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sábado, 23 de abril de 2011

O Tríduo Pascal


"O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico, porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal, pelo qual, morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando restaurou a vida. A proeminência que na semana tem o Domingo, tem a solenidade da Páscoa no ano litúrgico.
O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, inicia-se com a Missa da Ceia do Senhor, tem o seu centro na Vigília Pascal e termina nas Vésperas do Domingo da Ressurreição."


Celebração da Paixão do Senhor - Sexta feira Santa

A sexta feira santa é um dia inteiramente centrado na Cruz e na morte de Cristo. Este dia, é um dia alitúrgico: dia (único no ano) em que não se celebra a Eucaristia e que nunca conheceu celebração eucarística.
A acção litúrgica da sexta feira da Paixão do Senhor atinge o seu ponto culminante no relato, segundo São João, da Paixão d'Aquele que, como o Servo do Senhor anunciado no livro de Isaías , se tornou realmente o único sacerdote, oferecendo-se a Si mesmo ao Pai.
A veneração da Cruz surge como resposta de toda a Assembleia à Paixão do Senhor. Não é um gesto de adoração de um símbolo da morte, mas adoração de Cristo, vencedor da morte.


Apresente-se a Cruz à adoração dos fiéis um por um, porque a adoração pessoal da Cruz é um elemento muito importante nesta celebração.

 

Sábado Santo

Este é o dia do grande silêncio.
"Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos."


A Igreja vive o silêncio do sábado santo, preparando-se assim para a festiva celebração da Vigília Pascal, da Ressurreição do Senhor.

"Não é coisa de grande vulto crer que Cristo morreu. Isto também o crêem os pagãos e os ímpios. Todos crêem que Cristo morreu. A fé dos cristãos consiste em crer na Ressurreição de Cristo. Consideramos coisa muito importante acreditar que Cristo resssuscitou."
(Santo Agostinho)

Fami e Paulo

Nota: Para a elaboração deste texto, foi utilizado um trabalho do Padre Carlos Cabecinhas, publicado no site http://www.agencia.ecclesia.pt/, denominado "Três dias de celebração na maior festa cristã".
Fotos: foram tiradas na cerimónia da adoração da Cruz, no Centro Tabor.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dia da Terra no dia da Paixão e Morte de Jesus


"Com os pés na terra e o coração no céu." (Bento XVI

Dois pensamentos:
Num "cartoon" para o dia de hoje, Dia da Terra: "Este ano o dia da terra ainda tem mais significado. - Porquê? - Com a crise, SENTIMOS A TERRA A FUGIR-NOS DEBAIXO DOS PÉS..."

Na caminhada da Quaresma vivemos segundo o lema: "Firma os teus passos!" - CONFIA, DESCOBRE, DÁ, TRANSFORMA, CRÊ e ENTREGA!

Com os pés na terra... e o coração no céu! Uma decisão pessoal!

A Páscoa (Passagem) é uma realidade, mas viver a Páscoa é uma decisão pessoal!
A cruz que é elevada entre a terra e o céu!
A cruz que os homens fizeram para condenar a missão de Cristo ao fracasso:
- onde cravaram os pés que caminharam na terra para anunciar a Boa Nova: o amor de um Deus que é nosso Pai;
- onde cravaram as mãos que escreveram na terra a mais bela história do perdão e misericórdia de um Deus que é amor;
Essa é a mesma cruz que Deus utilizou para ser o símbolo da Vitória de Cristo no Plano da Salvação: "Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim" (Jo 12,32)
MP

Iniciou o Tríduo Pascal - Lava-pés


Iniciamos o Tríduo Pascal com a missa da Ceia do Senhor. Na última Ceia, Jesus instituiu a Eucaristia. O P. Carlos Alberto comentou este grande mistério, dando como exemplo de fé na Sagrada Eucaristia, os pastorinhos de Fátima, especialmente a Jacinta que falava do "Jesus escondido". Explicou a importância da simbologia, para uma vivência mais forte dos acontecimentos. Depois da homilia, fez-se a cerimónia do Lava-pés com 6 homens e 6 jovens à volta do altar. O Sacerdote tirou a casula, colocou a toalha à volta da cintura, ajoelhou à frente de cada um e lavou-lhes o pé, enxugando-o de seguida. Após a comunhão, o sacerdote, diante do altar, pôs incenso no turíbulo e, de joelhos, incensou por três vezes o Santíssimo Sacramento, que em seguida foi levado para o Santuário em procissão com todo o povo.
MP

segunda-feira, 18 de abril de 2011

6º Domingo da Quaresma - Domingo de Ramos


"Cristo humilhou-se e Deus exaltou-o"

