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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Papa Francisco e Bento XVI - juntos nos jardins do Vaticano

 
Vaticano, 05 jul 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco e o seu antecessor, Bento XVI, estiveram juntos, esta manhã, nos jardins do Vaticano, na inauguração de uma estátua do arcanjo São Miguel, protetor da igreja universal e padroeiro da cidade do Vaticano
A escultura em bronze, com 5 metros, está colocada numa área dos Jardins do Vaticano, próxima ao prédio do Governatorato e “é uma obra monumental patrocinada pelo presidente emérito do Governatorato, cardeal Giovanni Lajolo, para celebrar o Arcanjo Miguel, principal defensor da fé e custódio universal da Igreja”, lê-se no site de notícias news.va
Na alocução que pronunciou, o Papa Francisco recordou o significado que assume, neste Ano da Fé, a inauguração de uma imagem dedicada ao arcanjo São Miguel, cujo nome significa “Quem é como Deus?” e Miguel – sublinhou o Papa “é o campeão do primado de Deus, da sua transcendência e potência”.
A escultura recorda que “o mal é vencido, o acusador é desmascarado, a sua cabeça é esmagada, porque a salvação realizou-se uma vez para sempre no sangue de Cristo”, disse o Papa Francisco.
O autor é o artista Giuseppe Antonio Lomuscio, da cidade de Trani (Itália) vencedor do concurso internacional organizado pelo Governatorato do Estado do Vaticano e avaliado por uma comissão de especialistas, presidida pelo diretor dos Museus do Vaticano, Paolo Paolucci.
A escultura está apoiada sobre uma base de mármore travertino, também projetada pelo artista, e caracterizada pela presença de dois baixo-relevos em bronze.
RV/LFS

Fonte:http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=96100
 




terça-feira, 16 de abril de 2013

Bento XVI celebra hoje 86 de vida


Bento XVI celebra esta terça-feira 86 anos no palácio pontifício de Castel Gandolfo com irmão Georg e vai passa o dia com as quatro leigas que trabalham para si, com o secretario particular, o arcebispo Georg Ganswen e a secretária Birgit Wansing.
O Papa Francisco dedicou-lhe a Missa do dia que celebrou hoje na Capela da Casa de Santa Marta: “Ofereçamos a Missa por ele, para que o Senhor esteja com ele, o conforte e lhe dê muita consolação.”
 

No Encontro Mundial das Famílias, em junho do ano passado, em Milão, Bento XVI respondeu a uma criança sobre a sua infância. Para a minha família era muito importante o domingo, explicou então o Papa, recordando com gosto a sua infância na Baviera, ritmada pelo descanso dominical que começava já no sábado à noite quando o pai lia as leituras do Domingo e assim ele, Joseph, e o irmão Georg, entravam já na “liturgia, num clima de júbilo”.
“No dia seguinte íamos à missa. Sou de uma terra perto de Salisburgo, portanto tivemos sempre muita música – Mozart, Schubert, Haydn – e quando começava o Kyrie, era como se o céu se abrisse. Depois, em casa, está claro, era importante a refeição, todos juntos."
Para o pequeno Joseph Ratzinger, a música sempre foi uma presença e causa de alegria. Recorda que cantavam muito em família, até porque o irmão, que viria a ser maestro do coro da catedral de Ratisbona, desde jovem que criava pequenas composições musicais. Para além da música, outra paixão da família Ratzinger eram os passeios que faziam nos caminhos de montanha, tão abundantes na Baviera. "Estávamos perto de um bosque, e assim caminhar nos bosques era uma coisa muito bonita: aventuras, jogos, etc. Numa palavra, éramos um só coração e uma só alma, com tantas experiências comuns, mesmo em tempos muito difíceis, porque era o tempo da guerra, antes da ditadura, e depois da pobreza"..
O Papa Bento XVI ressalta o "amor recíproco" que se vivia na família. Um amor "forte" que dava "alegria também para coisas simples", e assim "se podiam superar e suportar" mesmo as provas mais difíceis: "Parece-me que isto era muito importante: que mesmo coisas pequenas davam alegria, porque assim se exprimia o coração do outro".
E assim, acrescenta, "nós crescemos na certeza de que é bom ser um homem, porque víamos que a bondade de Deus se refletia nos pais e nos irmãos". A sua infância é tão bela que, com um sorriso, Bento XVI imagina que estar no Paraíso é mesmo assim: "Assim, neste contexto de confiança, de alegria e amor, nós éramos felizes e penso que no paraíso deveria ser semelhante ao modo como eram as coisas na minha juventude. Neste sentido, espero ir “para casa”, indo para a “ outra parte do mundo”.


