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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 25


Padre Klein conta:

Da Aliança de Amor vivida na prática faz parte o empenho corajoso em favor da Mãe de Deus. Quando jovem sacerdote fui encarregado de dar uma conferência, sobre a veneração a Maria, a estudantes na cidade de Bonn, na Alemanha. Viajei para lá com grande zelo e encontrei os jovens junto das suas bandeiras coloridas, sentados à mesa tomando cerveja, fumando e, aparentemente, desinteressados na minha conferência.
No final – só por educação – fizeram-me duas perguntas superficiais. E eu terminara minha tarefa. Completamente desiludido e interiormente irritado, disse ao Senhor Padre: “Nunca mais!” Furioso, lembrei que não se devem jogar as pérolas a determinados bichinhos. O Senhor Padre ficou muito calmo e disse tranquilamente: “O senhor empenhou-se pela Mãe de Deus e Ela jamais o esquecerá!” Mais tarde, esta frase encorajou-me muitas vezes em situações difíceis, em missões populares e nos encontros.


 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 24


Chegou o “Dia da Aliança” como é chamado o dia 18 e cada mês. Logo de manhã começou a chover torrencialmente e as Irmãs de Maria rezavam sem cessar para que a chuva parasse. Começaram a chegar os peregrinos. Os primeiros refugiaram-se na capelinha, mas muitos já ficavam fora. De repente a chuva parou, as nuvens desapareceram e o sol começou a brilhar. Padre Kentenich chegou à sacristia e uma das Irmãs de Maria que rezara muito perguntou se ele também fez uma súplica urgente para a chuva parar. Sorrindo, ele respondeu: “Não. Eu disse simplesmente à Mãe de Deus: olha a situação. Não podes permitir que continue assim!”

 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 23

 
Padre Kentenich era pai e mãe para os jovens seminaristas. Como Diretor Espiritual no seminário, o jovem sacerdote, ao passar pelo corredor, encontrou-se com um aluno do primeiro ano, um menino muito tímido e com muitas saudades da mãe. O pequeno tinha um furúnculo numa mão, que tinha sido provisoriamente enfaixada com um trapo. O Pe. Kentenich parou e perguntou-lhe o que acontecera com a sua mão. O menino explicou-lhe. Então o Pe. Kentenich disse-lhe para tirar o trapo e examinou atentamente a mão doente. Naquele momento, a saudade do menino despareceu completamente.
Mais tarde, já adulto, recordava sempre de novo o cuidado maternal de que fora objeto naquela hora.
 
 

sábado, 2 de agosto de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 22


“Em 1912, Pe. Menningen tinha treze anos de idade e estudava no seminário de Schoenstatt. Certo dia, recebeu a visita da sua mãe. O menino contou-lhe muitas coisas sobre seu Diretor Espiritual, o Pe. Kentenich, o que despertou na mãe o desejo de o conhecer. Após ter conversado, durante uma hora, com o Pe. Kentenich, a mãe disse ao filho: “Querido Alexandre, este padre deve ser para ti o orientador em toda a tua vida. Então trilharás sempre o bom caminho.”  Aos 81 anos, Pe. Menningen ainda dizia: “Sim, mãe, tu tinhas razão! Sempre me orientei neste sacerdote e nunca vacilei na minha vida.”
 

terça-feira, 25 de março de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 21


 
Um sacerdote conta como vivenciou o Padre Kentenich no Campo de Concentração de Dachau, durante a II Guerra Mundial. Um dia, encontrou-se com o Padre Kentenich e receoso ousou perguntar: “Será que sairemos daqui sãos e salvos?” Com toda a calma e serenidade, o Padre Kentenich respondeu: “Isso é secundário! Importante é apenas a vontade de Deus!”
Padre Kentenich estava totalmente entregue à vontade de Deus, mesmo nesses tempos difíceis que passou no “inferno” de Dachau. Ele sabia unir magistralmente o que nós, hoje em dia, separamos tantas vezes: o céu e a terra. Do Padre Kentenich pode-se dizer que “seu andar era no céu”.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 20

