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sábado, 19 de abril de 2014

Hoje - 100 Anos da Congregação Mariana de Schoenstatt

Capela do seminário
 
Hoje  celebramos 100 anos de fundação da Congregação Mariana de Schoenstatt, ocorrida no dia 19 de abril de 1914. Na ocasião, o fundador da Obra Internacional de Schoenstatt, Padre José Kentenich, pronunciou as seguintes palavras:
 
“Consagramo-nos sem quaisquer reservas à Santíssima Virgem, para que Ela nos conduza ao Seu Divino Filho… Tal como Maria trouxe Cristo até nós, também nos conduz até Cristo, e para Ela não há nenhuma outra forma, não há melhor forma de zelar por nós, senão dar-nos a mais possível e profunda união com Ele…”
 
MP

sábado, 12 de abril de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Padre Miguel Lencastre - Viveu para todos



Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças” (Mc 7, 28)

Hoje dia 13 de Fevereiro de 2014, 30 dias depois da partida para o Céu do nosso Padre Miguel, na celebração da Santa Missa, a Liturgia permitiu-me fazer uma breve meditação sobre a vida do Padre Miguel, a partir do texto do Evangelho que citei.
Tive a alegria e a graça não só de o conhecer mas de partilhar com ele muitas coisas, na nossa Paróquia da Gafanha da Nazaré. Quando o conheci já ele era o Pároco. Sempre o admirei pelo seu dinamismo e como em todas as coisas encontrava sempre algo simbólico que lhe falava do mundo sobrenatural. Em tudo sentia uma presença de Deus que se revela. No estilo pedagógico de Schoenstatt, desenvolvido pelo Padre Kentenich, destaco o que ele mencionava sobre a pedagogia das vinculações. Assim era o Padre Miguel, não só a sua vinculação às pessoas, mas também às coisas, porque estas lhe falavam de Deus.
Recordo uma vez entrar no seu quarto, na Residência Paroquial, e de ele falar de todas as coisas que por lá se encontravam. Todas tinham um sentido, uma história especial porque Deus estava por detrás dessa história.
Assim era ele, todos podiam encontrar nele um amigo, um companheiro, sempre disponível para TODOS. Esta expressão é muito importante. Por isso o Evangelho ligou-me com a sua pessoa. Esta mulher pagã do Evangelho, siro-fenícia, não fazendo parte do Povo de Israel, “não teria direito à salvação”, estava excluída. O Senhor, ao dizer-lhe que “não está certo tirar o pão dos filhos (entenda-se o Povo eleito de Israel) para o lançar aos cachorrinhos”, provoca o despertar da fé desta mulher. Ao mesmo tempo deixa claro, ao assentir que sim, ela tinha dado uma boa resposta, está a confirmar que afinal Ele, o Senhor, está ali para TODOS. Não há escolhidos, somente filhos de Deus.



Assim viveu o Padre Miguel, para todos. Foram muitos os que “comeram” das migalhas que este sacerdote foi distribuindo pelo mundo. Não se poupava para estar onde era necessário para levar estas “migalhas” de Deus, ou seja as suas graças a todos, para que todos se sentissem verdadeiramente acolhidos como filhos de Deus.
Obrigado Padre Miguel porque também eu me saciei dessas “migalhas” de Deus que Nossa Senhora distribui a partir do seu Santuário de graças que você construiu, como instrumento predilecto de Maria.

Padre Carlos Alberto

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O Padre Miguel Lencastre

Jantar de despedida antes de partir para o Brasil

Falar do Padre Miguel Lencastre é bem difícil, por se tratar duma figura carismática, multifacetada, que não deixava ninguém indiferente.
Quanto ao aspecto espiritual e religioso do Padre Miguel, deixo a pesquisa desses atributos para outros, bem mais abalizados do que eu e que poderão dar o contributo exacto do Ser privilegiado que foi, na sua passagem terrena.
Homem de fé, convém, no entanto, recordar que o Padre Miguel não impunha a ninguém o seu credo, mas a fé imanava dele, naturalmente, pela sua maneira de se dirigir e tratar os outros.
Era Homem capaz de reunir à sua volta e sentar à mesma mesa as pessoas mais díspares, de diferentes crenças religiosas, ou até agnósticos ou ateus.
Tanto se sentia bem com os seus amigos de todos os dias, como com os Repúblicos Kágados, antigos ou actuais, artistas como Zé Penicheiro ou gente ligada ao mar.
Era capaz de recolhimento, mas igualmente alteava a sua voz no lançamento enérgico do grito dos Kágados… Ekeiá…á.
Senhor duma forte personalidade, irradiava uma alegria esfuziante, que a todos contagiava.