Fonte: Radio Vaticana

segunda-feira, 25 de março de 2013

"Somos irmãos!" - O encontro dos dois Papas



Rezaram juntos lado a lado. Depois trocaram presentes. Um recebeu uma imagem muito especial de Nossa Senhora e o outro os documentos secretos. Um encontro que nos dá, a nós cristãos, uma grande lição de vida.
MP
 

sábado, 23 de março de 2013

Domingo de Ramos


"Na procissão do Domingo de Ramos associamo-nos à multidão dos discípulos que, em festa jubilosa, acompanham o Senhor na Sua entrada em Jerusalém. Como eles louvamos o Senhor em coro por todos os prodígios que vimos. Sim, também nós vimos e ainda vemos os prodígios de Cristo: como Ele leva homens e mulheres a renunciar aos confortos da própria vida e a colocar-se totalmente ao serviço dos que sofrem; como Ele dá coragem a homens e mulheres de se oporem à violência e à mentira, para dar lugar no mundo à verdade; como Ele, no segredo, induz homens e mulheres a fazer o bem ao próximo, a suscitar a reconciliação onde havia o ódio, a criar a paz onde reinava a inimizade.
A procissão é antes de tudo um testemunho jubiloso que prestamos a Jesus Cristo, no qual se tornou visível para nós o Rosto de Deus e graças ao qual o coração de Deus está aberto a todos nós."
(Excerto retirado do livro Bento XVI - Quaresma e Páscoa)

Fami e Paulo

segunda-feira, 4 de março de 2013

Carta da Presidência Internacional do Movimento de Schoenstatt a Bento XVI

 
A Sua Santidade o Papa Bento XVI
 
00120  Cidade do Vaticano
 
Querido  Santo Padre
O Movimento Internacional de Schoenstatt agradece, junto a toda a Igreja universal, pela condução da Igreja ao longo de Vosso pontificado como sucessor de Pedro. Damos graças a Deus Trino por, nesta época de mudanças, nos ter presenteado um pastor e mestre que, com grande sabedoria, considerou e mostrou a fé e a razão em unidade. Como experiente homem de Igreja, Vossa Santidade buscou o diálogo com claridade e humildade e assim colocou a Igreja em contato com cientistas, governantes e também com outros líderes religiosos. Mostrou-se em público com confiança na misericórdia de Deus e também respeito à dolorosa realidade da Igreja. Como homem de Deus deu um testemunho visível de que em tudo se trata da glória de Deus e de seu Reino.
Com Vossas encíclicas, homilias e alocuções dirigiu a atenção até às grandes realidades do cristianismo. Apresentou, sempre, o amor de Deus como a raiz da mensagem cristã. Agradecemos a Vossa Santidade por esta condução até o centro do que a Igreja é hoje e como deve atuar hoje no mundo.
Como Família de Schoenstatt acompanhamos Vossa Santidade, neste caminho, com cordial solidariedade e no amor fiel à igreja, ao cargo e à pessoa do Papa. Nosso fundador, o Pe. José Kentenich, ensinou-nos que a Igreja só pode ser uma família de fiéis quando o Santo Padre e os bispos são reconhecidos em sua tarefa paternal. A sociedade moderna, órfã de pai, recebeu o presente de uma voz paterna de segurança através de sua pessoa e de seus ensinamentos.
No Santuário de Schoenstatt encomendamos, à proteção de Maria, Vossa Santidade e a herança espiritual que nos deixa. Que Ela vos acompanhe especialmente neste dia de hoje.
Que Maria implore os dons do Espírito Santo sobre os cardeais para a eleição de vosso sucessor querido por Deus, para que todos os espíritos possam estar cada vez mais unidos na verdade e todos os corações no amor.
 
