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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

39 Anos da abertura do Processo de Beatificação e Canonização do Padre Kentenich - O que falta para concluir?


A 10 de Fevereiro de 1975 foi aberto o processo de beatificação e canonização do Padre Kentenich na cidade de Tréveris.
 
 
Entrevista ao Padre Angel L. Strada, postulador do processo de canonização do Pe. Kentenich
 
A jornalista Patricia Navas, Espanha, entrevistou o Padre Angel L. Strada para a agência de notícias espanhola Veritas. Na sua entrevista, o P. Angel Strada informa o estado atual do processo e o que ainda precisa ser feito. 
Qual é o estado atual do processo de canonização do Fundador de Schoenstatt?
O processo foi iniciado na diocese de Tréveris em 10 de Fevereiro de 1975, sete anos após a morte do Padre Kentenich. Nos últimos anos reuniram-se muitos sinais da sua fama de santidade. Milhares de pessoas radicadas em 88 países nos cinco continentes, testemunharam que recorreram à sua intercessão e norteiam-se pelo seu exemplo de vida. Os numerosos escritos publicados foram examinados por quatro especialistas em teologia, que afirmaram que neles não encontraram nada contra os dogmas e a moral da Igreja. Mais de uma centena de testemunhas depuseram perante o tribunal eclesiástico. Isto é de particular importância, uma vez que o objetivo é o processo de verificação da vida e das virtudes heroicas do Servo de Deus. As testemunhas são questionadas sobre as memórias e vivências que tiveram em contato direto, em muitos casos, por décadas, com o Pe. Kentenich. Podem manifestar-se a favor ou contra, interpelar as perguntas e fornecer a documentação, etc.
Isto é de particular importância, uma vez que o objetivo é o processo de verificação da vida e das virtudes heroicas do Servo de Deus. As testemunhas são questionadas sobre as memórias e vivências que tiveram em contato direto, em muitos casos, por décadas, com o Pe. Kentenich. Podem manifestar-se a favor ou contra, interpelar as perguntas e fornecer a documentação, etc.
Nos últimos anos, o trabalho centrou-se na recolha e avaliação de documentos escritos inéditos, cartas escritas por ele e a ele dirigidas, documentos pessoais, conferências e retiros não editados, etc.  A responsabilidade de liderança desta tarefa estava a cargo de uma comissão de especialistas em história da Igreja e em arquivos. O grande número destes escritos exigiu muito tempo e energia. Em mais de 110 arquivos eclesiásticos e civis foi necessário documentação. Tanto para os arquivos como para os testemunhos foi levado em consideração os locais onde o Padre Kentenich viveu ou desenvolveu sua atividade pastoral: Alemanha, Roma, Suíça, EUA, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul. Agora faltan poucos procedimentos para a conclusão da fase diocesana do processo. Depois, seguir-se-á a fase de definição em Roma. É impossível prever quando este processo acabará. Entre outras razões porque é preciso um milagre para a beatificação. E ninguém pode "organizar" um milagre, somente o podemos implorar.
 
Quais são os principais obstáculos que estão a prolongar o processo?
39 anos de decurso não é necessariamente muito longo para a causa de beatificação de um confessor. As causas dos mártires, em geral, levam menos tempo e não se lhes exige um milagre. Não se devem usar como medida causas como a da Madre Teresa de Calcutá ou de Mons. Escrivá de Balaguer, que, por várias razões, duraram relativamente poucos anos. No caso do Padre Kentenich influenciou a sua longa vida de 82 anos, a enorme quantidade de documentos, o seu confronto com o Nacional-socialismo, os quase quatro anos de prisão no campo de concentração de Dachau, as dificuldades que ele teve com a sua própria comunidade dos Padres Palotinos, 14 anos de sua separação da Fundação impostas pelo então chamado Santo Ofício, em seguida, as propostas pastorais e teológicas que fez antecipando-se ao Concílio Vaticano II, etc. Muitas destas questões têm exigido uma investigação longa e minuciosa.
Também houve dificuldades nos trâmites do processo em si que começou quando estava em vigor a legislação anterior e que foi alterada em 1983. Este facto, forçou praticamente a um novo começo. A diocese de Tréveris levou vários anos para nomear um sucessor do primeiro Delegado Episcopal, que morreu repentinamente. O sucessor padeceu de várias doenças, que o impediu de dedicar-se integralmente a esta causa. Também até agora não houve nenhum milagre por intercessão do Pe. Kentenich. Um milagre normalmente influencia a aceleração do processo de virtudes. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

A minha experiência com o Papa – Entrevista ao P. Ángel Strada

 
O dia da eleição do Papa Francisco não passou despercebido em Schoenstatt. Telefonemas, mensagens, encontros… tudo era instrumento de comunicação para que ninguém ficasse sem ser testemunha do momento histórico que se estava a viver. Depois do tão esperado "Habemus Papam", os sinos do Santuário Original começaram a tocar e muitos vieram para dar graças a Deus durante a Bênção da Noite.
Em pouco tempo já se podiam ver fotografias de Francisco em todas as redes sociais. Uma em especial foi causa de especial alegria. Tratava-se de uma fotografia tirada na sacristia da catedral de Buenos Aires, onde aparecia um grupo numeroso de Padres de Schoenstatt junto ao então Cardeal Bergoglio. Entre eles encontrava-se o Padre Ángel Strada, que concedeu uma entrevista a schoenstatt.org.
 

