quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dia 8 de Julho

A família reuniu-se para celebrar o pai


No dia da ordenação sacerdotal do nosso Pai e Fundador, a Família de Schoenstatt, da diocese de Aveiro e Coimbra, reuniu-se para dar graças pelo dom do seu sacerdócio e toda a vida que daí surgiu. Celebrou-se uma Santa Missa de gratidão, em que todos os Ramos deram a sua contribuição. Para este grande momento, o Padre Carlos Alberto vestiu uma casula que o Padre José Kentenich usou.


No final da celebração Eucarística ficamos a conhecer a nova dirigente do Ramo das Mães e a sua equipa. Em breve vamos apresentá-las. Para já, os nossos parabéns a cada uma e a nossa gratidão pela missão que assumiram. A nova dirigente é a Ondina. 


Este dia ficou marcado pela Aliança de Amor de um grupo da Liga das Famílias. Fica aqui uma foto dos quatro casais com o casal dirigente. Aguardamos um testemunho sobre a caminhada deste grupo e a vivência do dia da Aliança de Amor.


O Ramo das Mães esteve também em destaque pela realização do compromisso assumido no início do Ano Sacerdotal: rezar, concretamente, por cada sacerdote da nossa diocese. No dia 10 de Julho toda a aspiração tomou expressão num símbolo e foi entregue ao Sr.Bispo D.António Francisco. Por isso, no dia 8 de Julho, coroaram Nossa Senhora como Rainha dos Sacerdotes numa imagem peregrina.


Nesta imagem, ainda foi colocado algo muito especial para o Sr.Bispo. Mas isso só mostraremos quando escrevermos um pequeno artigo a contar sobre a vida à volta desta aspiração.
MP

Das Férias Diferentes para ti


Cá estamos nós, grandes e pequenas, sempre em movimento. As Férias Diferentes já estão quase a terminar. Ohhhhh! Já só falta um dia. Amanhã à noite as nossas dirigentes vão poder, finalmente, descansar. Pois é, nós temos feito algumas traquinices e estamos peritas em fazer barulho. Também, com tantas coisas novas, que nos despertam para a alegria, o que se poderia esperar?


Vamos lá contar mais um pouco! Na terça-feira conhecemos a pequena Maria de Nazaré. Foi o Pedrinho, que tinha passado por lá, que nos contou como ela era. Fizemos actividades novas: aprendemos a cuidar da casa e a fazer bolinhos.


Na quarta-feira, o Pedrinho contou-nos sobre os três Pastorinhos de Fátima, especialmente sobre a Jacinta. Vimos um filme e partimos, não para cuidar das ovelhinhas, mas para caminhar até à Senhora dos Campos e lá fazer o nosso piquenique.

 

Hoje, tivemos um lanche reforçado. A Sara fez 10 anos e festejamos todas juntas. Amanhã vamos ter a nossa pequena festa. Vamos mostrar aos nossos pais, avós e irmãos o que aprendemos nestes 5 dias. Temos umas danças muita giras! 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O percurso desde o Santuário até à Sé de Aveiro


Partimos do Santuário, respondendo com alegria, um sim confiante e convicto ao convite do nosso Pai e Fundador: "Vens comigo?".


No caminho atravessámos a floresta, que por vezes nos pode causar medo, mas que neste caso nos proporcionou uma agradável sombra, para iniciarmos com força esta peregrinação.


Ao chegar a Aveiro, vimos este e outros montes de sal.
Lembrámo-nos da passagem do Evangelho em que Jesus disse: "Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perde a força com que se tornará ele sal?".
Queremos ser o sal do mundo? Sim, queremos.

Cruzámos a ponte que une as duas margens. Unimos o Santuário de Schoenstatt à Sé de Aveiro, simbolizando a união de toda a Diocese, em torno do nosso Santuário.


Ao longe já avistamos a cruz do pelourinho da Sé.  O pelourinho que antigamente servia para infligir castigos, anunciava que a nossa caminhada a pé estava a terminar. A caminhada espiritual nunca pode terminar!


"Já se ouvem nossos passos a chegar ..."

Acreditais que Maria tem uma missão especial para a Igreja e para o mundo a partir do Santuário e que, para isso, necessita de vós como instrumentos?

Sim, acreditamos!

(Pequeno excerto da renovação do nosso compromisso de fidelidade à Igreja, no espírito do nosso Fundador).

Fami e Paulo

terça-feira, 13 de julho de 2010

Férias Diferentes


Ontem, no primeiro dia das Férias Diferentes, estávamos nós! Hoje já éramos mais (as fotos aparecem amanhã). São tantas meninas novas que conhecemos, algumas dirigentes e cansamo-nos mesmo muito com as actividades. Fizemos coisas giras, jogos interessantes e danças "altamente". Conhecemos também alguém muito especial, que nos acompanha nesta semana: o Pedrinho, missionário! Ele viajou pelo mundo e conheceu algumas pessoas importantes e todos os dias ele conta um pouco das suas aventuras. Foi a Ritinha, que nós conhecemos o ano passado, que o convidou. Aqui estão eles:


Está a ser super-divertido! Ontem, começamos a preparar o nosso saco missionário. Hoje até fomos para a cozinha fazer bolachinhas muito saborosas, e amanhã vamos fazer um piquenique. Bem, quando tivermos um pouco de tempo, escreveremos mais sobre as nossas actividades e mostraremos as fotografias. Até lá, saibam que nos estamos a divertir muito nestas Férias Diferentes!

Homilia do Sr. Bispo de Aveiro na Missa do centenário da ordenação do Padre Kentenich


Publicamos hoje na integra a homilia do Sr. D. António Francisco, Bispo de Aveiro, na celebração do centenário da ordenação do Padre José Kentenich, realizada na Sé de Aveiro no dia 10 de Julho de 2010.

