Irmãos
e Irmãs Peregrinos
1.A
primeira leitura de hoje recorda-nos a alegria do regresso do antigo povo de
Israel, após anos de opressão da Assíria. É a peregrinação da liberdade e da
libertação.
O
profeta anuncia essa libertação, refere expressamente essa liberdade e
testemunha a alegria das mães e do povo humilde.
A
segunda leitura vai para além da libertação dos males físicos e sociais e fala
das doenças das consciências, aquilo que a Bíblia chama pecado e diz-nos que só
Cristo, o redentor, pode libertar a humanidade do mal, do medo, da opressão e
do pecado. Esta é a peregrinação da conversão, da misericórdia e do perdão.
2.Demoremo-nos, porém,
no texto do evangelho: «No seu caminho para Jerusalém, Jesus está a percorrer a
última etapa. É acompanhado pelos discípulos e por grande multidão de
seguidores. Através de gestos e palavras, Jesus tinha procurado anunciar a Boa
Nova e revelar a sua Pessoa. Muitos O acompanhavam mas estavam longe de
realizar o convite de Jesus: «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si
mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (8, 34).
Neste
contexto a página do evangelho de hoje surge não apenas como a recordação de
mais uma cura prodigiosa de Jesus mas como uma verdadeira peregrinação da vida
e da missão que leva Jesus ao encontro de todos, sobretudo dos que mais
precisam.




