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domingo, 20 de abril de 2014

Feliz Páscoa jubilar!

Santuário de Aveiro
 
"Eu desejo-lhes e desejo a mim, nós todos queremos desejar-nos mutuamente uma abençoada festa de Páscoa, isto quer dizer, desejamos a nós mutuamente que nos tornemos pessoas pascais como a querida Mãe de Deus, pessoas que abrangem profundamente com fé e procuram realizar na vida diária, com toda a integridade, o mistério pascal da vida de Cristo e do cristão."

Padre José Kentenich, 1962

sábado, 6 de abril de 2013

Missa da Ressurreição de Jesus Cristo no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro


"Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos."
(Evangelho de São João, 20)


"Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões...
Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, uma esperança despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia!"

Um casal celebrou as bodas de ouro de casamento, nesta Santa Missa

"Amados irmãos e irmãs, Cristo morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na nossa vida de cada dia. Quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor a Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar. Mas a misericórdia de Deus pode fazer florir mesmo a terra mais árida, pode devolver a vida aos ossos ressequidos (cf. Ez 37, 1-14)."

O coral que animou a Missa...

"Paz para o mundo inteiro, ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família – um egoísmo que faz continuar o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um. Paz para todo o mundo dilacerado pela violência ligada ao narcotráfico e por uma iníqua exploração dos recursos naturais. Paz para esta nossa Terra! Jesus ressuscitado leve conforto a quem é vítima das calamidades naturais e nos torne guardiões responsáveis da criação."

O maestro e os músicos do coral

"Amados irmãos e irmãs, originários de Roma ou de qualquer parte do mundo, a todos vós que me ouvis, dirijo este convite do Salmo 117: «Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterno o seu amor. Diga a casa de Israel: É eterno o seu amor» (vv. 1-2)."


Jesus Cristo, ressuscitou. Aleluia, Aleluia!!!

Nota: O texto publicado, à excepção do primeiro e último parágrafos, são excertos da Mensagem de Páscoa do Papa Francisco.

Fami e Paulo

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vigilia Pascal no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro


Na madrugada do dia 31 de Março de 2013 (Dia de Páscoa), realizou-se a Vigilia Pascal no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro. O inicio foi pelas 06,00 da manhã.

Desde sempre, a luz existe em estreita relação com a escuridão: na história pessoal ou social, uma época sombria é seguida de uma época luminosa; na natureza é das escuridões da terra de onde brota à luz a nova plante, assim como à noite sucede o dia.


Durante a primeira parte da Vígilia Pascal, chamada "lucenário", a fonte de luz é o fogo. Este, além de iluminar queima e ao queimar purifica. Como o sol com os seus raios, o fogo simboliza a acção fecundante, purificadora e iluminadora.
Entre todos os simbolismos derivados da luz e do fogo, o Círio Pascal é a expressão mais forte, porque reúne ambos.


O Círio Pascal representa a Cristo ressuscitado, vencedor das trevas e da morte, sol que não tem ocaso. Acende-se com fogo novo, produzido em completa escuridão, porque na Páscoa todo se renova. Dele se acendem todas as demais luzes.


Embora o rito do Batismo esteja todo ele repleto de símbolos, a água é o elemento central, o símbolo por excelência.
A água é fonte de vida e meio de purificação.
Jesus revela-se como "água viva" que pode saciar a sede de Deus. Ele mesmo se revela como a fonte dessa água "Se alguém tiver sede, que venha para mim e bebe (João 7, 37-38).


A renovação das promessas do Baptismo e a aspersão com a água benta, faz parte da Vigília Pascal. A grande explosão da Ressurreição agarrou-nos no Baptismo para nos atrair. Deste modo ficamos associados a uma nova dimensão da vida, na qual nos encontramos já de algum modo inseridos, no meio das tribulações do nosso tempo.


Muitas pessoas vieram participar nesta Vígilia, onde se cantou o Aleluia, quando amanheceu, anunciando assim a alegria de Cristo Ressuscitado.
À Vigília segui-se a celebração da Santa Missa.
Por volta das 08,00 da manhã todos regressámos a casa, com a a alegria de termos participado e partilhado a Ressurreição de Jesus Cristo.