"1.Centramos nesta Eucaristia a peregrinação que nos conduziu desde o Santuário de Nossa Senhora, a Mãe Admirável, a esta Sé Catedral de Aveiro. Habitualmente os Santuários são destinos de peregrinação. Assim acontece ao longo de todo o Ano com o santuário de Schoenstatt, verdadeiro centro de espiritualidade mariana, eucarística e vocacional.
Hoje é a família de Schoenstatt, sacerdotes, irmãs e leigos que dali partem e aqui acorrem para celebrarmos na Igreja Mãe da Diocese o primeiro centenário da ordenação presbiteral do Padre Kentenich, Fundador de Schoenstatt. A sua ordenação teve lugar no dia 8 de Julho de 1910.

2. Ouvimos a Palavra de Deus, hoje proclamada, neste 15.º Domingo do tempo Comum.
Na primeira leitura, Moisés fala ao povo sobre os mandamentos da lei de Deus que recebeu no Sinai e anima-o a cumpri-los com fidelidade.
A sua observância não está fora das nossas possibilidades porque o Senhor gravou-os no nosso coração.
O esforço diário para os cumprir é uma manifestação do amor de Deus e expressão da nossa conversão pessoal.
O texto desta leitura é tirado da chamada Aliança de Moab. De uma forma poética e imaginosa muito bela, o autor afirma que o conhecimento da lei de Deus é acessível a todos.
Na segunda leitura S. Paulo, na Carta aos cristãos de Colossos transcreve um admirável hino em honra de Jesus Cristo. Ele é o centro à volta do qual se constrói a história e a vida de cada um de nós. Ele é a imagem e o rosto de Deus invisível, o primogénito de toda a criatura e n’Ele reside toda a plenitude.
É de Jesus que ouvimos a resposta dada à estranha pergunta do doutor da lei. Numa resposta que parece ausente da questão formulada, Jesus conta a bela e sempre actual parábola do samaritano e depois questiona os interlocutores, e pergunta também Ele: Dizei-me vós mesmos quem é o próximo deste samaritano caído nas mãos dos malfeitores?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Peregrinação à Sé de Aveiro


"O Padre José Kentenich nasceu no dia 18 de Novembro de 1885; ingressou no seminário dos padres Palotinos em 1899 e foi ordenado sacerdote a 8 de Julho de 1910, aos 25 anos.
Sempre me impressionou o seu carisma mariano, ao bom jeito com que nos falava o Papa Bento XVI, quando nos disse em Fátima que vinha falar a Maria como um filho falava a sua Mãe.
Sempre se gravaram em mim as palavras ditas pelo Padre Kentenich no campo de concentração de Dachau, quando fora feito prisioneiro: “ Nós, sacerdotes deste campo de concentração, vivendo nas condições mais primitivas, não queremos reagir de modo primitivo, mas de modo singelo e autêntico e, se for a vontade de Deus, ou morrer heroicamente no campo como sacerdotes ou mais tarde, como sacerdotes amadurecidos, continuarmos a trabalhar com zelo para o reino de Deus”.
O Padre Kentenich foi libertado em 6 de Abril de 1945, já no termo da guerra, e prosseguiu, agora em liberdade, a sua missão para consolidar e desenvolver todo este grande movimento de espiritualidade da Obra de Schoenstatt, até que em 15 de Setembro de 1968 partiu ao encontro de Deus. No seu túmulo está gravada uma bela e simples inscrição: “Amou a Igreja”.

O Padre Kentenich foi connosco "a pé"!

Foi este amor pela Igreja que definiu a sua vida e que guiou os seus passos. É este mesmo amor que conduz os seus filhos e filhas espirituais em vários países do mundo. É este mesmo amor pela Igreja que todos nós neste tempo difícil da vida do mundo e da Igreja somos chamados a viver e a testemunhar."

(Primeiro excerto da homilia proferida pelo Sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco na Missa do Dia 10 de Julho de 2010, na Sé de Aveiro).

Uma palavra de agradecimento ao Sr. D. António Francisco, pela amabilidade que teve em nos facultar a sua homilia, para podermos publicá-la neste blog.

Fami e Paulo

domingo, 11 de julho de 2010

Ontem foi dia grande - Peregrinação à Sé de Aveiro

Ontem, dia 10 de Julho de 2010, celebrámos na Sé de Aveiro os 100 anos da ordenação sacerdotal e da missa nova, do nosso Pai e Fundador Padre José Kentenich.
Deixamos algumas imagens deste dia maravilhoso e pedimos que se mantenha atento ao blogue, pois durante os próximos dias ficará a saber como tudo decorreu.


Partimos do Santuário!


Caminhámos desde o Santuário até Aveiro!

Fomos muito bem acompanhados!



Fomos ter com o nosso Bispo, D. António Francisco


Foi um dia muito feliz e cheio de graças!


Fami e Paulo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sob a protecção de Maria, tudo para todos!


Foi com muita alegria que, no dia 28 de Junho, partimos em direcção a Aveiro, mais precisamente rumo ao Santuário de Schoenstatt da Gafanha da Nazaré, para aí vivermos da melhor maneira o acampamento de Verão do Ramo dos Cruzados de Lisboa deste ano.


Entre Cruzados e os seus Dirigentes fomos perto de 70, sempre acompanhados pelo Pe. Diogo Barata. Fomos muito bem recebidos pelo Pe. Carlos Alberto e por toda a Família de Schoenstatt, desde as irmãs que nos abriram o Santuário para podermos ter as nossas missas e orações, passando pelas senhoras da cozinha, que tão amavelmente cozinharam para nós, até à Juventude, que também visitou o nosso acampamento e nos convidou para assistirmos ao Portugal – Espanha.


Posso dizer que fizemos um pouco de tudo – futebol, orações, ida à praia, jogos nocturnos, missas e cortes de honra – mas o nosso o ponto central foi a Hora dos Heróis , em que todos os dias apresentámos uma personalidade diferente: José Engling, S. Nuno de Santa Maria, Beato Francisco Marto, Pe. Kentenich e Franz Reinisch. Achámos muito importante, neste ano de Jubileu, dar a conhecer aos nossos Cruzados a história da Igreja através da história dos seus santos e também dos heróis do nosso movimento.