Teve contacto pessoal com o atual Santo Padre?

 
A primeira ocasião de contacto pessoal foi há alguns anos num simpósio sobre a "A Conceção da Autoridade do Padre Kentenich" em Buenos Aires. A Missa final foi com o Arcebispo de Buenos Aires. Apresentaram-me como sendo postulador da Causa do Padre Kentenich e que vivia na Alemanha. Ele perguntou-me como estava a situação da causa, falei-lhe um pouco sobre o seu progresso. Depois de tirar os ornamentos, parou à minha frente e rindo, disse-me em alemão: Não se esqueça de rezar por mim, mas não o faça em alemão." Já na missa tive a impressão de que se tratava de um homem muito autêntico, não teve nenhum gesto que fosse para chamar a atenção, um homem muito sóbrio.
 

Convida ao contacto pessoal

 
A seguir tivemos um longo encontro com ele por ocasião do Ano Sacerdotal em 2010. O encontro foi organizado por todas as comunidades de sacerdotes de Schoenstatt e convidámos outros sacerdotes. O encontro com ele foi na cúria de Buenos Aires. O tema que lhe pedimos foi: “O sacerdote segundo o documento de Aparecida” (ele é o autor). A minha recordação desse dia é que nos deu umas notas de uma conferência anterior para leitura pessoal e convidou-nos a entrar em diálogo com ele. Tem uma personalidade que convida a entrar em contacto pessoal com ele com toda a liberdade e temos o desejo de o conhecer melhor. Por isso podemos atrever-nos a fazer qualquer tipo de pergunta.
A minha pergunta nessa ocasião foi: “Que significa para si a Virgem Maria?” Ele respondeu: “A Virgem para mim é quase tudo! A Ela posso sempre recorrer. Quando perco a paz interior, falo com Ela, conto-lhe tudo, escuta-me sempre e devolve-me a paz. Quando estou com paz interior, de vez em quando, tomo boas decisões; se estou sem paz interior erro sempre. Então Ela é a responsável das boas decisões que tomo, é quem me dá confiança, quem está sempre ao meu lado, é incondicional.” Estive com ele mais uma vez na missa central do bicentenário da Independência da Argentina na Basílica de Luján, onde falou de Maria com um carinho extraordinário.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tua Aliança, nossa Missão!


O ponto central é: o Profeta sente-se tocado pelo dedo de Deus, pela ação de Deus, e ele quer inflamar todos nessa ação de Deus. Para o Pai tem uma importância extraordinária porque significa a confirmação do carácter sobrenatural da Obra. Deus voltou a provar-lhe que Schoenstatt é uma iniciativa divina.

Deus voltou a provar-lhe, no dia 20 de Janeiro, em primeiro lugar a ele, que Schoenstatt não é fruto da genialidade humana, nem é fruto de muita gente que trabalha, mas que é fruto da Sua vontade de Aliança. Isto dá ao Pai uma forte consciência de vitória: se Deus está connosco, ninguém poderá estar contra nós, e o que temos que fazer agora é levar esta iniciativa de Deus à Igreja. Isto é a primeira coisa que o Pai transmite na sua profecia.
Em 31 de Maio de 1949, o Pai dá-se conta, na fé, de que tudo isto que vivemos: o ser filho, o ser Pai, o sermos Família, não é algo que devamos guardar para nós próprios, não é uma realidade intimista ou exclusiva de Schoenstatt, que devamos fazer segredo e não dizê-lo a ninguém porque isto é como uma flor muito bonita que se apanha ar murcha, ou não o vão entender porque é demasiado misterioso.
O Padre Kentenich, pelo contrário, refere que foi obra de Deus na nossa Família mas tem um carácter de mensagem para a Igreja e inclui soluções para os problemas de hoje. E que devemos fazer? Transmitir esta mensagem quanto antes.

Padre Ángel Strada

Fonte: Schoenstatt Internacional

Fami e Paulo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Padre Kentenich e o Santuário

O Padre Strada lembra-nos três frases do Padre José Kentenich que expressam o quanto significou o Santuário para ele:


"Quem me quiser encontrar, encontrar-me-á no Santuário!"
Ali está o seu lugar. Ele pertence a esse lugar onde encontrou abrigo, onde mora Maria, mãe sempre presente e educadora sempre atuante. O Santuário oferece experiências do Tabor, lugar onde se está bem e de onde brilha o rosto do Senhor:


"Sem o Santuário não faço nada!"
 Ali mora "a grande Missionária". Ela é capaz de operar grandes milagres. É preciso ajudá-la, ser seus instrumentos aptos e generosos. Temos que conduzir as pessoas ao Santuário para que se encontrem com a "pedagogia do Evangelho", Ela que como ninguém ensina os valores do Evangelho.