 
O P. Esteban Uriburu conta: No dia 8 de julho de 1967, viajei para Schoenstatt para participar da ordenação sacerdotal de colegas de estudo. Nessa altura eu estudava Teologia na Alemanha. A ordenação sacerdotal realizou-se na capela da Casa de Formação. O Senhor Padre estava presente e falou no final da Santa Missa. Muitas vezes ele tinha confirmado que o pensamento central da sua vida, que lhe conferia uma paz invencível, era a Aliança de  Amor. Recordou que, quando os antigos estudantes da Congregação Mariana em Schoenstatt faziam sua consagração à Mãe de Deus, prestavam o juramento à bandeira com as palavras: “Esta é a bandeira que eu escolhi e não abandonarei, a Maria o jurei!”. O Senhor Padre explicou que, pela Aliança de Amor mútua, a Mãe de Deus também dizia: ‘Este é o instrumento eleito por mim, não o abandonarei, a Deus o jurei.’ Se Maria jurou algo a Deus, ela o tomava a sério. No dia seguinte, tive a felicidade de ser o acólito do Senhor Padre no Santuário do Monte Schoenstatt. Após a santa Missa, como era costume, acompanhei-o à sacristia. Perguntou-me se a cerimônia do dia anterior me agradou. Respondi-lhe que o que mais me impressionara foi o que ele dissera da mútua Aliança de Amor, o facto de que a Mãe de Deus jura não abandonar o seu instrumento. Neste momento o Padre Kentenich apontou na minha direção e quase tocando no meu peito com o dedo indicador, enfatizou que este instrumento seria eu e que eu devia interpretar assim estas palavras.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 19


O Padre Kentenich regressava de uma viagem. Ao chegar ao Monte de Schoenstatt fez a proposta: “Vamos ao Santuário para agradecer!” Todos o acompanharam.
Quando ele chegou à frente do Santuário parou e, por uns instantes, olhou reflexivo para a Capelinha. Então disse:
 
“Um Santuário tão pequeno e uma potência de graças tão grande!”
 
Estas palavras expressaram o seu respeito e admiração perante o mistério do nosso pequeno Santuário e a fecundidade da Aliança de Amor.

 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 18


O Padre Alex conta sobre os tempos de fundação de Schoenstatt, sobre o relacionamento dos jovens congregados com o Padre Kentenich. Alex era dos mais novos e estes sofriam muito com a dureza do tempo de guerra, especialmente no período de fome alarmante. “O Padre Kentenich”, conta “carregou, por assim dizer,  com todas as nossas necessidades,  também porque ele era mãe,  verdadeiramente mãe para nós nas situações mais difíceis. Ele não podia mudar a situação,  mas  pela maneira de carregar tudo connosco, de sentir connosco, nós já recebíamos as forças necessárias para ultrapassar essas necessidades. O Padre Kentenich transformou nessa situação em atos de amor a Nossa Senhora. Ele conduzia com simplicidade: ‘Não podes dizer tudo isso, assim, a Nossa Senhora?’ Ou: ‘Não queres, porventura, sim, não desejas colocar esse sacrifício no Capital de Graças?’ Era sua forma habitual de falar: ‘Não desejas fazer assim... Alex, não queres tentar...  O que pensas disso?’ Assim ele conduziu-nos a que convertêssemos tudo em dádiva para a Rainha dos Congregados (jovens seminaristas).  E assim continuamos fazendo pela vida fora.” 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O padre Kentenich na minha vida - 17


O Padre Kentenich recebia-nos sempre de braços abertos e com um sorriso caloroso. Parecia-nos que ele não tinha nada mais importante a fazer do que visitar-nos. As suas preocupações nunca o impossibilitaram de nos visitar. Nós, crianças, sabíamos que o P. Kentenich tinha sempre alguma guloseima para nós. Às vezes, também nós íamos visitá-lo nas tardes de domingo, para que os nossos pais estivessem com ele. Nós gostávamos de ir com eles e o P. Kentenich ficava também feliz por nos ver. Uma vez perguntou-nos: “Quando foi a última vez que me visitaram? A minha irmã mais velha disse: Foi quando o senhor nos deu uvas.” O Padre Kentenich riu com vontade, saiu da sala e voltou trazendo um pacote de chocolates. Todos os que o visitavam recebiam presente e a sua bênção. Geralmente era um presente que ele acabara de receber do último visitante. As pessoas “adoravam” trazer-lhe um presente e ele gostava de os dar. O Padre Kentenich preocupava-se sempre com o nosso bem-estar físico e com o nosso crescimento espiritual. Perguntava muitas vezes ao meu pai, que era eletricista: “O senhor tem trabalho suficiente? O salário é suficiente?” Com 7 crianças na família, Padre Kentenich queria ter a certeza de que o nosso pai podia sustentar-nos.
Margaret Fenelon