Foi uma semana muito boa para todos, em que conseguimos fortalecer e unir mais o nosso ramo dos Cruzados e ficar a perceber melhor o nosso papel no mundo de hoje: formarmo-nos como pessoas livres, firmes e apostólicas, seguindo o exemplo de José Engling.

Sob a protecção de Maria, tudo para todos!

Pedro Vaz

Padre Kentenich: Um sacerdote educador e profético



Ele conhecia a alma humana como convém a quem se torna, pela Ordenação Presbiteral, “ponte entre Deus e os homens”. Educador de inteligência ímpar, fina psicologia, imbuído de uma sadia pedagogia que propõe o “homem novo na nova Comunidade”, esclarecendo o papel e a força das vinculações, mostrando-se capas de suscitar personalidades e gerar correntes de vida. Um sacerdote, porém, que para educar, prezava os contactos pessoais e não contactos frios, à distância, burocráticos. Numa recente biografia sua encontramos o seguinte:

“Talvez o que o mantinha jovem era também seu estilo pessoal de dirigir (as pessoas) e a quantidade de contactos pessoais diretos. Padre Kentenich nunca se limitava a esboçar material de formação e deliberar com seus mais íntimos colaboradores. Queria falar com os jovens pessoalmente e acompanhar cada seminarista dos grupos de Schoenstatt até a Ordenação Sacerdotal(...) Depois de muitos anos recordava: ´aquele foi um caminho longo, espinhoso, caracterizado por um trabalho no pequeno e no pequeníssimo`. Sem o contato pessoal com cada um dos ´schoenstatteanos´, os grupos e cursos não teriam podido desenvolver todo o seu potencial. Os frutos foram abundantes!”

É um padre profético, que se opõe a um estilo sacerdotal burguês e burocrata, captando o divino e abrindo-se a Deus pela lei da porta aberta. Ele ultrapassa a concepção sociológica do ministério presbiteral, para a qual o padre é apenas um funcionário institucional, que trabalha em determinadas horas e por um tempo determinado e só atende” em horário de secretaria”. Também não compreende o sacerdote apenas como um homem dedicado ao culto, às belas celebrações. O sacerdote profeta é aquele que indica a acção de Deus no ritmo da vida, sem se preocupar com os “ respeitos humanos” ou com o “ medo de ofender".

“ Um tipo característico (de sacerdote) tomado pela missão, que rompeu com o estilo de vida e de trabalho centrado só em formas e deveres. Esse tipo (sacerdote profeta) caracteriza-se pela forte irrupção do divino na vida humana e mortal, segundo a lei da porta aberta; faz valer, com iniludível conseqüência, Deus, sua Palavra e seus desejos sem se preocupar com a própria honra e o próprio bem estar, para conduzir a história e as pessoas à realização dos planos de Deus,em vista da nova margem dos tempos”.


Fami e Paulo

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Padre Kentenich na minha vida (6)


Decorria o ano de 1958, eu tinha 23 anos e pertencia à JFS. Fiz uma viagem de nove dias, atravessando o Oceano Atlântico para conhecer o fundador do Movimento de Schoenstatt que eu seguia desde os 14 anos. Nessa época não era comum uma jovem universitária viajar para um país tão longe.
Foi uma aventura deixar a cidade de Estugarda para ir aos EUA encontrar um sacerdote alemão que só conhecia através de livros. Acabei por ficar por lá. Trabalhei como secretária do Padre Kentenich durante três anos (a1958 a 1961).


Viajei com uma amiga até chegarmos ao Santuário de Milwaukee. A ideia era esperar. Aí pedimos à Virgem Maria que nos enviasse o fundador. Mas, como eu fiquei intranquila, saí para caminhar. Disse à minha companheira que se o fundador chegasse, deveria chamar-me. Não me dei conta que ao sair, já o Padre kentenich chegava pelo outro lado do Santuário. Ele não permitiu que a minha amiga fosse chamar-me sozinha, mas disse que íam os dois. Isso significou muitíssimo para mim. Foi no dia 10 de Agosto de 1958. Nunca mais o esquecerei.
Impressionou-me muito o Padre Kentenich, porque era uma pessoa muito próxima, muito cordial, sensata, muito nobre, que atraía. Tinha uma grande simplicidade, ajudava a todos, preocupando-se com todas as suas necessidades materiais e espirituais. Um traço característico do fundador era que este sabia unir de forma harmoniosa o natural com o sobrenatural. Vivenciei nele um sacerdote muito paternal.

Encontrei um Pai e um Educador. Um educador que respeitava o seu educando e a liberdade deste, dando só início ao processo pedagógico, depois de ter crescido uma relação de confiança recíproca; observava muito antes de intervir e deste modo penetrar profundamente no processo da educação. O Pe. Kentenich educava, sobretudo, mediante o testemunho de vida; o que transmitia, vivera inteiramente. O Pe. Kentenich não é schoenstattiano; ele é Schoenstatt.
Ir.Petra - Milwaukee - EUA

O dia da ordenação sacerdotal do Padre Kentenich



Celebra-se hoje o jubileu (centenário) da ordenação sacerdotal do nosso Pai e Fundador, Com efeito, no dia 08 de Julho de 1910 o Padre José Kentenich recebia na Casa Missionária de Limburgo das mãos de Dom Henrique Vieter, Bispo dos Camarões a sua ordenação sacerdotal.
José Kentenich chega assim ao dia que mais ansiava desde a mais tenra infância. O seu primeiro grande objectivo de vida, estava alcançado, a partir deste dia era sacerdote.
Para colocar na lembrança que ofereceu neste dia, o Padre Kentenich escolheu a seguinte oração:

“Concede, ó meu Deus, que todos os espíritos se unam na verdade e todos os corações no amor.”

Na margem inferior estavam impressas as palavras: “Coração de Jesus, eu confio em Vós!” e “Doce Coração de Maria, sede minha salvação!”.