"Paz para o mundo inteiro, ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família – um egoísmo que faz continuar o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um. Paz para todo o mundo dilacerado pela violência ligada ao narcotráfico e por uma iníqua exploração dos recursos naturais. Paz para esta nossa Terra! Jesus ressuscitado leve conforto a quem é vítima das calamidades naturais e nos torne guardiões responsáveis da criação."
(Excerto da mensagem de Páscoa do Papa Francisco).

Nota: Os textos acima transcritos, à excepção da mensagem do Papa Francisco, são excertos que foram retirados de um trabalho publicado no sitio da ACI Digital e do livro "Quaresma e Páscoa" do Papa Emérito Bento XVI.
As nossas desculpas aos músicos e cantores que animaram a Vígilia a e Eucaristia, por não publicarmos nenhuma fotografia deles, mas não saiu em condições.

Fami e Paulo

domingo, 31 de março de 2013

Mensagem Pascal de D. António Francisco, Bispo de Aveiro



A Páscoa é Cristo vivo

Na manhã de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o túmulo de Jesus. Vinham ao túmulo para envolverem de saudade e de perfume, à boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus.
O túmulo estava aberto e vazio. O corpo de Jesus já não estava ali. Compreenderão mais tarde, juntamente com os apóstolos, agora ainda dominados pela dúvida e pelo medo, o alcance desta hora. Elas vão ser as primeiras testemunhas da ressurreição.
No acontecimento da ressurreição de Cristo está a raiz e o coração da nossa fé. Pelo baptismo, mergulhamos com Cristo na morte e com Ele somos chamados a entrar numa vida nova, a vida dos ressuscitados.
A Igreja não cessa de nascer e de renascer desta fonte viva que é o acontecimento pascal. A partir da Páscoa, as injustiças e violências do mundo, o pecado e a morte não estancam a vida de Deus em nós.
Sabemos que as maiores feridas sociais e as dores humanas precisam de cireneus que ajudem os que sofrem a olhar com esperança para este sinal redentor da cruz de Jesus. “Não tenhais medo! Não procureis entre os mortos Aquele que está vivo! Ele ressuscitou” (Lc 24, 5-6). A Páscoa é Cristo vivo. A Páscoa é obra de Deus que não mais termina e que nunca cessa de trabalhar e transformar a Humanidade.
Esta não é a hora de olhar para trás. É a hora de partilhar a alegria que Deus nos dá e nos traz, fazendo de nós um povo de baptizados, um povo de crentes, um povo de irmãos e irmãs que se encorajam a viver de Cristo, vivo e ressuscitado.
Em Missão Jubilar, sentimos ainda mais viva e mais nítida a fé, a confiança e a audácia apostólica que nos vêm da Páscoa. Sabemo-nos discípulos de Jesus Cristo, testemunhas felizes da sua ressurreição e mensageiros decididos das bem-aventuranças do evangelho. Vivemos um tempo concreto da nossa história como Diocese que realiza nas pessoas, nas famílias e nas comunidades a alegria da Páscoa e concretiza nesta hora jubilar a história da salvação.
“Vive esta hora, Igreja de Aveiro!”, hora pascal, plena de alegria, a anunciar a certeza da Páscoa de Jesus e a testemunhar a beleza da missão da Igreja.

Bispo de Roma e Sucessor de Pedro
“Anuncio-vos uma grande alegria: Temos Papa”. Foi com estas palavras que se abriu a porta da Igreja para o mundo conhecer o novo Papa.
Os Cardeais, reunidos em Conclave, escolheram para Bispo de Roma e para presidir na caridade a todas as Igrejas, reunidas em comunhão com o Sucessor de Pedro, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.
Veio “do fim do mundo”, no dizer do eleito, e escolheu para seu nome, de forma surpreendente, o nome de Francisco.
O novo Papa vem do hemisfério sul e sente-se alavancado por uma Igreja jovem a crescer em dinamismo pastoral e a abrir novos caminhos de anúncio e encanto do evangelho, como é a Igreja da América Latina.
Sabe que é chamado a servir a Igreja num momento difícil da sua história e numa hora marcante da vida do mundo. Está decidido a ampliar para novos átrios os horizontes da missão, sem medo nem fronteiras.
O nome que escolheu, inspirado em Francisco de Assis, é um programa de vida, onde a verdade, a simplicidade, a compaixão e a proximidade com os mais frágeis e mais pobres dão pleno sentido ao seu ministério e força profética à sua missão.
Damos graças a Deus pela sua eleição. Asseguramos-lhe a permanente oração da Igreja de Aveiro e a nossa comunhão fraterna e obediência filial. Esta é uma hora de alegria e de esperança para a Igreja e para o mundo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Missa do dia de Páscoa no Centro Tabor