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 16


No dia 18 de Outubro de 1914, o P.Kentenich diz aos jovens “o BERÇO DE SANTIDADE para nós deve ser esta capelinha. E esta santidade fará suave violência à nossa querida Mãe do Céu e atraí-la-á para junto de nós.” Em todo o mundo surgiram homens e mulheres de diferentes estados de vida laical que seguiram o caminho de santidade orientados na espiritualidade de Schoenstatt e vivendo das graças do Santuário. São centenas aqueles a quem chamamos heróis de Schoenstatt e muitos têm processo de beatificação em Roma. Entre eles está o pai de família João Pozzobon, um homem humilde, mas de um grande amor à missão. Quando se encontrou com o Padre Kentenich, surgiu uma conversa sobre o apostolado da Mãe Peregrina:
 
- “O terço é um tesouro” – disse-lhe o Padre Kentenich. João Pozzobon acrescentou que a “Campanha” e a oração do terço exigiam sacrifícios.
 
- “Depois de muitos sacrifícios vêm as alegrias” – respondeu o Padre Kentenich.
 
- “Conheço uma pessoa” – disse o Sr. João (referindo-se a si mesmo) – "que, quando vai rezar o terço, veste-se com as melhores roupas, pois tem muita alegria em rezá-lo.”
 
- “Não lhe diga isto, mas essa pessoa terminará sendo santo”. – respondeu o Padre Kentenich e acrescentou: “Rezando o terço, um homem converteu uma cidade inteira.”
 
São os pequenos gestos, mas realizados com grande amor que santificam a vida.
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 15


Numa das suas viagens internacionais, o Padre Kentencih recebeu uma homenagem especial numa determinada paróquia. Um sacerdote, no seu discurso, louvou-o, apresentando-o como o grande educador da nossa época e apresentou-se a si mesmo como “obra-prima” da sua arte de educar. Concluída a homenagem, Padre Kentenich levantou-se, agradeceu o louvor que lhe fora dirigido e prosseguiu dizendo que deveria transmiti-lo para além de si – Àquela que, em Schoenstatt, é a grande Educadora. Portanto, a Ela, a Mater ter Admirabilis dirigia a homenagem dessa hora. E disse que ELA é capaz de criar não somente obras-primas de educação, três vezes admiráveis, mas também dez vezes admiráveis. E, sorrindo, apontou ao sacerdote que antes lhe tinha dirigido a palavra.

 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 14


O Padre Kentenich tinha um  grande amor a Nossa Senhora e acreditava  na Seu atuar a partir do Santuário. Por isso, nada lhe dava mais alegria do que conduzir as pessoas ao Santuário para que  recebessem as graças  que Ela, de modo especial, aí oferece . São muitos os testemunhos escritos de pessoas que foram conduzidas ou levadas aos Santuários. Uma senhora conta: Eu tive a alegria de ir ao encontro do Padre Kentenich. E levei-lhe como presente um pequeno ramo de rosas. Padre Kentenich recebeu com alegria as flores e agradeceu. Depois da minha ‘audiência’, ele deu-me o ramo  com a  incumbência de levá-lo, em seu nome, à Mãe de Deus no Santuário. Este pequeno gesto, mais do que palavras, mostrou-me com que delicado amor e atenção  o Padre  Kentenich honrava a Mãe de Deus.
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 13


