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sábado, 27 de dezembro de 2014

Família de Braga: Na alegria do Jubileu, viver a fé na Aliança!



Na alegria do Jubileu, viver a fé na Aliança!” é o lema que anima a caminhada da Família de Braga durante este ano. Este lema prolonga a alegria e os impulsos das Celebrações Jubilares em Schoenstatt e Roma, que foram partilhadas com toda a Família numa Jornada no dia 30 de Novembro O lema lembra-nos que a Aliança de Amor é a nossa marca e a Cultura de Aliança é a nossa missão.

O lema enquadra-se ainda na caminhada da Arquidiocese de Braga para o ano 2014/2015, dedicado à Fé Vivida. No dia 22 de Novembro(vigília de Cristo-Rei), os Movimentos, Obras e Associações Laicais da Diocese apresentaram ao Sr. Arcebispo, D. Jorge Ortiga, as suas atividades para este ano e seu enquadramento no Plano Pastoral da Diocese. Numa bonita simbologia, uma árvore, com ramos inicialmente despidos, foi sendo enriquecida com as “folhas” das principais atividades dos vários Movimentos/Obras/Associações para este ano.

A árvore dos vários Movimentos da Diocese

Como queremos viver profundamente a fé de que, pela Aliança de Amor, podemos encher o mundo de “Homens Novos”, configurados com Cristo através da ação educadora de Maria, estamos de novo a celebrar a Aliança aos dias 18 (e não ao terceiro domingo, como nos anos anteriores), com a Eucaristia de Renovação da Aliança. Este mês de Dezembro vivemos uma bela surpresa, com a presença de muitos peregrinos de Azurém e Pencelo (Guimarães) que encheram um mini-autocarro. Como não choveu e apesar do frio, pudemos queimar o Capital de Graças em frente ao Santuário.

Queima do Capital de Graças

Que o fogo da Aliança mantenha inflamados os nossos corações, como lembra a faixa (descerrada a 18 de Outubro que permanecerá este ano por cima da porta do Santuário.

Elisabete e Paulo Coutinho 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Celebrações Jubilares em Schoenstatt: "Nós estivemos lá!" - Família Coutinho (parte 3)

Ainda no dia 18 de Outubro…


Este Santuário-Lar foi abençoado pelo próprio Padre Kentenich e pertenceu aos pais de Margaret Yank (mais tarde Fenelon).
Ainda na noite de 18 de Outubro, visitámos a «Tenda da Família», que nos revelou os inúmeros projetos que Schoenstatt tem para oferecer à Família e ao mundo. O Santuário insuflável (no exterior) deliciou a nossa Mariana.
Uma bela surpresa: na «Tenda da Família» estava o primeiro Santuário-Lar, da Família Yank (Milwaukee), com todos os seus símbolos.


No dia seguinte
Na Missa das Famílias (19 de Outubro) houve alegria e imaginação, improviso e confusão… tal como a verdadeira vida quotidiana em família. Mas simbologia riquíssima, culminando com a construção do Santuário-Lar na própria Eucaristia, aprofundando o significado de cada um dos seus símbolos.
A renovação da Aliança, no mais alto grau possível, em conjunto com famílias da União de todo o mundo, foi um momento de especial significado, no local de fundação da União de Famílias, a 4 de Junho de 1950: A Casa da Aliança, onde o Padre Kentenich viveu e deu inúmeros retiros. Foi bom penetrar na história e simbologia da Casa da Aliança.
A mensagem que nos ficou desta vivência: Desde as origens, permaneçamos fiéis às exigências e à missão da União de Famílias!

Reencontros

Foi bom reencontrar em Schoenstatt o Padre Mariano, o Padre Alejandro Martínez, o Padre Francisco (esteve connosco no Santuário Original), o Padre Eduardo Aguirre, e o Casal Renate e Norbert Martin, da União de Famílias. O Padre Mariano enviou saudações especiais ao Sr. Bispo Auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho, que conhece muito bem!

Na subida para a Arena de Peregrinos, no dia 19, passámos por um grande cartaz, em várias línguas, que assinalava as Peregrinações Internacionais. Passámos e pareceu-nos ver rostos familiares no cartaz. Demos um passo atrás… e era o Casal Moura, da Liga das Famílias de Braga. A fotografia era da Coroação da Rainha da Nova Evangelização da Europa (Setembro de 2012), onde foram os portadores da Bandeira Portuguesa. 




Cartaz e ampliação da foto de cima (à direita). O Casal Moura está à frente, com um belo traje minhoto.
  
No novo século de Schoenstatt
No primeiro século de Schoenstatt, Nossa Senhora foi Mãe, Rainha e Vencedora. Schoenstatt gerou numerosos santos da vida diária.O Símbolo do Pai, que peregrinou durante mais de 40 anos, pôde finalmente chegar ao seu destino, o Santuário Original. Quantas dádivas, pedidos, alegrias, súplicas, vivências, frutos de santidade, carregará este Símbolo? Quantos grupos, comunidades, famílias, ermidas, Santuários e Santuários-Lar terá visitado?
Identificamos alguns desafios para o novo século: aspiramos decisivamente a ser uma família santa; queremos empenhar-nos em ajudar outras famílias a caminhar para a santidade. Desafia-nos manter constantemente vivo o fogo dos Heróis! Somos os primeiros do novo século! É isso que significa para nós ter colocado a assinatura no 1º Documento de Fundação. A Aliança de Amor é a nossa identidade e a Cultura de Aliança («cultura do encontro», como lhe chamou o Papa Francisco) é a nossa missão.
Os desafios serão impossíveis de vencer só com as nossas fracas forças. Por isso, Nossa Senhora nos dirá sempre de novo: “Não vos preocupeis com a realização dos vossos desejos. Provai primeiro que realmente me amais!”

