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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Como podemos falar de Deus, hoje?

 
 
Na catequese desta semana, o Santo Padre dá-nos orientações de como falar de Deus no nosso tempo: 
Papa Bento XVI, 28 de novembro de 2012
Queridos irmãos e irmãs
A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas para sua verdade salvífica nos corações muitas vezes fechados dos nossos contemporâneos e nas mentes tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade? Jesus mesmo, dizem-nos os Evangelistas, ao anunciar o Reino de Deus se perguntou: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30).
 
Como falar de Deus hoje? 
A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é então a escuta do que Deus mesmo disse. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se. Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.
 
Deus existe e entrou em nossa história 
Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro o que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus.
 
O método de Deus é aquele da humildade – Deus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na casa simples de Nazaré e na gruta de Belém, aquele da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33). No falar de Deus, na obra de evangelização, guiados pelo Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a verdadeira vida.
Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai exatamente ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2).
Então, a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de idéias que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado.
A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grandes conhecimentos, não busca a si mesmo, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco.
Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor; quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, consciente de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, invocá-los por Ele. O falar de Deus nasce da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

sábado, 17 de novembro de 2012

Santuário de Schoenstatt no Brasil - Indulgência Plenária no Ano da Fé


É uma grande alegria poder partilhar o precioso presente que a Igreja Diocesana de Garanhuns (Brasil) ofereceu ao Santuário Tabor da Santidade de Todos os Dias. O Santuário de Garanhuns/PE será local de indulgência plenária todos os dias do ano da Fé para todos os peregrinos e visitantes.
Somos portadores de uma grande missão como nos prenunciou o Padre Kentenich ao anunciar que deste lugar de graças emanarão para a igreja uma torrente transbordante de graças. Um Santuário tão pequeno com uma irradiação tão grande.
No dia 15 de novembro estiveram muitos peregrinos da Diocese de Garanhuns para a solene abertura do porta do Santuário no ano da Fé.
Após peregrinar por cerca de 3 horas do Centro da cidade em direção ao Santuário, os peregrinos foram acolhidos e assim, iniciou a Celebração Eucarística com a participação de todos os Sacerdotes da Diocese e 70 Seminaristas.
 

Desde o início do dia, o Santuário esteve fechado à espera da abertura oficial pelo Sr. Bispo Dom Fernando Guimarães. Uma multidão de fiéis aguardava ansiosos a grande solenidade.
Após a leitura do Pronunciamento Oficial, o Sr. Bispo, Dom Fernando Guimarães assinou o ofício juntamente com o Assessor da Cúria Diocesana, e todos com um salva de palmas puderam presenciar a abertura da ‘porta santa’. Então, o Sr. Bispo bateu com o báculo na porta do Santuário enquanto eram tocadas as ‘trombetas’ soando o júbilo dos corações de todos. A porta abriu-se e Dom Fernando entrou pela ‘Porta Fidei’. Abriu-se assim oficialmente o Ano da Fé na Diocese de Garanhuns.
Após a Santa Missa, na Tenda dos Peregrinos, as famílias se reuniram para a reflexão sobre a fé na família e os jovens, com muita animação, refletiram e vivenciaram a preparação para JMJ. O encerramento da festividade foi a solene bênção do Santíssimo. Foi um dia de muitas graças e de alegria! Todos saíram muito gratificados com as vivências do dia.
 
Ir. M. Denise Mendes Ternes
 
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"Crer é confiar-se, com toda a liberdade e com alegria, ao desígnio providencial de Deus sobre a história, como fez Maria de Nazaré." - Papa Bento XVI


 ZENIT.org - Bento XVI prosseguiu com a catequese neste Ano da fé durante a audiência geral desta quarta feira.
Apresentamos o resumo de suas palavras:

Queridos irmãos e irmãs,
O nosso tempo exige cristãos fascinados por Cristo, que não se cansem de crescer na fé, por meio da familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. A fé não é apenas conhecimento e adesão a algumas verdades divinas; mas também um acto da vontade, pelo qual me entrego livremente a Deus, que é Pai e me ama. Crer é confiar-se, com toda a liberdade e com alegria, ao desígnio providencial de Deus sobre a história, como fez Maria de Nazaré. Nós podemos crer em Deus, porque Ele vem ao nosso encontro e nos toca. Na base do nosso caminho de fé, está o Baptismo, pelo qual nos tornamos filhos de Deus em Cristo e marca a entrada na comunidade de fé, na Igreja. Não se crê sozinho, mas juntamente com os nossos irmãos. Depois do Baptismo, cada cristão é chamado a viver e assumir a profissão da fé, juntamente com seus irmãos. Concluindo, a fé é um assentimento, pelo qual a nossa mente e o nosso coração dizem «sim» a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este «sim» transforma a vida, tornando-a rica de significado e esperança segura.

