sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Juventude Feminina de Aveiro - Parte I

Rainha e Vencedora no Reino da Juventude.


Tudo começa no ano de 1960, quando o já saudoso Padre Domingos convida algumas jovens para formarem um grupo de Juventude Feminina.

Padre Domingos

Nessa altura o Movimento ainda não estava implantado na Gafanha da Nazaré. Havia apenas um enorme desejo e uma grande força de vontade para que isso viesse a acontecer. As jovens aceitam o convite e formaram-se dois grupos que se reuniam com alguma frequência. À medida que os anos passaram, os elementos que compunham os dois grupos foram crescendo, casando e a Juventude ficou adormecida…
Anos mais tarde, depois de muito esperar, sonhar e acreditar, o Movimento começou a ganhar outras raízes; irmãs e padres vieram para a Gafanha da Nazaré na tentativa de encontrar Homens que quisessem “nascer” de novo. E encontraram!
Algumas raparigas receberam um convite, por parte da Irmã Iracema, para terem reuniões onde se falava “de uma tal Nossa Senhora de Schoenstatt e de um padre alemão”. Como era de Nossa Senhora que se tratava, “apesar de esta ter um título difícil de pronunciar”, e como as reuniões eram na casa da Dona Luz (“senhora de confiança!”), elas aceitaram o convite. Assim, o primeiro encontro como Juventude Feminina de Schoenstatt deu-se a 22 de Agosto de 1976, na Casa Sião.


Primeiro Encontro da Juventude Feminina de Schoenstatt. 22 de Agosto de 1976, na Casa Sião.

Ainda sem lar, a recém formada Família de Schoenstatt sentia necessidade de ter um lugar onde pudesse rumar e onde, futuramente, estivesse edificado o Santuário. Surgiu então a ideia de se construir um nicho no local onde se pretendia erguer o Santuário. O nicho seria o local da presença espiritual da nossa Querida Mãe e, por isso, também o local que nos unia mais como Família. A ideia tornou-se realidade e o nicho foi inaugurado no dia 22 de Maio de 1977.

Inauguração do Nicho, 22 de Maio de 1977.


A Família ganhou assim o seu lugar onde rumar. Um lugar onde pôde rezar, sonhar e selar as suas Alianças de Amor.

Poucos meses depois da inauguração no Nicho, são seladas as primeiras Alianças de Amor da Juventude Feminina. Tiveram lugar no dia 16 de Outubro de 1977, pelos grupos Alicerces de Maria e Apóstolas do Pai Fundador.


Primeiras Alianças de Amor da Juventude Feminina.


No dia 21 de Maio de 1978, um ano depois da inauguração do Nicho, realizou-se a primeira grande peregrinação desde a capelinha existente na Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré, até ao Nicho. Nesta peregrinação participaram cerca de 400 pessoas do Movimento e peregrinos, que nesse dia testemunharam a coroação da imagem da Mãe no Nicho como Rainha e Vencedora no Reino da Juventude. (Esta coroa foi roubada, sendo que mais tarde voltou a aparecer.)


Coroação da imagem da Mãe no Nicho como Rainha e Vencedora no Reino da Juventude.



Ana Margarida Bola


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Maria



“Serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis.” (Is 58, 11)




A primeira mulher do Movimento de Apostólico de Schoenstatt


“Esta quase infinita fecundidade do ramo feminino de Schoenstatt deve-se em primeiro lugar aquelas que pela sua modesta grandeza feminina literalmente se consumiram. Estou a pensar sobretudo em Gertraud von Bullion…
Cheio de respeito me curvo perante a sua grandeza.”

Padre Kentenich

Livro editado em português,
traduzido pelo Pe. Manuel Ribeiro Alves




Gertraud von Bullion é uma mulher que teve de abandonar os caminhos da sua vida anteriormente traçados. Muitos deles foram mesmo contrariados. Isto não a abateu. Ela aceitou a cruz da sua vida como chamamento e vocação e deu o seu sim: a resposta do amor. Em Deus, ela amadureceu para a perfeição e como personalidade.

Gertraud von Bullion descende de uma família nobre da alta burguesia.
Uma condessa, nascida para governar, decide-se pelo servir. Este servir, não é prejuízo para ela, mas o seu caminho de auto-realização no amor a Deus e ao próximo. Uma condessa, dotada de grande talento musical e com capacidade de liderança, decide-se pela ajuda materna e fraterna, como enfermeira da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial, em enfermarias repletas, e numa lavandaria de hospital, serviço que lhe faz contrair o bacilo fatal duma doença incurável.