Elisabete e Paulo Coutinho
1º Curso da União Apostólica de Famílias de Schoenstatt

sábado, 18 de outubro de 2014

"Dia da Aliança" - Outubro 2014


“Este é o dia que o Senhor fez!” 

O dia que o Senhor fez há 100 anos atrás: 18 de Outubro de 1914. Hoje celebramos o Jubileu, há anos esperado por nós com alegria, como Família Internacional de Schoenstatt. Naquele dia, pelas 17 horas, fora um pequeno grupo de estudantes do Seminário dos Pallottinos que se reuniu com o Padre Kentenich na antiga capela de cemitério. A Aliança de Amor foi selada. Ninguém podia vislumbrar o desenvolvimento futuro. Hoje, 100 anos mais tarde, unidos a milhões de pessoas em todo o mundo, reunimo-nos nos Santuários para agradecer e renovar essa Aliança de Amor. Por isso, afirmamos: Esta é a nossa hora! Este é o dia que o Senhor fez para mim. O Padre Kentenich o confirmou, anos mais tarde: “Somos inseridos nesta Aliança de Amor histórica. Usando uma imagem, podemos dizer assim: Em 1914, a Mãe de Deus tinha, por assim dizer, diante de si um bilhete e nele estavam escritos os nomes de todos que serão inseridos nesta Aliança de Amor no decorrer dos séculos e milénios. Então, naquela vez não estavam escritos somente os nomes daqueles meninos presentes no ato da realização da Aliança. Acho que, se compreenderdes esta imagem, afirmareis que é realmente assim: Naquela vez a Mãe de Deus  já viu os nossos nomes escritos ali. Por isso, nós também pertencemos à geração fundadora. Naquele dia a Mãe de Deus deixou-se atrair ao Santuário e desceu em consideração a tudo aquilo que seria feito depois. (…) E é por nossa causa – não somente por causa dos meninos – porém também por nossa causa,  que Ela desceu ao Santuário para ser ali a nossa Educadora!  (…)  Vede, para nós isto é bem natural:  Schoenstatt deve ser novamente fundado em cada geração.”
Por isso, com a nossa aspiração, temos que atrair sempre de novo Nossa Senhora ao Santuário, levar Nossa Senhora para cada lar, a cada coração, como faziam os jovens congregados que, mesmo nas férias, distribuíam pagelas com a imagem da Mãe Três Vezes Admirável. Existe uma marca de produtos de beleza que tem um slogan para a formação de vendedores: “Em cada casa tem que existir (um produto da tal marca)”. Que seria se hoje, dia dos 100 anos da Aliança de Amor, pudéssemos ver o desejo realizado: Em cada casa tem que existir uma imagem da MTA, a Mãe Peregrina de Schoenstatt.
Em atos de confiança, muitas vezes dissemos: Mãe, chegou a tua hora (de fazer isto ou aquilo), agora é Ela que nos diz: Filho, chegou a tua hora de me levares novamente para a tua casa, de me levares à casa do vizinho, do amigo, de me levares no teu coração.  
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Outubro 2014) 
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"Dia da Aliança" - Setembro 2014