Leia a catequese na íntegra: http://www.zenit.org/article-31622?l=portuguese

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Sínodo" significa "caminhar juntos" com o homem de hoje, como Jesus caminha conosco


O mundo muitas vezes está vazio e sem esperança, e não acredita, mas Jesus não o abandona. Mais ainda, caminha lado a lado, silenciosamente, para lhe fazer sentir a sua presença: sugestivas observações do Papa, ontem, no final do almoço no Vaticano com os padres sinodais, os bispos que participaram há 50 anos atrás no Concílio e os Presidentes da Conferências Episcopais. Presentes também o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I e o Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.

"É uma bela tradição criada pelo Beato João Paulo II esta de coroar o Sínodo com um almoço em comum" – comentou Bento XVI, contente por este momento de pausa dos trabalhos e sublinhando em particular a presença ao seu lado do Patriarca Ecuménico de Constantinopla e do Primaz da Comunidade Anglicana. O Papa fez notar que a palavra “sínodo” significa “caminho comum”, caminhar juntos: Para mim esta comunhão é um sinal de que estamos em caminho para a unidade e que avançamos no coração. O Senhor nos ajudará a avançar também externamente.

A alegria de estar juntos, afirmou o Papa, reforça-nos também no mandato da evangelização. E recordou o episódio dos discípulos de Emaús que, disse, "são um pouco a imagem do mundo agnóstico de hoje":

Jesus, esperança dos discípulos, estava morto; o mundo vazio; parecia que Deus realmente ou não existisse não se interessasse de nós. Com este desespero no coração, mas todavia com uma pequena chama de fé, continuam o caminho. O Senhor caminha misteriosamente com eles e ajuda-os a perceber o mistério de Deus, a sua presença na história, o seu caminhar silenciosamente connosco. No final, na ceia, quando já as palavras do Senhor e a sua escuta tinham aceso o coração e iluminado a mente, reconhecem-no na ceia e, finalmente, o coração começa a ver.

Todos estamos a caminho com os nossos contemporâneos – concluiu o Papa: Peçamos ao Senhor que nos ilumine, nos acenda o coração, para que se torne “vidente”, e nos ilumine a mente. E peçamos que na ceia, na comunhão eucarística, possamos realmente ser disponíveis para o ver e, assim, inflamar também o mundo e dar a Sua luz a este nosso mundo.

Fonte: Noticias do Vaticano.

Fami e Paulo

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

P. Walter "levou" as Missões Familiares de Schoenstatt, como exemplo, ao Sínodo dos Bispos


No passado sábado, 13 de Outubro de 2012, o P. Walter, Superior Geral dos Padres de Schoenstatt e Presidente da Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt, teve um momento de intervenção no Sínodo dos Bispos que decorre em Roma sob o tema: A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã.
No site da Santa Sé poderá encontrar todas as intervenções:

 
"Se pensarmos a longo prazo, então a igreja no mundo ocidental não tem futuro sem a renovação da família. Quem tem filhos, tem o futuro. Os pais com muitos filhos são, estatisticamente, as pessoas mais felizes na sociedade. O matrimónio e a família devem ser reconhecidos hoje como uma vocação. Esse é o local onde ocorre a evangelização. Os fiéis seguem, indo contra a corrente da sociedade, o caminho do seguimento de Cristo. Para isso, elas precisam de receber um apoio intensivo na preparação para o matrimónio. O sacramento do matrimónio é muito precioso. O fracasso do matrimónio tem muitas vezes consequências trágicas. Devemos perguntar-nos claramente quais são as condições em que se realiza o Sacramento do matrimónio. Aqui está é necessário fazer uma distinção adequada para o bem da família. A família permanece o fundamento para a aprendizagem da fé. A família compreende a própria casa como uma casa de Deus. Os filhos percorrem com os pais o longo caminho na aprendizagem da fé. A vitalidade de uma comunidade está ligada a estes lares cristãos. As famílias não são apenas um lugar privilegiado de evangelização mas, como leigos, são também agentes de evangelização. Na América do Sul conheci o projeto das Missões Familiares. Algumas famílias reúnem-se e durante as férias por uma semana a uma comunidade. Aqui eles vivem em condições muito simples e, como família, vão de casa em casa para dar testemunho da sua fé. Desta forma são evangelizadas cidades e bairros. É um sinal de esperança ver estas famílias que testemunham em público a sua vocação."
MP

 

Missa de abertura do Ano da Fé na Igreja da Santíssima Trindade em Schoenstatt

 
No passado dia 11 de Outubro, em união com a Igreja Universal, reuniram-se mais de 400 pessoas na Igreja da Santíssima Trindade no Monte de Schoenstatt para a abertura do Ano da Fé proclamado pelo Papa Bento XVI. Presidiu esta Eucaristia P. Dr. Bernd Biberger, Diretor Geral das Irmãs de Maria de Schoenstatt.
 