Atitude - Entrega

Mensagem:
“A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”: resultou das tensões e resistências que a proposta do “Reino” provocou entre os que dominavam o mundo […]. Na cruz, vemos aparecer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado – isto é, contra todas as causas objectivas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Assim, a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo do “Reino”.
(Guião da Diocese de Aveiro - "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011)


"A nossa vida gira muito sobre nós próprios e os sobre os "nossos". Saber olhar para fora ajuda a criar novas dimensões da nossa vida. Faz algo pelos outros. Entrega a melhor parte da vida à tua família. Entrega-te a projectos de voluntariado. Jesus deu a sua vida por nós. Faz como Ele: dá a tua vida pelos outros."
(Campanha da Quaresma 2011 - Juventude Feminina de Schoenstatt)


Quem é este Jesus? É um herói que vem derrotar o mal com a sua força? É um profeta açucarado que só te diz o que gostas de ouvir? É um pregador fanático que te dispensa de pensares pela tua cabeça?
Nada disso. É Jesus de Nazaré que entra na cidade que O vai matar montado num burrinho, símbolo de paz e mansidão.

Entra, Senhor!
Entra nas nossas cidades! Entra nas nossas casas! Entra nas nossas vidas!
Entra, Senhor e traz-nos a bênção de Deus.
Entra com a tua palavra de libertação. Entra com o teu pão que sabe a eternidade.
Entra com a tua cruz que oferece salvação ao mundo. 
(Rezar na Quaresma - Ano A - Edições Salesianas)

Senhor, aumenta a nossa capacidade de nos entregarmos!

Fami e Paulo

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Os ramos, a Cruz e a Mãe e Rainha - O Domingo de Ramos na nossa perspectiva.

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor: é este o título que, após o Concílio Vaticano II, se atribui ao último Domingo da Quaresma. Foram assim sintetizados os dois aspectos mais importantes comemorados na liturgia romana actual deste dia.
Enquanto a liturgia romana conservou durante vários séculos o carácter severo do "Domingo da Paixão", como chamavam a esse dia os antigos Padres, outros ritos elaboraram uma liturgia cujo núcleo era o acontecimento da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, certamente por influência da liturgia local da Cidade Santa, desejosa de seguir cronologicamente os passos de Jesus Cristo durante os dias da Paixão.

"Pai, se é possível afasta de mim este cálice.
No entanto, não se faça a minha vontade, mas sim a Tua."

A reforma introduzida pelo Concílio Vaticano II simplificou os ritos da procissão de Ramos, aproximando-os mais dos usos primitivos da Igreja em Jerusalém e destacando mais o seu significado. Não se trata tanto de manifestar o simbolismo das palmas, trata-se sobretudo de render homenagem pública e solene ao Filho de David, ao Messias - Rei, imitando aqueles que O aclamaram como Redentor da humanidade. Com a proclamação da mensagem evangélica que narra o acontecimento da entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, com que se inicia a procissão...

Benção dos Ramos, antes de se iniciar a Procissão

... e com as antífonas e salmos seleccionados para serem cantados durante o percurso, reactualiza-se o facto histórico, prefigurado pelas visões proféticas sobre as "entradas" ou manifestações de Deus no seu Santuário e no mundo.
(Excerto do Livro os Domingos da Quaresma - Ano A das Edições Salesianas)




"O nome de Semana Santa é importante. A vida é paixão. Um "apaixonado" nunca nos deixa indiferentes. Viver as coisas com "paixão" manifesta já o como nos são queridas. A forma de transmitir algo aos outros é "vivê-lo com paixão".
Começamos a Semana da Paixão. Jesus apresenta-Se-nos como quem está apaixonado pelas coisas do Pai. Desde a sua adolescência sabe que "se deve preocupar com as coisas do seu Pai". (Lucas, 2, 49).
(Excerto do Livro os Domingos da Quaresma - Ano A das Edições Salesianas)

Fami e Paulo

segunda-feira, 11 de abril de 2011

5º Domingo da Quaresma


"Eu sou a ressurreição e a vida"

Atitude : Transforma

"Dá formas novas à tua linguagem. Dá outros caminhos aos teus pensamentos. Toma o banho da reconciliação e torna-te um ser humano limpo e digno na tua vida. Empenha-te na vida cultural, social e religiosa."
(Campanha Quaresma 2011 - Juventude Feminina de Schoenstatt)