Não sabendo mais como fazer, uma mãe foi ter com o Padre Kentenich para contar o problema que estava a enfrentar: recentemente tinha novos vizinhos que estavam a exercer uma má influência para os seus filhos. Como mãe estava muito preocupada e com medo. O Padre Kentenich escutava atencioso. Quando ela terminou, convidou-a a ir ao Santuário e dizer a Deus e a Nossa Senhora todas as suas preocupações. Ela seguiu o conselho. Estava a rezar quando, de repente, a porta se abriu. Padre Kentenich entrou silenciosamente, ajoelhou-se e olhou para a imagem da Mãe de Deus. Mais tarde, a senhora conta: “Eu tive a impressão que ele rezava nas minhas intenções! Nesse instante aprendi dele a rezar. Esse momento, em que o observei, jamais esquecerei.” Passado algum tempo, o Padre Kentenich levantou-se e saiu. Agradecida, a senhora seguiu-o para se despedir. Ele assegurou que tudo correria bem, e que Nossa Senhora cuidaria. Consolada e mais sossegada, essa mãe regressou a casa e, passado algum tempo, a situação resolveu-se.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Padre Kentenich na minha vida - 12


"Uma Irmã de Maria conta o seguinte exemplo:
Eu trabalhava como Educadora e tinha no Jardim de Infância uma criança que, sempre de novo, roubava coisas aos outros. Todas as tentativas, para que isso não voltasse a acontecer, foram um fracasso. Quando contei ao Padre Kentencih, ele deu-me o seguinte conselho:
"Ofereça à criança ainda mais amor e confiança!" E continuou: "Você já rezou especialmente por essa criança e ofereceu algo para o Capital de Graças de Nossa Senhora?"
Quando neguei com um pequeno gesto, Padre Kentenich continuou: "Então, faremos isso agora, juntos!"
Depois ainda me aconselhou a oferecer conscientemente, todos os dias durante uma semana, algo por essa criança, à Mãe de Deus, para que ela vencesse o instinto de roubar. Exactamente oito dias depois, vi como o João, ao sair, escondeu uma tesoura nas meias. À tarde pedi às crianças para fazerem ordem, pois faltava uma tesoura. Naturalmente não tive sucesso, apesar da confiança! No dia seguinte, observei como João colocou a tesoura entre os livros, na estante. Mais tarde, uma outra criança encontrou-a. Na oração final agradecemos a Nossa Senhora por termos encontrado a tesoura. Então aconteceu o inesperado:
Depois do almoço, João chegou mais cedo e estava lá sozinho. Então disse:
"Irmã, eu preciso dizer-te algo ao ouvido: eu nunca mais roubo uma tesoura!"
E ficou assim.
João experimentou realmente uma transformação e nunca mais faltou algo."

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Padre Kentenich na minha vida - 11

António Ruivo - fotografia com o PK

50 Anos de Aliança de Amor

"São momentos muito especiais estes que estamos a viver. Também por isso atrevo-me a divulgar esta foto de Fevereiro ou Março de 1967, que me parece muito especial. É na Haus Regina depois da missa em que fui sacristão do nosso Pai. Eu tinha estado, talvez um mês antes, em conferência com o P. Kentenich no Berg Schönstatt para lhe dizer que me vinha embora.

Agora vinha despedir dele e a Frau Gramlich «arranjou» o ajudar à missa e tomar o pequeno almoço com ele. A foto é depois da missa; uma Senhora de Schönstatt viu-nos e quis tirar a foto, que depois me mandou. Redescobri-a há algum tempo e não parei de ampliá-la porque me lembrava muito bem do aperto que o nosso Pai exercia sobre os meus dedos. O curioso é que só em 1975 eu deixei de ver o grande chefe para ver o pai. Outro dom da Aliança. E a foto passou a ter para mim um significado muito maior: O Pai não nos larga nunca, mesmo quando tem que nos fazer doer. E sem nós percebermos nada. Acho que para todos nós é uma grande mensagem, para termos o coração mais aberto e confiante, sobretudo nós que somos Família do Pai. Portugal tem que perceber que está assim a ser agarrado."