Verdade e amor são os valores fundamentais pelos quais lutou e sofreu durante a juventude e os estudos. Na conjunção harmoniosa dos dois encontrara, concedida por Maria, a solução dos seus longos e duros combates. As frases gravadas na lembrança da ordenação sacerdotal são como que um prelúdio do seu futuro.
A verdade e o amor tornam-se o fundamento de sua vida e a força sustentadora da sua fundação. As invocações na lembrança da ordenação dirigem-se às duas pessoas, cuja indissolúvel unidade José Kentenich anunciará toda a vida: Jesus e Maria.
A mãe de José, oferece-lhe uma grande cruz de madeira com a inscrição:
“Querido José! Esta cruz é o presente de tua mãe pela tua ordenação.”
O Pai e Fundador escolhera como título do seu Programa de Vida a frase: “Quem quer ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
Estas palavras vão determinar a sua vida futura. A cruz é o símbolo de eleição e seguimento fiel de Cristo.
Ao celebrar o jubileu de prata (25 anos) da sua ordenação sacerdotal, o Padre Kentenich confessa perante a Família de Schoenstatt:

“Sim, também sei e confesso, com alegria, que existem poucas vidas sacerdotais tão singularmente abençoadas como a minha o foi. Mas digo igualmente: o que surgiu, o que surgiu através de mim, o que surgiu através dos senhores, surgiu através da nossa querida Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.”

Pode-se perceber que o Padre Kentenich considerava sua ordenação sacerdotal como uma doação de si mesmo a fim de tornar-se propriedade de Deus, para o serviço exclusivo a Deus e às almas. De uma observação que ele fez no dia da sua primeira missa, a um amigo de Juventude em Gymnich, pode-se perceber isto mesmo:
“De agora em diante, esquece-me! Não quero ser senão um instrumento nas mãos de Deus para a realização dos desígnios divinos de salvação.”

Este trabalho foi elaborado com excertos dos livros “Anos Ocultos do Padre José Kentenich” e “Padre José Kentenich – Uma vida pela Igreja”.

Fami e Paulo

Dia de graças especiais

1 0 0  Anos

da

Ordenação

Sacerdotal

do Padre

José Kentenich





quarta-feira, 7 de julho de 2010

A vida à volta do Santuário


Estamos em tempo de férias, ou quase! Por isso, cada dia que passa, o "Centro Tabor" ganha mais movimento e dinamismo. Mencionamos as actividades destes últimos dias, algumas das quais vão poder ouvir algo mais detalhado numa próxima oportunidade.

A Campanha da Mãe Peregrina reuniu com os coordenadores para apresentar os projectos para o próximo ano, nomeadamente a dinâmica da Mãe Peregrina das Crianças, da Pastoral dos Doentes e o Projecto de Coroação de todas as Imagens Peregrinas.

Os ensaios para a Missa da Sé foram acontecendo. Amanhã será o "ensaio geral". Vamos cantar na missa das 21 horas.

O Ramo das Mães elegeu a sua Dirigente Diocesana. A nova equipa já está formada. Os nossos parabéns. Em breve, esperamos ter uma fotografia destas mães que se colocam ao serviço do Ramo.

A Equipa Nacional da Obra das Famílias esteve reunida no Centro Tabor para projectar o trabalho dos próximos tempos.

A Creche Jardim de Maria realizou mais um almoço. Como estavam muitas pessoas que não conhecem Schoenstatt, foi apresentado um vídeo sobre o Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Círculo de Adoração do Santuário Tabor Matris Ecclesie esteve de retiro.

A Pastoral do Santuário tem uma nova equipa. No próximo dia de peregrinação, dia 18 de Julho, as duas equipas vão fazer um trabalho em conjunto.

Três grupos das Mães tiveram retiro no passado sábado, como preparação para a Aliança de Amor. Foi algo diferente e motivante, pelos ecos que fomos ouvindo.

Oito mães do 2º Grupo da União das Mães de Lisboa também estiveram de encontro no nosso Centro Tabor. Prometeram-nos escrever algo para este espaço. Ficamos a aguardar.

Durante toda a semana os Cruzados de Lisboa acamparam junto à Casa Sião. A alegria fez-se ouvir!

O grupo da JFS, "Sorrisos de Maria" tive o último encontro de preparação para a Aliança de Amor a celebrar no próximo sábado.

As equipas de jovens da JFS e JMS, que organizarão a peregrinação a pé até à Sé, reuniram-se para acertarem todos os pormenores. Estão todos com muito entusiasmo.

No passado domingo, tivemos a alegria de acolher crianças e pais da catequese da paróquia de Prazins - Guimarães. Depois da Santa Missa puderam confraternizar neste espaço que muito lhes agradou.

Um grupo de ciclistas de todas as idades chegou também no passado domingo para descansar, recuperar forças e seguir viagens. No Santuário puderam também buscar forças espirituais.

Os peregrinos imigrantes já visitam este lugar de graças e paz. Sejam bem-vindos!

Neste momento estão 400 doentes a rezar o terço no salão e em seguida vão ter uma actividade dinâmica.

Nos próximos dias muito se vai passar por este bocadinho de terra:
Amanhã será a Missa dos 100 anos da Ordenação do nosso Pai e Fundador, às 21 horas.
Vamos ter Aliança de Amor de alguns casais.
Sábado, partimos daqui a peregrinar até à Sé de Aveiro.
À noite teremos Aliança de Amor da Juventude Feminina.
Durante a próxima semana teremos as V Férias Diferentes, com uma participação muito acima do previsto.
Vida gera vida! É preciso estar "dentro"!
MP


Padre Kentenich e os tempos antes da ordenação sacerdotal - IV


Com Maria, o fim das lutas e perspectivas de futuro

Numa conferência, Padre Kentenich revela como superou a escuridão das lutas da juventude:

“Tudo é um dom imensamente grande que o bom Deus me concedeu: o modo de pensar orgânico, oposto ao pensar mecanicista. Foi esta a minha luta pessoal na juventude. Ele permitiu que eu experimentasse o que hoje abala o ocidente, até às suas raízes mais profundas. O bom Deus deu-me uma inteligência clara, devido à qual lutei durante anos contra problemas de fé. A preservar a minha fé, durante todos aqueles anos, foi um profundo e singelo amor a Maria. Na verdade, o amor a Maria confere sempre este modo de pensar orgânico. As lutas terminaram quando fiquei sacerdote e consegui criar, formar e configurar o mundo que trazia em mim. O constante cismar foi sanado pela vida comum de cada dia. É por isso que compreendo tão bem a alma moderna e tudo o que provoca tantas desgraças no ocidente. A quem devo tudo isto? É, sem dúvida, o grande presente do alto, da Mãe de Deus. Com a doença, pude experimentar também, amplamente, na própria carne o remédio.”