Mensagem:
“A acção de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. É por isso que Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai (vers. 41b-42, Evangelho de São João 11, 1-45): a sua oração demonstra a sua comunhão com o Pai e a sua obediência na concretização do plano do Pai. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo na morte, provando à comunidade dos crentes que a morte física não interrompe a vida plena do discípulo que ama Jesus e O segue. A família de Betânia representa a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são amigos de Jesus, acolhem Jesus na sua casa e na sua vida”.
(Roteiro da Diocese de Aveiro "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011)



"Senhor, peço-te:
Não desistas de me chamar à vida! Não te canses de me convidar a sair de mim mesmo, do meu egoísmo, dos meus medos.
Continua a chamar-me para fora."
(Rezar na Quaresma - Edições Salesianas - Ano A).

Senhor - Transforma-me!

Fami e Paulo

domingo, 3 de abril de 2011

4º Domingo da Quaresma



"Só sei uma coisa: que eu era cego e agora vejo."
(Evangelho de São João)

Atitude: Crê.

"Este mundo pode ser melhor se tu quiseres. Vive a tua fé com convicção. Traz Deus para a tua vida, dá-lhe espaço. Vence as dúvidas. Esclarece os teus gestos de fé. Tu não podes fazer maravilhas, mas para Deus não há nada impossível."
(Campanha da Quaresma 2011 da Juventude Feminina de Schoenstatt)

Mensagem:

“O ‘cego’ da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da ‘luz’, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. […] A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de ‘cegueira’ e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa ‘cegueira’, libertar o homem e fazê-lo viver na ‘luz’. Trata-se de uma nova criação… Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude”.



"Senhor, confio em Ti. Já sei que sozinho não vou longe. Traz luz à minha vida. Traz amor à minha solidão. Traz a tua vida à minha morte.
E eu começarei a viver."
(Rezar na Quaresma - Ano A - Edições Salesianas)

Fami e Paulo

quarta-feira, 30 de março de 2011

Via Sacra dos Jovens



 No passado dia 26 de Março, Sábado, pelas 21 horas, realizou-se a Via-Sacra, para a Juventude Apostólica de Schoenstatt, como é costume todos os anos na Quaresma.
Esta vigília foi um momento repleto de oração, adoração, reflexão, entrega e união, mostrado através de silêncios, cânticos e leituras.
O tema central foi a cruz, estando esta incluída em várias dinâmicas. Com 12 estações, a via-sacra começou no Quarto do Pai e Fundador e acabou junto à taça de Engling. Passámos também por outros locais importantes como o Santuário e o Nicho.


O momento de maior reflexão e de oração pessoal foi realizado no Santuário, no decorrer da quarta estação, quando Jesus encontra a sua mãe.
Apesar do mau tempo, os jovens compareceram em número bastante razoável.
No final, houve espaço para a surpresa prometida: um lanche convívio.

Luis Tiago

3º Domingo da Quaresma 2011


Fonte da água que jorra a vida eterna

"Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: "dá-me de beber", tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!"
(Evangelho de São João, 4)

Mensagem:

“Estamos, pois, diante de um quadro que representa a busca da vida plena. Onde encontrar essa vida? Na Lei? Noutros deuses? A mulher Samaritana dá conta da falência dessas “ofertas” de vida: elas podem “matar a sede” por curtos instantes; mas quem procura a resposta para a sua realização plena nessas propostas voltará a ter sede. É aqui que entra a novidade de Jesus. Ele senta-se “junto do poço”, como se pretendesse ocupar o seu lugar; e propõe à mulher Samaritana uma “água viva”, que matará definitivamente a sua sede de vida eterna (vers. 10-14) […]. O texto define, portanto, a missão de Jesus: comunicar ao homem o Espírito que dá vida. O Espírito que Jesus tem para oferecer desenvolve e fecunda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de amar sem medida. Eleva, assim, esses homens que buscam a vida plena e definitiva à categoria de Homens Novos, filhos de Deus que fazem as obras de Deus. Do dom de Jesus nasce a nova comunidade”.
(Texto do guião "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011" da Diocese de Aveiro)


"Tu és a água viva, Senhor Jesus. És a única água que mata as sedes que tenho.
Sede de amor e de ternura, porque estou cansado do abandono e da solidão.
Sede de misericórdia e perdão, porque já pesam demais as minhas culpas.
Há uma água que só Tu, Jesus, podes dar. Água que dá sabor à vida."
(Excerto do livro Rezar na Quaresma)

Fami e Paulo

segunda-feira, 21 de março de 2011

2º Domingo da Quaresma 2011


Este é o meu filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-O.