2012 - Homenagem póstuma ao Dr. Manuel Gaspar

Para o recordar… para recordar alguém que nos deixou muita saudade, talvez nada melhor que relembrar alguns episódios dessa convivência de 40 anos!
É do conhecimento geral que o Padre Miguel sentia um forte amor à Terra da Gafanha da Nazaré, onde implantou o Movimento de Schoenstatt e onde foi coadjutor e, a partir de 1973, pároco.
Corria o ano de 1973, estava o P. Miguel imbuído do Espírito do Movimento de Schoenstatt, movimento Católico Mariano, de que foi pioneiro em Portugal, quando pensou erguer uma Capelinha a Nossa Senhora. Decidiu-se pela Colónia Agrícola, na Gafanha da Nazaré.
Do silêncio da noite, sobem acordes de guitarra, misturados com o sussurrar da aragem nos pinheiros, e ouvem-se canções em muitas línguas, fazendo lembrar a torre de Babel, mas com a diferença de que todos se entendem, orientados por um comandante, pelo espírito gregário do Miguel. São os estudantes estrangeiros, a que se juntaram portugueses, dum campo de trabalho promovido pelo Padre Miguel, para erguer a Casa de Sião, homenagem ao Padre Joseph Kentenich, a partir duma moradia de colonos abandonada, corria o ano de 1974.
Era um Homem duma força interior extraordinária, que brincava com a própria vida. Quando, há uns anos, fez um transplante de fígado, e nós o questionávamos sobre a sua saúde, abria um sorriso tranquilo e ripostava: “ponham-se a pau, que eu agora tenho um fígado novo!”…
Quando em Novembro de 1973 implementa a Mini-Feira na Paróquia da Gafanha da Nazaré, é uma lufada de ar fresco para todos os paroquianos. Mais ou menos cumpridores dos preceitos religiosos todos colaboram e, semanalmente, cada um dos Lugares da Gafanha se comprometia com a organização do evento: montava a cozinha e as mesas no salão da Igreja e cozinhava as melhores iguarias, suplantando, se possível, a anterior comissão. Eram dezenas de cidadãos que colaboravam e centenas, milhares, que usufruíam duma sã e renovada convivência, orientadas pela mão firme, mas sempre compreensiva do Padre Miguel.
Nem o Governador Civil, ao tempo, o Dr. Vale Guimarães, faltava a estes encontros, num evidente respeito e homenagem ao organizador…


2013 - Homenagem ao Gaspar

E o Padre Miguel estava sempre disponível para apoiar e trabalhar pelo engrandecimento da Gafanha.
13 de Novembro, 1973, terça-feira, 6 da manhã. Ainda meio ensonados, três gafanhões, 2 por nascimento e 1 por adopção rumam a Lisboa, às Construções Escolares, para conseguirem um pré-fabricado para o Ciclo Preparatório da Gafanha da Nazaré, para que as aulas começassem a processar-se.
Um Professor, Fernando Martins, um Médico, Humberto Rocha, que conduzia a viatura e um Padre, Miguel Lencastre.
Na bagagem pouco mais levam que o entusiasmo de jovens de 30 anos que querem ver a sua Terra progredir.
Bendita juventude que luta e acredita em milagres…
E agora, se mo permitem, faço a transcrição, através da elegante prosa do Kágado Casimiro Simões, dum episódio que reuniu três amigos, numa distante e esperançosa noite de 24 de Abril de 1974:
Anos mais tarde, estava à frente da paróquia da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, onde, ainda antes do 25 de Abril, conheceu Humberto Rocha.
Ficaram os dois a saber que, afinal, embora em épocas diferentes, tinham em comum a passagem pela mais antiga república de Coimbra.
Em 1974, na madrugada do 25 de Abril, o padre da Gafanha estava numa paródia, na residência paroquial, com Humberto Rocha e um fervoroso militante comunista, já falecido, conhecido na região por Bichão das Barbas.
Conta o médico Humberto que a noite foi animada.
Bichão tinha jurado não cortar o longo e respeitável apêndice, que lhe cobria o peito, enquanto a ditadura de Salazar e Caetano não fosse derrubada, dando lugar a uma democracia.
Estava o pão chegado à foice.
Atentos ao evoluir da situação militar em Lisboa, ouvindo na rádio o som cifrado de “Grândola, Vila Morena”, Humberto e Miguel puseram mãos à obra com acordo do barbudo antifascista.
Munidos de tesoura, sempre com a bênção do padre irreverente, depressa resgataram o rosto de Bichão da clandestinidade.”.


2013 - Homenagem ao Gaspar

Desde tempos antigos que se celebrava, no Forte da Barra, a Procissão a Nossa senhora dos Navegantes. Com a saída de Directores do Porto que presavam essa tradição e de homens, como o Ferraz, que se esforçavam por a manter, a cerimónia foi perdendo brilho até estiolar.
O Padre Miguel pôs mãos à obra e aí está, ano após ano, em Setembro, uma colorida e fervorosa Procissão pela Ria, desde a Cale-da-Vila até ao Forte, com o esplendor de dezenas, senão centenas, de barcos engalanados em honra de Nossa Senhora.
E mais recentemente, em Junho de 2013 e, infelizmente pela última vez, reunimos os Kágados, com o Padre Miguel, na Homenagem póstuma ao Dr. Manuel Gaspar.
No Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré, para a missa e depois num restaurante, em Aveiro. Presentes os familiares do Dr. Gaspar, actuais e antigos Kágados (Zé Maria, Zé Luís, Matos, Humberto Rocha, Sílvia, Maria João e tantos outros, num total de 49 presenças). E aí se entoaram os Cânticos da República e foi lançado, alto e bom-som, o grito kagadal… Ekeiá…á.
A felicidade deste convívio estava bem patente em todos nós, mas resplandecia mais na face e na alma do Padre Miguel.
E a lembrar-nos o espírito folgazão e o amor à sua velha República, no dia em que os Kágados estão reunidos para comemorarem o Centenário, o Padre Miguel, da cama do Hospital de S.to António, recomenda-me que lancemos um Ekeiá bem alto, vibrante, de tal maneira que pudesse ouvi-lo.
Não sei se o ouviu… mas que o sentiu tenho a certeza!...
E “se lá no assento etéreo onde subiste / Memória desta vida se consente”, descansa em paz, na certeza de que nunca te esquecerão, os amigos de sempre.

