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domingo, 26 de maio de 2013

Schoenstatt no Encontro com os Movimentos em Roma

 
No Ano da Fé, duzentos mil membros de vários movimentos religiosos estiveram nos dias 18 e 19 em Roma para refletir sobre o tema: "Creio, mas aumentai a minha fé!" Reuniram-se na praça de São Pedro, na presença do Papa Francisco, para um encontro de Pentecostes organizado pelo ministério para a Nova Evangelização.

 
Schoenstatt marcou presença com muitos membros de todo o mundo, também de Portugal. Padre  Walter, Presidente da Presidência Internacional, teve a oportunidade de estar uns momentos com o Papa Francisco.
MP

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A JFS em Vigília de Pentecostes com as velas da Aliança de Amor


Na noite da vigília de Pentecostes, a Juventude Feminina teve o seu momento de oração no Santuário, o Cenáculo de hoje, implorando a vinda do Espírito Santo. Como estávamos no mês de maio e a JFS tinha como propósito rezar juntas o terço todos os sábados à noite, incluíram esta oração na dinâmica da vigília. Fizeram uma meditação sobre os dons do Espírito Santo e cada uma escolheu um deles, para o qual desejava estar especialmente aberta nessa noite de graças. Para esta vigília todas foram convidadas a trazer a sua vela da Aliança de Amor, para assim renovarem a prontidão para a missão, agora mais fortalecidas pelo fogo do Espírito Santo. Foi na taça de Engling que se tornou visível este gesto singelo de compromisso de missão.


Como estava presente uma jovem da diocese de Braga, foi-lhe entregue a coroa RTA, que foi conquistada por toda a JFS portuguesa por altura das JMJ em Madrid. Estava combinado peregrinar pelas 4 dioceses até 2014. Chegou a altura de Aveiro a entregar a outra diocese, de Santuário para Santuário.

MP


quarta-feira, 30 de maio de 2012

BRAGA: Festa da Mãe Peregrina – Rainha da Família


A festa das famílias,das flores de maio e do Espírito Santo

Em domingo de Pentecostes, 27 de maio, a Festa da Mãe Peregrina – Rainha da Família reuniu centenas de pessoas no Santuário de Schoenstatt em Braga. É a grande festa que, anualmente, se realiza neste Santuário Cenáculo: a festa das famílias, das flores de maio e do Espírito Santo!
As famílias que recebem a imagem da Mãe Peregrina (cerca de 1500 em toda a Diocese) começam por se reunir junto da Igreja Paroquial de Soutelo e, rezando e cantando, daí saem em procissão para o Santuário, com o andor da imagem da Mãe Peregrina Auxiliar.



Já na véspera, há grandes preparativos para enfeitar devidamente o Santuário, o caminho e o andor da Mãe Peregrina. 
Durante a procissão, as Missionárias da Mãe Peregrina acompanham o andor com as suas imagens, enquanto se reza o terço. Ao longo do caminho, as crianças vão deitando pétalas e, à entrada do Centro «Jardim de Maria», um lindo tapete de flores aguarda a chegada da Rainha da Família!


Já à porta do Santuário e após a oração de chegada, é o momento da Consagração das Famílias a Nossa Senhora. Cada um dirige-se, então, ao interior do Santuário e, aos pés da Mãe de Deus, deposita as suas flores, simbolizando a entrega do seu próprio coração!
O Jardim de Maria brilhava, não só na diversidade das flores, mas no rosto dos filhos que a Mãe congregou na sua Casa, o «Santuário -Fonte de Vida».