"Tempo de anunciar que Cristo ressuscitou. Tempo de viver como ressuscitados. Tempo de formar uma comunidade de testemunhas pascais.
Páscoa é a festa. É a nossa festa. Não festa exterior a nós, mas a nascer do coração dos que ressuscitaram com Cristo. A sua luz transfigura-nos. Cristo Ressuscitado dá à nossa vida o seu verdadeiro sentido e leva-o à sua plenitude.
Páscoa é a festa da Igreja no coração do mundo. A Igreja pascal vive da vida do Ressuscitado e através de cada um de nós deve ser o sinal da sua presença activa no mundo."
(Texto extraído do livro "O Tempo Pascal" do Secretariado Nacional de Liturgia).


"Celebrar a Páscoa é entender a vida de maneira diferente. Intuir com alegria que Jesus Ressuscitado está vivo, sustentando para sempre tudo o que é belo, bom e límpido e que floresce em nós como primícias de um tempo novo e promessa de infinito."
(D. António Francisco, Bispo de Aveiro, na Vigília Pascal)



Algumas imagens da Missa do dia de Páscoa, no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro. Parabéns e obrigado, ao coral e músicos que tornaram a Missa ainda mais bela.

Cristo ressuscitou. Aleluia, Aleluia!

Fami e Paulo


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vigília Pascal no Centro Tabor


No dia 08 de Abril de 2012, pelas 05,30 horas da manhã, teve inicio no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro, a vigília pascal, que teve o seu ponto alto, quando um pouco antes do nascer do sol, se proclamou a ressurreição de Jesus Cristo.
Atendendo à hora a que teve lugar esta vigília, um número bastante aceitável de pessoas, respondeu à chamada e pudemos assim em conjunto celebrar a vitória de Jesus Cristo, sobre a morte.;
Nesta vigília a celebração articula-se em quatro partes: a) a liturgia da luz ou "lucernário"; b) a liturgia da Palavra; c) a liturgia batismal; d) a liturgia eucarística.


A liturgia da luz, consiste na benção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.
O texto pascal afirma: "a luz de Cristo dissipa as trevas de todo o mundo e convida a celebrar o esplendor admirável desta luz na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!"


A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo.



A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do batismo.
Foi feita também a bênção da água e a aspersão de toda a assembleia com a água benta.



A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.


No final da celebração, tomámos o pequeno almoço em conjunto na Casa José Engling.

"Faça-se a luz! disse Deus. E a luz foi feita. Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, pura luz de Deus."
(Papa Bento XVI na Vigilia Pascal de 07 de Abril de 2012)

Fami e Paulo

Nota: O texto acima foi elaborado com base num escrito do Padre José Cordeiro, Reitor do Pontifício Colégio Português de Roma e publicado no site da Agência Ecclesia.

domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem de Páscoa 2012 - do Bispo de Aveiro D. António Francisco


“Este é o dia do Senhor: alegremo-nos nele” (Sal 118).


1.A mais bela de todas as manhãs – a manhã de Páscoa – não começou com capas estendidas pelo chão da vida, com hossanas de multidões em alegria e em festa nem, tão pouco, com o testemunho corajoso e feliz dos discípulos.
Como estava já longe da memória do povo e distante do coração dos discípulos a entrada de Jesus na sua cidade! A cruz e a morte tinham dispersado as multidões e o medo tinha-se apoderado dos mais próximos.
A manhã de Páscoa começou com uma estranha e singela palavra, cheia de compaixão por parte de Jesus diante da tristeza preocupada de Maria, a mulher perdoada, que viu o sepulcro vazio: «Mulher, porque choras?» (Jo 20, 15).
O primeiro gesto de Jesus ressuscitado e a sua primeira palavra, depois da ressurreição, é consolar; é olhar o nosso olhar; é chamar pelo nosso nome. Um dia, tempo virá, em que «Deus enxugará, também, todas as lágrimas dos nossos olhos!» (Apoc 21, 4).
Neste tempo de crise de civilização, o mundo precisa da Páscoa de Jesus, para aprender a dar a vida por amor e nessa dádiva divina encontrar uma palavra que afague tantos dramas, um olhar que dê luz a tantos olhares que as lágrimas turbam e o pecado magoa e uma vida que alimente de nova e renascida esperança tantas vidas sem sentido, sem pão, sem trabalho, sem horizonte e sem rumo.
Que também nestes tempos de imperativa austeridade e de desiguais sacrifícios lembremos o sábio conselho afirmado em cada Páscoa judaica: «em tempos de opressão, não falte ao povo a esperança da liberdade! Em tempos de liberdade, não se lhe apague a lembrança da escravidão!» (Seder judaico).
Depois da manhã de Páscoa, Jesus chamou, ao longo da história da Igreja, milhares e milhares de pessoas pelo seu nome. A todos os que chamou, também enviou em missão para transmitir a Boa Nova das bem-aventuranças. A Páscoa é a festa de todos e para todos!