"À sombra do Santuário..."
“À sombra do Santuário se ajudará a decidir os destinos da Igreja e do Mundo". Uma frase dita pela primeira vez em 1929, expressão de fé numa promessa e desafio rumo ao futuro.  Em 1914 o Padre Kentenich não fundou uma capelinha acolhedora para pessoas dedicadas à auto-santificação, mas quis um lugar de peregrinação aberto a todos, onde corações jovens se deixam educar para serem discípulos de Jesus Cristo e s e deixam enviar para levá-lo ao povos e às culturas deste mundo. Os Santuários são "antenas permanentes da Boa Nova", afirmava João Paulo II no Angelus do dia 12 de Junho de 1992.  As antenas recebem as ondas. O Santuário está para receber os sinais do amor de Deus na própria vida (graça do acolhimento), para captar os desejos e deixar-se interpelar pela sua vontade que convida ao crescimento e à conversão (graça da transformação interior). As antenas transmitem ondas. O que recebemos como dom, transforma-se em tarefa, temos que levá-lo aos outros (graça do envio apostólico). Os Santuários cumprem a missão se são verdadeiros centros de evangelização, se geram pessoas e comunidades de serviço aos demais.
(P.Strada)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Entrevista do Padre Angel Strada ao Correio do Vouga



Tem uma visão mais internacional do movimento. Qual é o grande carisma da espiritualidade de Schoenstatt para as pessoas de hoje?

"Uma das novidades é a concepção de Igreja como família, mais do que como instituição. A Igreja tem de ajudar a que cada um se sinta querido, respeitado, membro activo. Para isso é preciso que o Papa, os bispos e os sacerdotes sejam pastores, pessoas próximas, amistosas, com muito sentido do humano.
Outro contributo é a importância da Virgem Maria, não só a nível da devoção, mas como força de evangelização. Há que salvar a religiosidade popular e evangelizá-la. Maria leva a Cristo e ao Deus trino. O Padre Kentenich vivia em aliança com Maria.
O terceiro elemento tem a ver com a importância dos santuários como lugares de peregrinação, de recolhimento, de beleza."

Excerto retirado da entrevista que o Padre Angel Strada concedeu ao Jornal Correio do Vouga.

Fami e Paulo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Entrevista ao P.Strada, Postulador da Beatificação do P.Kentenich

terça-feira, 7 de junho de 2011

Visita do Padre Angel Strada - Conclusão

Padre Strada - Centro Tabor - 28 de Maio

A segunda parte da conferência, foi dedicada a explicar o andamento do processo de beatificação. Neste assunto o Padre Strada foi muito directo e prático. Segundo ele, não se podem esperar facilidades, pois são processos muito complexos e que exigem imenso esforço de todos aqueles que estão a trabalhar neles. No caso concreto do Padre Kentenich, devido à enorme quantidade de escritos que deixou, ao imenso número de testemunhos que receberam, ao facto de tudo ter que ser traduzido para castelhano, (pois o alemão não é uma das línguas oficiais do Vaticano), tudo isto tem contribuído para que o processo vá demorando todos estes anos. Recordo que foi oficialmente aberto em 1975.
No entanto, a boa notícia é que a parte diocesana está pronta, faltando apenas que o sacerdote designado pelo Bispo de Trier, complete o seu relatório, para o Bispo decretar a sessão de clausura do processo e fazê-lo seguir para Roma.
Segundo o Padre Strada, mais importante que conseguir obter a honra dos altares para o Padre Kentenich, é tornar conhecida a sua mensagem, a sua pedagogia e o seu carisma. Não podemos correr o risco de que o Padre Kentenich seja apenas mais um santo. Com efeito, referiu o Padre Strada o Papa João Paulo II, durante o seu pontificado, beatificou e canonizou 1890 pessoas. Quem de nós, é capaz de citar pelo menos 50 deles? Mas, insistiu o Padre Strada, não dizer apenas o nome, mas sim, saber porque foi beatificado ou canonizado, saber como foi a sua vida e tentar seguir o seu exemplo, ou pelo menos pedir a sua intercessão pelo facto de efectivamente as virtudes que os levaram à honra dos altares, poderem influenciar positivamente a nossa vida.