José Kentenich não atribui a superação das suas lutas a conhecimentos intelectuais. Fala de um “profundo e singelo amor a Maria” e do término das lutas “quando fiquei sacerdote e consegui criar, formar e configurar o mundo que trazia em mim”.

“Ao longo destes anos, a alma manteve um relativo equilíbrio, graças a um profundo amor pessoal a Maria”, explica o Padre Kentenich referindo-se às lutas da juventude: “As experiências que vivi nesse tempo, levaram-me a formular mais tarde a frase: A Mãe de Deus é, por excelência, o ponto de intersecção entre o aquém e o além, entre a realidade natural e a realidade sobrenatural”.

Ele encontrou segurança no profundo amor a Maria. Porém, é justo perguntar: como pôde o amor a Maria ajudá-lo a superar os conflitos existenciais e intelectuais?
O Pai e Fundador reconhece que a razão, por si, não oferece segurança absoluta ao conhecimento humano. Recorda, então, um acontecimento que lhe dera segurança e abrigo: a consagração a Maria, experiência que acompanha e marca toda a sua vida. Certeza inabalável, que nenhum argumento pode refutar. Reafirma, algumas vezes, que a vinculação a Maria prevaleceu durante os anos de estudo.
O amor a Maria foi para ele uma experiência essencial que o ajudou a superar o abismo intelectual. Maria transmite certeza e segurança na fé.

José Kentenich não encontra a garantia da fé em argumentos, mas no plano existencial. O amor a Maria transmite-lhe, a nível do subconsciente, um equilíbrio psíquico que lhe dá segurança. Não é de esquecer que vive, desde a consagração aos oito anos, da experiência que Maria é a sua verdadeira mãe.
“O que as pessoas não podiam dar-me, foi-me concedido directamente por ela (Maria).” As confrontações intelectuais dos estudos não apagaram nele esta experiência. Mais tarde poderá dizer:

“Nunca, na minha vida duvidei da Mãe de Deus”.

(Excertos do livro "Os anos ocultos do Padre José Kentenich 1885 a 1910).


Confio em teu poder e em tua bondade
Em Ti confio com filialidade
Confio cegamente em toda a situação
Mãe em Teu Filho e em Tua protecção.

Fami e Paulo

terça-feira, 6 de julho de 2010

Padre Kentenich e os tempos antes da ordenação sacerdotal - III


E se o Padre Kentenich não tivesse sido ordenado?

Antes de escrevermos sobre o modo como o Padre Kentenich, superou a “crise” por que passou antes da sua ordenação, vamos falar sobre um outro episódio que poderia ter alterado por completa toda a vida do nosso Pai e Fundador.

"Quando em 1909, imediatamente antes da profissão perpétua, recebe a notícia de que não fora admitido, este isolamento, em que se via reduzido a si mesmo, atinge uma certa culminância. Padre Kolb, então Reitor da Casa de Limburgo e membro do conselho provincial, descreve este momento, sem dúvida dramático para José Kentenich, a quem a notícia apanha totalmente de surpresa:
“José Kentenich, entretanto, fizera a primeira, a segunda e a terceira profissão e em 1909, devia ser admitido à profissão perpétua. Eu, como Reitor, não tinha quaisquer reservas e também não as escutara de ninguém. No entanto, quando chegou a vez dele na reunião do conselho provincial, foram levantadas sérias reservas a seu respeito. E o resultado da votação foi três votos contra e dois a favor. Estava decidida a não admissão à profissão perpétua e com ela a demissão.
No dia seguinte, mandei chamar José e perguntei: Já soube o resultado da consulta? A resposta foi breve: Sim. O que pensa dele? Condução de Deus. O que pretende fazer agora? Primeiro terminar meus estudos secundários. Via-o na minha frente, magro, pálido e doentio, mas apesar de tudo um pouco seco. Vieram-me as lágrimas aos olhos e disse-lhe que por enquanto, não fizesse nada.
Naquela altura, a personalidade de José Kentenich amadurecera ao ponto de alcançar esta soberana serenidade e liberdade interior. “Condução de Deus”. Não era a primeira, nem seria a última experiência de contingência que o faria abandonar-se inteiramente nas mãos de Deus e inclinar-se, cegamente, ante um misterioso desígnio divino. A esta, ainda seguiriam muitas provas. Muitos acontecimentos ainda o desafiariam a entregar o mais caro, se Deus o quisesse. Seu caminho à verdadeira liberdade foi marcado pelo abandono à vontade de Deus, mesmo quando ela parecia incompreensível.
A decisão negativa do conselho provincial significava um impedimento absoluto do acesso ao sacerdócio e normalmente, era irrevogável. No entanto, após quatro semanas, Padre Kolb obteve a convocação de uma nova reunião do conselho provincial. Conseguiu convencer um dos membros do conselho, de que o jovem José fora julgado injustamente e fazê-lo mudar de opinião.
A votação da nova reunião resultou numa maioria a favor da admissão do candidato José Kentenich. A acta da reunião do conselho provincial de 24 de Agosto de 1909, constata, brevemente a nova decisão: um dos consultores que dera voto negativo, explicou que o motivo principal do seu voto era errado, que o retirava e que dava voto positivo a José Kentenich. Ficaram assim três votos a favor e dois contra."

Assim, Padre Kentenich pôde fazer a profissão perpétua e seguir decidido no seu caminho até chegar ao seu grande objectivo: ser sacerdote.

(Excerto do livro "Os anos ocultos do Padre José Kentenich - 1885 a 1910).