Uma condessa, que participa na vida social da sua classe: gosta de teatro, joga ténis, faz viagens. Contudo opta pela vida consagrada a Deus no meio do mundo, no espírito dos conselhos evangélicos. Decide-se por uma vida de amor e de imitação de Cristo, conduzida pela mão da Mãe de Deus na comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt.

O nome Bullion não é desconhecido em Portugal, porque é o nome da linhagem a que também pertencia Santo António de Lisboa, Fernando de Bulhões, a quem a família de Gertraud venerava como o “primo Santo”…

CONVITE: Liga das Famílias inicia actividades


Clicar na imagem para ampliar

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Campanha da Mãe Peregrina da Liga das Famílias da Diocese de Aveiro

Mãe e Rainha Três Vezes admirável de Schoenstatt



QUE A MÃE DE DEUS ABENÇOE A TODOS

«É um apostolado mariano, uma visita de Maria às nossas famílias. É como se Nossa Senhora quisesse sair do seu Santuário, caminhar pelas estradas da Diocese de Aveiro e visitar os seus Filhos»
É neste espírito, e inserido no Ano Jubilar, que nós, Liga das Famílias, de alguma forma, estamos vinculados à Campanha da Mãe Peregrina; queremos que a Mãe do Céu entre na casa das Família, e as faça sentir que estão na corrente de graças deste Ano Jubilar.
«A fecundidade do Jubileu depende não só de Deus, mas também da nossa resposta, da forma como acolhemos o convite, de como nos inserimos na corrente de graças», como referiu o Padre José Melo.
As graças que Deus nos quer dar este ano passam pela vinculação que cada família dará à visita da Mãe Peregrina. Por isso, é muito importante que em cada semana, cada dia, quando Nossa Senhora estiver de visita às nossas casas, a possamos receber como um momento de graças.
Gostaríamos que esta imagem, ao passar nas nossas casas, fosse a resposta aos desafios que assolam o mundo e de modo especial as famílias, e que a Mãe de Deus abençoe a todos.
Como Família Portuguesa do Pai, queremos, neste Ano Jubilar, as graças de:
1 Família (ser Família de Nazaré)
1 Pai (oração pela Beatificação Pai Fundador)
1 Missão (Levar a Mãe às nossas casas)

Liga das Famílias Aveiro

Uma semana em Jubileu!

Logótipo do Jubileu dos 50 anos de Schoenstatt em Portugal

Do Santuário já brotam muitas Graças

Hoje faz uma semana que se deu a abertura oficial do Ano Jubilar

Ao olhar para a semana que passou vemos, com muita alegria, que a Mãe levou a sério o compromisso que com Ela fizemos, pois do Santuário já brotaram muitas Graças. A primeira delas deu-se no passado dia 16, com uma Consagração de Vida celebrada com uma missa festiva. Durante a homilia, o Pe. José Melo relembrava que estas consagrações de vida são uma renovação de três Alianças: a Aliança Baptismal, a Aliança com a Igreja (serviço) e da Aliança de Amor com a Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. A alegria, e também a surpresa por este acto tão simples e grandioso, estava estampada no rosto dos que participarem deste acto solene.

Vela e Aliança para a cerimónia de Consagração de Vida.

E porque Schoenstatt tem a sua fonte na Aliança de Amor com a MTA no Santuário, foi com alegria que, no dia 18, a nossa Família aumentou em número e especialmente em riqueza. A Joana, uma jovem de Vagos, deu o seu “Sim” à missão de Schoenstatt, entregando-se à MTA. Este foi um momento muito esperado e que floresceu da semente lançada no seu coração durante as missões jovens deste ano na Moita, nas quais ela participou.

Joana, na celebração da Aliança de Amor.

E por último, mas não menos importante, no passado dia 19 a Dona Madalena, do Ramo das Mães, viu o seu Santuário-Lar tornar-se realidade com a Santa Missa celebrada, no local ,pelo Pe. Carlos Alberto. Que a MTA abençoe o seu lar e distribua graças em abundância a partir daí, especialmente no sentido da missão desse Santuário-Lar.