No salão da Casa «Jardim de Maria» teve lugar a Eucaristia, presidida pelo P. Manuel Ribeiro Alves (União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt) e concelebrada pelo P. José Marques Domingues (Pároco de Cepães - Fafe) e pelo P. Manuel Ferreira Martins (Pároco de Cabreiros - Braga). Estes Sacerdotes fazem parte de um grupo de Padres Diocesanos que, desde 22 de julho de 2010, no clima criado pelo Ano Sacerdotal e pelo jubileu dos 100 anos da ordenação do P. Kentenich, se reúnem mensalmente na Casa «Jardim de Maria». Este grupo de Padres, atraído pelo carisma profético do sacerdócio do P. Kentenich, está a tomar consciência da importância do Movimento de Schoenstatt como uma das mais decisivas erupções do Espírito Santo para a renovação da Igreja do pós-Concílio Vaticano II.
Na homilia, foi realçada a missão da Rainha da Família para os tempos de hoje. Desde o Santuário Cenáculo, a Mãe de Deus não cessa de interceder o Espírito Santo para cada um dos seus filhos, ao encontro dos quais Ela corre pressurosa, quando visita as famílias. Assim, a Mãe e Rainha faz irromper na Igreja uma Nova Primavera Sagrada, forjando Homens novos,instrumentos da transformação do mundo em Cristo, meta a que o Movimento de Schoenstatt aspira desde a sua origem.


No Ofertório, as Missionárias da Mãe Peregrina renovaram o seu compromisso e no final da Eucaristia, todos nos consagrámos à Mãe e Rainha, animados pela esperança que o nosso Pai Fundador não se cansava de incutir na Família: “Ela (a MTA) é a Grande Missionária! Ela realizará milagres!”

Texto: Família Coutinho e P. Manuel R. Alves; Fotos: Casal Moura


domingo, 27 de maio de 2012

Solenidade de Pentecostes


Bento XVI: Pentecostes é bastião de «entendimento humano» num mundo marcado pelo «egoísmo».


Papa sublinhou que só um coração aberto ao Espírito Santo de Deus pode contrariar as «fraquezas da carne».

Bento XVI destacou hoje, no Vaticano, a festa do Pentecostes como um bastião de “união e entendimento humano” no meio de um mundo atual marcado pela “agressividade” e pelo “egoísmo”.
Na Eucaristia que recordou a descida do Espirito Santo sobre os Apóstolos, que lhes deu a capacidade de evangelizar em várias línguas, o Papa chamou a atenção para a faceta competitiva e dominadora que tomou conta do Homem, à imagem daquilo que vem descrito na liturgia deste domingo, sobre a construção da Torre de Babel.
“A sociedade está a reviver a experiência de Babel, onde em lugar de trabalharem juntos, os homens estavam a competir uns contra os outros”, apontou Bento XVI, numa Basílica de São Pedro repleta de fiéis.
Na ânsia de se destacar na sociedade e de se “sobrepor às forças da natureza, manipulando-as até ao ponto da produção da vida humana”, o Homem afasta-se também de Deus, que passa a parecer algo “ultrapassado e inútil”, acrescentou.
Segundo o Papa, “é verdade que hoje aumentou a capacidade de comunicar, de obter e transmitir informação, mas aqui entra novamente Babel”.
“Será que se pode dizer que esses avanços contribuíram de facto para aumentar a capacidade humana de perceber o outro, ou paradoxalmente, hoje compreendemos cada vez menos?”, questionou.
No meio da “desconfiança” e do “medo” que marcam as relações humanas, o Pentecostes permanece como uma marca de "comunhão", uma língua de fogo que tem o dom de “transformar” aqueles que se mostram disponíveis para Deus.
“Com o Pentecostes, o medo desapareceu, as línguas dos discípulos se soltaram, para que todos pudessem entender a mensagem de Cristo crucificado e ressuscitado”, salientou Bento XVI.
A festa da dádiva do Espirito Santo, revivida hoje, 50 dias depois do primeiro domingo de Páscoa, lembra aos cristãos que só a força que vem de Deus permite contrariar as “fraquezas da carne” enumeradas por São Paulo, como o “egoísmo, a violência, a discórdia e a inveja”.
“Esses são pensamentos e ações que não vivem um amor verdadeiramente humano e cristãos”, sublinhou o Papa.
Para Bento XVI, o segredo de passar da dispersão de Babel para a unidade de Pentecostes está antes de mais na capacidade de cada homem acolher com humildade o “Espirito de comunhão fraterna e de verdade” que é proposto pela Igreja, em nome de Cristo.

Nota: Retirado do site Ecclesia.