Está a chegar o outono e com ele termina um ciclo de vida. É tempo de colher os frutos, de agradecer as colheitas e a fecundidade da terra. É tempo de saborear aquilo que a terra nos deu. Despertou-me para esta reflexão uns potinhos de doce da uma nova linha de produtos do Santuário de Aveiro: “Sabores do Santuário”. Doces dos mais variados sabores, que na sua maioria são de frutos que nascem no pedacinho de terra à volta do Santuário. Saborear qualquer doce, muito provavelmente, não nos leva a pensar nos diversos processos de vida que antecedem tal fim e que a origem se deve a uma pequena semente.
A lei da vida leva-nos sempre à constatação: “Tudo o que é grande, tem origem no pequeno”. Assim é, também, com o jubileu dos 100 anos de Schoenstatt que hoje vivemos em todo mundo. Schoenstatt começou num outono devastador pelo início da 1ª Guerra Mundial. Deus escolheu os mais frágeis instrumentos aos olhos dos homens, um grupo de adolescentes, para que, a partir das ruínas, surgisse um florescente jardim de Maria, um jardim de “homens novos numa nova comunidade”. A semente? Essa foi cuidadosamente preparada no coração do jovem P. José Kentenich. O amor a Nossa Senhora foi a semente que caiu na terra do seu coração e germinou em Aliança de Amor com Ela no dia 18 de Outubro de 1914. É essa aliança, cada dia mais ampliada pela nossa participação, que vamos renovar. São os frutos espirituais desta Aliança que queremos agradecer e saborear, pois estes dão mais sabor à nossa vida. Mas só isso não chega! É necessário uma entrega renovada e mais profunda, sementes que se entregam de novo à terra para que surjam frutos da nova evangelização para os próximos 100 anos. E isso depende da fé de cada um de nós.
O P. Kentenich viveu uma fé inquebrantável na missão de Nossa Senhora para os dias de hoje. “Tivéssemos nós mais fé – o que é que nos disse o Salvador: tivéssemos mais confiança, sim, então pediríamos a uma montanha que se lançasse ao mar e o nosso pedido ou o poder da nossa palavra seria realizado. Tivéssemos essa fé, tivéssemos essa confiança!” Uma vez citou o poeta Silesius que se referia às palavras de Jesus sobre a fé do tamanho de um grão de mostarda e o seu poder de mover montanhas. Então, o que poderia fazer a fé se esta fosse do tamanho de uma abóbora? P. Kentenich interpela-nos desse modo: ”O que é que nós poderíamos esperar, se a nossa fé no poder da Nossa Senhora fosse como uma abóbora? A nossa fé, a grandeza da nossa fé, a grandeza da nossa confiança é a medida para a atuação poderosa de Nossa Senhora.” 
Olhemos de novo para 100 anos de história: quantas graças e bênçãos Maria distribuiu a partir do Santuário, quantos milagres operou! Hoje, na força do jubileu, Ela quer tornar a sua missão ainda mais fecunda. Schoenstatt deve ser testemunha do poder, da sabedoria e Bondade de Nossa Senhora. Algo de grande começa no pequeno e esse “pequeno” posso ser eu, se a minha “fé de abóbora” puxar o carro de triunfo da Mãe Três Vezes Admirável, que em nós quer percorrer o tempo e vencer todas as batalhas de hoje que devem ser travadas. Este pode ser o melhor fruto de outono, o doce mais saboroso para mim, para o que está ao meu lado e para o mundo inteiro.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Setemb2014) 
 
 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Missa da Aliança de Amor de 18 de Julho de 2014



Queremos agradecer à Mãe, o facto de pela primeira vez a Missa da Aliança, ter sido preparada e estar a ser animada pelos Madrugadores e pela Liga dos Homens. Para nós adquire uma importância acrescida, por ter lugar no Ano Jubilar e apenas a três meses do Centenário da Fundação.
São momentos assim, que vão construindo a história da nossa Família, do nosso Santuário e do Movimento de Schoenstatt.


“Então estabelecer-me-ei de bom grado entre vós e distribuirei dons e graças em abundância, daqui, atrairei a mim os corações juvenis e educá-los-ei como instrumentos aptos nas minhas mãos.”

No Documento de Fundação, esta é uma das promessas que a Mãe nos faz, por intermédio do Padre Kentenich.
Instrumentos aptos nas minhas mãos. O que significa ser instrumento?
A ideia de sermos instrumentos, não parece ser muito atractiva, pois a palavra instrumento, faz pensar em objectos materiais, uma tesoura, um serrote, ou uma viola, entre muitos outros.
Antes de definir-mos o que o Padre Kentenich quer dizer quando nos fala da espiritualidade do Instrumento, temos que fazer uma separação entre “Instrumento” e “Instrumentalizar”.
Quando se instrumentaliza alguém, significa que pretendemos servirmo-nos desse alguém apenas como meio, para alcançarmos os nossos fins, por vezes egoístas, rebaixando essa pessoa à qualidade de “coisa”.

Ensaio dos cânticos para a Missa

O que se pretende salientar através da imagem de instrumento?
Em primeiro lugar, é necessário salientar, que o instrumento é necessário, pois existe uma tarefa a cumprir e o instrumento é preciso para cumprir essa tarefa.
Em segundo lugar é imprescindível, que para a concretização da obra, o instrumento e quem o vai utilizar estejam em união.
E finalmente, embora à obra depois de terminada, se atribua o mérito a quem se serve do instrumento para a realizar, também o instrumento tem a sua quota parte na concretização dessa obra. 
O instrumento, por si só, nunca teria conseguido atingir esse resultado, no entanto unido a quem o utiliza, alcança algo que ultrapassa a sua própria capacidade. 
Tomemos como exemplo as violas que os nossos músicos estão a utilizar.
Se as violas estivessem ali sozinhas, nunca poderiam libertar os agradáveis sons que ouvimos. E se os nossos músicos não as tivessem nas suas mãos, não poderiam tocar.
Assim, a união entre as violas e os músicos, permitem que os cânticos sejam acompanhados pelos agradáveis sons que a viola produz. 
Quando o instrumento não cria obstáculos nem opõe resistência à acção de Deus, quando se une estreitamente a Ele e assuma as metas que Deus lhe assinala, experimenta uma fecundidade ilimitada.


“Pai, escolheste-nos em Cristo como instrumentos para o Teu reino, como semente, luz e fermento para a redenção do mundo.” (Rumo ao Céu).