Padre Kentenich, num Santuário-Lar.

Como vemos, temos uma responsabilidade acrescida! Não podemos falhar com a nossa parte do compromisso!


Irmã Paula & Ana Margarida

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Interior do Santuário está a ser pintado

Santuário em Obras


Hoje e amanhã o interior do Santuário está a ser pintado. O trono da Rainha MTA tem um outro ambiente à sua volta. Serenamente, Ela permanece vendo e agradecendo todos os trabalhos para que o seu lar se torne ainda mais bonito e acolhedor para os filhos que vão ao seu encontro. A Santa Missa de terça-feira será celebrada no salão.

domingo, 20 de setembro de 2009

Capital de Graças do ano Jubilar

Capital de Graças do Jubileu
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JUNTOS ARDEMOS PELA MESMA MISSÃO

Esta é a foto do Capital de Graças do Ano Jubilar, que estará em cada Santuário ou em casa de cada schoenstattiano, até 18 de Abril de 2010. Pretende-se que todos rezem a oração do Jubileu, oferecendo, como símbolo desse gesto, um pedaço de vela.
Com as contribuições ao Capital de Graças de todos, será feita uma grande vela para cada Santuário, que terá a expressão JUNTOS ARDEMOS PELA MESMA MISSÃO.
Após as celebrações de 18 de Abril de 2010, o Capital de Graças será reunido numa única vela, para ser enviada para o Santuário Original.

Dia da Aliança. dia 18



Conhecido no mundo de Schoenstatt por Dia da Aliança - pois foi num dia 18 que o Padre Kentenich e um grupo de jovens rapazes selaram a primeira Aliança de Amor com Maria (18/10/1914) -, o dia 18 de cada mês é marcado, um pouco por todo o mundo, pela Missa da Aliança.
Para além de todo o simbolismo que envolve a também denominada Missa do Dia 18, esta teve um sabor especial pois foi a primeira deste Ano Jubilar (na diocese de Aveiro) e nela se selou mais uma Aliança de Amor.
Deixamos aqui o testemunho da Joana Rodrigues Santos, que foi quem selou a sua Aliança.

Ontem, 18 de Setembro, o dia da Aliança foi para mim mais especial que todos os outros.
Foi o dia da minha Aliança de Amor, o dia em que me entreguei nas mãos da Mãe para ser Seu instrumento!
Tomei a decisão de me incluir na Aliança de Amor selada pelo Pai Fundador a 18 de Outubro de 1914 e sei que foi a melhor decisão que poderia ter tomado.
Posso afirmar que foi maravilhoso. Tão maravilhoso que se torna difícil de explicar, pois a sensação de proximidade com a nossa Mãe é tão grande que é impossível de descrever.
Foi para mim um momento marcante e cheio de emoção que jamais esquecerei!

Joana Rodrigues Santos

Como podemos ver, a nossa querida MTA não perdeu tempo e já nos está a presentear com muitas graças neste Ano Jubilar!

Ana Margarida Bola

sábado, 19 de setembro de 2009

ENTREVISTA AO SR. BISPO DE AVEIRO

D. António Francisco durante a homília.

Abertura Oficial do Jubileu 2010 - 15/09/2009

Aproveitando a presença do Sr. Bispo de Aveiro, na abertura do Jubileu 2010, no passado dia 15 de Setembro, fizemos-lhe uma pequena entrevista, que agora aqui reproduzimos. Para quem assistiu à Missa, é um reforçar das ideias que o Sr. Bispo transmitiu na sua homilia. Para quem não teve oportunidade de estar presente, ao ler esta pequena entrevista, fica com uma ideia bastante precisa, da importância que é atribuída no seio da nossa Diocese, ao Santuário e ao Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Uma palavra de agradecimento ao Sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco, pela amabilidade e gentileza, que teve para connosco.

– A sua homilia já disse praticamente tudo, mas gostaria, que nos dissesse, como Pastor máximo diocesano, qual a importância que atribui ao Santuário do Movimento de Schoenstatt, no âmbito da Diocese de Aveiro.

