um olhar a Nossa Senhora, a Imaculada, cuja festa celebramos no dia oito, vemos a grandeza de uma pessoa que procura Deus com todo o coração, livre até dos próprios desejos para “correr” ao encontro dos desejos de Deus.
O Papa Francisco disse tão lindamente: “Nossa Senhora, assim que recebeu o anúncio que seria mãe de Jesus, e também o anúncio de que a sua prima Isabel estava grávida — como se lê no Evangelho — partiu à pressa; não esperou. Não disse: «Mas agora eu estou grávida, e devo cuidar da minha saúde. A minha prima terá amigas que talvez a ajudem». Ela sentiu algo e «partiu à pressa». É bonito pensar isto de Nossa Senhora, da nossa Mãe que vai à pressa, porque sente algo dentro de si: ajudar (...) E Nossa Senhora é sempre assim. É a nossa Mãe, que vem sempre depressa quando nós precisamos dela. Seria bonito acrescentar às Ladainhas de Nossa Senhora uma que reze assim: «Senhora que vai depressa, ora por nós!». Isto é bonito, verdade? Porque Ela vai sempre à pressa, Ela não se esquece dos seus filhos. E quando os seus filhos se encontram em dificuldade, quando têm alguma necessidade e a invocam, Ela vem à pressa.
 
Uma mãe que espera o seu filho sente a vida a crescer dentro dela e por isso alegra-se, cada dia mais, pela sua chegada, pelo encontro, por ver o seu rosto. Neste Advento não deveria ser semelhante em nós, quando esperamos a vinda de Jesus na nossa alma, no santuário do nosso coração? Não deveríamos viver esse encontro, de tal modo, como se fosse a primeira vez? Não deveríamos preparar a manjedoura no cantinho da nossa casa e no nosso coração com o amor e a ternura de criança? Não esqueçamos que não há Advento sem Maria. Esta é a sua hora!

 
O Papa Francisco lembrou aos jovens no Rio de Janeiro que “uma belíssima expressão da fé do povo é a ‘Hora da Ave Maria’. É uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave-Maria. Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré.”
 
Rezemos durante este Advento o Angelus com fé e digamos com o Padre Kentenich: “Mãe de Deus, agora é a tua vez!” Chegou a hora de trazeres Jesus novamente à terra, aos nossos corações.
 

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Novembro 2013)
 

 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 10/2013

 
Declaro aberto o Ano Jubilar ” – Quando no dia 18 de Outubro de 2013 ressoarem estas palavras nos corações de milhares de schoenstattianos, nos quatro cantos do mundo, todos sem exceção se encontram unidos num lugarzinho bem pequeno na Alemanha, todos sem exceção podem afirmar: eu faço parte deste grande momento de graças. Schoenstatt vai festejar 100 anos e eu, sim eu, faço parte desta história fecunda. Não importa se pertenço ao Movimento, não importa se sou peregrino ou mesmo se apenas recebo a Mãe Peregrina e nem conheço um Santuário. Não importa se conheço Schoensttat há muitos anos ou apenas a alguns dias. Eu faço parte desta história porque de algum modo fui tocado pela graça que dimana do grande acontecimento histórico de 18 de Outubro de 2014: a Aliança de Amor que foi selada pelo Padre Kentenich e um grupo de adolescentes com Nossa Senhora. 100 Anos de uma pequena capelinha de graças que se multiplicou em mais de duzentas em todo o mundo. 100 Anos da presença moral de Nossa Senhora no Santuário, no qual estabeleceu o seu trono de graças e onde atua como Educadora. 100 Anos de fidelidade à Aliança de Amor através do Capital de Graças.
Em determinado tempo e espaço, Deus concede graças especiais aos corações que se abrem. O Ano Jubilar é um tempo de graças especiais para nós e para as gerações futuras. É tempo de agradecer pelas maravilhas que Nossa Senhora operou a partir dos Santuários, é tempo de renovar o nosso amor a Maria, de nos consagrarmos a Ela mais profundamente, é tempo de promover uma cultura de Aliança através do compromisso apostólico. 
Não deixemos que este Ano Jubilar passe ao nosso lado. Nós fomos chamados a viver este tempo. É um ano santo, um ano no qual devemos estreitar a nossa vida com o Senhor e “quando o procuramos”, dizia o Papa Francisco, “vamos sempre bater à porta da casa da Mãe”, de Maria. Para nós a casa de Maria é o Santuário, onde muitos recebem a experiência de serem aceites, de serem amados; a força para começar sempre de novo; a vivência de serem úteis, de terem uma missão.
Neste Ano Jubilar, vamos bater ainda mais à porta da casa de Maria, vamos tocar fisicamente, ou pelo menos espiritualmente, o Santuário de graças e  consagrar-nos mais profundamente a Nossa Senhora. Não esqueçamos nunca, quando batemos à sua porta, o seu coração de mãe já palpita de alegria, porque já estava à nossa espera. E só “entrando” podemos experimentar o mistério da sua presença, como dizia uma jovem senhora: “Em Lourdes, Maria apareceu! Em Schoenstatt, Ela não apareceu, Ela está!”
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Outubro 2013)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 9/2013