António Ruivo

Fonte: http://www.lisboa.schoenstatt.pt/18-abril-2012/50-anos-de-alianca-do-antonio-ruivo---fotografia-com-o-pk

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Padre Kentenich na minha vida - 10


A Juventude Feminina do Brasil foi ouvir o testemunho de uma Irmã de Maria sobre o tempo em que ela conheceu o Padre Kentenich. Deixamos aqui algumas das perguntas e respostas:
JFS: Ir. Stellamaris, quais são suas lembranças dos encontros que teve com o Pe. José Kentenich?
O meu primeiro encontro com o Pai Fundador foi no dia 7 de abril de 1948, quando ele veio para a inauguração do Santuário em Santa Maria. Nós éramos postulantes e íamos receber o vestido no dia 9 de abril. Eu não recebi o vestido durante a visita do Pai Fundador porque numa consulta médica constatou-se uma infecção na apendicite. Foi muito difícil saber que teria que voltar para casa para me tratar. Chamamos um táxi, eu chorava junto à mestra das postulantes. Como era difícil ir, sabendo que o Pai estava ali! Mas, ele  disse-me: “A senhora vai, vai cuidar bem disso e logo estará aqui de volta”. Na hora em que eu entrei no táxi para ir embora, o Pai, que estava hospedado no quarto ao lado da portaria, estava na janela e ficou “abanando” para mim, e eu chorava. Foi triste, mas marcou-me profundamente!
Nós tivemos a vestição em setembro (de 1948), e em janeiro de 1949, o Pai Fundador teve um congresso em Santa Maria. Aconteceu justamente no período da consagração do meu curso. O Pai Fundador estava presente e celebrou a missa. Em seguida tomou todas as refeições connosco. Imaginem a nossa alegria! Durante o café, o Pai Fundador interessou-se por saber um pouco mais sobre cada uma de nós, de onde éramos e qual a origem das nossas famílias.
As nossas famílias eram: três italianas, uma indiana, uma japonesa, uma portuguesa e quatro brasileiras. Pegando num botão de rosa, de um arranjo que estava na mesa, O Pai Fundador foi despetalando e tirando as folhas. Profeticamente disse para cada uma, entregando uma pétala e uma folha: “Vais levar Schoenstatt para a Itália” para as italianas, “Vais levar Schoenstatt para a Índia” para a indiana, “Vais levar Schoenstatt para o Japão” para a japonesa, “Vais levar Schoenstatt para Portugal”, para a portuguesa e para as brasileiras deixou a tarefa de “Levar Schoenstatt para todo o Brasil”.
E nós perguntávamo-nos: será que vão as palavras do pai e Fundador serão mesmo profeticas? A Irmã japonesa não foi para o Japão, assim como a da Índia, mas Schoenstatt chegou lá, a Mãe está lá através da Peregrina e dos Santuários. A profecia cumpriu-se. E eu fui para a Itália, como o Pai Fundador tinha dito. Estive lá aproximadamente três anos, mas só muito tempo depois, já em 1994. Como o Pai Fundador era profeta! No Brasil e no mundo, milhares de famílias recebem a Mãe. Schoenstatt está por todo o mundo.


Eu estava com uma infecção no olho e o Pai Fundador soube do problema. Brincando disse que deveria tirar o olho todo para curar a infecção e rindo bateu palmas. Para bater palmas ele fez assim (a Irmã faz um movimento com as mãos fechadas, batendo as pontas dos polegares uma na outra). Meses depois, numa outra visita, ele mesmo lembrou-se de me perguntar como estavam os meus olhos. Confesso que eu mesma já tinha esquecido esse acontecimento.  Aquilo impressionou-me muito, pois eu pensei: “como é que o Pai, que anda por tantos países e lugares,  se preocupa com cada um?” A gente vê que o Pai Fundador se preocupava com todas as pessoas que se empenhavam na missão com ele, não só com as Irmãs. Hoje também, quando selamos uma Aliança com a Mãe de Deus, também selamos com o Pai. Ele nunca nos abandona.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Padre Kentenich na minha vida - 9