Fami e Paulo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Padre Kentenich e os tempos antes da ordenação sacerdotal - II



O problema da verdade e as lutas de fé

A “análise metafísica” (doutrina da essência das coisas) de José Kentenich desenvolve-se progressivamente e transforma-se num autêntico e angustiante “anseio pela verdade”. Por isso, ele se caracteriza como “fanático da verdade”. Estes conceitos que usam mostram que não domina o anseio pela verdade, mas que, de certo modo, é dominado por ele. Sobre o cenário de fundo desta predisposição e desta evolução, um incidente, aparentemente insignificante, podia assumir consequências graves e desencadear uma série de perguntas. No início do noviciado, encontra um coirmão mais velho, cujas capacidades intelectuais despertam o seu interesse e apreço e com o qual faz amizade. No entanto, descobre nele uma fraqueza, devida aos ricos dotes de sua fantasia. Este coirmão tendia a exagerar e a faltar à verdade. Numa conversa em Milwaukee, Padre Kentenich conta a estudantes de teologia que aquele coirmão sabia falar brilhantemente sobre coisas dogmáticas, mas também era vítima das mentiras da sua fantasia. Tal facto despertava-lhe dúvidas:

“Por amor de Deus, ele é capaz de falar brilhantemente de Dogmática, mas acreditará no que está dizendo? Acreditará que o que diz é verdade?
Padre Kentenich explica assim o que se passava no seu interior:
“A isto se juntava minha singular atitude ante a vida. Se a pessoa sofre, justamente por causa desse tipo de problemas, se é um fanático da verdade, que não só defende, em todo o lugar, até ao extremo, a verdade e está pronto a dar tudo por ela, mas que, além disso, quer ter em tudo uma segurança metafísica, está sempre inclinada a observar a vida. E as coisas insignificantes que acontecem a todos nós, acarretavam para mim, humanamente falando, uma série de problemas.”

As primeiras dúvidas emergem, não a partir da doutrina, nem dos estudos, mas a partir da vida. O problema da verdade, que surge na sequência destas lutas, não sobrecarrega somente a razão, como problema puramente intelectual, mas abrange toda a pessoa de José Kentenich. Mergulha no estudo. Os problemas tratados na filosofia moderna, tocam exactamente, o ponto que mais tarde, designa como “cerne” de suas lutas: “a verdade existe? E como pode ser conhecida?”
O objecto das confrontações não era, “de modo nenhum, uma verdade isolada”, afirmará mais tarde, “a questão era a possibilidade em si de conhecer a verdade: Existe, afinal, uma verdade? Tratava-se, portanto, do cepticismo que, no tempo da minha juventude, estava muito divulgado no mundo dos intelectuais”.
O Padre Kentenich, anos mais tarde confessará:

“Eu sou um daqueles que tiveram muito que lutar na vida, nos anos da juventude e no meu caso foram lutas de fé. O bom Deus deu-me uma inteligência extremamente aguda, por isso foi-me tão difícil acreditar em tudo”.

Noutra ocasião, refere numa conferência:
“Sabem, as luta da minha juventude foram difíceis, foram terríveis lutas de fé. E estas vão bem mais fundo que as lutas morais, porque abalam o fundamento”.
O caminho de José Kentenich durante os estudos superiores em Limburgo foi marcado por esta imensa carga física e psíquica. Naqueles anos, a experiência de solidão atinge um grau dificilmente imaginável. Entre os estudantes não encontra um interlocutor capaz de compreender a problemática que o ocupa. Mais tarde contará que, após uma aula, alguns colegas zombavam da matéria de filosofia moderna que fora apresentada. Ele se assustou, porque tomou consciência de que não haviam captado a gravidade da situação. Entre os professores, relativamente jovens e de formação insuficiente, o Pai e Fundador também não encontrava com quem discutir suas perguntas e problemas.

“Em toda a minha juventude tive que travar minhas lutas sozinho. Não havia ninguém que pudesse mostrar-me algo”.

Como será que todos estes problemas foram resolvidos?
Excerto do livro "Os anos ocultos do Padre Kentenich". 
(Continua)

Fami e Paulo

domingo, 4 de julho de 2010

1 semana para a Aliança de Amor


No dia 3, às 21:30h, a casa Padre Kentenich foi invadida por sorrisos!
Querem saber porquê?
O grupo "Sorrisos de Maria" da JFS, do qual eu faço parte, teve o último encontro de preparação para nossa Aliança de Amor.

Sorrisos de Maria

Nessa noite, as nossas conhecidas risadas não provinham apenas do facto de não nos vermos há algum tempo. Não! Agora elas provinham também da ansiedade que já se sente pela aproximação nosso grande dia - o dia 10 de Julho de 2010!
Às 23 horas estivemos em vigília com a Mãe. É nos momentos de introspecção que melhor podemos olhar para nós mesmas e tentar responder a perguntas que, com o nervosismo do inicio da noite, pareciam não ter resposta. Foi assim que no silêncio pudemos reflectir e avaliar a nossa posição a uma semana da Aliança de Amor. 
Depois do chá e bolachas tivemos uma noite calma. 
O dia 4 contou com pequeno-almoço às 9h (e ainda dizem que estamos de férias!). Depois da oração da manhã, a Irmã Paula falou-nos da Aliança de Amor como uma renovação individual do nosso baptismo, e como inserção na Aliança de Amor que o Padre Kentenich selou com a MTA. Também pudemos falar acerca do ideal da JFS, Primavera Sagrada, Tabor do Mundo, e de como ele surgiu. 
O resto da manhã foi mais uma vez reservado para a nossa preparação pessoal. Aqui pudemos reflectir acerca da história de 11 anos do nosso grupo, as etapas pelas quais passámos e pelas quais ainda queremos passar, e decidir acerca daquilo a que nos iremos comprometer individualmente para receber as virtudes da Aliança de Amor. 
Estivemos presentes na missa que havia sido preparada por um grupo da União das Mães de Lisboa que também esteve naquela casa no fim-de-semana. Finalmente almoçámos! Sim, porque a análise e reflexão de nós próprias dá bastante fome! 