Sinal de AMOR À IGREJA nos nossos dias

“Desde que eu apreendi a crer novamente, fascino-me sempre de novo, pois experimento pessoas, coisas e acontecimentos numa outra dimensão, precisamente porque as minhas vivências receberam uma nova componente: a Fé.” – conta uma mãe depois de encontrar de novo o caminho para a Igreja.
Voltar para a Igreja é quase um paradoxo nos dias de hoje, ou talvez não! Se por um lado vemos notícias sobre escândalos dentro da própria Igreja, “leis” da Igreja que muitos dizem ser retrógradas, também recebemos a alegria de 3 milhões de jovens que se juntam numa praia do Rio de Janeiro para um encontro com o “chefe” dessa Igreja. Raramente se vê maior concentração de pessoas e para manifestar o quê? A fé em Jesus Cristo. “Os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo”, afirmou o Papa Francisco. Muitos querem interpretar as suas palavras de modo a ajustar-se às mudanças do estilo de vida da sociedade, mas a verdade é que o seu exemplo de vida arrasta mais do que palavras, que através dele está a abrir espaços de esperança num mundo globalizado, está a revolucionar silenciosamente com generosidade e humildade, reafirmando os verdadeiros valores em Jesus Cristo e mostrando uma “Igreja que é mãe!” Durante o voo de regresso do Brasil, perante a insistência de uma jornalista que queria “apanhar” algo sensacionalista do Papa “moderno” sobre o aborto ou o casamento de pessoas do mesmo sexo perguntando: “Qual é a posição de Vossa Santidade? No-la pode dizer?” Papa Francisco: “A da Igreja. Sou filho da Igreja!” Como não amar esta Igreja, apesar das suas falhas e debilidades? Não podemos desistir de amar, de ter esperança, de ter fé numa Igreja que é mãe de cada um de nós, que quer o nosso bem.
No dia 15 deste mês, lembramos o falecimento do P. José Kentenich. No seu túmulo estão gravadas, a seu pedido, as palavras: “Dilexit Ecclesiam” – Amou a Igreja! Por altura do seu jubileu de ouro sacerdotal, quando se encontrava no exílio imposto pela Igreja (14 anos afastado da obra que fundara), sem perspetivas de um regresso, ou seja, como um pai ou uma mãe afastado dos seus filhos, perguntaram-lhe como é que ele superava tudo isso sem se amargurar ou ficar afetado psicologicamente. “O meu amor foi sempre maior que o sofrimento!”, respondeu.  P. Kentenich amava a Igreja como ela era. Apesar das experiências negativas, nunca criticou a Igreja e nunca desistiu de empenhar todas as suas forças por ela. Ele sabia que a cruz faz parte da vida do cristão e que nela está a maior bênção.
Como filhos de Schoenstatt devemos ter a coragem de redescobrir a beleza da Igreja, de nos comprometermos com esta Igreja que é de Jesus Cristo, que somos nós.
“Ide, sem medo, para servir!” (Papa Francisco)  Ide com mais alegria e mais amor servir a Igreja, como instrumentos de Maria, “aquela que ajuda a Igreja a crescer” (Papa Francisco). Ide fomentar uma Cultura de Aliança, pois é disso que se trata:
“Schoenstatt para a Igreja, a Igreja para a Santíssima Trindade” (P.K.)