HRocha 

Nota: Agradeço ao Dr. Humberto Rocha, por ter acedido ao pedido de escrever um artigo, sobre o Padre Miguel. Ambos foram "Repúblicos Kágados" em Coimbra.

Paulo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

20 de Janeiro de 1942


Mãe, queres o meu trabalho?
- Adsum.
 Queres que todas as forças do meu espírito lentamente se esvaiam?
- Adsum.
 Queres a minha morte?
- Adsum,
mas faz com que todos os que me confiaste amem a Jesus, vivam para Jesus e aprendam a morrer por Jesus.
Amén

No dia 20 de janeiro de 1942, o Padre Kentenich decidiu-se, livremente, a ir como prisioneiro para o campo de concentração, renunciando assim à possibilidade concreta da uma revisão médica que, por causa de uma enfermidade no pulmão nos tempos de juventude, poderia tê-lo declarado ‘inapto’ para o campo de concentração. Da prisão escreve ao Pe. Menningen: “Tenta, por favor, compreender a resposta à luz da fé na realidade sobrenatural e no entrelaçamento de destinos dos membros da nossa Família. (…) O que o homem tem de mais valioso é a sua liberdade. Pois eu sacrifico a minha, num amor leal e ardente, para que Deus conceda para sempre à Família, em abundância, o espírito da liberdade dos filhos de Deus, a qual aspiro tão ansiosamente”.
 
MP

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Carta da Presidência Nacional de Schoenstatt



O nosso Pai Fundador teve um sonho para Portugal. Ele acreditava que o nosso pequeno país podia ser uma Porta de entrada de graças e bênçãos para a Europa. Neste ano de graças queremos ser mais que nunca uma Porta cheia de luz e esperança, num país e numa Europa que atravessam uma crise tão profunda.
Por isso, queremos peregrinar como Família Portuguesa do Pai ao Santuário Original no dia 18 de Outubro de 2014. Queremos enviar o maior número possível de representantes da nossa Família Portuguesa a Schoenstatt e a Roma para as Celebrações do Centenário da Aliança!
Mas queremos fazer também uma festa no nosso país! É por isso que convocamos todos os membros do Movimento de Schoenstatt em Portugal, todos os que peregrinam aos nossos Santuários, os nossos familiares e amigos, a participar nas celebrações dos 100 anos da Aliança de Amor em Fátima, no domingo 4 de Maio. O dia de celebração concluirá com uma Eucaristia final na Capelinha das Aparições, presidida pelo Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o Sr. Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente. Este dia de festa será precedido pela habitual peregrinação a pé durante os dias 2 e 3 de Maio, que este ano parte de Alcobaça.
Como os discípulos de Emaús é fácil caminhar pela vida desanimados e tristes. Mas se nos convertermos em peregrinos, pode abrir-se uma porta onde há uma luz, um fogo que não se extingue. Foi o que aconteceu aos discípulos de Emaús. Cada vez mais entusiasmados com Jesus escondido naquele peregrino, convidaram-no a entrar na sua casa e reconheceram-no na fracção do pão! (cfr Lc 24, 13-35)
Não tem sido Nossa Senhora para nós uma fiel Peregrina da Fé ao longo de tantos anos? Ela caminha connosco. Ela vem ao nosso encontro para nos levar com Ela até à sua casa, até ao Santuário, onde Jesus escondido Se revela plenamente. Não arderam já tantas vezes os nossos corações quando Maria e Jesus nos acompanharam em tantos caminhos da vida?
Como os discípulos de Emaús, queremos aprender a partilhar uns com os outros aquilo que nos vai na alma, com um coração simples de peregrino. Acreditamos que, onde dois ou três schoenstattianos peregrinam e partilham juntos, Jesus e Maria vêm ao nosso encontro para nos entusiasmar e aproximar do Santuário. É Maria Peregrina quem nos convida para a sua casa. É Ela quem nos abre a porta do Santuário para nos aproximar do fogo de Jesus, que não se apaga. Somos nós que, como tochas ardentes, queremos sair da porta do Santuário para partilhar com todos o fogo da missão e construir uma nova cultura de Aliança.
É assim que queremos chegar a Fátima em Maio e a Schoenstatt e Roma em Outubro de 2014: como uma Família mais consolidada e unida, uma Família cheia de espírito missionário, que quer ser na Europa uma porta de fogo que ilumina e aquece o nosso país e a velha Europa. Acreditamos nisto?
Em nome da Presidência Nacional de Schoenstatt,
Padre Diogo Mendes Barata
Fátima, 1 de Janeiro de 2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Corpo do Padre Miguel Lencastre é velado no Santuário de Olinda