A Família de Aveiro oferece uma lembrança ao Padre Strada

Por certo, não é isto que queremos para o nosso Fundador. Queremos sem dúvida que quando chegar a hora da beatificação, a mensagem, os ensinamentos dele, sejam conhecidos não apenas dos schoenstateanos mas sim do mundo inteiro, que a festa não seja só nossa, mas de toda a Igreja Universal. Aí sim, podemos ter a certeza absoluta que cumprimos a nossa missão.
O Padre Strada, pediu ainda muitas orações. Orações especificamente dirigidas, salientou. Por um lado, pedindo que ocorra um milagre por intercessão do Padre Kentenich, pois isso daria um impulso decisivo ao processo. Por outro lado, orações pedindo que o padre da Diocese de Trier, termine o relatório. A Diocese é muito grande, o padre tem muito trabalho e são precisas orações, para que Deus o ajude e ilumine, para terminar de escrever o relatório.
Para terminar, foi bonito de ver a maneira como as pessoas assistiram às conferências. Escutando com muita atenção, toda a comunicação do Padre Strada, dando a sensação que estavam ansiosas por saber mais sobre o Padre Kentenich. Assisti às conferências na Gafanha da Nazaré, em Azurém (Guimarães) e em Canidelo (Gaia) e em todas, notei muito interesse e mesmo o facto do Padre Strada falar em castelhano, não foi obstáculo para que todos percebessem o conteúdo e a mensagem que foi transmitida.

A lembrança que foi entregue ao Padre Strada

Foi interessante também, a maneira como no final das conferências as pessoas se abeiravam do Padre Strada, como se já o conhecessem há muito tempo, queriam tocar-lhe, cumprimentá-lo, pedir-lhe a bênção. Entendi estes factos, como se as pessoas vissem no Padre Strada, um pouquinho do Padre Kentenich e através dele, sentiram-se mais perto do nosso Pai e Fundador.
Termino com a certeza que os portugueses se vão empenhar a fundo nesta causa e penso que podemos garantir ao Padre Strada, usando um slogan de um conhecido político mundial:

Sim, Padre Strada, nós vamos conseguir!

O Pai e Fundador também "ofereceu" presentes (rebuçados)

São assim as minhas impressões, dum fim-de-semana, que nunca mais vou esquecer.

Paulo

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Visita do Padre Angel Strada a Portugal – 25 a 29 de Maio de 2011

Padre Angel Strada - Centro Tabor 28 de Maio

“Não é verdade que o coração nos ardia no peito, quando ele nos vinha a falar pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”
(Lucas, 24, 32).

Quando comecei a ouvir o Padre Angel Strada a falar sobre o Pai e Fundador, foi esta a imagem que logo surgiu na minha cabeça. Se aos discípulos de Emaús lhes ardia o coração no peito, ao ouvirem Jesus explicar-lhes as Escrituras, sem no entanto o reconhecerem, a mim e ressaltando as devidas proporções, ardeu-me o coração ao ouvir a conferência do Padre Strada.
Sou um admirador e tento ser um seguidor do Padre José Kentenich. Quando comecei a escutar a maneira como o Padre Strada contou o encontro privado que teve com o Pai e Fundador em 23 de Agosto de 1967, às oito horas e cinco minutos, tive a sensação que estive também junto com eles, naquela sala do Seminário de Münster.

Centro Tabor - 27 de Maio

A maneira tão empolgada como o Padre Strada descreve este encontro (com um brilhozinho nos olhos, como foi referido no final, por um dos presentes), fez-me ter a sensação de ter vivido as mesmas emoções que ele teve nesse encontro. Por momentos, imaginei que o Padre Kentenich tomava as minhas mãos e que me ajoelhei junto com ele para rezar. Foi sem dúvida um sonhar acordado.
A conferência do Padre Strada é muito enriquecedora e faz-nos perceber até que ponto o Pai e Fundador, se preocupava com todos aqueles que faziam parte da sua Obra. Conta o Padre Strada que nos encontros que manteve com o grupo de seminaristas em Münster, (ao qual ele pertencia), a primeira parte do encontro, era ocupada pelo Padre Kentenich a fazer perguntas a cada um deles, sobre assuntos tão diferentes tais como: as saudades do país e da família; se gostavam da comida; como decorriam os estudos e até se passavam frio, perguntando mesmo a um deles, se tinha ceroulas de algodão, pois estas eram a melhor coisa que existia para evitar o frio. Disse-lhe ainda que se não tivesse, lhe comunicasse, pois ele próprio se encarregaria de as arranjar.
Este pormenor, aparentemente insignificante, mostra-nos a maneira como o Padre Kentenich encarava a paternidade, zelando pelo bem estar de todos.

Centro Tabor - 27 de Maio

Das conferências, (tive a possibilidade e a felicidade de assistir quatro vezes), ressalto duas frases que o Padre Kentenich disse ao Padre Strada:
A primeira, uma das frases do Evangelho do Bom Pastor: “Eu conheço os meus e os meus conhecem-me a mim”, foi dita no encontro a sós em Münster, na sequência do Padre Strada se ter admirado com o facto do Pai e Fundador lhe ter perguntado por dois jovens argentinos (conterrâneos do Padre Strada), que o tinham visitado oito anos antes em Milwaukee, durante o seu exílio.
O Padre Strada referiu que o Bom Pastor, esteve sempre muito presente nos ensinamentos do Padre Kentenich, especialmente nas conferências e palestras que proferia a sacerdotes.
A outra frase, muito importante e que pode ajudar no nosso dia-a-dia, foi proferida pelo Padre Kentenich, durante um almoço com o grupo do Padre Strada, no decurso da visita ao seminário. Eles começaram a contar dificuldades e problemas ao Padre Kentenich, com o intuito de ele os ajudar a resolvê-las. Estranharam o silêncio dele e mais ainda, quando lhes perguntou por três vezes: “E vocês, têm paz interior?”