O ensaio decorreu no "museu" do Manel Serafim

Tornamo-nos, portanto, instrumentos marianos, porque ninguém melhor do que Ela nos pode transmitir vitalmente a atitude instrumental perante o Senhor e porque ninguém melhor do que Ela nos pode levar a essa total disponibilidade instrumental que caracteriza os autênticos discípulos e apóstolos de Cristo.

A Irmã Emilie entendeu muito bem o que é ser instrumento de Maria:
"Se eu me entregar sem reservas à nossa Mãe de Schoenstatt, então, com certeza ela vai usar-me como instrumento, mesmo que exteriormente eu tenha que estar inactiva."

"Poderás então usar-nos sempre como instrumentos nas tuas mãos carinhosas, fortes, omnipotentes:
Através de nós, moldar o rosto da humanidade de hoje, como corresponde ao teu plano. Ámen."
(Padre José Kentenich, do livro de orações Rumo ao Céu)

Paulo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Dia da Aliança" - Agosto 2014

 
“Aqui é bom estar…”

“Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”. Esta frase do Papa Francisco na exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” fez-me lembrar os heróis congregados nos inícios de Schoenstatt. Queriam uma revolução e Maria revolucionou-os por dentro, tornando-os personalidades fortes, livres; jovens que, mais tarde, fizeram a diferença durante a Primeira Guerra Mundial. Quando no verão de 1914, devido à necessidade de ter um espaço próprio para reuniões, o Padre Kentenich e os jovens congregados receberam uma pequena capelinha abandonada - que existia desde o século XIII, que fora destruída duas vezes durante a guerra, mais tarde pertenceu a uma família e à comunidade dos Palotinos, a qual nos últimos dois anos ficara para arrecadação, onde se guardavam as ferramentas do jardim - não supunham que a Divina Providência tinha grandes planos para esse local.
Cem anos depois, vemos mais de 200 Santuários espalhados no mundo inteiro e milhões de pessoas a viveram da “força revolucionária da ternura e do afeto” pela atuação de Nossa Senhora. A experiência de Santuário é comum, mas bem pessoal: “Aqui é bom estar”. Sempre de novo contamos o episódio de uma família do Chile que visitou o Santuário Original, na Alemanha. A reação do filho pequenito: “Estamos no Chile”. Para ele era o mesmo que “estar em casa”, “chegar a casa”. Aí a Mãe espera por mim, aí ela me aceita, assim como sou, aí eu levo a minha vida, os momentos de alegria, mas também os de escuridão e de medo; aí eu posso experimentar um pedacinho de céu… O Papa Francisco continua dizendo: “É aí, nos santuários, que se pode observar como Maria reúne ao seu redor os filhos que, com grandes sacrifícios, vêm peregrinos para a ver e deixar-se olhar por ela. Aí encontram a força de Deus para suportar os sofrimentos e as fadigas da vida”. Experimentar o Santuário é muito mais do que uma visita ao espaço físico, é levar o Santuário no caminho da nossa vida.
Uma das cartas que os jovens escreviam para o Pe. Kentenich, desde a frente da batalha, expressava: “São tantas as vezes que estou em Schoenstatt, em espírito, dentro da acolhedora capela da congregação, aos pés da nossa querida MTA! Quantas vezes me ajoelhei lá, tantas vezes contando-Lhe sobre as minhas dores e preocupações, recebendo consolo.” Faz-nos tão bem olhar para Maria! E porque nos faz bem, é tão difícil para o peregrino ir embora. O segredo está em levar o Santuário no nosso coração, para a nossa casa, para o campo de batalha, para o trabalho. Às crianças que visitam o Santuário, muitas vezes sugiro que olhem bem para tudo, especialmente para Nossa Senhora e, em casa ou na escola, façam uma visita ao Santuário. “E funciona?”, perguntou uma vez um mais reguila. “Experimenta e para o ano conta-me se funciona ou não.” Prometido!
Em tempo de férias, aproveitemos para ir ver Maria ao Santuário, deixar-nos olhar por ela, e levar esse olhar terno e afetuoso no nosso coração para que, durante o ano e em qualquer lugar, possamos fazer muitas visitas espirituais ao Santuário.

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Agosto 2014)
 

 
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"Dia da Aliança" - Julho 2014

 
“… não podíamos nós fazer o mesmo?”
 