Fami e Paulo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vigília de Pentecostes - 24 horas de adoração no Santuário


A vigília de Pentecostes no Santuário de Schoenstatt tem a duração de 24 horas. Começa e termina com a Santa Missa, das 8 horas de sábado às 8 horas de domingo. Todos os Ramos do Movimento têm uma hora marcada, assim como algumas pessoas que se asseguram o resto do tempo. Qualquer hora está aberta a todos os que querem participar para implorar a vinda do Espírito Santo. Maria continua em oração com todos aqueles que se reúnem no cenáculo de hoje implorando os dons do Espírito Santo.
MP

sábado, 18 de junho de 2011

Juventude de Schoenstatt - Um só coração e uma só alma


"Hoje celebramos o Pentecostes. (...) Significa que nos devemos lembrar do grande acontecimento da vinda do Espírito Santo. Devemos lembrar-nos, mas também estar conscientes de que hoje nos é oferecida a mesma graça que então foi concedida aos apóstolos e aos discípulos." P.K.


Para a Juventude de Schoenstatt, o Pentecostes não é "algo" do passado, apenas uma história que se pode ler na bíblia ou contada, todos os anos, pelo catequista ou na missa. Pelo menos, não foi para isso que cerca de 40 jovens se reuniram no nosso "pequeno Cenáculo", com Maria. A paixão com que se entregaram à oração, à  meditação dos dons do Espírito Santo, dos textos do Padre Kentenich e do Papa Bento XVI, aos cânticos e à dinâmica sobre o tema das Jornadas Mundiais da Juventude, revelaram que o Fogo Divino ardia em seus corações.


O que nos une, a fé que nos move, o amor a Cristo deve ir além fronteiras, onde nos vamos encontrar com milhares de jovens que partilham connosco a missão do ser schoenstattiano. Para o Encontro Internacional da Juventude de Schoenstatt em Madrid, mas também para Jornadas Mundiais da Juventude, queremos preparar-nos pois sabemos que estes encontros dependem de cada um de nós, da nossa preparação interior e como grupo. Queremos que à semelhança da primeira comunidade cristã se possa dizer o mesmo do nosso grupo: Vede como se amam! Estamos unidos na oração e no Capital de Graças para que sejamos um só coração e uma só alma.
Quisemos por isso aprofundar as palavras do Santo Padre para a JMJ-Madrid2011, intercalando com os mistérios do terço por todos os jovens com quem vamos partilhar a alegria que é viver em comunidade cristã e deixar a nossa "marca" num símbolo expressivo da temática da mensagem do Santo Padre.


" «Enraizados e fundados em Cristo... firmes na fé» (...) «Enraizado» recorda a árvore e as raízes que a alimentam; «fundado» refere-se `construção de uma casa; «firme» evoca o crescimento da força física e moral. A primeira imagem é da árvore, firmemente plantada no solo através das raízes, que a tornam estável e a alimentam. Sem raízes, seria arrastada pelo vento e morreria." (Mensagem do Papa Bento XVI para a JMJ2011)

MP

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vigília na Sé de Aveiro - Pentecostes



Explicação do significado do Fogo:
“Através dos tempos e desde que o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos em formas de línguas de fogo, temos vindo a utilizar este mesmo fogo como símbolo da presença de Deus Pai entre nós. É isso mesmo que vemos presente no Círio Pascal: a luz de Cristo Ressuscitado pela força do amor do Pai que nos envia o seu Espírito.
Vamos agora acender este mesmo Círio Pascal que nesta celebração nos lembra a presença do Espírito de Deus no meio de nós e no nosso coração."


Após a explicação do significado do Fogo, do Acto Penitencial, da Liturgia da Palavra e da Homilia do Senhor Bispo, seguiu-se:

Explicação dos sete dons do Espírito Santo:
Sabedoria – A Sabedoria tem mais a ver com o sabor do que com o saber.
Numa sociedade onde cada vez mais se ouve: “A minha vida não tem sentido!” Nós, os cristãos, abrimo-nos ao Dom da Sabedoria para aprender a saborear a vida, para saber discernir, desfrutar e agradar.
O Dom da Sabedoria consiste em reconciliar-se com a vida para assim ser sabor e sal da terra.