Irmã Elisa e Padre Angel Strada - Centro Tabor - 27 de Maio

Só então perceberam que o Pai e Fundador lhes estava a transmitir, a ideia que a paz interior é muito importante para a resolução das dificuldades que nos vão surgindo ao longo da vida. O facto de estarmos em paz interior, não resolve as dificuldades ou os problemas, mas que ajuda muito na superação, disso não restam dúvidas.
O Padre Strada, contou-nos ainda que o Pai e Fundador era muito divertido, que gostava de fazer brincadeiras e que tinha muito sentido de humor.

Continua

Paulo Teixeira

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Encontros com o Padre Angel Strada

Sexta Feira, no Centro Tabor, com o Padre Carlos Alberto

Tivemos a oportunidade e a felicidade de termos em Portugal durante 5 dias o Padre Angel Strada, postulador da causa de beatificação do Padre José Kentenich.
Por hoje, deixamos apenas algumas fotos das conferências. Ao longo da semana iremos explicar melhor aquilo que o Padre Strada nos transmitiu e aconselhou. Muitos e bons conselhos, sobre a melhor maneira como podemos colaborar na obtenção da honra dos altares, para o nosso Pai e Fundador.

Sábado à tarde no Centro Tabor

Sábado à noite em Azurém - Guimarães - com o Padre Manuel Ribeiro

Domingo à tarde em Canidelo - Gaia

As fotos do encontro de Lisboa, já estão no trabalho do Daniel Simões, publicado no sábado.

"Carregue a sua cruz com humildade, coragem e valentia. Assim ajudará a salvar o mundo!"
(Padre José Kentenich)  

Obrigado, Padre Angel Strada, por tanto que nos transmitiu e ensinou.

Fami e Paulo

sábado, 28 de maio de 2011

Encontro com o Padre Angel Strada em Lisboa



Teve ontem lugar no Santuário de Lisboa, o encontro com o Padre Strada, durante cerca de 3 horas e perante um Abrigo repleto e interessado.
A apresentação do orador, foi feita pelo Padre Diogo que nos indicou, estarmos perante alguém, que sabe mais da vida do nosso fundador, o Padre José Kentenich que certamente saberia o próprio.
O Padre Strada, começou por relatar como conheceu o Movimento na sua cidade de Córdoba na Argentina, como foram os seus encontros com o Fundador e finalmente, o trabalho desenvolvido não processo da causa de sua beatificação.
Segundo ele, o primeiro encontro – 29MAR1966 às 19H30 – não foi como ele tinha idealizado que seria o fundador:
• Que seria alto – não, era pequeno, quase da sua altura, cerca de 1,68 mt.
• Que teria uma voz forte – não, era num tom pausado e baixo.
tendo ficado sim, com a impressão de estar perante um Patriarca do Antigo Testamento, como o Moisés.


Em seguida, referiu-se ao segundo encontro – 23AGO1967 às 08H05 – motivado pela ida dos seminaristas latino-americanos, para Münster a fim de estudarem Teologia e terem escrito uma carta ao fundador, indicando que ele dispensava mais atenção às Irmãs de Maria e que não tinha tempo para eles. A resposta, veio com a indicação de que gostava de ter seguidores que fossem honestos e francos, pelo que, iria ter com eles. Assim foi e teve a possibilidade, de estar um pouco mais dos 30 minutos dedicados a cada um dos seminaristas. Começou por o surpreender, ao perguntar-lhe sobre 2 jovens da sua cidade, que tinham estado com ele, 8 anos atrás, em Milwaukee e depois, quis saber como estava a passar com o frio, se tinha roupa adequada, com a comida, tendo referido – “Eu conheço os Meus, como os Meus Me conhecem a Mim”.
Finalmente, o terceiro encontro, num almoço com os seminaristas argentinos, onde tinham sido preparados um conjunto de 5 temas para serem apresentados, quase todos, relacionados com conflitos – seja com a Igreja Argentina, seja com os Padres Palotinos, seja com as Irmãs de Maria – pelo que a intervenção do fundador, em cada um deles, foi sempre a mesma – “têm paz interior?” – concluindo, que é muito diferente enfrentar um conflito com ou sem paz interior. A mesma, não resolve, mas ajuda muito.
Finalizou esta 1ª parte da palestra, referindo que em 1969 - quase na mesma data – Março - perdeu o seu pai.


A segunda parte foi dedicada a explicar a complexa e gigantesca operação que o tem ocupado neste últimos anos e que começou 7 anos depois da morte do fundador – preparação do processo de beatificação.
Começou por referir a necessidade de se provar a fama de santidade. Nalguns casos – como o da Madre Teresa de Calcutá – é da percepção comum de todos, mas no caso do fundador foi necessário recolher testemunhos provenientes de 87 países, num total de 1 milhão e 600 mil. Além disso, foram recolhidas todas as cartas (12.000), textos das conferências, livros e artigos publicados e não publicados, traduzir para uma das línguas aceites no Vaticano – neste caso, o castelhano – totalizando 1.000 livros com cerca de 300 páginas cada e em 4 exemplares!