Aproximamo-nos dos 100 anos da Aliança de Amor, por isso a história que antecede este acontecimento, torna-se mais intensa nestas últimas semanas. Em 1914, depois do início da Primeira Guerra Mundial, veio parar às mãos do Pe. Kentenich um artigo duma revista católica, que constava na edição de 18 de julho. Trata-se de um artigo que surpreende o Pe. Kentenich, pois aí descobre que um famoso Santuário mariano, em Itália, nasceu sem a mediação de qualquer aparição, sem milagres e sem nenhum outro tipo de intervenções extraordinárias de Deus. Como surgiu então?
Aparentemente, devido à simples iniciativa de um homem chamado Bártolo Longo, um leigo casado que se tornou defensor do rosário e foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 1980. Era um advogado convertido que decidiu construir uma igreja na cidade de Pompeia, pedindo a Nossa Senhora que Ela se dignasse a convertê-la num Santuário e a partir daí manifestasse as suas graças. A fecundidade deste lugar causou profundo impacto no Pe. Kentenich, que estava a tentar perceber os planos da Divina Providência para a Congregação Mariana, numa altura em que os alunos mais velhos começavam a ser recrutados para a guerra. Os jovens devem partir para o campo de batalha e Pe. Kentenich sente que, se não os prepara de maneira extraordinária, as dificuldades da vida na frente de combate irão anular todo o trabalho dos anos anteriores. A guerra é, portanto, um sinal de Deus que o convida a dar um novo passo em frente, no sentido de acelerar a formação dos seus jovens. Há que acelerar a entrega a Deus e a Maria. Há que acelerar e intensificar a luta pela santidade, não só para torná-la “à prova de bala” mas, também, para fazer oscilar com ela a balança da História, no sentido de um triunfo final do espírito cristão. Por essa altura, a capelinha abandonada é colocada à disposição dos jovens para as suas reuniões. Perante esta oferta, o P. Kentenich volta a perguntar a si mesmo o que lhe quererá Deus dizer. Ele próprio conta em 1963:
“Logo a seguir ao início da guerra li um artigo – era bastante pequeno – que contava a história dum convertido chamado Bártolo Longo em Itália.... Tudo o que vejo e oiço tento conduzir à questão: O que é que Deus me quer dizer? Como sabem, eu tinha um forte impulso para educar. O segundo ponto era o grave perigo – a Guerra Mundial tinha começado em agosto de 1914. Como ia eu educar os rapazes e conduzi-los à autoeducação? Que perigos teriam eles que enfrentar? Conseguem perceber que, de acordo com a minha maneira de pensar, disse para mim próprio: não podia eu, porque é que não podíamos nós fazer o mesmo? Não era, porém, minha intenção que acontecessem milagres de ordem física, mas que Nossa Senhora Se mostrasse como a grande educadora e fizesse milagres de educação e de transformação espiritual.” A decisão foi um salto de fé, a qual, mais tarde, o Pe. Kentenich chamariaa decisão mais difícil da sua vida.

 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Julho 2014)

sábado, 21 de junho de 2014

Instituido o "Dia da Aliança de Amor" no Estado de São Paulo - Brasil


O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, institui o dia 18 de outubro, de cada ano, a partir de 2014, como data comemorativa: Dia da Aliança de Amor.
Portanto, pela Lei Nº 15.462, publicada no Diário Oficial, em 18 de junho, a data 18 de outubro entra no calendário oficial de todo o Estado de São Paulo como Dia da Aliança de Amor:

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º – Fica instituído o “Dia da Aliança de Amor”, a ser comemorado, anualmente, em 18 de outubro, no Estado de São Paulo.
Artigo 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, aos 18 de junho de 2014.
Geraldo Alckmin
Eloisa de Sousa Arruda
Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania
Edson Aparecido dos Santos
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 18 de junho de 2014.

Fonte: www.maeperegrina.org.br

domingo, 18 de maio de 2014

"Dia da Aliança" - Maio 2014

 
Dar TEMPO a MARIA
“Pastéis quentes! Pastéis quentes” – assim anunciava solenemente um menino pelas ruas de Londres. Quando as pessoas compravam os pastéis e começavam a comer, logo ficavam desiludidas e gritavam: ó rapaz, não são quentes, mentiste! Mas este saía-se muito bem dizendo: É verdade não são quentes, mas têm esse nome!
Este exemplo que o Pe. Kentenich contou às famílias, com o objetivo de nos alertar para cuidarmos de não termos apenas o nome de “pastéis quentes”, sem o sermos realmente. Precisamos de cuidar para não sermos só chamados de cristãos, mas de sermos cristãos autênticos e católicos verdadeiros. Por isso, o desafio de nos perguntarmos: o que estou a fazer neste mês de maio, mês dedicado a Nossa Senhora, como cristão, como herdeiro da missão mariana portuguesa?
É  verdade que o ritmo das nossas vidas nos envolve totalmente que só reservamos o “tempo que sobra” para dedicar a Nossa Senhora, e quando este  sobra  arranjamos  sempre  algo para o preencher. Ou então desculpamo-nos com a nossa fraca fé, desmotivação ou desilusões com a Igreja. Muitos até dizem que não conseguem rezar. Isso é porque não lhe dedicam tempo.
Dedicar tempo a Deus, a Nossa Senhora, não é passar o dia na Igreja ou na capela. Dedicar o nosso tempo é cultivar o nosso amor, alimentar o nosso amor. Quando gostamos de alguma coisa, ela tem valor para nós, e quando algo tem valor para nós, então gostamos de passar tempo a apreciá-lo, tratá-lo, a tê-lo simplesmente connosco. Se observamos um jovem com o seu carro novo, reparamos no tempo que ele gasta a admirá-lo, a poli-lo, repará-lo e afiná-lo. Ou então um adulto com o canteiro de rosas preferidas, e o tempo passado a adubar, a fertilizar e a podar. Assim acontece, por exemplo, quando amamos as crianças: passamos tempo a admirá-las e a tratar delas. Assim é com os idosos: não nos cansamos de ajudar e de ter paciência com eles, para que se sintam bem. Assim é com todos os que amamos: gostaríamos de os ter sempre connosco, de os fazer felizes com pequenas surpresas. Com gosto damos-lhes o nosso tempo. A medida do “tempo que eu gasto” com alguém é a medida do meu amor. Para amar é preciso “dar tempo”.
Quando olhamos para o início de Schoenstatt, podemos ver muitas maneiras que os jovens congregados encontraram para dedicar tempo a Nossa Senhora. José Engling, um dos jovens congregados, aproveitava os pequenos intervalos das aulas para “dar uma corrida” até ao Santuário, descer e subir uma colina algumas vezes por dia, para saudar Nossa Senhora. Nas trincheiras do campo de batalha, os jovens congregados liam a revista da MTA que lhes era enviada de Schoenstatt. Aproveitavam as dificuldades para crescer no amor a Nossa Senhora e disso davam testemunho, escrevendo que muitas vezes, em espírito, estavam dentro da capelinha, aos pés de Nossa Senhora.
Cada um de nós deve encontrar o seu jeito, o seu ritmo de demonstrar o seu amor. Essa é uma exigência da Aliança de Amor: “Provai primeiro que me amais realmente”.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Maio 2014)
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dia 18 de maio - Missa de agradecimento pela Peregrinação Jubilar