Eu trabalhava como secretária do P.Kentenich. Ele tinha terminado de ditar um documento, de grande importância, quando me disse: “Faça-me o favor: leve este documento ao Santuário, coloque-o sobre o altar e depois diga alguma coisa à Mãe de Deus.” Fui ao Santuário e coloquei o documento sobre o altar. E pensei: o que faço agora? A que se referiria o Padre Kentenich quando disse “e depois diga alguma coisa à Mãe”? Eu não sabia o que fazer, mas rezei assim: “Mãe, tu conheces o conteúdo deste documento, encarrega-te de tudo a seu respeito.” Depois fiz o sinal da cruz e saí do Santuário. Quando cheguei junto do P.Kentenich ele disse surpreendido: “Já?” Eu respondi: “Mas o Santuário fica tão perto.” O Pai e Fundador perguntou-me muito amavelmente: “Colocou o documento sobre o altar?” “Sim, Sr.Padre.” “E disse alguma coisa à Mãe?” “Sim.” “Permita-me perguntar o que lhe disse?” “Claro que sim, Sr.Padre.” E contei-lhe o que tinha pensado, o que a Santíssima Virgem devia fazer. Então veio a grande pergunta: “E a Nossa Senhora o que respondeu?”  “Como? Ela não respondeu!” “Não disse nada?” “Sr.Padre, como é que ela poderia dizer alguma coisa se ela não fala?” O P.Kentenich continuou com a mesma insistência: “A senhora quer dizer que a Mãe não respondeu? Que estranho!” Senti-me mal porque o P.Kentenich continuava a fazer a mesma pergunta e disse-lhe: “Vou ser sincera com o senhor. Depois de eu ter dito a Nossa Senhora o que queria dizer-lhe, fiz o sinal da cruz e vim embora.” Então ele disse: “Bem, agora entendo!  A senhora não lhe deu a oportunidade para Ela responder. No momento em que a Mãe queria dizer-lhe algo, a senhora já tinha saído. Agora, faz favor, volte ao Santuário. Diga tudo à Mãe, pode até fazer queixa de mim. E quando tiver dito tudo, fique em silêncio e, com o seu coração voltado para a Mãe, escute-a. Verá que ela vai falar.” Eu não entendi... mas fui e fiz o melhor que pude. No Santuário fiquei em silêncio por um bom momento, com ‘o meu coração voltado para ela!’...A minha alma foi penetrada por uma grande paz. A Mãe não me falou em voz alta, mas eu vi e senti uma clareza excecional em relação a tudo o que se referia ao documento sobre o altar. (…) No fim voltei à secretaria. O P.Kentenich olhou-me com carinho e disse: “Veja, rezar é falar com Deus, com Nossa Senhora, com uma pessoa do céu. É um diálogo íntimo e confiante. Não é um monólogo, é um diálogo. Um fala e o outro escuta. Quando lhe falam, desejam poder contar com a mesma atenção e o mesmo interesse que a senhora espera que eles lhe prestem, quando lhes fala. Pode ter a certeza de que Deus e Nossa Senhora respondem sempre. Evidentemente, não gritam, falam com uma voz suave. Agora a senhora entende, não é verdade? No nosso Santuário, a nossa querida Mãe ensina-nos a falar com ela de um modo muito pessoal, de coração a coração.”

Ir.Petra Schnuerer

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Padre Kentenich na minha vida - VIII

Teresa Paccetti

"Em Setembro de 1965 o Padre Kentenich, Fundador do Movimento de Schönstatt, regressa a Roma, pela mão de Nossa Senhora, do seu exílio de 14 anos, em Milwaukee, nos Estados Unidos.
Uma vez ultrapassadas sucessivas dificuldades, incompreensíveis aos olhos humanos, mas permitidas por Deus para sua glória e enfrentadas pelo próprio Kentenich com toda a sua serenidade habitual, na medida em que confiava totalmente em Nossa Senhora, chega a Schönstatt na noite de Natal desse ano de 1965.
A Família de Schönstatt experimenta mais uma vez como o poder divino acaba sempre por vencer o poder das trevas.
Durante os 14 anos de exílio do Fundador, ao contrário do que humanamente se poderia esperar, o Movimento de Schönstatt cresceu, multiplicou-se e difundiu-se por todo mundo, provando-se assim como é realmente uma Obra de Deus e não apenas uma ideia e construção humana.
Portugal foi um dos países onde o Movimento de Schönstatt chegou e frutificou durante esse período de exílio do Fundador.
Eu fui uma das jovens privilegiadas que, aos 14 anos de idade, em 1962, conheceu o Movimento, que estava a despontar em Lisboa. Fui uma das fundadoras de Schönstatt em Portugal.
A Paula e eu fomos a Schönstatt, no verão de 1967. Foi então que aconteceu o nosso encontro com o Padre Kentenich. Já tínhamos ouvido falar muito do Padre Kentenich.
Da sua pessoa, da sua vida, dos seus ideais, e muito especialmente do seu amor a Maria e da relação paternal que tinha com cada pessoa.
Um grande desejo foi então crescendo em nós: conhecê-lo pessoalmente, ouvir a sua voz, sentir a sua presença paternal.
Nossa Senhora satisfez-nos esse desejo no dia 2 de Setembro de 1967, ou seja, precisamente dois anos após o seu regresso do exílio e um ano antes da sua morte.
O Padre Kentenich costumava celebrar Missa todos os dias às seis da manhã, num dos Santuários de Schönstatt.
Nesse dia 2 de Setembro veio celebrar ao Santuário das Senhoras, junto à Haus Regina, onde nós estávamos hospedadas. Madrugámos para poder participar na Missa. Mas valeu a pena! Tanto mais que, depois da Missa pudemos conversar com ele.