Entendimento ou Inteligência – Nós abrimo-nos Dom do Entendimento para conhecer a verdade de Jesus Cristo e chegar ao mais profundo da sua mensagem e da sua pessoa.
O Espírito ilumina a nossa mente e o nosso coração. Bem aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

Conselho – Necessitamos que o Espírito nos ensine a viver nas situações concretas da nossa vida e por isso abraçamo-nos ao Dom do Conselho.
O Dom do Conselho é a sabedoria em acção, é o habituar-se a escutar a voz do Mestre, nas pequenas coisas da vida.


Fortaleza – Já conhecemos o caminho, agora temos que o percorrer. Necessitamos quer o Espírito nos dê força, valor, coragem, constância e perseverança.
Ao sentirmos esta força nova, sentimo-nos renovados interiormente e proclamamos ao mundo a nossa fortaleza.

Ciência – Nós abrimo-nos ao Dom da Ciência para que nos ensine a julgar rectamente as coisas criadas e nos ajude a fazer nosso o dom da Criação.
O Dom da Ciência revela-nos a ordem da Criação e por contraste a desordem que é o pecado. Toda a Criação fala de Deus, porque foi Ele quem a criou.

Piedade – Abrimo-nos ao Dom da Piedade para nos sentirmos filhos de Deus e tomamos consciência que temos um mesmo Pai.
O Dom da Piedade é o dom da família que se abre ao dom da fraternidade, até chegar a ser o dom da amizade com os que estão ao nosso lado e o dom da hospitalidade, principalmente, para com os que são rejeitados pela nossa sociedade.
Sejamos solidários uns para com os outros!


Temor de Deus – Este não se trata de ter medo de Deus, mas de ter um grande medo de não o amarmos como convém. Somos impelidos a estar sempre insatisfeitos, procurando caminhar para a perfeição do amor.
O Dom do Temor de Deus, bem entendido é o temor que acaba com todos os medos, pois Cristo é o Princípio e o Fim e tudo lhe está submetido.

Depois desta explicação dos sete dons do Espírito Santo, o Senhor Bispo fez o envio e deu a bênção:
Todos - Há pessoas que vivem mergulhadas na escuridão.
Senhor Bispo - Ide e oferecei-lhes a Luz.


Todos - Há pessoas que vivem acorrentadas na escravidão.
Senhor Bispo - Ide e lutai com eles pela Liberdade.

Todos - Há pessoas que vivem esfomeadas de valores autênticos.
Senhor Bispo - Ide e reparti com eles o pão da Verdade.

Todos - Há pessoas que vivem enredadas em palavreado oco e superficial.
Senhor Bispo - Ide a anunciai-lhe a Boa Nova de Deus.

Todos - Há pessoas que vivem atrofiadas no egoísmo.
Senhor Bispo - Ide e falai-lhes do Amor.

Todos - Há pessoas que vivem angustiadas nas garras da morte.
Senhor Bispo - Ide e partilhai com eles a Vida.

Todos - Há pessoas que vivem instaladas num materialismo estéril.
Senhor Bispo - Ide e ajudai-os a cultivar os frutos do Espírito.


Bênção - "Deus fonte de toda a luz, que hoje iluminou os corações dos discípulos, derramando sobre eles o seu Espírito santificador, vos alegre com as suas bênçãos e vos conforte sempre com os dons do Espírito Santo.
O fogo do Espírito Santo, que apareceu admiravelmente sobre os discípulos, purifique os vossos corações de todo o mal e vos ilumine com o esplendor da sua luz.
O Espírito Santo, que congregou os povos diversos na confissão duma só fé, vos faça perseverar na mesma fé e vos confirme na esperança, até que possais ver Deus, face a face."

(Os textos publicados foram retirados do guião da Vigília de Pentecostes, elaborado pelo Conselho da Pastoral Diocesano).

Fami e Paulo

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vigília de Pentecostes na Sé de Aveiro


"A hora é de vigília da noite a anunciar dias novos de missão, radicada na força do Evangelho e voltada para o mundo a quem somos enviados como comunicadores da fé, da esperança e do amor."