 
Durante a Santa Missa, esteve diante do altar a Imagem da Mãe Peregrina Auxiliar que foi coroada no dia 8 de Setembro como Rainha da Nova Evangelização da Europa pelo Arcebispo Rino Fisichella. Esta imagem foi novamente abençoada no final da Santa Missa e enviada a percorrer as casas de Schoenstatt com a especial intenção de oração pelo Sínodo dos Bispos que decorre em Roma.
 
MP 

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ano da Fé


O que é a Fé?


A primeira e mais básica resposta à pergunta do título poderá, sem dúvida, ser formulada do seguinte modo: a fé é uma determinada atitude dos humanos. Como tal, é bem começar por uma descrição breve das caraterísticas dessa atitude, que aliás são partilhadas por todos os tipos de fé, religiosa ou não, cristã ou não.
A atitude humana que melhor pode descrever a atitude de fé é a da confiança. Ter fé é, no sentido mais básico, confiar em algo ou alguém diferente de nós mesmos. Assim, opõem-se-lhe duas atitudes: a da desconfiança total, que levaria, em muitos casos, ao desespero; ou a da autoconfiança total, ou seja, a da confiança apenas em nós mesmos. Portanto, a fé pressupõe capacidade de confiar e capacidade de confiar noutros.
A confiança noutros implica, ao mesmo tempo, a capacidade de receber algo, reconhecendo que não podemos conquistar e produzir tudo o que somos e temos por nós mesmos. Porque quem confia em alguém mais do que em si mesmo, sabe que há dimensões da vida que só esse alguém, em quem se confia, pode dar.
O caso mais gritante é o do bebé, que confia na sua mãe ou no seu pai, relativamente a tudo o que tem a ver com a sua existência. Não considera, ainda – como acontecerá depois com muitos adultos – que é autossuficiente e que merece, pelo seu trabalho, aquilo que tem. O que tem e o que é, sente-o como dádiva permanente dos pais e confia nessa dádiva, despreocupadamente.
A atitude do bebé aproxima-nos de um nível de fé importante: o que se relaciona com o fundamento da nossa existência, seja quanto à sua origem seja quanto ao seu futuro. Porque não somos nós que nos damos a nós mesmos nem que garantimos o nosso próprio futuro. Assim sendo, ou desesperamos desconfiadamente da nossa existência, perante o perigo de deixar de ser, ou confiamos numa dádiva permanente do ser. Esse será o nível mais profundo da fé, relativamente ao sentido primeiro e último da existência de cada um, que é acolhido como uma dádiva milagrosa e imerecida. Ter fé é acolher a existência como dádiva gratuita de outro.
Mas, a este nível, esse Outro em que se confia é ainda muito indefinido. É apenas o próprio mistério de sermos – alguns diriam, «por acaso». Aceitar que há um Deus pessoal que nos origina e nos quer na vida, dando-nos gratuitamente essa vida, para que a aceitemos, mesmo quando é dura e parece não fazer sentido – isso é já uma modalidade religiosa ou teológica da confiança. A fé, então, torna-se fé teológica. Mas o Deus que nos dá a nós mesmos é, ainda, uma entidade muito vaga.
Aceitar que esse Deus, que dá a vida e nos dá para a vida, vive connosco, se revela e nos liberta da morte em Jesus Cristo, é confiar de modo cristão. Ter fé cristã é, portanto, aceitar que Deus, em Jesus Cristo, nos dá a vida, para além da morte e para além de todas a nossas capacidades de a conquistar. Isso permite uma atitude de confiança que abre à esperança, para além de todo o absurdo aparente. E, ao mesmo tempo, implica o conhecimento de que o único caminho dessa esperança é a caridade, como dádiva da vida ao outro. Ou seja, a fé cristã está sempre ligada às outras duas virtudes teologais, pois só assim o dinamismo do acolhimento da vida dada por Deus é possível.
A confiança fundamental que determina a atitude de fé do cristão implica, ao mesmo tempo, a confissão convicta de um conjunto de afirmações sobre Deus e sobre os humanos, a que chamamos Credo ou símbolo da fé. Nessas afirmações condensa-se a descrição da nossa confiança e dos seus motivos. Por isso, a confissão explícita de fé é imprescindível à atitude crente, mesmo que a sua formulação linguística deva tudo ás linguagens humanas. E essa confissão, assim como a atitude correspondente, vive-se num leque de relações comunitárias, que nos ligam aos outros crentes, do nosso tempo e de outras gerações, assim como aos próprios não-crentes. Ou seja, não há fé cristã se não for inserida num dinamismo comunitário e numa tradição. Se assim não fosse, a fé seria puro sentimento individual e subjetivo, de iniciativa própria e para auto realização pessoal. Mas, ao assim ser, negava-se a si mesma, pois negava a básica atitude de confiança no outro, mais do que em si mesmo.