O corpo do Padre Miguel Lencastre, principal responsável pela divulgação do movimento Mãe Rainha no Nordeste, está sendo velado na manhã desta terça-feira (14) em Olinda. O velório acontece desde a noite da segunda (13) no Santuário do Morro do Peludo, no bairro de Ouro Preto, local que foi fundado pelo padre há 21 anos. O funeral será no Cemitério Parque das Flores, no bairro do Sancho, Zona Sul do Recife, às 16h30.
Serão celebradas duas Missas, às 9 horas e às 13 horas, a segunda conduzida pelo arcebispo de Recife e Olinda Dom Fernando Saburido. Um cortejo sairá do santuário às 14,30 horas.
O padre Miguel Lencastre nasceu em Portugal e tinha 84 anos. É o fundador do terço dos homens, movimento de homens que se reúnem para rezar o terço e que agrega mais de um milhão de fiéis. Ele também foi um dos principais responsáveis por divulgar o movimento Mãe Rainha no Nordeste, que se origina do movimento de origem alemã Schoenstatt. O Padre Miguel Lencastre estava internado no Hospital Português, no Recife, há mais de 40 dias. 
O padre Pedro Cabello, um dos atuais responsáveis pelo Santuário, relembra os momentos de quando chegou do Chile e conheceu Miguel Lencastre. "Eu sou chileno, vim para trabalhar aqui. Nós tínhamos um relacionamento muito especial. Ele era o padre experiente e eu, o iniciante", relatou. Segundo o Padre Cabello, o Padre Miguel Lencastre fazia muitas viagens a Portugal para divulgar os movimentos Mãe Rainha e o terço dos homens. Foi ao regressar de uma dessas viagens que o Padre foi internado no Hospital Real Português, já debilitado. Segundo o Padre Cabello, o Padre Miguel faleceu às 17,30 horas de segunda feira (14), por complicações de um cancro
Texto publicado no site da Rádio CBN, do Brasil
Fami e Paulo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Cerimónias Fúnebres do Padre Miguel Lencastre


Recebemos do Padre Carlos Alberto, mais informações sobre a morte do nosso Padre Miguel.
Assim, informamos o seguinte:

O funeral realiza-se amanhã no Recife. Vai ser sepultado num jazigo da família.
Foi desejo do Padre Miguel ser sepultado no lugar (cidade) onde morresse.

No Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro, vão ser celebradas Missas, pela alma do Padre Miguel:

Quarta Feira, dia 15 de Janeiro de 2014, às 17 horas.

Sábado, dia 18 de Janeiro de 2014 às 20,30 horas, na Missa da Aliança.

Fami e Paulo

Padre Miguel Lencastre regressou à casa do Pai


Há cerca de uma hora recebemos uma chamada do Padre Carlos Alberto, a dar a notícia, que não queríamos ouvir: cerca das 20,30 horas (em Portugal), 17,30 horas (no Recife, Brasil), faleceu o nosso Padre Miguel.
Em seguida chegou um mail da sobrinha do Padre Miguel, Joana:

"É com muita dor, muita tristeza e muita saudade que informo sobre a partida do tio Miguel, para a casa do Pai."

"Através do Santuário, apontas-nos sempre para o alto, para o Schoenstatt eterno, onde um dia louvaremos a Deus, mostras-nos a fugacidade do mundo terreno, até nos teres orientado para a eternidade.
Ensina-me a viver cada dia de tal maneira, que o morrer seja fácil, como corresponde a um herdeiro do céu e a julgar-me, em cada noite, de tal modo que depois da morte, te possa contemplar a ti e a Deus."
(Rumo ao Céu, 218-219)

Dá-lhe Senhor, o eterno descanso
Entre o esplendor da luz perpétua
Fazei que descanse em paz
Ámen

Até sempre, Padre Miguel.

Fami e Paulo

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Schoenstatt 1914


Vídeo realizado para a Jornada Nacional de Dirigentes de Schoenstatt, no México.

1914
Na Capelinha de São Miguel, no vale de Schoenstatt, em Valendar junto ao Reno, a 18 de Outubro de 1914, o Padre José Kentenich fez uma conferência à Congregação Mariana do Seminário de Schoenstatt, em que revelou uma “secreta ideia predilecta”. A “ideia predilecta”, que ele considerou “quase demasiado ousada para o público, mas não demasiado audaz” para a pequena comunidade da Congregação, era na sua essência a seguinte: “Não seria possível que a Capelinha da nossa Congregação chegue a ser ao mesmo tempo o nosso Tabor, onde se manifeste a glória de Maria? Acção apostólica maior não poderia sem dúvida realizar, nem aos nossos vindouros, herança mais preciosa legar, do que mover Nossa Senhora e Soberana a estabelecer aqui dum modo especial o seu trono, para distribuir os seus tesouros e operar milagres de graça”.
Com estas palavras o Padre Kentenich apresentou aos jovens membros da Congregação o programa de oração e sacrifício “para fazer suave violência” à Mãe de Deus, a fim de que Ela se digne eleger a Capelinha de São Miguel como seu lugar de graças, origem e centro de um Movimento de Renovação e de Educação religioso-moral.
Como chegou o Padre Kentenich a esta ideia? Nela influíram a sua fé convicta e um facto concreto. A sua fé convicta dizia que a missão e a acção da Mãe de Deus não terminaram com a sua vida terrena, mas continuam até ao fim dos tempos. Mesmo após a sua passagem para a Santíssima Trindade, Maria continua, na sua qualidade de “companheira e colaboradora permanente de Cristo em toda a Obra da Redenção”, como mais tarde o Padre Kentenich viria a designá-la, a participar activamente com toda a sua pessoa e poder de intercessão na Obra Salvífica do seu divino Filho. Como a História da Igreja o demonstra Ela desenvolve a sua acção, de preferência, em lugares por Ela escolhidos como seus lugares de graças, e por meio de pessoas, que instrumentalmente se põem à sua disposição.
O facto concreto foi a fundação do lugar de peregrinação Valle di Pompei, em Itália, da qual o Padre Kentenich teve conhecimento pormenorizado no Verão de 1914. Se a fé e o sacrifício do advogado Bartolo Longo moveram a Mãe de Deus a fazer de Valle di Pompei um lugar da sua particular acção, não poderia suceder outro tanto em Schoenstatt, se surgissem pessoas animadas duma atitude abnegada e apostólica semelhante?
A “ideia predilecta” ateou-se nos corações dos congregados. Eles viram nela não uma ideia meramente humana, mas uma iniciativa da própria Mãe de Deus, que Maria lhes comunicou por meio do Padre Kentenich. Pela Consagração de congregados e sob a orientação do Padre Kentenich eles tomaram a iniciativa, puseram-se ao serviço da Mãe de Deus e, pela auto-educação na vida diária, entregaram-se por completo à concretização dessa “ideia predilecta”.
(texto em www.schoenstatt.pt)
 


