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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Testemunho Vocacional da Irmã Lúcia



Irmã Lúcia quando pertencia à Juventude Feminina
Grupo "Pequenas Marias"

Terminamos hoje a publicação dos testemunhos das três Irmãs de Maria, que celebraram datas jubilares na Missa de Acção de Graças do passado dia 24 de Janeiro de 2010.
Finalizamos com a mensagem da Irmã Lúcia, que celebrou 25 anos de consagração.

“ Nasci para algo de grande!” – Padre Kentenich

Estas foram as palavras mágicas que me fascinaram e me fizeram conhecer um mundo maravilhoso que é Schoenstatt.
Deus sabe o que é melhor para cada um de nós e posso dizê-lo hoje: “nada acontece por acaso! As coisas acontecem na nossa vida, mesmo sem nós entendermos nada.”
Foi o que aconteceu exactamente comigo. Conheci as Irmãs de Maria dois meses após elas terem chegado do Brasil.
Era curioso observá-las e só me perguntava: “porque é que estas “freiras” vieram para aqui, de tão longe?”
Os contactos aos poucos iam aumentando porque os meus irmãos estavam no Jardim-escola onde elas trabalhavam; assim também os meus pais, logo se tornaram amigos delas.
Um belo dia, isto já no ano de 1976, uma amiga foi à minha casa e disse:”Lúcia, não queres vir ás reuniões com aqueles Irmãs Brasileiras? Elas convidaram-nos!”
Não foi preciso pensar muito, á hora marcada lá estávamos todas. Acho que éramos 18, mas lembro-me bem do dia: 2ª feira, 3 de Setembro de 1976, às cinco horas da tarde.
Foi o início de uma aventura prolongada, até ao dia de hoje que valeu a pena.
Eu gostava de sonhar, idealizar como seria a minha casa, a minha família.
Porém, à medida que ia conhecendo mais Schoenstatt, as coisas começaram a ficar “de pernas para o ar” dentro de mim.
Numa reunião, quando se falou da frase:”Nasci para algo de grande!”, isto nunca mais me deixou em paz.
O ideal da “Pequena Maria” (e era assim que se chamava o meu grupo) fascinava-me.
E foi já durante a construção do Santuário, no qual tive a graça de poder ajudar com as minhas próprias mãos, que cresceu em mim o desejo de conhecer melhor as Irmãs; e dentro das fundações do Santuário, pela primeira vez perguntei a mim mesma: “porque, não te tornas Irmã de Maria como elas?”

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Testemunho vocacional da Irmã Cecília



Irmã Maria Cecilia

No seguimento da Missa de Acção de Graças, do passado Domingo dia 24 de Janeiro de 2010, publicamos hoje o testemunho da Irmã Cecília, que vai passar a dirigir a Creche Jardim de Maria. Para ler e reflectir.

NA “MARCA” DE DEUS QUE NOS CONVIDA A SEGUI-LO, CONSTRUÍMOS A NOSSA HISTÓRIA!

"Ser missionária em África, foi um sonho alimentado desde criança. Este poderia ser influenciado pela atmosfera familiar impregnada de vivências de fé, mas também pelo contacto com uma religiosa, missionária em África, que periodicamente passava por casa dos meus pais. Ela escutava com muita atenção as minhas perguntas, próprias da curiosidade infantil, diante de alguém que se veste de forma diferente e respondia com muita paciência a todas elas.
Fui crescendo e comigo foi crescendo a vontade de tornar realidade o meu sonho que permaneceu durante muito tempo apenas meu, isto porque a primeira vez que tentei partilhá-lo num grupo de colegas não foi uma experiência muito feliz. “Tu queres ir para Freira?” - Perguntaram num tom de gozo.
Comecei a fazer pesquisas sobre comunidades de Irmãs, mas isto só complicava a minha escolha. Havia tantas! A inquietação aumentava de dia para dia. Uma noite sonhei com uma encruzilhada, no meio da qual estava Cristo, à volta havia muitos caminhos e Jesus dizia: “Todos vêm dar a Mim!” Acreditem que este sonho não veio facilitar nada.
Entretanto chegou um novo Padre à minha Paróquia. Este passou a dedicar muito tempo à pastoral juvenil. Além de Encontros de Formação, oração e actividades paroquiais, procurou pôr-nos em contacto com algumas Comunidades de Irmãs. Um dia disse-me: “no dia 8 de Dezembro vamos ter um dia diferente, vêm umas Irmãs de Aveiro passar connosco o fim-de-semana. Vê se trazes bastantes jovens (eu era responsável pelos adolescentes da Paróquia) e reza para que Deus escolha algum deles”.
Preparei este Encontro com muita oração, não só pelos outros mas também por mim.

Foi assim que conheci as Irmãs de Maria de Schoenstatt! O Encontro Vocacional foi muito positivo, não só pela dinâmica aplicada sobre os diversos tipos de vocação, mas especialmente (isto ficou gravado em mim) pela forma como dedicaram tempo à oração, antes de se dirigirem a nós. Este gesto foi tão simples, mas ao mesmo tempo tão importante para criar um clima de empatia e de confiança. Este foi mesmo um dia diferente porque a partir de então o meu sonho começou a tornar-se realidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Testemunho vocacional da Irmã Heloísa.


Curso da Irmã Heloísa no dia da consagração perpétua
A Irmã Heloísa é a segunda a contar da direita


No dia seguinte à realização da Missa de Acção de Graças, pelo jubileu da Irmã Heloísa (50 anos) de consagração e neste dia em que regressou ao seu país natal (Brasil), após passar vinte e dois anos em Portugal, deixamos o seu testemunho vocacional.