Para este 2º Domingo da Quaresma a nossa Diocese, propõe-nos como atitude "Descobre".

“A mensagem fundamental, amassada com todos os elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança […].
Ele sabe que o projecto de Deus – esse projecto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade – tem de passar pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências”.
(Mensagem do guião "Quaresma - ´Páscoa 2011" da Diocese de Aveiro)


"Há tanto barulho.
Na rua, no centro comercial, na casa dos vizinhos. Mas também dentro do meu coração.
E fica difícil ouvir o que tens para me dizer.
Dá-me o silêncio para rezar. Dá-me calma para Te reconhecer.
Dá-me serenidade para Te acolher."
(Pequeno excerto do Livro Rezar na Quaresma - Edições Salesianas)

Faz-nos confiar e descobrir, para melhor firmarmos os nossos passos.

Fami e Paulo

quarta-feira, 16 de março de 2011

1º Domingo da Quaresma 2011


No âmbito da "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011" proposta pela Diocese de Aveiro, a atitude deste primeiro Domingo da Quaresma é "Confia".

A mensagem para este dia foi a seguinte:

“As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tentação de prescindir de Deus, de escolher um caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser “Filho de Deus” significa viver em comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das diversas “provocações” que os adversários Lhe lançam, Jesus vai confirmar esta sua “opção fundamental” e vai procurar concretizar, com total fidelidade, o projecto do Pai.
 Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de ignorar os caminhos e as propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e para os homens”.
(Texto publicado no guião "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011")

Na celebração deste Domingo era sugerido benzer os crucifixos, que cada família trouxe de casa.



O objectivo desta celebração era incentivar as famílias a valorizarem a Cruz nas suas casas, nos tempos de oração que fizerem em família durante esta caminhada. A presença de crucifixos nos lares cristãos já não é tão comum, principalmente nas casas mais recentes. Pretende-se assim que em todos os lares cristãos exista pelo menos um crucifixo.

"Este é o tempo de caminhar Contigo, Senhor. De escolher a confiança e a intimidade com o Pai. De abrir as mãos e o coração às necessidades dos irmãos. De renunciar à vida fácil.
Contigo a meu lado, Jesus,

Sei que chegarei feliz à Tua Páscoa."
(Do livro Rezar na Quaresma - Ano A - Edições Salesianas)

Fami e Paulo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mensagem de Quaresma do Senhor Bispo de Aveiro


Mensagem da Quaresma 2011

“Firma os teus passos. Afirma a tua fé”

1. A caminho da Páscoa, centro do ano litúrgico, e de olhos postos na cidade santa de Jerusalém, para onde subiram os nossos passos, nestes dias de peregrinação diocesana, convido-vos, amados irmãos e irmãs da Diocese de Aveiro, a vivermos a Quaresma, com este espírito de peregrinos, como tempo sempre novo e necessário, precioso e importante para “firmarmos os nossos passos e afirmarmos a nossa fé”.
A Quaresma é sempre tempo privilegiado para fazer surgir em nós uma sintonia maior com as atitudes de Jesus Cristo que a Igreja celebra no Ano Litúrgico, sobretudo no Tríduo Pascal. Constitui a primeira parte de um ciclo longo, sendo a segunda a Páscoa que se prolonga até ao Pentecostes, a festa do envio do Espírito Santo e da missão da Igreja.
Em comunhão com o Santo Padre Bento XVI e no mesmo espírito da mensagem que nos dirige para esta Quaresma, também a nossa Igreja Diocesana quer aproveitar este tempo especial para intensificar os esforços de conversão e de renovação que vem fazendo e ser realmente “Igreja diocesana orante, lugar de esperança para o mundo”.

A oração lugar da aprendizagem da esperança.