 

E o que ficou gravado foi especialmente a sua atitude; mais do que as palavras, tanto mais que eram em alemão e os nossos conhecimentos de alemão eram bastante curtos.
Primeiro, a minha atenção estava toda centrada no seu rosto, no seu olhar. Queria captar ao vivo tudo aquilo que já ouvira falar dele. Tudo o que ele era e tudo o que tinha vivido.
O que mais me impressionou foi, sem dúvida, a transparência, a serenidade e a alegria profunda do olhar.
Toda a sua atitude, toda a sua postura reflectiam a simplicidade e a confiança de uma criança.
Ao mesmo tempo, transparecia uma grande maturidade, uma enorme segurança.
E quando nós pensávamos como tinha sido dura a sua vida e víamos aquele olhar tão límpido, tão sereno, era impossível não nos emocionar.
Depois, foi a sua atenção pessoal e a sua atitude paternal para com cada uma de nós.
Naquele encontro a Paula e eu oferecemos ao Padre Kentenich uma vela alta e gorda, com o desenho das caravelas portuguesas gravado.


Então, ele pediu para a acendermos, mas só à terceira tentativa é que conseguimos acendê-la.
Então, o Padre Kentenich disse, sorrindo: “Sem dúvida é difícil fundar o Movimento em Portugal”.
Por fim, devolveu-nos a vela e disse: “Acendei-a em Portugal, pela fidelidade dos que estão e dos que hão-de vir”. "

Teresa Paccetti

(Este bonito e significativo testemunho foi apresentado, no dia 18 de Setembro de 2010, no Encontro dos Amigos do Padre Kentenich e da Irmã Emilie realizado no Santuário de Aveiro).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Padre Kentenich na minha vida - 7