Vallendar-Schönstatt, 28.02.2013
Pe. Heinrich Walter
Presidente da Presidência Internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt
 
 

domingo, 3 de março de 2013

Missa de agradecimento pelo Pontificado de Bento XVI


Durante os últimos minutos do pontificado do Papa Bento XVI, celebrou-se na Igreja da Adoração em Schoenstatt, uma Santa Missa em acção de graças por estes pouco mais de oito anos de serviço e direcção que o Papa ofereceu ao povo de Deus. A Conferência Episcopal da Alemanha – como em muitos outros países – tinha convocado todas as dioceses e paróquias a celebrar a Eucaristia, com esta intenção, o agradecimento pelo pontificado do Papa Bento XVI.
A celebração foi muito concorrida. Entre os presentes estiveram as autoridades civis da região: o alcaide de Vallendar e o deputado que representa o Estado da Renânia Palatinado, que foram saudados de uma maneira especial pelo Padre Biberger, Director Geral das Irmãs de Maria, que presidiu à celebração.


Vivemos juntos os últimos minutos

“Viemos celebrar esta acção de graças, na qual queremos agradecer especialmente por todo o bom e positivo que aprendemos dele, e agradecer a Deus pelo facto de nos ter presenteado com Bento XVI como pastor da Igreja”, disse o Padre Biberger no início da Eucaristia.

“Unimos a nossa oração ao pedido de força para o Santo Padre nestes minutos de despedida, pois para ele tudo isto também é algo novo. Que o Espírito Santo o acompanhe neste momento de mudança.”

Com respeito e admiração

Respeito, admiração, gratidão… foi esse o ambiente que reinou durante a celebração, tal como descreveu o Padre Biberger: “Olhamos com respeito e admiração o passo que deu o Santo Padre e ficamos gratos por tudo o que ele ofereceu à Igreja durante estes anos”.
Nessas ofertas, o Padre Biberger destacou especialmente três:
- Os livros sobre a vida de Jesus;
- O acento na fé, na esperança e na caridade nas suas encíclicas: "Deus Caritas est”, “Spe Salvi” e “Caritas in Veritate”.
- Os três anos especiais que proclamou: O Ano de São Paulo (Paulino), o Ano Sacerdotal e o Ano da Fé, “três anos que foram um impulso pastoral que motivou a Igreja a reflectir sobre as suas raízes e fundamentos para recuperar forças e assim puder continuar a dar testemunho neste mundo em convulsão”.
A sua herança - O Ano da Fé:
“A meio deste Ano da Fé, o Santo Padre apresenta a sua renúncia e deixa-nos este Ano da Fé – assim o podemos dizer – como a sua herança”, disse o Padre Biberger no final da sua homilia.
Foi assim que se acompanhou espiritualmente, desde a Igreja da Adoração em Schoenstatt o Papa Bento XVI nos últimos minutos do seu pontificado.
Fonte: Schoenstatt Internacional
Fami e Paulo

sábado, 2 de março de 2013

"O que é que este terramoto provocou em nós?"


RR - No dia em que Bento XVI se despediu dos fiéis, os jovens que acompanharam a sua vinda a Portugal em 2010 voltaram a encontrar-se, desta vez numa igreja de Lisboa. À saída, cada um recebeu um cartão com o nome de um dos cardeais do conclave, que inclui uma oração especial
 