"Ao celebrar os meus 50 anos de Vida Consagrada no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, é muito oportuno recordar a história da minha caminhada vocacional.

Cada um tem a sua história da própria vocação, pois Deus manifesta o Seu plano, na hora em que Ele entende ser a melhor, para a respectiva pessoa.
Eu posso dizer que a minha vocação nasceu comigo. Desde criança, sentia o chamamento de Deus, para dedicar toda a minha vida a Ele, no serviço aos outros.
Quando comuniquei esse desejo aos meus pais, eles sentiram-se honrados por terem sido escolhidos para entregar uma filha a Deus.
Desde o princípio, eles entenderam que, para a pessoa ser feliz, deve seguir a vocação que Deus previu nos Seus planos para ela. Quais os pais que não querem ver os seus filhos felizes? Por isso, recebi deles todo o apoio, incentivo e acompanhamento em toda a minha caminhada vocacional.
Na minha família, somos 10 irmãos. De todos, sem excepção alguma, recebi pleno apoio.
Sou natural do Brasil. Na aldeia onde eu morava, só havia uma comunidade religiosa. Como não conhecia outras, pensava em entrar nessa comunidade.
Entretanto, um dos meus irmãos que era seminarista, teve oportunidade de conhecer em Santa Maria, o Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, inclusive o seu Fundador: Padre José Kentenich. Gostou muito do seu traje, do seu estilo de vida e da sua espiritualidade!
Quando esteve em casa, de férias, falou-nos sobre essas Irmãs e sobre o seu Fundador e aconselhou-me a ir para lá. Eu também gostei do que ouvi.
Pouco tempo depois, visitou-nos uma Irmã de Maria de Schoenstatt, de Santa Maria que, nessa altura se encontrava de serviço na nossa aldeia. Não foi preciso reflectir muito mais. Estava tudo decidido! “É, precisamente com estas Irmãs que eu hei-de entrar”, (pensei).
Aos poucos, preparei-me para o ingresso. Havia mais seis jovens na minha aldeia que se sentiam chamadas por Deus a uma vida de entrega total e pensavam a mesma coisa que eu.
Como naquele tempo, onde eu morava existia um único carro, decidimos juntar todo o grupo e irmos a Santa Maria com uma carrinha aberta (propriedade dum parente de uma das jovens). Foi o transporte mais acessível que arranjámos. Aliás, uma das sete jovens não podia ir nessa data que havíamos previsto, mas foi alguns dias mais tarde.
Qual a nossa alegria, quando ao chegar em frente da Casa Provincial das Irmãs de Maria, encontrámos o Fundador que aí se encontrava em visita. Essa foi a última das dez visitas que ele fez ao Brasil. Com certeza, silenciosamente, ele nos concedeu a sua primeira bênção para a nossa caminhada no Instituto.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Festa no Santuário de Schoenstatt


Irmã Heloísa com D. António Francisco


Irmã Lúcia


Irmã Cecília

Com os olhos em Cristo,  
podemos ver mais longe


«Um jubileu é celebração da experiência de acolhimento da Palavra proclamada, rezada, vivida e testemunhada», mas é também «proclamação da alegria e certeza da bênção de Deus», afirmou D. António Francisco dos Santos, na eucaristia de acção de graças, celebrada hoje no Santuário de Schoenstatt. Três Irmãs de Maria — Heloísa, Lúcia e Cecília — festejaram a sua entrega a Deus, a primeira há 50 anos e as duas últimas há 25.
Dirigindo-se às Irmãs, em especial, referiu que é com os olhos em Cristo que podem «ver mais longe» e ser «construtoras do futuro», na certeza de que um jubileu «ilumina o vosso passado e vos abre horizontes para a missão, que consiste em anunciar a Boa Nova».
Em nome das Irmãs que festejaram os seus jubileus, a Irmã Heloísa explicou, no final da missa, a sua caminhada vocacional. Com a emoção sempre presente, contida umas vezes e outras vezes manifestada, referiu que «cada um de nós tem a história da sua vocação» e que foi grande coincidência celebrar os 50 anos da sua entrega a Deus, neste Ano Sacerdotal e numa altura em que também se comemora o centenário da ordenação sacerdotal do Padre Kentenich.
A Irmã Heloísa confessou que desde criança percebeu  que queria seguir a vida consagrada, pois «sentiu um impulso interior para se dedicar a Deus inteiramente». Ao contrário de alguns pais que se opõem à vocação dos filhos, a Irmã salientou que os seus «se sentiram muito honrados por terem uma filha consagrada a Deus». «Para uma pessoa ser feliz, tem que realizar a sua vocação», lembrou. E logo acrescentou que, se isso não acontecer, a infelicidade pode ser certa.
A Irmã Heloísa, que esteve 21 anos no Santuário de Schoenstatt da Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, vai regressar ao Brasil. Entre nós, desempenhou uma acção pastoral dedicada e marcadamente espiritual, tendo incrementado imenso a Adoração do Santíssimo Sacramento e o culto a Nossa Senhora. Acolhia com muita serenidade os peregrinos e quantos se abeiravam do Santuário. A Mãe Peregrina também criou raízes na Diocese de Aveiro, graças ao seu cuidado.
A Irmã Lúcia, da Gafanha da Nazaré, impulsionou a animação musical nas celebrações, nomeadamente na igreja da Senhora dos Campos, nas eucaristias e noutros eventos ligados a Schoenstatt. Por sua vez, a Irmã Cecília, de Viseu, que também passou algum tempo no Santuário Diocesano de Aveiro, dedicou muito da sua vida ao serviço social e pastoral, na linha schoenstattiana. Vai dirigir, no centro Tabor do Santuário Diocesano, a Creche-Jardim de Maria.

Fernando Martins

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