Tudo isto já foi feito e está a ser e brevemente vai ser entregue na Congregação da Causa dos Santos em Roma, mas fica a faltar, o milagre, que poderia fazer acelerar todo este processo.
Terminou lendo um texto do Papa João Paulo II para a Família e referindo que não basta conseguir a beatificação, mas sim, conseguir que seja difundida a mensagem e os ensinamentos do fundador.

Daniel Simões

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Preparando a visita do Padre Angel Strada - Santuário do Porto


Aconteceu ontem no Santuário Tabor da Rainha das Famílias da diocese do Porto, a vigília em preparação a visita do Padre Strada. A experiência de Tabor que normalmente experimentamos no Santuário, tornou-se mais intensa pela proximidade com Jesus presente na Eucaristia, pela nossa oração comunitária e pessoal, bem como, pela oração e meditação dos mistérios luminosos do rosário.


Que a nossa prece e o nosso capital de graças oferecido generosamente, possam tornar fecunda a visita do Padre Strada a Portugal e contribuir para despertar formas concretas de comprometimento com a causa de beatificação do nosso fundador, o Padre José Kentenich.

Ir. M. Claudete

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vígilia de preparação espiritual para a visita do Padre Strada - Lisboa


Foi muito bonita a vigília em preparação ao encontro com o Padre Angel Strada.
Unidos, agradecemos a vida e a missão do nosso Pai e Fundador…
Unidos contemplámos a vida profética do nosso Pai e Fundador…
Unidos à Família de Shoenstatt nacional rezámos…

Unidos, meditámos os mistérios Dolorosos, ali, com Jesus exposto!
Unidos, de joelhos! Unidos rezámos…com muita fé.
Unidos, saudámos a nossa querida Mãe e Rainha da Beatificação do Padre José Kentenich…e…unidos, pedimos-Lhe que interceda junto de Jesus e aconteça o milagre que o eleve às honra dos altares.
Unidos, fizemos silêncio e um por um, todos pedimos uma graça, em silêncio… Unidos, cantámos!

O Padre Zé Melo rezou com o Rosário (símbolo dos 4 terços rezados em rede nacional) que vamos oferecer ao Padre Strada e quando recebemos a bênção com o Santíssimo Sacramento, todos sentimos união, e COR UNUM IN PATRE!

Nos cum prole pia! Benedicat Virgo Maria!

Maria Teresa Ribeiro Telles

terça-feira, 24 de maio de 2011

Terço de preparação espiritual para a vinda do Padre Angel Strada


"Um prego une mas também fere! O sofrimento fere, mas reparado une e fortalece o amor! Onde feri o coração de Maria hoje? Onde fui infiel à minha Aliança de Amor? Entrego-o ao Coração Imaculado de Maria... Firo, mas quero unir-me a Ela por um amor reparador ainda maior."
(Espeto o prego no coração).


No Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro, rezámos hoje o Terço, como preparação espiritual, para a visita que o Padre Angel Strada nos vai fazer, no final desta semana.
No início, cada pessoa recebeu um prego e um penso rápido. Antes de começarmos a rezar o Terço, cada pessoa meditou na frase que vinha junto com o prego (a frase que inicia este texto) e  em seguida espetou o prego no coração.
Durante a reza do Terço, em cada Avé Maria, cada pessoa retirava o prego e colava o penso rápido, para curar a ferida que o prego abrira.
Unimo-nos neste dia como Família Portuguesa do Pai, nos nossos 4 Santuários, para rezar pelo bom andamento do Processo de Beatificação do Padre Kentenich, nas intenções do Padre Angel Strada e pelo êxito dos encontros que se realizarão nos dias 26, 27, 28 e 29 de Maio.
Querida Mãe e Rainha unidos como Família de Schoenstatt queremos meditar os mistérios dolorosos, nos quais contemplamos a vida profética do Padre Kentenich e como ele nos ensinou a amar-te de todo o coração.


Cada Avé Maria é um "penso de amor" que cura o buraco aberto no coração de Maria.


Mãe, agradecemos-te pela vida e missão de nosso Pai e Fundador e pedimos pela sua beatificação. Ajuda-nos a que cheios de amor, reparemos os buracos dos pregos da falta de tempo e de ardor pela missão de Schoenstatt.


Querida Mãe, saudamos-te de modo especial como Rainha da Beatificação do Padre José Kentenich. Que por sua intercessão aconteça o milagre que o eleve à honra dos altares. Torna-nos seus dignos colaboradores e concede-nos a graça do Cor Unum in Patre.