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Setembro 2013)

domingo, 18 de agosto de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 8/2013

Sinal de GRANDEZA nos nossos dias

Ao sentar-me para escrever algo neste espaço pensei nos acontecimentos mais significativos do calendário litúrgico deste mês de Agosto: Assunção de Nossa Senhora e Nossa Senhora, Rainha. É claro que estas duas imagens nos levam a pensar no céu e por isso logo me lembrei de um acontecimento recente que vivi na minha última viagem de avião. Ao meu lado, uma pequenita de 6 anos e o seu pai. Quando o avião levantava voo e já passávamos as nuvens ela, num momento efusivo de alegria, exclamou alto: “Hei, estamos a ir para o céu! Vamos ver Jesus?” O que o pai, num tom baixo, explicou, não sei. Eu apenas sorri e fiquei meditando nisso. Se foi o meu vestido de Irmã de Maria que a despertou para o Divino, não sei; acredito simplesmente que foi a palavra “céu”. E logo imaginei: não seria esta, ou ainda muito mais, a alegria de Nossa Senhora quando era elevada ao céu: vou ver Jesus! Não é este o grande momento na vida de um ser humano? Não deveria ser este o nosso anseio? Não o deveria ser em tal medida que tudo o que nos rodeia fosse um meio que nos elevasse, que elevasse os nossos olhos para Ele? Maria abriu o seu coração a Jesus, deixou-O fazer parte da sua vida e permaneceu para sempre unida a Ele e à sua missão. Festejamos a Assunção e a Coroação de Nossa Senhora não para a tornar maior, porque Ela é a “cheia de graça”, mas para que o nosso coração veja a sua grandeza. E onde está a grandeza de Maria? Está na sua fé. Ela acreditou – a vida inteira, mesmo nas horas de escuridão – no amor pessoal de Deus: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” Maria deixou-se conduzir por Deus e com isso ela segue o SEU caminho, decidida e corajosa, porque nela cresce uma segurança interior: esta é a MINHA vida e eu preciso responder àquilo que me é dado viver, Àquele que fez uma aliança de amor comigo. Deus também nos dá tanta graça quanta precisamos para as nossas tarefas de vida, a graça necessária para a MINHA vida. E sabemos que o nosso “avião”, o voo mais curto e mais seguro para chegar a Jesus é Maria, Sua mãe. O “faça-se” de Maria é hoje para nós. Ela continua hoje a incentivar-nos: “Fazei o que Ele vos disser!” Em Schoenstatt, vamos entrar no Ano Jubilar: 100 anos de Aliança de Amor com a nossa Mãe e Rainha. Estamos a encher as talhas com as provas de amor no dia-a-dia, com as alegrias e o reconhecimento das nossas fraquezas e limites. O desafio é que sejamos criativos – cada um à sua maneira – na arte de oferecer a Maria o nosso dia para que Ela nos conduza mais profundamente ao coração de Jesus.
Numa reunião de casais foram dadas algumas dicas que nos ajudam a procurar o nosso caminho. Um empresário, na sua stressada tarefa na administração, vai escrevendo algo que quer oferecer para o Capital de Graças e coloca no bolso, dizendo: está entregue, presente é presente. À noite atira os papelinhos para a talha do seu Santuário-lar.  Uma mãe que no meio de tachos e panelas, idas ao jardim-de-infância e ao supermercado, coloca logo pela manhã 10 ervilhas no bolso esquerdo das calças e, durante o dia conforme a sua oferta, vai passando para o bolso direito. À noite as ervilhas conquistadas e não conquistadas caem no Capital de Graças.
Tudo é uma questão do amor: A quem é que eu ofereço o meu dia-a-dia e para quê?
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança, Agosto 2013)
 
 
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