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Movimento de Schoenstatt agradeceu entrega do Santuário Original


Algumas centenas de pessoas passaram no último domingo pelo Santuário de Schoenstatt da Gafanha da Nazaré (Diocese de Aveiro) para agradecer a entrega formal do Santuário Original, na Alemanha, ao Movimento Apostólico de Schoenstatt. “Muitos não sabiam, é certo, mas o Santuário Original não era nosso. Pertencia aos Padres Palotinos, congregação a que o Padre Kentenich [fundador da espiritualidade de Schoenstatt] esteve ligado até 1965”, explica o Padre Carlos Aberto Pereira de Sousa. O responsável dos Padres de Schoenstatt na Diocese de Aveiro explica como tudo se processou: “O Padre Kentenich fundou uma congregação mariana que veio a dar origem ao Movimento de Schoenstatt. Para as reuniões desse pequeno grupo de seminaristas do seminário dos Padres Palotinos, em Schoenstatt – Coblença (Alemanha), pediu uma capela abandonada que estava ao lado do seminário. Esta capela era propriedade desta comunidade, pois fazia parte do terreno que eles compraram para o seu seminário. Depois de restaurada e de se ter transformado no que hoje chamamos “lugar de graças”, o Santuário de Schoenstatt, esta capelinha sempre ficou na propriedade dessa comunidade. Apesar de ser um centro de peregrinação internacional para toda a Obra de Schoenstatt e para todos os que lá peregrinavam com fé, a pastoral normal e a “administração” se assim se pode chamar, esteve sempre na responsabilidade dos Padres Palotinos. Nestes últimos tempos começaram conversas no sentido do Movimento de Schoenstatt ficar responsável pelo Santuário Original, com a finalidade de, quando possível, comprar o terreno envolvente junto com o Santuário”.
As conversas continuaram para a possível compra, até que – relata o Padre Carlos Alberto – “fomos surpreendidos quando nos foi informado que os Padres Palotinos tinham decidido não vender, mas sim oferecer como presente do jubileu de Schoenstatt o Santuário Original”.
No dia 22 de Setembro, deu-se a entrega formal da propriedade do Santuário ao Movimento de Schoenstatt, abrindo novas perspetivas pastorais para este movimento com espiritualidade fortemente centrada nos santuários marianos. “Afinal era como se Schoenstatt estivesse numa casa alugada”, remata Padre Carlos Alberto.
O Movimento de Schoenstatt comemora entre 18 de outubro de 2013 e 18 de outubro de 2014 o jubileu dos cem anos de fundação. A primeira data será assinalada no santuário da Gafanha da Nazaré com uma celebração. Em Portugal, o ponto alto do jubileu será o dia 4 de maio de 2014, com uma peregrinação nacional a Fátima.

J.P.F.

(Este artigo saiu hoje no jornal Correio do Vouga. A notícia foi elaborada por Jorge Pires Ferreira.)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Convite - Santuário Original


Foi com grande alegria que, no dia 22 de Maio, recebemos a notícia de que os Padres Pallotinos tinham decidido oferecer o Santuário Original como presente Jubilar.
O próximo Domingo, dia 22 de Setembro, foi o dia escolhido para o transpasso (transmitir a outrem um bem ou direito) formal do Santuário Original para o Movimento de Schoenstatt. Nesse sentido convoco todas as pessoas do Movimento de Schoenstatt e Peregrinos do Santuário das Dioceses de Aveiro e Coimbra para passarem pelo Santuário a fim de agradecer ao Senhor e à nossa querida Mãe do Céu este presente e, desta maneira, assumir pessoalmente a custódia do Santuário Original. Podem fazê-lo por grupos/ramos ou então pessoalmente e poder assim assumir o compromisso de continuar a trabalhar pela missão de Maria a partir dos nossos Santuários. 

Tua Aliança, nossa missão!