No passado sábado, dia 11 de Maio, decorreu na Sé de Aveiro a Vigília de Pentecostes, que marcou também o encerramento da 3ª etapa do Plano Diocesano de Pastoral.
Transcrevemos a homilia do Senhor D. António Francisco, Bispo de Aveiro, porque a consideramos um documento importante, para ser reflectido por todos.
Num próximo trabalho, iremos abordar o guião da Vigília propriamente dita, uma cerimónia simples, mas muito bonita e carregada de significado.

"1. Estamos nesta Sé Catedral de Aveiro, Igreja Mãe da nossa diocese, vindos de todos os horizontes da Diocese. Viemos para rezar. Lembramos o Cenáculo de Jerusalém, onde os apóstolos e Maria, Mãe de Jesus, se reuniram em oração. Está connosco a Diocese neste seu caminhar ao longo desta terceira etapa do nosso plano diocesano de pastoral, que agora se encerra. Unimo-nos à volta do lema: Igreja Diocesana orante é lugar de Esperança.
Sabemo-nos convocados e reunidos em nome do Senhor, nosso Deus e nosso Pai, para escutar a sua Palavra, que em Jesus, seu Filho, se fez Boa Nova para todos os tempos e lugares e estamos aqui para saborear o dom do Espírito Santo, que habita em nós desde o nosso baptismo.
A hora é de vigília da noite a anunciar dias novos de missão, radicada na força do Evangelho e voltada para o mundo a quem somos enviados como comunicadores da fé, da esperança e do amor.

2. Somos Igreja orante. Esta Vigília quer ser disso expressão bela e verdadeira. Sentimos necessidade de rezar. Apercebemo-nos progressivamente da centralidade da oração na nossa vida e na vida das nossas comunidades. Procurámos descobrir na dimensão litúrgica e celebrativa e na religiosidade popular o alimento espiritual para dinamizar a formação cristã, fomentando também o empenho na caridade cristã.
A oração é a alma do culto cristão. É parte constitutiva da vida, da celebração, da festa e do testemunho dos crentes. Na humildade, rezamos pedindo; na esperança, rezamos agradecendo; na alegria, rezamos louvando; nas horas de fragilidade, rezamos implorando perdão; na comunhão de irmãos, rezamos construindo comunidade; no silêncio da contemplação, adoramos Deus fonte de vida.
A oração não nos retira da realidade. Dá-nos uma consciência nova da realidade, vista com plena lucidez, à luz da fé e na perspectiva da salvação.
A Igreja orante é lugar de esperança para o mundo. Lembro a afirmação de Bento XVI no n.º 32 da encíclica Salvos na Esperança. Diz o Santo Padre: “A oração é o primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança” (Spe Salvi, 32).
Acompanha-me desde Janeiro passado aquela inesperada, surpreendente e interpelativa pergunta de uma criança de um Jardim de Infância na nossa diocese, que logo pela manhã quando visitava a sua Escola me dizia: «Bispo já rezaste?» E quando lhe devolvi a palavra: «porque me fazes esta pergunta?» Ele respondeu: «porque eu já rezei.»
Nesta resposta simples e singela de uma criança sinto a voz de uma Igreja orante, verdadeiro povo de Deus em oração: sacerdotes, diáconos, consagrados e consagradas; crianças e jovens, famílias por inteiro, aqueles que sofrem pela doença e pelas provações e aqueles que lutam por um mundo melhor.
Tenho encontrado em muitos cristãos uma maior procura de oração e sinto que existe em muitas pessoas, mesmo aparentemente mais distanciadas da fé, uma grande nostalgia de Deus e uma progressiva, ainda que discreta, busca de Deus.

domingo, 12 de junho de 2011

Solenidade de Pentecostes

"O advogado que vos mandarei de junto da Pai é o Espírito Santo da Verdade que procede do Pai. Quando Ele vier, dará testemunho de mim." (João, 15, 26)