2. O lugar da aprendizagem da esperança, o primeiro e essencial, é a oração (Bento XVI, Salvos na Esperança, nº. 32).
A III Etapa do nosso Plano de Pastoral propõe que façamos a descoberta do valor da dimensão litúrgica e celebrativa e da religiosidade popular a fim de encontrarmos o alimento espiritual indispensável. É este alimento que há-de sustentar e dinamizar o processo de formação cristã a todos os níveis e fomentar o empenhamento da caridade cristã na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
A cultura actual e os dinamismos sócio-económicos tendem a esvaziar o coração humano e a opinião pública dos valores fundamentais à condição humana e à sã convivência social, imbuindo-nos de relativismo e afogando-nos no consumismo. Ilustra bem esta perspectiva o texto de J. A. Pagola: “O consumismo converteu-se na nova religião do homem moderno. As novas superfícies são os novos lugares de culto. Temos de tudo e carecemos de paz e de alegria interior”.
A Quaresma faz-nos uma proposta diferente: atraente pela beleza e mobilizadora pela solidariedade, visa purificar o olhar, elevar o coração, infundir a fortaleza, dominar os excessos e proporcionar alimento aos que têm fome (Prefácio da Quaresma III e IV).
A Quaresma concretiza estes objectivos na escuta atenta e diligente da Palavra de Deus e nas três atitudes cristãs: a oração, o jejum e a partilha. Estas atitudes, bem entendidas, combatem o risco da sedução consumista e o perigo do bem-estar meramente material.
A oração abre-nos a Deus e ao seu projecto de salvação, cria espaço para Ele agir em nós e moldar o nosso coração.
A Vigararia Episcopal da Educação Cristã elaborou e difundiu uma oportuna proposta de Caminhada Quaresma-Páscoa. Tem como lema: “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé”; como símbolo, uma cruz; e como guia de oração, “Rezar na Quaresma – Ano A”. E indica uma atitude a promover em cada semana, ao longo de todo o tempo da Quaresma e Páscoa.
Recomendo vivamente esta proposta diocesana, sobretudo nas comunidades paroquiais, nas famílias, nos movimentos apostólicos e em todos os grupos que, desejosos de “sentir com a Igreja”, procuram meios acessíveis a tão nobre propósito.
O jejum é outra expressão de conversão quaresmal, sinal duma forma de viver mais saudável, generosa e solidária. “O jejum, que pode ter diversas motivações, diz-nos o Santo Padre, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa, aprendemos a superar o egoísmo, para viver na lógica da doação e do amor; suportando a privação, aprendemos a desviar o olhar do nosso “eu” e a reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos” (cf. Bento XVI, Mensagem, n.º 3).

A renúncia conduz à partilha de bens que o estilo de vida sóbria e compassiva proporciona. Viver bem e com menos, em condições de justiça e de equidade, é um caminho a percorrer, uma alternativa a fomentar, um dinamismo a introduzir nos hábitos estabelecidos, alterando paradigmas pessoais errados e processos políticos injustos, a fim de evitar convulsões sociais e construir a desejada harmonia social, coesa e funcional.
Convido toda a Diocese a manifestar generosamente este sentido de partilha através da renúncia quaresmal que este ano será distribuída, em partes iguais pela Casa Sacerdotal, em construção, e pela Diocese de S. Tomé e Príncipe, para ajudar esta Igreja irmã nas iniciativas da Escola de Formação de Leigos.
Continuamos, igualmente, a afirmar a necessidade de colaborar com a Cáritas Diocesana através do Fundo de Emergência Social para irmos ao encontro dos que mais sofrem com a crise económica e social que atinge dramaticamente tantas pessoas e famílias das nossas comunidades.

Servir de modo gratuito.

3. A conversão quaresmal deve levar-nos também ao apreço pelo voluntariado que, felizmente, tantas pessoas praticam, oferecendo “à comunidade tempo de gratuidade ao serviço dos outros”, especialmente dos mais abandonados e esquecidos.
Expresso, de modo singular, a minha alegria e o meu apoio aos voluntários missionários, que todos os anos daqui partem, e aos jovens da nossa Diocese que se preparam para tomar parte nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude com o Santo Padre, em Madrid.
Todos sabemos que a Quaresma é itinerário e peregrinação que nos conduzem à Páscoa e que a Páscoa é “tempo que não passa e caminho que não termina” (Caminhada Diocesana Quaresma-Páscoa).
Rumo à Páscoa, avancemos fortalecidos pelos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, na esperança de sermos coerentes com o Baptismo que nos faz novas criaturas, filhos de Deus, irmãos em humanidade e servidores de toda a criação, para que em nós renasça o Homem novo à Imagem de Jesus Cristo, vivo e ressuscitado.

Aveiro, 9 de Março de 2011
+António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

sábado, 12 de março de 2011

Mensagem de Sua Santidade Papa Bento XVI para a quaresma de 2011


Sepultados com Ele no baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes (cf CI 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir (aspirar) com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
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