Padre Carlos Alberto
(Director Diocesano do Movimento Apostólico de Schoenstatt)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Os ritmos de Setembro


Editorial - Setembro 2013
Setembro chega cada ano com o seu ritmo próprio: voltar, iniciar, recomeçar. Abre-se no horizonte um novo ciclo de desafios, projectos e actividades que despertam a criatividade e nos colocam em sintonia com o ritmo criador do próprio Deus. É assim no âmbito profissional, escolar, pastoral e mesmo nas nossas vidas familiares e pessoais.
Como os anéis do tronco de uma árvore, cada ano é sinal de crescimento e de vida, com as marcas das circunstâncias exteriores concretas e das forças interiores que se expandem. De facto, também nós crescemos aproveitando o vento e o frio, o sol e a chuva das circunstâncias; e somos cada vez mais plenos quando nos deixamos guiar pela nossa verdade mais íntima e pela nossa motivação mais profunda.
Cada novo ciclo, visto desta perspectiva, está inserido na corrente da própria vida e é uma continuidade do plano sábio e amoroso de Deus. À luz desta fé desperta-se a esperança cheia de alegria e confiança, e renova-se a força do amor que se faz fidelidade, entrega e serviço.
Setembro traz vida nova mas ela pode facilmente ser sufocada pelas circunstâncias adversas ou pela falta de atitude interior com que abraçamos a existência, ficando perdidos e sem ritmo no palco da nossa vida real tão cheia de oportunidades e horizontes.
Em Aliança de Amor com Maria, vamos iniciar o ano com a luz da fé em Deus e ao ritmo da força de vida que levamos no interior.
Para a Família de Schoenstatt, o ano abre-se com o horizonte do 2014 - centenário de fundação: é tempo de celebrar, viver e anunciar a Aliança de Amor. Há novidades sobre as inscrições para a peregrinação a Schoenstatt, veja o site.
No dia 15 de Setembro celebramos o aniversário de morte do Padre Kentenich que coincide com o início oficial das actividades nos nossos santuários.
No dia 22 de Setembro, concretiza-se a entrega do Santuário original a Schoenstatt, por parte dos Pallotinos.
TUA ALIANÇA, NOSSA MISSÃO!
Padre José Melo
Diretor Nacional do Movimento

domingo, 15 de setembro de 2013

Há 45 anos o Padre Kentenich regressou à casa do Pai


No dia 15 de Setembro de 1968, após celebrar pela primeira vez Missa na Igreja da Adoração / Santíssima Trindade, o Padre José Kentenich, regressou à casa do Pai.
Embora fisicamente a vida do nosso Pai e Fundador tenha terminado nesse dia, para nós ele continua presente, pois o legado que nos deixou está tão actual, que é como se ainda estivesse no nosso meio.
 
"Depois da morte, o Padre Kentenich, não menos que antes, continua a desdobrar a sua actuação e fecundidade na sua fundação. Suas comunidades levam a sua mensagem e sua Obra a um número cada vez maior de países.
Até à sua morte, a Obra tinha-se difundido da Europa para África, América do Sul e do Norte e Austrália. Depois estendeu-se à Ásia e assim está presente em todos os continentes.
Existem Santuários da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável, com casas de formação do Movimento em todos os continentes.
Após a morte, o Padre Kentenich continua a actuar fecundamente  através das suas palavras escrita e falada."
(Texto retirado do livro "Padre José Kentenich: Uma vida pela Igreja, escrito por Engelbert Monnerjahn).
 
Fami e Paulo  

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Voltamos ao "trabalho"!!!


Férias bem merecidas pelo trabalho desenvolvido, com persistência, oportunidade e sentido apostólico. Tenho a certeza que todos ganhámos com este esforço da equipa do blogue. Todos, desde os ligados a Schoenstatt, em especial, aos homens e mulheres de boa vontade, em geral. A Igreja também saiu mais enriquecida. Exemplo a seguir por outras organizações eclesiais ? É claro que sim. Os meus parabéns para a equipa do blogue e para os seus seguidores.”

Professor Fernando Martins

Retomamos o trabalho no blogue, depois de alguns dias de descanso.
Nada melhor para primeira publicação depois das férias, do que esta bonita mensagem que o Senhor Professor Fernando Martins nos enviou.
No entanto, foi graças ao Professor Fernando, que iniciámos este caminho em Setembro de 2009, portanto, tudo o que escreveu na mensagem, aplica-se também a ele.
Ao nível técnico e à resolução de alguns problemas que vão surgindo na manutenção do blogue, contamos sempre com a ajuda preciosa do Professor Fernando.

A Equipa do Blogue


terça-feira, 13 de agosto de 2013

A doação do Santuário Original e da Praça dos Peregrinos terá lugar no dia 22 de Setembro


A doação oficial da Capela de Graças (Santuário Original) e da praça dos Peregrinos terá lugar no Santuário Original na tarde de 22 de Setembro com uma celebração. É o resultado das novas negociações entre a comunidade dos Pallottinos e o Movimento de Schoenstatt, que se realizaram em Vallendar-Schoenstatt no dia 28 de Junho.

A celebração será preparada pela comunidade dos Pallottinos e inclui missa no Santuário seguido de uma recepção. Os convidados serão, da parte dos Pallottinos, o governo Provincial, a comunidade de Haus Wasserburg e os representantes da Hochschule ( Universidade): da parte de Schoenstatt, os membros do Presidium Geral, o Reitor da Capela de Graças, e o Provincial, Padre Theo Breitinger.
No início do debate, o Padre Theo Breitinger agradeceu em nome da Família de Schoenstatt o anúncio da doação, que será feita durante a celebração. O Provincial Superior Pallottino, Padre Helmut Scharler SAC, sublinhou que a decisão para dar este passo foi uma “decisão amadurecida”, e que a sua comunidade apoiou a decisão. A reação positiva do Movimento de Schoenstatt à doação do Santuário Original e da Praça dos Peregrinos foi para eles uma bênção. O objetivo das futuras negociações é que ambos a Haus Wasserburg e o centro espiritual, bem como o Movimento de Schoenstatt, possam continuar a fazer um bom trabalho pastoral.
Durante as negociações ficou claro que as salas já utilizadas na Haus Sankt Marien são indispensáveis para a Haus Wasserburg e o centro espiritual, já que não há possibilidade de alugar mais salas, nas imediações da área alugada ao Movimento de Schoenstatt. As alternativas apresentadas pelo Movimento de Schoenstatt, são que o centro espiritual e o centro de aconselhamento têm de ser vistos como um todo, pois estão interligados no que respeita ao equipamento e pessoal. Não existirão mais negociações acerca da Haus St. Michael e o terreno localizado antes do ribeiro.