"Na solene celebração do Pentecostes, somos enviados a professar a nossa fé na presença e na acção do Espírito Santo e a invocar a sua efusão sobre nós, sobre a Igreja e sobre o mundo inteiro. Portanto, façamos nossa e com intensidade particular, a invocação da própria Igreja: Veni, Sancte Spiritus! Uma invocação tão simples e imediata, mas ao mesmo tempo extraordinariamente profunda, que brota em primeiro lugar do Coração de Cristo. Com efeito, o Espírito é o dom que Jesus pediu e pede continuamente ao Pai pelos seus amigos, o primeiro e principal dom que nos obteve com a Sua Ressurreição e Ascensão ao Céu.
No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito: "Vim lançar fogo sobre a terra e como gostaria que ele já tivesse sido ateado (Lucas, 12, 49)". Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra, abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa e colaboraram com Deus que com o seu fogo, quer renovar a face da Terra.
Como seguidores de Cristo, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: "Não tenhais medo!".
Quem se confia a Jesus experimenta já nesta vida a paz e a alegria do coração, que o mundo não pode dar e nem sequer pode tirar, uma vez que foi Deus quem as concedeu.
Portanto, vale a pena deixarmo-nos tocar pelo fogo do Espírito Santo!"
(Homilia de Bento XVI, em 23 de Maio de 2010, na Solenidade de Pentecostes)

Fami e Paulo

24 Horas de Adoração implorando a vinda do Espírito Santo

Foto: Igreja Schoenstatt - Belavista, Chile

O Santuário tornou-se o Cenáculo dos nossos dias, da nossa vida pessoal, da vida de cada Ramo do Movimento, da comunidade de vida dos grupos. Ontem pela manhã, logo após a Santa Missa celebrada pelo P. João Paulo, demos início à oração de Adoração a Deus, implorando a vinda do Espírito Santo. Ao longo do dia, o círculo de adoradores e voluntários asseguraram algumas horas de oração silenciosa. O Ramo das Mães e dos Casais tiveram a sua hora durante a tarde e início da noite. Um dos grandes momentos foi a vigília de oração da Juventude de Schoenstatt. Duas horas intensas de reflexão, com muita música e uma dinâmica sobre o tema das Jornadas Mundiais da Juventude. À meia-noite foi a vez da Pastoral do Santuário se fazer presente.

Pastoral do Santuário

Alguns rostos foram encontrados no Santuário nos diversos momentos. Pessoas que ficaram durante muitas horas. Uma senhora permaneceu todo o tempo, as 24 horas de Adoração. Hoje, pela manhã, tivemos a Santa Missa celebrada pelo P. Carlos Alberto com a presença dos Madrugadores que tocaram com guitarras e cantaram "cheios do Espírito Santo". Em cada ano celebramos e renovamos este acontecimento nas nossas vidas e na Igreja. O Espírito Santo dá-se à Igreja, ao mundo e a cada coração como uma nova primavera que tudo renova com a sua força dinamizadora da vida.
MP 

sábado, 11 de junho de 2011

Vem Espírito Santo!

Já começou
24 Horas - ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
no Santuário de Schoenstatt - Diocese de Aveiro

Querida Mãe de Deus,
O Espírito de Deus reinou em ti
como em nenhum outro ser humano.
Entro no teu Santuário,
o nosso Cenáculo para hoje,
e nele, espero o Espírito Santo com os seus dons.
Junta as mãos connosco e reza connosco.
Ajuda-nos a abrir
o nosso coração bem largamente,
ao actuar do Espírito Santo,
a colocar-nos, com alegria,
 à sua disposição.
"Ao Santo Espírito abre os corações,
renovem-se os homens e as nações."
Amém.
(Segundo texto do P.José Kentenich)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Não faltes à...


... esperamos por ti!

(A Vigília neste horário destina-se à Juventude) 

domingo, 23 de maio de 2010

Cenáculo em Fátima


"Não há (...) Igreja sem Pentecostes. E gostaria de acrescentar: não há Pentecostes sem a Virgem Maria. (...) Fui disso testemunha, há poucos dias, em Fátima. Com efeito, o que viveu aquela imensa multidão na esplanada do Santuário, onde todos éramos um só coração e uma só alma, se não um renovado Pentecostes? No meio de nós estava Maria, a Mãe de Jesus."