– O Santuário de Nossa Senhora Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt foi declarado aqui em Aveiro um Santuário diocesano. Tem portanto esta referência de uma presença mariana no coração da Diocese e ao mesmo tempo duma dimensão que quer alargar-se a toda a Diocese e a partir daqui tornar-se um itinerário, diria obrigatório para os cristãos no espírito da vivência eucarística mariana e que eu gostava que fosse também um itinerário de oração pelas vocações. Por outro lado, a presença e a existência deste Santuário de Nossa Senhora de Schoenstatt, é também uma afirmação de que connosco, temos os sacerdotes deste Movimento e o Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Esta presença da vida consagrada à sombra deste Santuário, é um dom e uma graça de Deus. Em terceiro lugar, existe um trabalho pastoral que irradia deste Santuário, quer no ramo das famílias, quer dos jovens, quer das mães e portanto todo o bem que daqui irradia, que aqui nasce, torna este Santuário uma referência de renovação pastoral e de intensificação da vida espiritual da nossa Diocese.
Nesse sentido constitui uma grande bênção para toda a Diocese, mais ainda, o Santuário é um lugar de peregrinação de muita gente. Nas várias vezes e são muitas que tenho vindo aqui rezar, encontro sempre pessoas em oração que aqui acorrem no silêncio discreto das suas vidas, trazendo momentos de súplica, de acção de graças, ou também transportando consigo o peso da cruz e situações de provação e de sofrimento. O Santuário torna-se assim um lugar necessário e obrigatório onde se respira este ar sobrenatural, onde se acolhe a bênção de Deus e se toca de perto esta presença materna da Mãe.

– É portanto uma bênção, uma graça para a Diocese de Aveiro, ter nas suas terras este Santuário e este Movimento Apostólico?

É uma grande graça para a Diocese de Aveiro, que é uma Diocese jovem, tem 70 anos, e que tem uma presença da devoção mariana, como todas as terras do mundo cristão, concretamente das terras de Santa Maria em Portugal. Mas, concretamente este Santuário, pela sua colocação geográfica, na centralidade do espaço diocesano e pela facilidade de acesso, pela existência de duas comunidades religiosas à beira do Santuário torna-se um dos Santuários de grande referência na nossa Diocese. Para lá do Santuário de Santa Maria de Vagos, é certamente este local que mais gente atrai e ao mesmo tempo donde irradia uma espiritualidade que atinge e vai ao encontro de mais pessoas. Por isso a declaração do meu antecessor, o Sr. D. António Marcelino ao declarar este Santuário como diocesano, compreende-se perfeitamente, porque ele é um lugar de peregrinação, de procura e de bênção para muita gente e que daqui se derrama por toda a Diocese. Queríamos que daqui irradiasse também o carisma do Pai Fundador e 50 anos depois se anunciasse por todo o lado esta boa nova que brota da mensagem do Padre José Kentenich, neste dia em que falamos, é o centenário da sua ordenação sacerdotal. Gostaria que este Santuário fosse neste ano sacerdotal também um local de procura para os sacerdotes, de tempo de oração, de encontro com Deus, deste sentido da bênção materna de Maria e que também aqui se rezasse diariamente pelas vocações sacerdotais que são tão necessárias na nossa Diocese e pela fidelidade dos nossos sacerdotes que é o lema deste ano, “Na fidelidade de Cristo a fidelidade sacerdotal”.

– Contámos com a presença do Sr. Bispo hoje na abertura deste Jubileu, vamos ter ainda, pelo menos, mais duas datas em que vai estar presente, já no próximo dia 18 de Outubro, na peregrinação diocesana e depois já em 2010 numa peregrinação que será feita daqui, deste Santuário, até à Sé Catedral em Aveiro. Vai portanto existir uma ligação íntima, quer pessoal da parte do Sr. Bispo, quer de toda a Diocese, nestas comemorações destes 50 anos de presença do Movimento de Schoenstatt em Portugal?

O Santuário de Schoenstatt conta hoje com a minha presença aqui, como contará sempre e ao mesmo tempo a Diocese conta com a bênção que da Mãe Admirável, daqui irradia para toda a ela. É uma comunhão muito íntima e um sentido muito filial do Bispo da Diocese em direcção à Mãe de Deus e também um pedido de protecção materna da Mãe, para o Bispo e para toda a diocese.

– Só para terminar, o Sr. Bispo já conhecia o Movimento Apostólico de Schoenstatt, antes de ser Bispo de Aveiro?

– Já conhecia o Movimento de Schoenstatt antes de ser Bispo de Aveiro, quer da minha Diocese de origem (Lamego), quer da Diocese de Braga, onde existe também um Santuário de Schoenstatt.