 
No próximo dia 18, às 20:30 no Santuário de Aveiro, teremos a Missa de gratidão pela peregrinação e festa jubilar. Estamos todos convidados, os que participaram física ou espiritualmente. Vamos agradecer as graças recebidas; vamos agradecer a força renovadora para a caminhada; vamos agradecer o encontro com Deus, com os outros e connosco; vamos agradecer a alegria e a partilha; vamos agradecer o testemunho e a riqueza de cada diocese; vamos agradecer, simplesmente, por fazermos parte deste momento histórico e de graças especiais; vamos agradecer por fazer parte de uma grande família nacional e internacional; vamos agradecer pela luz da Aliança que brilha (agora muito mais) nos nossos corações;
vamos agradecer na Santa Missa com testemunhos e com a apresentação da diocese de Aveiro na Gala jubilar.
 
MP
 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Dia da Aliança" - Abril 2014


O berço da  SANTIDADE
Para a sociedade do nosso tempo falar de santos cheira a coisa de padres, sacristia, a mofo. Para os cristãos, os santos são uma realidade, mas muitas vezes uma realidade distante, de outros tempos, de outros berços. Para muitos de nós até “dá jeito” pensar assim, que os tempos são outros, que não nascemos santos, que a Igreja tem que mudar conforme a nossa medida. E, a Igreja continua a surpreender-nos com a sua própria medida: a medida da Santidade!  
No dia 27 vai ser canonizado o Beato João Paulo II. Quem de nós não conheceu ou não ouviu falar do Papa João Paulo II? Quantos de nós o pudemos ver, tocar, olhar nos olhos, respirar do mesmo ar, viver na mesma sociedade, com os mesmos desafios? João Paulo II foi um jovem como outro qualquer, que gostava de teatro, de desporto; foi um adulto como outro qualquer que lutou ao lado dos operários, que abraçou a sua vocação de vida; que se entregou totalmente à sua missão; que passou pela vida amando. Não nasceu santo, mas fez da vida que Deus lhe permitiu viver o seu caminho de santidade, fez da Igreja o seu berço de santidade, sentindo-se “embalado” pela Mãe de Deus, a quem ele se entregou totalmente e a quem confiou o seu papado. Isso o expressou no lema da sua vida e missão: Totus Tuus (Todo teu)!  
Em Schoenstatt, estamos a festejar 100 anos da Aliança de Amor que se tornou caminho de santidade para muitas pessoas. Anos jubilares levam-nos a olhar as origens, por isso, oportunamente por estarmos no mês de Abril, recordamos o pequeno José aos 9 anos, mais tarde fundador de Schoenstatt, que no dia 12 de Abril de 1894 por ocasião da entrada no orfanato, foi consagrado a Nossa Senhora pela sua mãe. Esta, diante de uma estátua de Maria, pediu-lhe para educar o seu filho, ser a sua Mãe e substitui-la nos seus deveres de mãe. Mais tarde, o Padre Kentenich fala dessa hora e diz que ele mesmo entregou o seu coração totalmente à Mãe de Deus e a partir desse momento Ela foi a sua única Educadora. Desta vida com Maria surgiu, no dia 18 de Outubro de 1914, a Aliança de Amor que se ampliou com milhares de pessoas em todo o mundo e os Santuários de Schoenstatt tornaram-se assim “berço de santidade”, sob a proteção de Nossa Senhora.  
Os primeiros jovens levaram a sério esta entrega a Nossa Senhora e a eles devemos este tesouro que hoje podemos tocar. Fizeram um programa de vida para a santidade e puseram mãos à obra. José Engling, na simplicidade da sua juventude, no mês de maio de 1915, começou a pintar flores para oferecer a Nossa Senhora, expressão das provas de amor, das pequenas conquistas no dia-a-dia por alcançar a santidade.  
Não seria um impulso para nós, neste mês de maio colocar aos pés de Nossa Senhora muitas flores, um grande jardim, como gratidão pela Aliança de Amor? Vamos começar já a cultivar esse jardim no nosso coração para que a santidade, para nós, não seja apenas uma miragem.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Abril 2014)