A tarde foi reservada para os preparativos para a nossa cerimónia, que se vai realizar no próximo dia 10 pelas 21h no Santuário.
Estamos preparadas! Os propósitos, as reuniões, as visitas ao santuário, e os sorrisos que damos umas às outras sempre que podemos são os pequenos pormenores que farão desta uma conquista de enorme importância!  
Cada uma de nós está pronta para dizer: Pertenço ao Amor, vim do Amor e vou para o Amor.  


Inês Vilarinho - Sorrisos de Maria  

Padre Kentenich e os tempos antes da ordenação sacerdotal

Fotografia de José Kentenich enquanto estudante

Do livro “Os anos ocultos do Padre Kentenich – Infância e Juventude (1895-1910), escolhemos alguns excertos que nos mostram os tempos que antecederam a ordenação do Padre Kentenich, numa fase da sua vida marcada por “lutas internas”, que chegaram inclusive a colocar em risco a sua ordenação sacerdotal.

“Os anos de Limburgo (Seminário onde estudou o Pai e Fundador) foram marcados por experiências de contingência que José Kentenich mais tarde, resume, sob o título “lutas da juventude”. Empregava muito raramente o termo “crise” para se referir a este período, embora noutros contextos o utilizasse bastante e ele descreva adequadamente esta fase da sua juventude.
As lutas da juventude estenderam-se de 1904 a 1910. Numa carta, José Kentenich chega a mencionar “dez duros anos”, que começaram com o noviciado e terminaram mais ou menos com o início da actuação sacerdotal em Schoenstatt. Trata-se, portanto, do período que antecedeu imediatamente o início da sua actuação de fundador. Mais tarde, comenta, em carta, “que uma forma de actuar, de viver e de operar deste tipo, que se manifesta repentinamente” como aconteceu “na realidade nova que surgiu em Schoenstatt, não seria possível sem um profundo crescimento preliminar na mesma linha”.
A única testemunha deste amadurecimento pessoal é o próprio Padre Kentenich. Sem as anotações dos anos de estudo de um diário (1908/1909) e seus testemunhos, não saberíamos nada sobre este período. A primeira alusão a ele, encontra-se numa carta de 1916 ao seu aluno José Fischer, Prefeito da Congregação Mariana, que enfrentava dificuldades pessoais, no campo de batalha. Para despertar a confiança do jovem e consolá-lo nas lutas interiores, Padre Kentenich recorda suas próprias experiências, ainda recentes.

“(…) Mas tudo isto parece muito frio e teórico. Permita que retire um pouco o véu do meu passado. Desde o meu ingresso no noviciado até à minha ordenação sacerdotal e pouco depois dela, enfrentei continuamente as mais tremendas lutas. Nem o menor vestígio de sentimentos de felicidade e de satisfação. O meu director espiritual não me compreendia e o sustento espiritual era fraco, devido à orientação doentia, racionalista e céptica, do meu modo de pensar. Foram terríveis lutas interiores e exteriores, quero dizer, intelectuais e a elas ainda se juntaram sofrimentos físicos. Talvez mais tarde lhe conte um pouco mais sobre tudo isto. Se eu não tivesse passado por este processo de crescimento totalmente anormal, não poderia ser para vocês o que, devido à minha posição, devo ser e me esforço por ser. “

Qual foi o motivo destas lutas, o que as desencadeou?
Padre Kentenich explica que “as lutas da juventude, que começaram, com precisão matemática, com o meu ingresso no noviciado e antes não existiam, eram necessariamente de carácter intelectual”.

(Continua)

Fami e Paulo

sábado, 3 de julho de 2010

100 Anos de Ordenação Sacerdotal


Esta cruz foi oferecida ao jovem Padre José Kentenich, pela sua mãe, no dia da sua ordenação sacerdotal, com a inscrição: "Querido José! Esta cruz é o presente da tua mãe pela tua ordenação!"

Inscrição em alemão

Actualmente esta cruz encontra-se na Casa Padre José Kentenich, no Monte de Schoenstatt. No passado mês, na festa do encerramento do Ano Sacerdotal, e ao mesmo tempo comemoração dos 100 anos da Ordenação Sacerdotal do Pe.Kentenich, esteve presente na Igreja dos Peregrinos no vale de Schoenstatt.

No próximo dia 8, às 21 horas, celebraremos o Jubileu da Ordenação Sacerdotal do nosso Pai e Fundador no Santuário.
No dia 10, festejamos os 100 anos da sua Missa Nova na Sé de Aveiro, às 16 horas. Partida do Santuário às 13 horas, a pé.
MP 

Fotos: Galeria do site internacional

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Juventude Feminina e o Pai

A uma semana da Peregrinação a pé até à Sé de Aveiro, onde iremos festejar os 100 anos de Ordenação Sacerdotal do nosso Pai e Fundador, deixamos estas imagens do encontro que a Juventude Feminina de Aveiro teve com o Símbolo do Pai, no passado mês de Abril.

Que estas imagens sejam um incentivo à participação de toda a JFS neste marco tão importante deste Ano Jubilar, que foi também o Ano Sacerdotal.





Vê-mo-nos todas dia 10!
AMB

"O amor é uma força que une e assemelha!" P.K.


Há imagens que não devemos comentar. Esta é uma delas!


 

JMJ2011 - Um Blogger no seminário


Carlos tem um blog na internet (http://www.voypacura.blogspot.com/) que cada mês recebe numerosas visitas. É ali que todas as semanas dá conta das suas inquietudes e coloca à disposição dos internautas as suas vivências que, como o nome do blog indica, giram em redor da sua vocação. Este jovem de 26 anos está no último ano de Teologia em Barcelona (Espanha) e explica que a JMJ que se celebrou em Toronto em 2002 tem parte da "culpa" para tal. Quando se inscreveu naquela peregrinação, apenas pretendia passar uns dias divertidos e fazer turismo com os seus amigos. Acabou por ser muito diferente do que esperava, ainda que reconhece que gostou imenso.