Fonte: Schoenstatt.org/pt
Fami e Paulo

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Editorial de Junho 2013 - Santuário Original


A notícia sobre o Santuário Original tornou-se um verdadeiro fenómeno internacional para toda a Família de Schoenstatt. Naquele dia 22 de Maio, a novidade espalhou-se pela net, pelos mails, facebook e várias outras plataformas. Ao início, a alegria ainda levava a dúvida se seria verdade mas, pouco a pouco, “o santuário é nosso” tornou-se um grito de júbilo que nos uniu.
Nesse dia sentimo-nos ainda mais ligados, entre nós e ao Santuário Original, e assim, antecipamos o espírito do 18 de Outubro de 2014: a partir do santuário original, somos uma Família ligada internacionalmente, unida pela Aliança, abraçando uma mesma missão.
Como Família de Schoenstatt, vivemos da expressão Cor Unum in Patre - um só coração no Pai - e neste tempo, essa realidade vai-se estendendo ao que poderemos chamar também Cor Unum in Santuarium. 
De facto, o pulsar do coração do nosso Pai e Fundador confunde-se com a força da presença de Maria no Santuário. A sua fé no acontecimento do 18 de Outubro de 1914 marcou toda a sua vida porque nesse dia, Nossa Senhora escolheu o Santuário de Schoenstatt como lugar privilegiado para a Sua missão no nosso tempo. E Schoenstatt vive dessa fé! 
“Ela transmitiu ao lugar de Schoenstatt e à Família de Schoenstatt, de um modo original, a missão que Ela tem para o tempo actual.” (PK, 1966) 
O Santuário Original e os Santuários de Schoenstatt em todo o mundo, não são apenas uma capelinha dedicada a Nossa Senhora. Pela Aliança de Amor, Maria aceitou fazer dele um lugar da Sua presença, ali estabeleceu a Sua morada, o seu trono de graças. Esse é o mistério do qual vive Schoenstatt e por isso não queremos deixar de manter vivo o fogo da Aliança, pela entrega generosa ao capital de graças. 
No dia 22 de Maio, o Santuário Original tornou-se vitalmente o epicentro das celebrações do 2014 e Nossa Senhora desafia-nos a pormo-nos a caminho. Estamos a entrar num ano jubilar, celebrado em todo o mundo e de múltiplas maneiras, e tudo conduz a um mesmo lugar e a um mesmo momento: o 18.10.14 no Santuário Original!

Padre José Melo
Diretor Nacional do Movimento 

terça-feira, 4 de junho de 2013

NOVO LIVRO: «A Sua missão, nossa MISSÃO»

Com o título “A Sua missão, nossa Missão”, acaba de ser publicada, na nossa língua portuguesa, uma seleção de textos do P. Kentenich, organizada sob a orientação de Mons. Peter Wolf que,neste Ano da Missão, editou como contributo à preparaçãoda Família de Schoenstatt para celebrar o jubileu dos 100 anos da Fundação.
Esta obra pretende ajudar-nos a tomar consciência da importância da missão a que nos chama Deus, que tendo-nos criado à Sua imagem e semelhança, no Batismo nos recriou. À missão pessoal de cada um de nós a nível individual, com reflexos na nossa condição humana de sermos, a nível comunitário, um ser-em-relação, o P. Kentenich chama Ideal Pessoal, em torno do qual gira toda a Pedagogia de Schoenstatt.
Através de Schoenstatt, o cultivo da consciência da missão, que habita o núcleo mais íntimo da pessoa humana, não só no plano natural como também no plano sobrenatural, contribui decisivamente para que na Igreja se desenvolva aquele sentido missionário que, desde a manhã de Pentecostes, a caracteriza. No Cenáculo de Jerusalém, ao descer sobre os Apóstolos reunidos em oração em torno a Maria, o Espírito Santo os inunda com os seus Dons. Deste modo, os Apóstolos são fortalecidos para a missão a que, em Cristo, o Pai chama a cada um deles, a fim de tornarem presente na Igreja a missão do Seu Divino Filho, até à Sua segunda vinda no fim dos tempos. 
Um dos meios mais fecundos para libertar o homem de hoje, curando-o de todo o tipo de depressão a que a dolorosa experiência da falta de sentido o conduz, roubando-lhe a alegria de viver, consiste em ajudá-lo a abrir-se ao cultivo da sua consciência de missão. Esta consciência de missão reveste-se na Igreja de uma forma especial: a consciência divina de missão. A consciência divina de missão não se contenta em ficar sujeita ao livre arbítrio de cada um, ou de uma qualquer outra instância, seja ela de que tipo for. Com efeito, esta missão é aquela que é dada pelo próprio Deus a cada um daqueles que, desde o Batismo, o Espírito Santo anima, movendo-os à inserção existencial na missão dada por Cristo à Igreja, Corpo místico, de que Ele é a Cabeça.
Esta obra mostra como o P. Kentenich vê em Maria, Rainha dos Apóstolos, a Mãe e Educadora da Igreja, o grande sinal de esperança que, desde o Santuário de Schoenstatt, incessantemente anima cada um dos seus filhos, para a sublime missão de a conduzir para as novas praias.