P. Kentenich – o Fundador da Obra de Schoenstatt, que viveu santamente – era dotado de elevados dons do espírito e do coração. Foi teólogo de alta categoria, pedagogo e psicólogo de olhar extraordinariamente profundo, perspicaz e de ampla visão.
Nos depoimentos para o seu processo pro-canonização, um de seus filhos espirituais coloca em evidência o 'seu serviço desinteressado aos outros, unido à sua grande capacidade de empatizar e arte de escutar, de perscrutar, de abrir os corações, como também a infinidade de trabalhos minuciosos que realizou,'. Contudo, a mais bela palavra, que todos os que tiveram oportunidade de conviver mais próximos a ele dizem, é: P. Kentenich foi um Pai.
Quando Felipe pediu ao Salvador: 'Senhor, mostra-nos o Pai', dele recebeu a resposta: 'Felipe, quem me vê, vê também o Pai' (Jo 14,9). Algo semelhante, embora em nível sem medida inferior, nós também podemos dizer do P. Kentenich. Como seu transparente, ele nos tornou o Pai Eterno sumamente sensível.
Uma família americana que, por longos anos, esteve em estreito contacto com ele, testemunha: "Cada um de nós sentia-se profundamente tocado pela dádiva que Deus Pai nos presenteara por esta pessoa que irradia sua bondade paternal e sua compreensão. Através dele pudemos vivenciar o próprio Pai Celestial."
Uma jovem do Movimento de Schoenstatt relata: " Eu tinha o grande desejo de, no dia da Aliança de Amor (18 de Outubro), fazer a minha consagração à Mãe de Deus, como Membro da Juventude Feminina de Schoenstatt. Mas não havia recebido para isto, o consentimento da Dirigente Diocesana do Movimento. Para mim era como se Nossa Senhora não quisesse aceitar minha oferta. Por isso sentia-me muito triste.
Na manhã de 18 de Outubro, encontrei-me com o P. Kentenich, no caminho à Casa de Retiros. Vendo-me, veio ao meu encontro e perguntou-me: 'Mas, o que aconteceu? Um dia tão belo e um rosto tão triste!' Entre lágrimas, contei-lhe tudo o que me oprimia. Ele me escutou com toda a atenção e disse que, então, eu tinha um belo presente para oferecer à Mãe de Deus; eu deveria presentear-lhe este sacrifício. E, em seguida, disse-me: 'Veja como o sol brilha de manhã; como se ele alegra connosco em nosso grande dia de festa! Também deve alegrar-se. Tudo ficará bem!'
Com o propósito de superar minha tristeza, despedi-me. À tarde, encontrei-me novamente com ele. Reconheceu-me logo, veio ao meu encontro e disse-me: 'Assim me agrada muito mais'. E, com grande amor, estendeu-me a mão. Naquele dia 18 de Outubro, ficou gravada em mim uma imagem de Pai, como até então não havia experimentado. Pude vivenciar um pai bondoso que se me afigurou como imagem do Pai Eterno."
Serão tais depoimentos algo exagerados? De modo algum! No P. Kentenich, os homens experimentaram um reflexo do amor de Deus. E, com esta vivência, sentiram-se estimulados a confiar mais intensamente no amor e misericórdia do Pai Celestial.

(Ir. Annette Nailis)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Padre Kentenich na minha vida (6)


Decorria o ano de 1958, eu tinha 23 anos e pertencia à JFS. Fiz uma viagem de nove dias, atravessando o Oceano Atlântico para conhecer o fundador do Movimento de Schoenstatt que eu seguia desde os 14 anos. Nessa época não era comum uma jovem universitária viajar para um país tão longe.
Foi uma aventura deixar a cidade de Estugarda para ir aos EUA encontrar um sacerdote alemão que só conhecia através de livros. Acabei por ficar por lá. Trabalhei como secretária do Padre Kentenich durante três anos (a1958 a 1961).


Viajei com uma amiga até chegarmos ao Santuário de Milwaukee. A ideia era esperar. Aí pedimos à Virgem Maria que nos enviasse o fundador. Mas, como eu fiquei intranquila, saí para caminhar. Disse à minha companheira que se o fundador chegasse, deveria chamar-me. Não me dei conta que ao sair, já o Padre kentenich chegava pelo outro lado do Santuário. Ele não permitiu que a minha amiga fosse chamar-me sozinha, mas disse que íam os dois. Isso significou muitíssimo para mim. Foi no dia 10 de Agosto de 1958. Nunca mais o esquecerei.
Impressionou-me muito o Padre Kentenich, porque era uma pessoa muito próxima, muito cordial, sensata, muito nobre, que atraía. Tinha uma grande simplicidade, ajudava a todos, preocupando-se com todas as suas necessidades materiais e espirituais. Um traço característico do fundador era que este sabia unir de forma harmoniosa o natural com o sobrenatural. Vivenciei nele um sacerdote muito paternal.

Encontrei um Pai e um Educador. Um educador que respeitava o seu educando e a liberdade deste, dando só início ao processo pedagógico, depois de ter crescido uma relação de confiança recíproca; observava muito antes de intervir e deste modo penetrar profundamente no processo da educação. O Pe. Kentenich educava, sobretudo, mediante o testemunho de vida; o que transmitia, vivera inteiramente. O Pe. Kentenich não é schoenstattiano; ele é Schoenstatt.
Ir.Petra - Milwaukee - EUA
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