A Equipa de Divulgação de Aveiro do Jubileu 2010.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hoje, 18, Missa das Famílias


(...)
Depois de um tempo de oração e de meditação, no dia 18 de Outubro de 1914, o Pe. Kentenich propôs aos jovens uma “ideia secreta e predilecta”. Convidou-os a pedir a Nossa Senhora que se estabelecesse espiritualmente naquele lugar. Neste “pacto” e “aliança”, eles deviam “atraí-la” através de provas de amor, de esforços pela auto-educação e de um forte espírito apostólico.
A presença de Maria deveria ser avaliada por uma santidade da vida diária, por uma vida de seguimento heróico ao Senhor e à Sua vontade. Estes oferecimentos, "méritos" na linguagem da Igreja, são simbolicamente chamados pelos jovens “contribuições ao capital de graças”.
Expressão desta relação de aliança com Nossa Senhora, é a oração – compromisso:

“Mãe, Nada sem Ti, nada sem nós”.

É novamente dia 18; e de novo é Dia da Aliança; e, com isto, teremos a renovação da Aliança de Amor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PADRE JOSÉ KENTENICH: Notas Biográficas - 2

Padre Kentenich com o Papa Paulo VI

“Pai, o nosso coração no teu coração
O nosso pensar no teu pensamento,
A nossa mão na tua mão.
A tua missão é a nossa missão.”


Iniciadas já as comemorações do Jubileu de Schoenstatt em Portugal, como Família Portuguesa do Pai, devemos rezar assiduamente esta oração, que renova a nossa Aliança com o Pai Fundador, também com a intenção de que a canonização do Padre Kentenich se torne uma realidade a curto prazo.

“O Padre Kentenich, cujo processo de canonização está em curso, foi um verdadeiro educador da fé, um pedagogo genial, um mestre espiritual de raro nível. Teve, além disso, uma clarividência de profeta que lhe permitiu ler os “sinais” do seu tempo e intuir a nova idade que estava a nascer e para a qual apontou rumos pastorais seguros. Soube discernir, como poucos o fizeram, os erros fundamentais do seu tempo, corporizados principalmente nas ideologias nazi e comunista. Foi “mártir” no sentido amplo do termo, como testemunha de Cristo, que soube aceitar a cruz, sofrendo os horrores do campo de concentração de Dachau e, conhecendo mais tarde, o exílio nos Estados Unidos, forçado a desligar-se da Obra apostólica que estava a construir. Esta decisão, proveniente de altas instâncias eclesiais, não abalou a sua inquebrantável fidelidade à Igreja e a sua confiança na Divina Providência. E o grande apóstolo teve a consolação de ver reconhecida pelo Papa Paulo VI a sua Obra e de ser autorizado a regressar à Pátria, onde, volvidos poucos anos de intensa actividade, viria a falecer, com fama de santidade”.
Este excerto transcrito do livro “Padre José Kentenich”, de Hernán Alessandri, que foi seu discípulo, servem de introdução à história da vida deste grande sacerdote e homem, que vamos desenvolver ao longo das comemorações deste Jubileu.
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Fami e Paulo

Abertura Oficial do Ano Jubilar

Graças em abundância para este Ano Jubilar


No passado dia 15 de Setembro deu-se a abertura oficial do Ano Jubilar, com 4 Celebrações Eucarísticas a decorrer, em simultâneo, nos 4 Centros de Schoenstatt do nosso país (Braga, Porto, Aveiro e Lisboa). Esta iniciativa pretende ser mais um passo para a fortificação dos laços entre a Família Nacional, que tem o mesmo Pai Espiritual que sempre viveu uma grande Missão.


D. António Francisco


Presidida por D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, a eucaristia, no Centro Tabor, contou ainda com a presença de outros padres, que directa ou indirectamente estão ligados ao Movimento Apostólico de Schoenstatt. Destacamos a especial presença do Padre Miguel Lencastre, um dos maiores impulsionadores deste Movimento na nossa diocese, que com o seu testemunho iluminou ainda mais esta celebração festiva.



Padre Miguel Lencastre


Pode-se dizer que um dos pontos altos desta bonita celebração teve lugar junto ao Santuário, onde os dirigentes dos diferentes Ramos e Institutos do Movimento agradeceram à Mãe Três Vezes Admirável as graças recebidas nos anos passados e pediram graças em abundância para este Ano Jubilar.