São 19h00 em Portugal, 20h00 em Roma, e, a partir deste momento, a Igreja entrou em Sede Vacante." Foi uma voz grave que ressoou dos altifalantes montados à porta da Igreja da São Domingos, em Lisboa, a chamar a multidão que se juntou à porta para a missa de agradecimento a Bento XVI, agora Papa Emérito. Passadas as faixas azuis penduradas à entrada, a visão é a de uma igreja que parece tão pequena quando é na realidade muito grande, porque há mais de duas mil vozes a dizer "obrigado".
No dia em que Bento XVI deu a derradeira bênção nas varandas de Castel Gandolfo, os jovens que o acompanharam na sua vinda a Portugal em 2010 voltaram a encontrar-se para lembrar o pontificado que agora termina. Miguel Machado, da organização, explica que vêm de vários movimentos e sectores diferentes - "são pessoas mais conservadoras, mais progressistas, que querem coisas mais malucas ou mais sérias" - e que pretendem "apagar-se" para ficarem unidos perante o Papa.
A celebração começou com a projeção de um vídeo em dois ecrãs gigantes montados em cada um dos lados do altar, um filme com momentos da passagem do Papa por Portugal, da sua missa no Terreiro do Paço e a lembrar a força dos 11 mil jovens que caminharam nesse dia pela Avenida da Liberdade ao encontro de Bento XVI. No final do vídeo, sobe ao ambão um rapaz, que diz simplesmente "estamos aqui para agradecer ao Papa, não é mais que isto".
Seguiu-se a missa, sempre com pessoas a chegar, sentadas nos bancos, no chão, em pé, e cada vez de idades mais variadas. Mais perto da porta, juntaram-se pessoas mais velhas, casais e até curiosos que se deixaram ficar.
"A notícia da resignação apanhou-nos a todos de surpresa, de alguma maneira estremeceu-nos, acordou-nos. O que é que este terramoto provocou em nós?", perguntou à congregação o padre Diogo Barata, um dos muitos alinhados no altar. "Em primeiro lugar, uma onda espontânea de agradecimento, com o coração", prossegui o sacerdote. Depois, o padre lembrou os milhares que estiveram com Bento XVI no Terreiro do Paço e lançou o desafio: "Dez por cento de 11 mil são 1.100. Dez por cento de 1.100 são 110. O que aconteceria se 110 de vocês fossem santos?".
O padre Diogo Barata deixou mais algumas ideias aos jovens, lembrou o pontificado de Bento XVI e terminou com o mote do movimento, exibido num enorme estandarte pendurado do coro da igreja: "Eu acredito. E quem acredita em Deus nunca está só".
A música começou a ecoar na missa. Foram precisos dez pontos diferentes para dar a comunhão. No final, ouviu-se um pedido feito por um dos presentes. "Queremos juntar-nos quando for o 'habemus papam', só não sabemos bem como. Façam por estar atentos às redes sociais."
Centenas de pessoas deixaram então a igreja, mas outros ficaram em oração pelo Papa Emérito e pelo conclave. À saída, cada um recebeu um cartão azul com o nome de um dos cardeais que vai participar no conclave, com uma prece ao Espírito Santo pela "assistência aos que têm a missão de eleger o sucessor de Pedro".
 
 
"Tudo o que rompe e abre janelas é ótimo" 

No exterior da Igreja, o coração de alguns abriu-se. "Bento XVI foi um Papa exemplar, um Papa de todos nós. Foi um pontificado numa altura difícil, principalmente nestes últimos anos, e acho que o seu trabalho, mesmo já numa altura debilitada, foi ótimo", considera Guilherme, um estudante de 22 anos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI despediu-se do Vaticano como peregrino


Bento XVI despediu-se hoje dos fiéis como um “peregrino”, na última aparição pública do pontificado, que se concluiu às 20h00 de Roma (menos uma em Lisboa) por decisão do Papa, que apresentou a sua renúncia.
“Sabeis que hoje é um dia diferente dos outros, já não sou Sumo Pontífice da Igreja - sou-o até às oito da noite, depois já não -, sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra”, declarou, desde a varanda do palácio apostólico de Castel Gandolfo, arredores de Roma, propriedade da Santa Sé.
O Papa emérito mostrou-se “feliz” à chegada a este local, vindo do Vaticano, de onde tinha partido em helicóptero, sobrevoando a Praça de São Pedro, às 17h07 de Roma.
“Quero ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum, para o bem da Igreja e da humanidade”, acrescentou, ao som das palmas dos presentes e dos sinos.
Bento XVI, de 85 anos, concedeu uma bênção aos presentes, “do fundo do coração”, convidando todos a avançar "juntos no Senhor, pelo bem da Igreja e do mundo".
“Obrigado, boa noite, obrigado a todos vós”, foram as palavras finais do pontificado, iniciado em Abril de 2005, por volta das 17h41 locais, após um discurso com pouco mais de dois minutos.
O momento final do pontificado foi assinalado pela partida da Guarda Suíça e o encerramento dos portões da residência pontifícia.
Este foi o único sinal visível do início da Sé vacante – período entre a morte/renúncia de um Papa e a eleição do seu sucessor – à hora determinada pelo próprio Bento XVI quando apresentou a resignação, no último dia 11, justificando a decisão com a sua “idade avançada” e falta de forças.
No pontificado de Bento XVI foram canonizados 44 santos em 10 cerimónias, incluindo o português Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira, a 26 de Abril de 2009; Portugal conta também com duas novas beatas: Rita Amada de Jesus (beatificada a 28 de maio de 2006, em Viseu) e a Madre Maria Clara (21 de maio de 2011, Lisboa).