Aleluia! Ressuscitou!

Santuário de Schoenstatt em Aveiro, às 12 horas de hoje

Rainha do Céu, alegrai-Vos, Aleluia!
Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

Ressuscitou como disse, Aleluia!
Rogai por nós a Deus, Aleluia!

Alegrai-Vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!


Oremos.
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amen.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Liturgia e Adoração da Cruz no Santuário de Schoenstatt


"A cruz está diante de Mim. Olho para ela como para uma amiga de sempre, que toda a vida tive presente e com maior certeza à medida que ia avançando em idade... a amiga que não Me abandonou quando os outros amigos o fizeram.
O Sinédrio condenou-Me... o povo condenou-Me... Pilatos condenou-Me. Agora só me resta esta amiga que não Me deixa: a cruz. 
Olho-a com serenidade, a serenidade de quem meditou muito, mas principalmente de quem ama muito e conhece os segredos que esta amiga diz àqueles que estão prontos para a abraçar.

(Leitura da Paixão do Senhor, segundo São João)

Olho-a. Como é grande este madeiro e como parece pesado! As Minhas forças físicas já são bem poucas. Encontro-Me muito debilitado pela noite de maus tratos, pela fome, pela sede e principalmente pela cruel flagelação, que reduziu o Meu corpo a uma chaga. Dói-Me imenso a cabeça pelos espinhos que nela estão cravados.


A minha cruz não é deprimente, porque é com ela que Eu dou força aos que aceitam entrar nesta escola de sabedoria divina.


Pilatos perguntou-Me há poucas horas o que é a verdade (João, 18, 38). Olha para Mim, porque Eu sou a verdade, a verdade em que Pilatos e tantos outros, em todos os tempos, se recusam a acreditar.
Eu sou a verdade, a única verdade perante a qual todos de devem curvar. E como sou a única verdade, sou também o único caminho para todos, a única Vida verdadeira.


Aproxima-te da Minha Cruz, porque ela transmite força para derrotares o inimigo que tudo faz para te perder.
A Minha cruz é para ti guia e farol, amparo e espada. Junto dela tens luz e segurança. Junto dela estás seguro e defendido. Não te afastes... não a receies... não te esqueças de que a cruz é tua amiga desde a altura em que por teu amor nela fui pregado."


Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
Que pela Tua Santa Cruz remiste o mundo.

"Felizes aqueles que compreenderam e experimentaram na sua vida os mistérios da Redenção: só depois da crucificação, do sacrifício, surge a radiosa aurora pascal com a alegria da ressurreição e da vitória".
(Padre José Kentenich)

Fami e Paulo

Nota: O texto apresentado, à excepção dos último parágrafo, foi retirado do livro "A Cruz de Jesus Cristo - O Sinal de triunfo", da autoria de Maria Stella Salvador.

domingo, 24 de abril de 2011

Vigília Pascal - Símbolos e siginificado


Celebração central do calendário litúrgico é a mais importante na Igreja Católica.

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com uma vigília nocturna.
A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia baptismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».
2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.
3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.
4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.
A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi - a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.
A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da ação salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz.
O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie - Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).

Padre José Cordeiro, Reitor do Pontifício Colégio Português (Roma)

Nota: Texto retirado do site http://www.agencia.ecclesia.pt/

Fami e Paulo
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