Para além da presença do grande número de pessoas, gostaríamos ainda de destacar, e agradecer, a presença da irmã do Padre Miguel, a Sra. Dona Margarida Lencastre, também ela grande responsável pela presença do Movimento de Schoenstatt em terra portuguesa.

Não menos importante, agradecemos a presença do Sr. Presidente da Câmara de Ílhavo, Eng. Ribau Esteves.




Ana Margarida Bola

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FAMÍLIAS: Igrejas Domésticas

Liga das Famílias de Aveiro e Coimbra no Santuário das Famílias
Peregrinação a Schoenstatt - Agosto, 2008


.A Liga das Famílias da Diocese de Aveiro agradece a Deus Trino o dom da vida e as inúmeras graças concedidas à nossa Família, por intermédio de Maria, nossa Mãe.
Querido Pai, dá-nos a graça jubilar de transformar as nossa Famílias em “pequenas Igrejas Domésticas”, concede-nos a tua bênção e une-nos ao teu coração de Pai, para que sejamos Famílias Santas.


Noite Jubilar



Depois de clicar no play, clique na imagem do vídeo para ver em tamanho maior.

Emanuel Almeida

Início das Actividades da JMS

Acampamento de 2005 na Gafanha da Nazaré



Foi no passado fim de semana que a Juventude Masculina de Schoenstatt iniciou oficialmente as actividades para este ano jubilar.

Na nossa querida Casa Sião decorreu o encontro que começou na tarde do dia 11 de Setembro, que após a oração inicial no Santuário, teve uma tarde de "futebolada". À noite estivemos a recordar as nossas memórias com relatos sobre o nosso acampamento (realizado entre 26 de Julho e 2 de Agosto em Cortez, Talhadas) e sobre a ida a Schoenstatt de um grupo de 6 cruzados que fizeram a sua promessa de Pioneiro no Santuário Original (de 4 a 12 de Agosto). Durante o encontro participaram mais de 20 elementos da JMS.

No dia 12 de Setembro começámos o dia com um tema para escolher o Lema da JMS para este ano jubilar. Depois de muita discussão e votação, encontrámos um ideal para a Juventude:

"Unidos ao Pai, Celebra a tua Fé"

Este Lema vai acompanhar-nos durante o Jubileu e guiar-nos espiritualmente nas nossas vidas.


Pedro Lopes

Pequena entrevista com o Padre Miguel


O Sangue de Mártires Fecunda a Seara
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O Padre Miguel Lencastre, que ontem também celebrou os 50 anos do anúncio de que seria presbítero, não podia deixar de estar presente na abertura do Jubileu dos 50 anos da entrada de Schoenstatt em Portugal. E fê-lo após o regresso de Friburgo, na Suíça, onde aconteceu essa decisão. Ali se havia deslocado para celebrar com colegas data tão marcante para a sua vida.
Ontem, na eucaristia presidida por D. António Francisco, apresentou o testemunho da caminhada de fé, com destaque para a recordação, ao jeito intimista, da descoberta da sua vocação, há meio século. No final, ouvi-o, ainda, para o levar até aos seus amigos, schoenstattianos e não só.

- Que espera deste Jubileu?
- Um jubileu é sempre um ano de graças; não é só um ano festivo, mas vai ser um ano muito abençoado.

- Como assim?
- Sabemos isso através da Bíblia, em que houve jubileus muito abençoados. É o que nós esperamos para este ano.

- Será um ponto de partida?
- Vai ser um ponto de partida para uma fase de grandes esperanças. E o Ano Sacerdotal, curiosamente, coincidente com os 100 anos do nosso Pai Fundador, será, para o nosso Movimento, uma nova primavera.

- O Movimento passou por períodos difíceis…
- Claro. O nosso Movimento tem sido muito provado, um pouco por todo o lado, ao longo dos tempos, mas eu tenho a certeza de que, com este impulso do Ano Jubilar, tudo vai melhorar.

- Os cristão também foram e são perseguidos…
- O sangue dos mártires fecunda a seara.