OC

Fonte: Agência Ecclesia

Fami e Paulo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bento XVI despede-se em português apresentando renúncia como «inovação»


 
Cidade do Vaticano, 27 fev 2013 (Ecclesia) – Bento XVI afirmou hoje no Vaticano que a sua decisão de renúncia ao pontificado, que se conclui esta quinta-feira, implicou uma “inovação” e disse que a mesma foi para o "bem da Igreja".
“Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito”, explicou o Papa, em português, perante mais de 150 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a última audiência pública do pontificado.
À imagem do que fez no último dia 11, quando anunciou a resignação, Joseph Ratzinger, de 85 anos, explicou a sua renúncia com a idade avançada e a falta de forças.
“Sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja”, precisou.
O Papa agradeceu “o respeito e a compreensão” com que foi recebida a sua decisão de renunciar ao pontificado e deixou uma promessa: “Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua esposa que vivi até agora e quero viver sempre”.
Bento XVI sustentou que um Papa “não está sozinho na condução da barca de Pedro [Igreja Católica], embora lhe caiba a primeira responsabilidade”.
“Nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor”, prosseguiu.
O Papa evocou o dia da sua eleição, a 19 de abril de 2005, lembrando que na altura falou num “grande peso” que lhe era colocado sobre os ombros.
“O Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram”, observou.
Bento XVI disse que vai continuar a “acompanhar a Igreja” com a sua oração e pediu aos fiéis que rezem por si e pelo seu sucessor.
“Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos cardeais chamados a escolher o novo sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica”, apelou, em português, uma das 12 línguas em que o Papa interveio esta manhã.
 
OC
 
 
 

Última audiência pública: "Renúncia não é regresso à «vida privada»"


Cidade do Vaticano, 27 fev 2013 (Ecclesia) – Bento XVI concedeu hoje a última audiência pública do seu pontificado, que se conclui esta quinta-feira, e explicou que a sua renúncia se aplica ao “exercício ativo do ministério” do Papa, sem implicar um regresso à “privacidade”.
“Não regresso à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, receções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado; deixo de levar a potestade do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro”, declarou, na sua catequese em italiano, perante mais de 150 mil pessoas, de acordo com estimativas do Vaticano.
Segundo Bento XVI, “amar a Igreja significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante de si o bem da Igreja e não a si próprio”.
“Quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja, na sua vida é totalmente cortada a dimensão privada”, precisou.
Bento XVI recordou o momento da sua eleição, a 19 de abril de 2005, e falou da “presença” de Deus que sentiu todos os dias neste ministério.
“Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos nada fáceis”, confessou.
“Houve momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir, mas sempre soube que nessa barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é sua e a não deixa afundar”, acrescentou.
O Papa declarou que não se sentiu “só” ao longo dos anos em que viveu a “alegria e o peso” do pontificado, deixando palavras de agradecimento aos cardeais, pela sua “amizade”, aos seus colaboradores, à Diocese de Roma e ao “mundo inteiro”.
“Gostaria de agradecer do fundo do coração às várias pessoas de todo o mundo que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa nunca está só, experimento-o agora de novo de um modo tão grande que toca o coração”, revelou.
Agradecendo a presença “tão numerosa” de fiéis nesta audiência semanal, iniciativa que ao longo dos anos do pontificado reuniu 5,1 milhões de pessoas, o Papa declarou recolher “tudo e todos na oração” para os confiar a Deus.
“Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, sabemos todos nós, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, a sua vida”, prosseguiu, ao som das palmas dos presentes, agradecendo o dia de sol numa “manhã de inverno”.
O Papa falou das cartas das “pessoas simples” que lhe escrevem como “irmãos e irmãs ou filhos e filhas”, porque a Igreja não é “uma organização”, uma “associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo”.
“Deus guia a sua Igreja, levanta-a sempre, também e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão da fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo”, concluiu.
 