No início da vigília de oração, um dos eventos centrais da JMJ, que teve lugar em Toronto, decidiu aproximar-se das cercas que ladeavam o caminho que o Papa percorreria entre os jovens. Quando chegou a um dos pontos onde passaria o papa-móvel, subiu à estrutura de metal e olhou para a frente. "Primeiro apareceu o veículo a uma velocidade muito lenta, talvez devido a qualquer movimento que teve que fazer por causa da posição das cercas. Impulsivamente gritei: Santo Padre!". Em seguida, o papa virou-se para os jovens e "deu-me um olhar profundo, ao mesmo tempo me abençoava com a sua mão." "Eu não tenho dúvida de que ele dedicou a sua atenção por alguns segundos a olhar para mim", diz Carlos com a recordação de que já nessa época João Paulo II se encontrava doente.
Foi quando veio à sua mente uma ideia que há muito o perseguia: o sacerdócio. "Se o papa se entregou a Deus a este ponto, o que posso eu fazer por Deus e pela Igreja?", questionou-se. Naquele momento, "caíram por terra todas as minhas desculpas, e, pouco tempo depois, com a ajuda de um bom padre, começava a minha preparação para o sacerdócio."

Tudo o que aconteceu nessa JMJ está gravado na memória de Carlos. Olhando para trás, ele é capaz de dizer hoje que "desde aquele momento em que decidi aceder ao convite que Deus me fez que a minha felicidade é completa, constante e crescente."

Até agora, este seminarista participou na Jornada Mundial da Juventude de Paris, Toronto, Colónia e Sydney. Agora, ele quer ir a Madrid e depois narrar a sua experiência no seu blog. "Isto vai significar muito trabalho árduo e muitos sacrifícios para poupar e poder participar, mas estas sempre foram experiências que valeram a pena", ressalta.

Do site oficial das Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid2011. Agora em português:

O maior apostolado: ADORAÇÃO perpétua!

Tabernáculo do Santuário de Aveiro

Hoje, os que fazem parte do Círculo de Adoração do Santuário do Centro Tabor têm o seu encontro anual. São cerca de 60 mulheres e homens que dedicam tempo ao apostolado mais importante: adoração a Jesus Eucarístico. Diariamente, todos os 7 dias da semana, o tabernáculo do Santuário de Aveiro abre as suas portas para estes momentos de encontro mais próximo e real com Jesus. Nestas horas de adoração Irmãs de Maria e leigos apresentam, constantemente, as aflições e intenções da Igreja e do mundo, concretamente as que são escritas num caderno que se encontra no Santuário.

A Adoração Perpétua foi constituída pelo Pe. José Kentenich no Natal de 1929, com as palavras: “Eu  presenteio-lhes o Filho, Jesus no tabernáculo. A partir da santa missa da meia-noite as portas do tabernáculo permanecerão abertas”. E as portas do tabernáculo jamais foram fechadas. Schoenstatt é desde essa hora, ininterruptamente, 24 horas por dia, um lugar de adoração perpétua. O Pe. Kentenich estava consciente de que o apostolado deve ser fruto de um grande amor a Deus; ele sabia que uma obra apostólica necessita de mãos que se erguem para rezar, louvar e adorar a Deus vivo, se quiser tornar-se fecunda.

Capela da Casa das Irmãs Adoradoras em Schoenstatt

No Instituto das Irmãs de Maria existe a comunidade das Irmãs da Adoração no Monte de Schoenstatt, que têm como tarefa principal a adoração. Vivem junto à Igreja da Santíssima Trindade, mais conhecida como Igreja da Adoração. Na capela da sua casa, o tabernáculo está aberto as 24 horas por dia. Elas recebem, diariamente, pedidos de todo o mundo através do telefone, de cartas ou e-mails, os quais são distribuídos por cada Irmã que garante a oração nessa intenção. Em filiais mais pequenas, existem Irmãs de Maria Adoradoras noutros países. Algumas das quais têm a oportunidade de - por um tempo determinado - fazerem adoração no Santuário Original. De três em três anos, três Irmãs de Maria de um outro país vivem no vale e fazem parte do Círculo de Adoração do Santuário Original.
MP

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Padre José Kentenich - Paternidade Sacerdotal


"O padre é chamado a ser “pai para um povo”. Conhecemos o pensamento do Padre Kentenich sobre o papel do pai a formação da personalidade e na configuração do mundo. Seguindo seu pensamento, podemos temer que tempos sem “pai” possam tornar-se “tempos sem Deus”. Ele nos ensinou que quando perdemos o sentir filial não damos a Deus a oportunidade de desenvolver seu traço essencial que é a “actividade paterna”. “O que o nosso tempo mais necessita é uma corrente de filialidade em direção ao pai”.
Esta tarefa cabe sobretudo aos sacerdotes a quem toca ser pontes naturais até Deus.
Eles têm a missão de salvaguardar a figura do pai a partir de sua paternidade espiritual... Esta preocupação aos poucos vai dando lugar à confiança ilimitada na Providência, ... ajudando-os a descobrir que a paternidade sacerdotal é aquilo que dá sentido e fundamento à vida e missão do padre, segundo João Paulo II, que convidou os sacerdotes a “aprofundar esta verdade misteriosa de nossa vocação: a paternidade espiritual, que é uma característica de nossa personalidade sacerdotal e que expressa precisamente sua maturidade apostólica e fecundidade espiritual”.

O que fazer para que esta mensagem profética do papel de pai e, consequentemente da necessidade da paternidade sacerdotal do Padre Kentenich chegue ao máximo possível de sacerdotes? Certamente há muitos meios, mas apontamos apenas um: tratar nossos padres nas Paróquias e no Movimento com sua verdadeira identidade paterna! Sejamos próximos, sejamos amigos, sejamos família, mas tratemos de dar ao sacerdote o lugar que é dele e do qual ele, às vezes, sai por nossa própria culpa. Tenhamos gestos filiais diante daqueles que, em nossas famílias e em nossa Família Paroquial, devem ser a imagem visível do Pai - Deus."

Fonte: http://www.maeperegrina.com.br/. Trabalho publicado pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt, com o título "Tu és Sacerdote eternamente".

Fami e Paulo
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