D. António Francisco abre Ano Jubilar de Schoenstatt

Padre Miguel e D. António Francisco


Saibamos ser exemplo do espírito que daqui irradia


“Na expressão da gratidão da diocese, quero deixar a alegria de hoje iniciarmos as celebrações jubilares e vivermos este ano com particular entusiasmo, tornando mais divulgada a mensagem que daqui recebem, cada vez mais centralizada na peregrinação daqueles que procuram a serenidade, a paz e o silêncio na oração, no encontro, no acompanhamento espiritual, nesta presença do louvor perene a Jesus Cristo, solenemente exposto em adoração”, afirmou ontem, 15 de Setembro, na homilia celebrada no santuário diocesano, em ambiente de festa, D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro.
Concelebraram padres do Arciprestado de Ílhavo e outros, directa ou indirectamente ligados ao Movimento Apostólico de Schoenstatt, sendo de assinalar a significativa participação do Padre Miguel Lencastre, “uma das referências maiores da presença de Schoenstatt na nossa diocese ”, como sublinhou D. António.
Referindo que uma das expressões maiores do carisma de Schoenstatt é a valorização da causa da família, D. António Francisco lembrou que, “se em algum momento foi importante este serviço, se foi oportuno este zelo e esta dedicação, são, certamente nestas circunstâncias e no nosso tempo, mais preciosos e apreciados estes valores”.
Dirigindo-se às famílias, o Bispo de Aveiro pediu-lhes que saibam ser exemplo do “espírito que daqui irradia”, testemunhando com coerência “o amor abençoado no mundo e sinal transformador da sociedade do nosso tempo”. A Igreja aveirense "confia-vos essa missão e agradece-vos este testemunho”, referiu D. António.
Com o salão cheio de membros e amigos do Movimento de Schoenstatt, de Aveiro e de outras zonas ligadas a este santuário da nossa diocese, onde se venera Nossa Senhora – Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt –, a eucaristia, presidida por D. António Francisco, foi marco importante da abertura do Jubileu dos 50 anos da entrada daquele Movimento Apostólico na nossa diocese e em Portugal. Mas o prelado aveirense lembrou, com oportunidade, que todos ali estávamos, ainda e fundamentalmente, “pelo anúncio do Evangelho e pela causa do Evangelho, abençoados por Maria”, para agradecer ao Senhor e a todos quantos, ao longo destes 50 anos, deram vida a este santuário e a este centro, “com a sua generosidade, com a sua dedicação e com o seu testemunho”.
Louvou os que souberam fazer convergir para aqui “os seus pés de peregrino”, irradiando a devoção a Nossa Senhora, sendo “presença abençoada de Deus, neste doce encanto de Maria Mãe Admirável”. E acrescentou: “Sejamos dignos de todos quantos, ao longo do tempo, aqui afirmaram o testemunho da sua fé, da sua dedicação e da sua consagração.”

Fernando Martins

Estamos oficialmente em ANO JUBILAR!


Durante os próximos dias ligue-se ao nosso blog e saiba como decorreram as celebrações de abertura deste Ano Jubilar.

Fique atento e deixe os seus comentários!

A Equipa de Divulgação do Jubileu, Diocese de Aveiro.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Homenagem da Liga das Famílias da Diocese de Aveiro ao Pai Fundador



É a minha pátria,
a minha terra de Schoenstatt


Nascido em Gymnich, Alemanha, a 18 de Novembro de 1885, virá a entrar em 1906 na Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallottinos). Dois anos depois da sua ordenação sacerdotal, é nomeado em 1912 director espiritual do Seminário de Schoenstatt, onde veio a fundar o Movimento Apostólico, que daí recebeu o nome.
Perseguido pelo regime nacional-socialista, foi preso e passou vários anos no campo de concentração de Dachau. Após o fim da guerra, dedicou-se a fomentar o crescimento do Movimento noutros países. Faleceu em 15 de Setembro de 1968, depois de ver a sua Obra examinada e finalmente aprovada pela Sé Apostólica. Sobre o seu túmulo está gravada a inscrição: Dilexit Ecclesiam (Amou a Igreja).
Numa época dolorosa da sua vida, preso num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, o Pe. Kentenich escreveu versos cheios de esperança, uma visão desse mundo novo. Façamos momentos de silêncio interior, para que estas palavras ressoem profundamente no nosso coração.