Padre Manuel Ribeiro Alves
(União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Presente Jubilar para o Movimento de Schoenstatt

 
SANTUÁRIO ORIGINAL, Pe. Theo Breitinger. Foi com grande alegria que o Movimento de Schoenstatt mundial recebeu as surpreendentes notícias que a comunidade dos Padres Pallottinos decidiu hoje na sua Assembleia Provincial oferecer ao Movimento de Schoenstatt o Santuário Original e a Praça dos Peregrinos como um presente jubilar pelo centenário da sua fundação. Quando o Espírito de Deus do Pentecostes está a trabalhar, ele cria algo surpreendentemente novo e renova a vida.
Nos dias anteriores ao Pentecostes tiveram lugar novos debates entre Schoenstatt e os Padres Pallottinos com o objetivo de encontrarem uma solução para o (propriedade/utilização de) do Santuário Original e a situação no Vale de Schoenstatt. Regozijamo-nos agora com este gesto generoso de nos oferecerem a área de peregrinação em Schoenstatt. Agradecemos à comunidade Pallottina a sua boa vontade e consideramos este presente Jubilar como um sinal do seu desejo de, no futuro, continuarem a trabalhar em conjunto com o Movimento de Schoenstatt aqui em Schoenstatt .
A nossa gratidão é dirigida naturalmente a Deus Trino que trabalhou obviamente em todo este processo. E agradecemos à nossa Mãe e Rainha que, claramente, acompanhou as nossas orações e petições dos dias e semanas anteriores, e que contribuiu para a abertura de novas portas mostrando tão boas soluções para este assunto.
 
Em alegria e gratidão,
P. Theo Breitinger
Superior Provincial
 
 

Oficial: Os Padres Pallottinos oferecem o Santuário Original ao Movimento de Schoenstatt

 
Provincia dos Pallottinos do Sagrado Coração
Quarta-feira, 22 de maio de 2013, 13h.

A comunidade dos Padres Pallottinos oferece a capela de peregrinação em Vallendar ao Movimento de Schoenstatt como um presente pelo Ano do Jubileu 2014. Foi decidido pela Assembleia Provincial, o organismo com mais poder de governação da comunidade, durante a sua reunião no dia 22 de maio de 2013 no Centro Provincial em Friedberg, Bavaria, Alemanha. Para além do Santuário, o presente inclui a adjacente Praça dos Peregrinos.
Depois de uma discussão detalhada a assembleia concordou que este presente seria oferecido pelo governo Provincial e pela Haus Wasserburg.
 
O P. Helmut Scharler, o Superior Pallottino Provincial disse, “Há uns anos o Movimento de Schoenstatt pediu um gesto generoso no que respeita à área de peregrinação em Schoenstatt. Com esta oferta queremos confiar o Santuário de Maria ao Movimento de Schoenstatt no aniversário do centenário de Schoenstatt em 2014, com a esperança de que muitas pessoas vivenciem a proximidade da Mãe e Rainha e que de futuro aproveitem o poder inspirador e benéfico deste lugar de peregrinação.” Também falou da tristeza existente, porque muitos Padres Pallottinos têm trabalhado proveitosamente, há muitas décadas, na construção do Movimento de Schoenstatt  e na pastoral do santuário de graças.
 
Em 1901, os Padres Pallottinos compraram a “Casa Antiga” a uma entidade privada com o fim de construir uma casa de formação como base da sua presença em Vallendar. A capela, na altura um depósito de utensílios de jardinagem, foi remodelada e utilizada de novo como um lugar sagrado. Em 1914, um grupo de estudantes próximos do Diretor Espiritual dos Pallottinos, o Padre José Kentenich, dedicaram-se aqui à Mãe de Deus. O Movimento de Schoenstatt considera esta data o início do seu trabalho apostólico.
 
Em 1964, o Movimento de Schoenstatt foi separado da Sociedade dos Pallottinos, que até então tinha contribuído significativamente para o desenvolvimento e formação de Schoenstatt, bem como para o lugar de peregrinação que surgiu. O santuário de graças permaneceu propriedade dos Padres Pallottinos, que continuaram a servir o lugar de peregrinação pastoralmente, e a coordenar a cooperação das muitas comunidades de Schoenstatt.

Em 2012, teve lugar o primeiro passo para a entrega do santuário a Schoenstatt no que respeita à sua utilização e administração. “Queríamos descobrir se seriamos capazes de coexistir no local. Afinal, nós os Padres Pallottinos dirigimos uma casa para a Formação de Juventude na Haus Wasserburg, bem como um centro espiritual e terapêutico, e também o nosso próprio trabalho pastoral na Igreja Pallotti, servindo muitas pessoas para além desta região. Ambas as partes registaram experiências positivas, e isto motivou-nos a nós Padres Pallottinos a entregar agora de forma permanente o santuário,” explicou o P. Alexander Diensberg, Reitor da Haus Wasserburg.
 
 
 
 
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