Reflexão:
Que parte do meu coração quero oferecer hoje a Maria? Quantas vezes Maria me ofereceu o seu coração e eu não retribui com o meu amor? A quantas pessoas eu ofereci o melhor de mim? Quantas é que deixaram um buraco no meu coração e já lhes perdoei? E eu, quantas vezes ofendi, ignorei, magoei, não perdoei o meu irmão?


Fami e Paulo

domingo, 22 de maio de 2011

Preparação Espiritual para a visita do Padre Strada


Já está a chegar o Padre Ángel Strada!

E nós vamos acolhê-lo!

Faz parte de um bom acolhimento a preparação espiritual, por isso, sintam-se todos convidados a rezar connosco no Santuário, dia 24 de maio, às 21 horas.
Esta é uma rede nacional de orações pelo bom êxito dos encontros previstos de 26 a 29 de Maio.

Os convites, para as conferências estão à disposição nos centros.

Nos outros Santuários o Terço terá lugar:

Em Braga, dia 24 de Maio (terça feira) às 21 horas.

Em Lisboa, dia 24 de Maio (terça feira) às 21,30 horas.

No Porto, dia 25 de Maio (quarta feira) às 21 horas.

Venha rezar o Terço connosco para ajudar na preparação destes encontros tão importantes com o Padre Angel Strada. 

sábado, 16 de abril de 2011

Parabéns P.Ángel Strada e bem-vindo a Portugal


O Padre Ángel Strada festejou, no passado dia 26 de Março, o seu jubileu sacerdotal, na Casa do Pai no Monte Sião, em Schoenstatt. Quarenta anos de uma vida ao serviço da Igreja e de Schoenstatt, e nos últimos anos, dedicada à da Causa de Beatificação do Padre José Kentenich, como Postulador. Temos a alegria de receber o P.Ángel Strada em Portugal, no próximo mês. Estará nas 4 dioceses portugueses, onde existe um Santuário de Schoenstatt. Ela nos contará sobre a fase final do processo que em breve vai seguir para Roma, mas também do seu encontro com o nosso Pai e Fundador, de quem recebeu orientações para a sua vida.
MP

Foto: http://www.schoenstatt.de/

terça-feira, 1 de março de 2011

Para conhecermos melhor o Padre Angel Strada (Conclusão)


No dia seguinte a este encontro, o grupo de jovens argentinos, mudou-se para a sua residência definitiva na Alemanha, o seminário de Munster. Munster é uma cidade alemã que dista cerca de 250 quilómetros de Schoenstatt. Uma distância muito grande, para estes jovens que pensavam que iam estar sempre ao lado do Pai e Fundador e que iam tê-lo só para eles.
Escreveram-lhe uma carta, em que com a franqueza típica da juventude, diziam ao padre Kentenich, que iam contrariados, porque ficavam muito longe dele.
O Padre Kentenich ao receber a carta, em vez de ficar aborrecido, transmitiu ao Reitor do Seminário, que estaria em Munster, sempre que lhe fosse possível.
Assim, dois meses após a ida do grupo de jovens para o Seminário, o Pai viajou para Munster para se encontrar com eles.
Conta o Padre Angel Strada:

“Encarregámo-nos de comunicar a todo o Movimento de Schoenstatt em Munster, que o Padre Kentenich, vinha só para estar connosco e nada mais além disso. Não fosse que começassem a agendar outras actividades. Foi-nos comunicado que entre conferências e missas, o Pai e Fundador conversaria com cada um dos seminaristas, durante 30 minutos. Na noite anterior a esse dia 23 de Agosto de 1967, em que pontualmente às 8 horas e 30 minutos estaria a sós com o Padre Kentenich, os nervos não me deixaram dormir.”


Chegou então o momento tão desejado:
Continua o Padre Strada:
“Ao chegar junto a ele, tomou-me as mãos e perguntou-me: como se chama? De onde vem? Quando lhe disse que era de Córdoba, respondeu-me: Ah, de Villa Warcalde!
Não podia acreditar que este homem, com tanta obra feita e tantas vivências se lembrasse que Villa Warcalde se situava em Córdoba.
Quando lhe disse isto, respondeu-me com palavras de Jesus Cristo: eu conheço os meus e os meus conhecem-me a mim.
Nos dias anteriores a esta conversa, tinha medo que as palavras em alemão não me saíssem correctamente, pois o meu alemão ainda não era de muita confiança. Temia não conseguir dizer o que realmente pretendia.
No entanto, quando começámos a conversar, notei que o meu alemão era muito melhor do que eu estava à espera. Dei conta que conseguia comunicar com toda a naturalidade e que podia dizer realmente o que pretendia. E porquê?
Porque me sentia escutado com toda o potencial que um homem pode ser escutado, o ouvir atento, que o Padre Kentenich definia como o escutar enaltecedor.
Com a permissão do Pai e do Reitor, prolonguei um pouco mais do que o que estava previsto aquela conversa e logo de seguida fiz um resumo de tudo o que tínhamos falado.
O Padre Kentenich disse-me coisas acerca de mim, que eu não lhe tinha dito e antecipou coisas sobre a minha vida futura, que hoje quando releio o resumo que fiz da nossa conversa, penso: como pode ter previsto isto?
Indubitavelmente estive com um profeta.”
“Nunca pensei que viria a ter como missão, ser postulador da causa de beatificação do Padre Kentenich, mas estive sempre seguro de um aspecto: estive diante de um Santo.”