Conheces aquela terra, tão cálida e familiar,
que o Amor Eterno edificou para si;
onde corações nobres pulsam na intimidade
e alegres no sacrifício se aceitam mutuamente;
onde acolhendo-se uns aos outros,
ardem e flúem até ao coração de Deus,
onde com ímpeto brotam torrentes de amor
para saciar a sede de amor do mundo?
Conheces aquela terra, cidade de Deus,
que o Senhor construiu para si:
onde reina a veracidade
e a verdade domina e triunfa;
onde as santas normas da justiça
determinam o que se faz e o que se omite;
onde o amor une os corações e os espíritos
e o Senhor e Mestre empunha o ceptro?
Conheces aquela terra, preparada para o combate,
acostumada à vitória em todas as batalhas:
onde Deus se desposa com os fracos
e os escolhe como instrumentos;
onde todos confiam heroicamente n'Ele,
não se fiando nas próprias forças;
e estão dispostos a entregar por amor,
com júbilo, o sangue e a vida?
Eu conheço essa terra maravilhosa;
é o prado do sol, nos esplendores do Tabor,
onde Nossa Senhora três Vezes Admirável
reina no meio dos seus filhos predilectos
e retribui fielmente todos os dons de amor
manifestando a sua glória
e uma fecundidade ilimitada:
É a minha pátria, a minha terra de Schoenstatt.

A Liga das Famílias da Diocese de Aveiro, quer com este gesto prestar uma simples homenagem ao nosso Pai Fundador: Pe. José Kentenich.

Unidos em Aliança,
São e Carlos Pedro

A Páscoa do Padre José Kentenich, Fundador do Movimento de Schoenstatt




15 de Setembro de 1968


O dia 15 de Setembro provoca em mim uma série de recordações, pelo que vivi há 41 anos atrás. Fiz parte do grupo de estudantes dos Padres de Schoenstatt que viu ao Pai Fundador pela última vez com vida, pouco antes do dia 15 de setembro. A saúde do Pai vinha se deteriorando e as Irmãs de Maria cuidavam dele com bastante atenção e zelo. Devido a nossa peregrinação a Cambrai (França), seguindo as pegadas de José Engling, pedimos para saudar ao Pai e receber a sua benção.

P. Alberto Eronti

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Padre Rubens: Notas Biográficas - 2

Padre Rubens numa vigília de Natal



Dos primeiros contactos com Schoenstatt
até Prior da Gafanha da Nazaré


O primeiro trabalho do Padre Miguel, no Brasil, como presbítero, foi na Universidade Católica de São Paulo, onde entrou como capelão em Janeiro de 1967. A oportunidade surgiu quando a universidade procurava um capelão. Os seus responsáveis manifestaram o desejo de ter um capelão do Instituto dos Padres de Schoenstatt, no qual o Padre Miguel ingressou, depois de ordenado presbítero, em 1966. E essa oportunidade é logo aproveitada pelo Padre Miguel, que se oferece para ali exercer o seu múnus sacerdotal.
Em São Paulo, com o Padre António Lobo, abre um Lar para Estudantes Universitários, que o jovem Rubens passa a frequentar. Entretanto, o Padre Miguel regressa à Europa em Dezembro de 1968, ficando no Brasil o Padre Lobo.
No contacto com o Padre Lobo, o primeiro padre português a ingressar no Instituto dos Padres de Schoenstatt, e o primeiro, também, a fazer a Aliança de Amor, o jovem Rubens descobriu a sua vocação, já ligado ao Movimento.
Sentiu que Deus o chamava a ser sacerdote para se dedicar ao trabalho de Educação Juvenil. Parte, então, para Schoenstatt, na Alemanha, onde ingressa no noviciado do Instituto dos Padres de Schoenstatt, seguindo estudos universitários na faculdade de Teologia de Münster.
Com o diploma de Teologia, volta ao Brasil, passando pela Gafanha da Nazaré, onde trabalhavam os Padres do Instituto.
Antes, porém, aquando da sua ordenação como diácono, uma “embaixada” da Gafanha da Nazaré vai participar na cerimónia, “com o fito de o catequizar para vir trabalhar para a paróquia”, recorda o Padre Miguel Lencastre. É ordenado presbítero em 12 de Agosto de 1978. Em 1979 frequenta um curso de Pastoral na Alemanha, após o qual entra como coadjutor na paróquia da Gafanha da Nazaré, passando a desempenhar o cargo de prior em 1982.

Fernando Martins
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