OC
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Último Angelus de Bento XVI: "O Senhor me pede para subir o monte

 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Quaresma 2013


"Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. 
Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Lucas 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos."
(Papa Bento XVI, excerto do livro Quaresma e Páscoa)

Fami e Paulo    

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lisboa: 400 mil cartazes dizem «obrigado» a Bento XVI


Lisboa, 21 fev 2013 (Ecclesia) – Um grupo de leigos católicos do Patriarcado de Lisboa financiou a distribuição gratuita de 400 mil cartazes de agradecimento ao Papa Bento XVI, que resigna ao pontificado a 28 de fevereiro.
Metade dos cartazes, na horizontal, apresenta Bento XVI em gesto de saudação, e os restantes, orientados verticalmente, mostram o Papa a rezar diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, no santuário da Cova da Iria, durante a sua visita a Portugal entre 11 e 14 de maio de 2010.
Os fiéis que contrataram a aquisição dos cartazes optaram por manter o anonimato, revelou hoje à Agência ECCLESIA o padre Nuno Fernandes, porta-voz do Patriarcado de Lisboa, instituição que apoia a divulgação da iniciativa.
Os cartazes, com a dimensão de duas folhas A4, têm fundo amarelo e são dominados pelo branco, cores da bandeira da Santa Sé, enquanto que as fotografias de Bento XVI foram impressas em tons de cinzento.
As palavras, também a cinza, destacam a frase “obrigado Bento XVI”, seguida da data em que o Papa renuncia, 28 de fevereiro de 2013, a indicação “Patriarcado de Lisboa” e, no fundo, uma sugestão: “coloque o cartaz na janela de sua casa, com vista para a rua num gesto de união e reconhecimento”.
Os exemplares estão a ser distribuídos nas paróquias de São João de Deus e Nossa Senhora do Amparo de Benfica, ambas na cidade de Lisboa, em Oeiras, Cascais e Caldas da Rainha, revela a página do Patriarcado no Facebook.
De acordo com o padre Nuno Fernandes os cartazes serão também distribuídos em Fátima, existindo pedidos de informação sobre a iniciativa provenientes das Dioceses de Setúbal e Viseu.
A escolha do sucessor de Bento XVI, eleito Papa a 19 de abril de 2005, ocorre, previsivelmente, no mês de março, em conclave (assembleia fechada) a realizar no Vaticano com a presença de cardeais que não completaram 80 anos.
RJM

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=94503

"EU ACREDITO" - Jovens com o Papa Bento XVI

 
Todos nos lembramos da grande manifestação juvenil do "Eu Acredito" durante a visita do Papa Bento XVI a Portugal.
Os jovens juntam-se novamente para rezar pela Igreja e pelo Papa no momento em que termina o seu pontificado, vestindo novamente a t-shirt azul do "Eu Acredito". Participação aberta a todos.

28 Fevereiro - Rossio, Lisboa
19:00 - Encontro Praça S.Domingos
19:30 - Missa na Igreja S.Domingos
20:30 - Momento final de oração
MP
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2013


Crer na caridade suscita caridade

«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16)

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros. 

1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) -, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.
«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7). 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI resigna a 28 de fevereiro, sem «forças» por causa da idade

Bento XVI anunciou hoje numa reunião com cardeais a sua decisão de resignar ao cargo a partir do dia 28 de fevereiro, abrindo assim caminho para a eleição de um novo Papa.


Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
 
 

Dia Mundial do Doente - Mensagem do Papa Bento XVI


«Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10, 37)

Amados irmãos e irmãs!