Bento XVI (Durante a oração do Angelus, 23 de Maio de 2010)

 

Dia de Pentecostes


“O Espírito Santo encheu a terra inteira.
Ele, que abrange o universo, conhece toda a palavra.”
(Livro da Sabedoria, 1,7)

Pentecostes (o quinquagésimo dia) é uma das celebrações importantes do calendário cristão e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo.
De harmonia com a promessa de Jesus, o Espírito Santo, manifestando a Sua presença sob os sinais sensíveis do vento e do fogo, desce sobre os Apóstolos, transforma-os totalmente e consagra-os para a missão, que Jesus lhes confiara.
Com este Baptismo no Espírito Santo, nascia assim, oficialmente a Igreja. Nesse dia, homens separados por línguas, culturas, raças e nações, começaram a reunir-se no grande Povo de Deus, num movimento que só terminará com a vinda final de Jesus.
O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa e no décimo dia após a Ascensão.
O Pentecostes é historicamente ligado à festa judaica das colheitas, que celebra a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, cinquenta dias após o Êxodo do Egipto.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João:

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

Espírito Santo é o nome próprio Daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja recebeu este nome do Senhor e professa-o no Baptismo dos seus novos filhos. O termo”Espírito” traduz a palavra hebraica “Ruah” que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar ou vento. Jesus utilizou precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente Daquele que é precisamente o Sopro de Deus, o Espírito Santo.
O Espírito Santo pode ser representado por vários símbolos, entre os quais se destacam:
Água, fogo, nuvem, luz e a pomba.
O Espírito Santo tem sete dons:
A Sabedoria, o Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor a Deus.

Sobre o Espírito Santo disse o Papa Bento XVI na celebração das vésperas com movimentos eclesiais e novas comunidades em 03 de Junho de 2006:
“Nesta Vigília de Pentecostes, nós perguntamo-nos: quem ou o que é o Espírito Santo? Como podemos reconhecê-lo? De que modo vamos a Ele e Ele vem a nós? O que realiza?
Uma primeira resposta recebemo-la do grande hino pentecostal da Igreja, com o qual começamos as Vésperas: “Vem, Espírito Criador …”. Aqui o hino refere-se aos primeiros versículos da Biblía que, com o recurso a imagens, exprimem a criação do universo. Ali afirma-se, sobretudo que acima do caos, sobre as águas do abismo, pairava o Espírito de Deus. O mundo em que vivemos é obra do Espírito do Criador. O Pentecostes não é apenas a origem da Igreja e por isso, de modo especial, a sua festa. O Pentecostes é também uma festa da criação. O mundo não existe por si mesmo, provém do Espírito criativo de Deus, da Palavra criadora de Deus.”

Na homilia de Pentecostes em 4 de Junho de 2006, disse o Santo Padre Bento XVI:

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor. Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos. Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu. É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana".
Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!".

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus. Aleluia.

Fontes: Catecismo da Igreja Católica, Secretariado Nacional da Liturgia e Wikipédia.
Foto: Imagens do Google

Fami e Paulo

Vem Espírito Santo

Ontem, pelas 21h, foi tempo dos jovens se reunirem no Santuário para mais uma Vigília Jovem. Desta vez imploramos os dons do Espírito Santo e reflectimos sobre a importância de cada um deles.


Foi um tempo para reflectir, cantar, rezar, partilhar. Certamente foi também tempo para pedir uma graça em especial.
Depois da reflexão pessoal entregamos os nossos anseios e pedidos ao Capital de Graças e em seguida cada um de nos acendeu uma pequena vela na Vela Jubilar (às vezes com a ajuda de um fósforo!!!).



A companhia da nossa queria MTA faz-se sempre notar e a Ela agradecemos a presença do Seminarista David Brählera quem desejamos boa viagem, já que em breve vai partir para a Alemanha e para mais um tempo de formação. Que a MTA esteja sempre com ele.



Nesta vigília de oração esteve também presente um casal da Liga das Famílias, pois o Santuário esteve aberto 24h para a grande vigília de Pentecostes e havia muitas pessoas no Santuário em oração.



No final houve ainda tempo para rezarmos a oração que nos vai ajudar a "tomar portugal de assalto" e a colar muitos Santuários no nosso mapa. =)


Margarida

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