 

terça-feira, 18 de março de 2014

"Dia da Aliança" - Março 2014

Ousadia de um  SIM
Quando no final do mês passado saiu a nomeação do novo Bispo da Diocese do Porto, D. António Francisco dos Santos - até então Bispo de Aveiro - o povo aveirense nem queria acreditar nesse anúncio. Muito se falou e fala sobre isso e cada um lá vai aceitando ao ritmo do seu coração. As características de D. António Francisco mais destacadas pelos meios de comunicação social foram: “humildade e serenidade”. Muitos até dizem “é tal e qual o Papa Francisco”. De facto não sendo iguais, ambos são homens entregues totalmente à vontade de Deus e por isso dóceis aos seus desejos e às inspirações para a missão. Na sua mensagem à diocese de Aveiro, D. António Francisco escreveu: “À voz de Deus e ao mandato da Igreja eu só posso dizer «SIM» por entre desafios, temores e surpresas. Sempre me senti sereno quando obedeci. Sempre reencontrei a liberdade interior quando, depois de dúvidas e receios, venci o temor e disse sim a Deus e à Igreja.”
Qualquer “sim” pronunciado é um ponto de viragem no nosso caminho. Qualquer “sim”, quer seja a grandes acontecimentos ou à mais pequena tarefa, exige mudança e obriga a sair da zona de conforto. O segredo, porém, não está na palavra “sim”, mas na atitude de manter a paz e a serenidade perante essa decisão, independentemente da dor ou da alegria causada.
Vejamos, o “SIM” daquela humilde jovem de Nazaré mudou o rumo da história do mundo e de cada um de nós. O Fundador de Schoenstatt, Pe. José Kentenich dizia: “Depois de a Mãe de Deus ter dito o seu Fiat, conhece somente um único pensamento: a sua missão, a missão que tem para Cristo e para o seu reino.” Este foi um “sim” muito arriscado para a sua vida, mas dado na confiança e na entrega à vontade de Deus. Mas, como diz o Papa Francisco “Maria disse o seu «SIM» a Deus, um «SIM» que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos… muitos «sins» que culminaram no «sim» ao pé da Cruz.” (13.10.2013)
Maria colocou em primeiro plano a missão, não o que ela gostaria de ter ou como gostaria que fosse. O seu “SIM” mudou o mundo, como cada “sim” que nós pronunciamos muda a nossa vida pessoal e a vida à nossa volta. Cada “sim” é um momento de anunciação na nossa vida. Assim aconteceu com alguns seminaristas e um jovem sacerdote há 100 anos quando, reunidos numa pequena capelinha, deram um “sim” ao plano de Deus para se consagrarem a Nossa Senhora e, através de provas do seu amor, atraí-la para que Ela aí estabelecesse o seu trono de graças, atuando como Mãe e Educadora. O “sim” dos jovens e do Pe. Kentenich, mas também o “sim” de Maria a esta missão, foi a hora da “anunciação de Schoenstatt”.
A poucos dias de celebrarmos a Festa da Anunciação do Senhor e em tempo de Quaresma, tempo propício à mudança de vida, aprendamos com Maria e daqueles que transparecem a paz e serenidade, a dizer “sim” com um coração dócil aos desejos de Deus para nós e para aqueles que fazem parte da nossa vida.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Março 2014)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

"Dia da Aliança" - Fevereiro 2014


“Pintar” Portugal com a Imagem de Maria

Quando eu vivia na Alemanha, algumas vezes fiquei surpreendida porque muitos não sabiam onde fica o nosso pequeno Portugal. Para me familiarizar com os grupos aos quais me apresentava, eu usava dois símbolos portugueses distintos. Para os jovens falava do futebolista Cristiano Ronaldo, para adultos a palavra-chave era Fátima. Mas um dia fui surpreendida logo que pronunciei a palavra Portugal. Uma senhora disse imediatamente: “Sim, eu sei onde fica. Portugal pertence a Fátima!” Que alegria se assim fosse, pensei eu, Portugal ser inteiramente de Fátima, de Nossa Senhora. E não é assim? Desde o século XII, a sua fundação pelo Rei D. Afonso Henriques, que Portugal é chamado de Terra de Santa Maria, pois a Maria foram consagradas todas as batalhas. Erigiram-se muitos santuários marianos. D. João IV, no século XVII coroou Nossa Senhora como Rainha de Portugal. Quase há 100 anos, em 1917 Nossa Senhora tocou a terra portuguesa, aparecendo aos três pastorinhos. Maria sempre acompanhou o povo português. Em 1960 Maria “peregrinou” até Portugal como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt para se estabelecer nesta terra e distribuir graças especiais, um caminho de vida em Aliança de Amor. É esta Aliança de Amor que nós estamos a celebrar e a renovar neste ano jubilar e queremos fazê-lo com todos os portugueses e a Igreja representada pelo Patriarca D. Manuel Clemente em Fátima, no dia 4 de maio.
Deus quis precisar de instrumentos para renovar sempre de novo o amor dos portugueses a Nossa Senhora. Quer sejam os reis Afonso Henriques e D. João IV, ou os mais humildes do povo Lúcia, Francisco e Jacinta, ou cada um de nós que somos hoje escolhidos como instrumentos para levar Nossa Senhora primeiramente ao nosso coração, às nossas famílias e a todas as famílias de Portugal para que se renove Portugal em Cristo. O Padre Kentenich diz: "Ela caminha no mundo como a grande educadora dos povos. Ela gostaria de dar à luz Cristo em todos os lugares, para assim salvar a personalidade cristã e a ameaçada ordem social e mundial."
Portugal deve tornar-se aquilo que é:  Terra de Santa Maria. Na abertura do jubileu do Centenário de Fundação de Schoenstatt, Cardeal Rylko dizia:  “Na sua atuação  pastoral, o vosso Fundador pintou continuamente a imagem de Maria nos corações. O Padre Kentenich escreveu, a seu modo, num numero incontável de corações o "totus tuus" do beato João Paulo II, formando assim personalidades marianas  para a Igreja.”
Hoje, cada um de nós é chamado a pintar Maria no seu próprio coração e nos corações dos portugueses.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Fevereiro 2014)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Esta santificação exijo de vós" - Dia da Aliança de Amor