Com estas palavras, o Padre Strada consegue contagiar-nos, com a sua segurança de que este processo, terá o final que todos desejamos: a beatificação do Pai e Fundador.

"O Padre Kentenich sem lugar para dúvidas nenhumas, instaurou uma verdadeira escola de santidade.”

O Padre Strada termina, deixando-nos um convite, que mais que um convite, é um verdadeiro imperativo para todos os schoenstatteanos:
“Levem o carisma do Fundador para onde forem. Partilhem com todos a riqueza dos seus ensinamentos, não os guardemos só para nós, para que quando chegue o grande dia, não haja só schoenstatteanos na Praça de São Pedro, mas que milhares de católicos inundem esta Praça, dando vivas a Deus e agradecendo a Obra que o Padre Kentenich criou, Schoenstastt.”

Ficamos a aguardar ansiosos pela visita do Padre Strada a Portugal e pelo que ele nos vai dizer sobre o Padre Kentenich e sobre o seu processo de beatificação.

Nota: Para a elaboração deste texto foram utilizados excertos retirados de notícias publicadas no site http://www.schoenstatt.de/ e do "Boletim de Schoenstatt - Tucumán" - Argentina.

Fami e Paulo

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Para conhecermos melhor o Padre Angel Strada


No próximo mês de Maio (mais precisamente nos dias 26, 27, 28 e 29), vamos ter em Portugal o Padre Angel Strada, postulador da causa de beatificação do Padre José Kentenich.
Nestes dias, irá proferir conferências, nos seguintes locais:
Dia 26, em Lisboa. Dia 27, Gafanha da Nazaré (Aveiro). Dia 28, Gafanha da Nazaré (Aveiro) e Azurém (Guimarães). No dia 29, em Canidelo (Gaia).
Importa por isso, conhecermos um pouco do Padre Strada.
Tão amplo e múltiplo quanto o horizonte, é o círculo de actuação do Padre Strada.
Natural de Córdoba (Argentina), conta actualmente 71 anos de idade. Nasceu no seio de uma grande família e teve uma infância feliz.
O seu primeiro contacto com Schoenstatt, teve lugar através de um nicho da MTA que foi colocado em Villa Warcalde, uma localidade situada a 20 kms da sua terra natal, a importante cidade de Córdoba.
Conseguiu concretizar um sonho importante da sua vida, a fundação e difusão do Movimento de Schoenstatt em terras argentinas. Com efeito, actualmente o Movimento encontra-se presente praticamente em todas as dioceses deste país.
Inicialmente ligado ao curso de Direito e à advocacia, com o intuito de poder fazer algo pelo seu país, que naquela época atravessava um período politicamente muito complicado, viria a enveredar pelo sacerdócio, por influência de três “Hernanes” (Hernán Alessandri, Hernán Montesinos e Hernán Krause), que visitaram Córdoba. Estes três jovens chilenos, irradiavam um tal amor pela Mãe, mostravam uma tão grande vontade de “inundar o Mundo com Schoenstatt”, que despertou em Angel e noutros jovens uma ideia: consagrarem-se por inteiro a esta Obra.

“Iniciámos os nossos estudos no Brasil, praticamente ao mesmo tempo que o Pai e Fundador regressava a Roma, vindo do exílio em Milwaukee. O seu desejo, foi que estudássemos todos juntos da Alemanha e que formássemos uma comunidade.
Aceitámos e formulámos o nosso lema de Curso: Que alegria quando me disseram … vamos para a casa do Pai.”
Assim se iniciava a caminhada do Padre Strada, no caminho que havia de conduzi-lo até chegar a postulador da causa de beatificação do Padre Kentenich.
O grupo chegou à Alemanha no dia 29 de Março de 1966, com muitos nervos e muito frio. Foram desde logo avisados que nessa mesma noite, iam ter um encontro com o Padre Kentenich.

Relata o Padre Strada:
“Ao vê-lo, tive duas impressões básicas: a primeira que não era muito alto (1,68 metros) e que falava com um tom de voz raro (o seu alemão tinha a pronúncia da Renania). A segunda impressão foi que transmitia a imagem de um Patriarca como Abraão ou Moisés. Uma personalidade firme, vigorosa mas muito próxima do tempo, muito actual”.

Recorda ainda a primeira mensagem que o Padre Kentenich lhes transmitiu: 
“Cada um de vós, deve conservar a sua identidade e respeitar a do outro. Nem os sul-americanos devem germanizar-se, nem o contrário.”
Aqui, observou o Padre Strada uma das características do Padre Kentenich – o respeito pela originalidade de cada pessoa.

(Continua)
Fontes: site schoenstatt.de e Boletin de Schoenstatt de Tucumán (Argentina).

Fami e Paulo
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