João Manuel Duque, Diretor Adjunto Faculdade de Teologia, UCP-Braga

Nota: Após a abertura oficial do Ano da Fé, que decorreu ontem, numa cerimónia presidida pelo Santo Padre, Papa Bento XVI, consideramos interessante publicar este artigo, que tem uma interrogação no título. Para ler e reflectir.
Este texto foi publicado no site da Agência Ecclesia.

Fami e Paulo 

domingo, 7 de outubro de 2012

Bento XVI inaugurou hoje Sínodo dos Bispos dedicado à nova evangelização


Cidade do Vaticano, 07 out 2012 (Ecclesia) – Bento XVI inaugurou este domingo a 13ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, durante uma celebração em que deixou apelos ao diálogo entre católicos, quem se afastou da Igreja e descrentes, num “mundo descristianizado”.
O Papa falava na homilia da missa a que preside na Praça de São Pedro, Vaticano, que centrou no tema sinodal, a “nova evangelização”, uma ação “destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã”.
O Sínodo, precisou Bento XVI, visa “ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência” e “favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social”.
Neste contexto, os católicos foram desafiados ao encontro com as pessoas, “indiferentes ou mesmo hostis”, para lhes anunciar “a beleza do Evangelho e da comunhão em Cristo”.
O Papa disse ainda que esta perspetiva se vai reforçar pela coincidência entre a abertura da assembleia sinodal e o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, assinalando o 50.º aniversário da abertura do II Concílio do Vaticano (1962-1965).
“A evangelização, em todo tempo e lugar, teve sempre como ponto central e último Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, e o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, apelo à conversão e à reconciliação”, observou.
O Papa admitiu que o “pecado, pessoal e comunitário” de muitos cristãos se apresenta como “grande obstáculo para a evangelização”, falando também numa “clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimónio”.
“A união do homem e da mulher, o ser ‘uma só carne’ na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloquência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimónio está a passar por uma profunda crise, precisamente nas regiões de antiga tradição cristã”, precisou.
Este Sínodo dos Bispos, que se vai prolongar até ao próximo dia 28, é dedicado ao tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’, contando com a maior presença de participantes na história destes eventos: 262 cardeais, arcebispos e bispos, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras 15 Igrejas cristãs.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Queremos entregar a Maria o próximo sínodo sobre a Nova Evangelização e o Ano da Fé" - Arcebispo Rino Fisichella



"Justamente aqui, neste Santuário de Schoenstatt, onde o Padre Kentenich quis abrir o seu coração, oferecendo a tantas pessoas a possibilidade de encontrar em Maria a fiel companheira da vida, viemos para pedir ao Senhor, por intercessão da sua Mãe, a força e a graça para sermos no mundo testemunhos credíveis, fiéis ao seu amor e anunciadores do seu evangelho. E também há outro motivo importante que nos traz a este Santuário: queremos entregar a Maria o próximo sínodo sobre a Nova Evangelização e o Ano da Fé. Não podemos esquecer que justamente em Schoenstatt, o Padre Kentenich antecipou, com espírito profético, algumas intuições do Concílio Vaticano II. Entregamos estes momentos tão importantes para a vida da Igreja à Mãe da Igreja, que João Paulo II invocou também como "Estrela da Nova Evangelização".

Arcebispo Rino Fisichella, na homilia da Rainha da Nova Evangelização da Europa, em Schoenstatt 8.09.2012

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

«Nada sem ti, nada sem nós» converte-se em prenda da nova evangelização - Arcebispo Rino Fisichella


Na homilia da celebração da Rainha da Nova Evangelização da Europa, no dia 8 de Setembro em Schoenstatt, dia na Natividade de Nossa Senhora, o Arcebispo Rino Fisichella falou-nos de como Maria "nos recorda, hoje, o compromisso de fé (1Tes 1,3). Um compromisso de evangelizar em todo o lado e apesar de tudo. A bela oração que se faz aqui diante da Virgem 'Nada sem ti, nada sem nós', converte-se em prenda da nova evangelização. Um compromisso que hoje assumimos diante dela com a promessa de o conservar cada dia e fazê-lo sempre mais fecundo: assim como ela fez com a vida de Jesus, que 'conservava tudo no seu coração...' Por ele, Jesus 'crescia' junto a ela. Jesus deve crescer em nós e sua Mãe é a via privilegiada para aceder ao seu mistério."

Arcebispo Rino Fisichella, homilia de 8.09.2012

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