1. No dia 11 de Fevereiro de 2013, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, celebrar-se-á de forma solene, no Santuário mariano de Altötting, o XXI Dia Mundial do Doente. Este dia constitui, para os doentes, os operadores sanitários, os fiéis cristãos e todas as pessoas de boa vontade, «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade» (João Paulo II,Carta de instituição do Dia Mundial do Doente, 13 de Maio de 1992, 3). Nesta circunstância, sinto-me particularmente unido a cada um de vós, amados doentes, que, nos locais de assistência e tratamento ou mesmo em casa, viveis um tempo difícil de provação por causa da doença e do sofrimento. Que cheguem a todos estas palavras tranquilizadoras dos Padres do Concílio Ecuménico Vaticano II: «Sabei que não estais (…) abandonados, nem sois inúteis: vós sois chamados por Cristo, a sua imagem viva e transparente» (Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem).
2. Para vos acompanhar na peregrinação espiritual que nos leva de Lourdes, lugar e símbolo de esperança e de graça, ao Santuário de Altötting, desejo propor à vossa reflexão a figura emblemática do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). A parábola evangélica narrada por São Lucas faz parte duma série de imagens e narrações tomadas da vida diária, pelas quais Jesus quer fazer compreender o amor profundo de Deus por cada ser humano, especialmente quando se encontra na doença e no sofrimento. Ao mesmo tempo, porém, com as palavras finais da parábola do Bom Samaritano – «Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10, 37) –, o Senhor indica qual é a atitude que cada um dos seus discípulos deve ter para com os outros, particularmente se necessitados de cuidados. Trata-se, por conseguinte, de auferir do amor infinito de Deus, através de um intenso relacionamento com Ele na oração, a força para viver diariamente uma solicitude concreta, como o Bom Samaritano, por quem está ferido no corpo e no espírito, por quem pede ajuda, ainda que desconhecido e sem recursos. Isto vale não só para os agentes pastorais e sanitários, mas para todos, incluindo o próprio enfermo, que pode viver a sua condição numa perspectiva de fé: «Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor» (Enciclica Spe Salvi 37).

sábado, 5 de janeiro de 2013

domingo, 30 de dezembro de 2012

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz

 

Cidade do Vaticano, 30 dez 2012 (Ecclesia) – Bento XVI está preocupado com os conflitos causados pelas “crescentes desigualdades entre ricos e pobres” e pelo “capitalismo financeiro desregrado”, causador de uma “mentalidade egoísta e individualista”, como realça a mensagem para o Dia Mundial da Paz.

 
“É indispensável” que as culturas de hoje superem critérios “meramente subjetivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência”, sustenta o Papa, num texto que prepara a celebração marcada para o primeiro dia de 2013.
As instituições culturais e universitárias da Igreja são chamadas a contribuir “não só para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das instituições públicas, nacionais e internacionais”, aponta.
No documento intitulado ‘Bem-aventurados os obreiros da paz’, frase atribuída a Jesus no evangelho segundo São Mateus, Bento XVI sublinha a “necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz” baseada numa “vida interior rica” e em “referências morais claras e válidas”.
O documento lembra que a paz também se consolida quando a legislação prevê “o direito ao uso do princípio da objeção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia”.
Na mensagem para o 46.º Dia Mundial da Paz, o Papa vinca que “a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência” mas alerta para os “fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens”.
O Papa preconiza o “direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa”, que deve prever a possibilidade de “testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua doutrina” e promover “atividades educativas, de beneficência e de assistência que permitem aplicar os preceitos religiosos”.
“Infelizmente vão-se multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da própria religião”, observa Bento XVI.
Depois de salientar que a paz “é possível”, o texto refere a necessidade de ir mais além da “superfície das aparências e dos fenómenos” para observar “uma realidade positiva que existe nos corações”.
“Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles”, salienta.
Para Bento XVI “é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância”, na convicção de que a humanidade é, “em Deus, uma única família humana”.
O texto apela à “difusão duma pedagogia do perdão” e declara que “a Igreja está convencida de que urge um novo anúncio de Jesus Cristo, primeiro e principal fator do desenvolvimento integral dos povos e também da paz”.
RJM

Fonte: Agência Ecclesia
 
 
 
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