"A Igreja e o mundo de hoje necessitam de santos com critérios firmes neste mundo em tão grande transformação; santos neste mundo e para este mundo, mas que não sejam do mundo! 
Schoenstatt proclamou este objectivo desde a sua origem. No Documento de Fundação lemos a exigência:
Esta santificação exijo de vós!
Isto não é outra coisa senão a santificação da vida de todos os dias.
Em que consiste a essência da santidade? Ser santo não é ser sem defeitos, sem falhas. O decisivo na santidade não é o ser irrepreensível, tão pouco a harmonia do carácter, mas é a medida em que a nossa vida está voltada para Deus.

A essência da santidade consiste, simplesmente, na firme decisão de colocarmos Deus no centro da nossa vida, fazer de Deus o "Tudo" da nossa existência."

Hoje é dia 18, dia da Aliança de Amor. Hoje a exigência do Documento de Fundação que vai ser aprofundada é "Esta santificação exijo de vós".

A Missa da Aliança tem início pelas 20,30 horas.

Fami e Paulo

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Juventude Masculina de Schoenstatt



No dia 18 de Janeiro, alguns membros da Juventude Masculina de Schoenstatt receberam vária etapas, tais como a imagem e a cruz negra.
A imagem de Maria é a primeira etapa que um cruzado recebe quando entra para a juventude, esta tem o formato da tenda-santuário e Maria aparece sob uma estrela.




A cruz negra é a última etapa que um cruzado pode receber antes de passar para pioneiro e simboliza os primeiros congregados que morreram na 1ª guerra mundial e que estão sepultados ao lado do santuário original.



Antes destes cruzados receberem estas etapas tiveram que passar por uma formação na qual aprenderam vários tópicos sobre temas acerca de Schoenstatt e das etapas que íam receber. Quando estes cruzados estiverem bem preparados são submetidos a uma Corte de Honra onde são postos à prova pelos dirigentes, pelo chefe da Juventude e mais alguns membros mais velhos. Se passarem com sucesso na Corte recebem as etapas numa cerimónia ou numa Eucaristia como aconteceu neste dia 18.

Hugo Riço

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Aqui (no Santuário) o tempo passa a voar...




No passado dia 18 de Janeiro reuniu-se a Liga das Famílias de Coimbra á sombra do Santuário. O tema versou a Aliança de Amor com Maria e a Aliança Matrimonial.
A permuta de bens, interesses e corações segundo o nosso querido Padre Kentenich, os traços importantes que  definem a Aliança de Amor com Maria.
Verificámos também que a Aliança Matrimonial tem de se caracterizar por esses mesmos traços.


Também João Paulo II nos diz:
«O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa - chamamento do corpo e do instinto, força do sentimento e da afectividade, aspiração do espírito e da vontade; tem por fim uma unidade profundamente pessoal, aquela que para além da união numa só carne, conduz a um só coração e a uma só alma; exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva...»
Também é importante realçar que a Aliança Matrimonial, no plano de Deus, é um reflexo do mistério da Igreja. E o mistério da Igreja é a sua profunda união de amor com Cristo. A Igreja é a «esposa de Cristo», amada por Ele com um amor generoso, fiel e fecundo. No centro da existência da Igreja está a Nova e Eterna Aliança selada por Cristo na Cruz. Cristo deu a Sua vida pela Igreja para salvá-la, para torná-la plena das suas graças, e convertê-la em «Mãe» de todos os homens.


Tivemos a oportunidade de conhecer e reencontrar alguns casais do Movimento que nos deram depoimentos extremamente enriquecedores da sua vivência como casal em Aliança de Amor com Maria (tão bom que foi ouvir o nosso casal sénior o quanto tem para nos ensinar).
Pessoalmente Maria revelou-me através das palavras da Irene e do Jorge a confirmação que eu aguardava: «Fazei o que Ele vos disser».


Após esta reflexão tenho apenas a acrescentar: que pena não ter conhecido este Movimento há mais tempo, este Santuário, este Paraíso donde não apetece sair, e o tempo passa a voar...


Ana Maria e José Carlos
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