quarta-feira, 30 de março de 2011

3º Domingo da Quaresma 2011


Fonte da água que jorra a vida eterna

"Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: "dá-me de beber", tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!"
(Evangelho de São João, 4)

Mensagem:

“Estamos, pois, diante de um quadro que representa a busca da vida plena. Onde encontrar essa vida? Na Lei? Noutros deuses? A mulher Samaritana dá conta da falência dessas “ofertas” de vida: elas podem “matar a sede” por curtos instantes; mas quem procura a resposta para a sua realização plena nessas propostas voltará a ter sede. É aqui que entra a novidade de Jesus. Ele senta-se “junto do poço”, como se pretendesse ocupar o seu lugar; e propõe à mulher Samaritana uma “água viva”, que matará definitivamente a sua sede de vida eterna (vers. 10-14) […]. O texto define, portanto, a missão de Jesus: comunicar ao homem o Espírito que dá vida. O Espírito que Jesus tem para oferecer desenvolve e fecunda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de amar sem medida. Eleva, assim, esses homens que buscam a vida plena e definitiva à categoria de Homens Novos, filhos de Deus que fazem as obras de Deus. Do dom de Jesus nasce a nova comunidade”.
(Texto do guião "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011" da Diocese de Aveiro)


"Tu és a água viva, Senhor Jesus. És a única água que mata as sedes que tenho.
Sede de amor e de ternura, porque estou cansado do abandono e da solidão.
Sede de misericórdia e perdão, porque já pesam demais as minhas culpas.
Há uma água que só Tu, Jesus, podes dar. Água que dá sabor à vida."
(Excerto do livro Rezar na Quaresma)

Fami e Paulo

terça-feira, 29 de março de 2011

Com Maria até à cruz

Novo Horário das Celebrações no Santuário


COMUNICADO


A Pastoral do Santuário Tabor da Mãe da Igreja, na Diocese de Aveiro informa que vamos realizar uma alteração no horário das Missas que se celebram da parte da tarde. Vamos ter “Horário de Verão” e “Horário de Inverno”, de acordo com o fim-de-semana em que existe mudança de hora, o que ocorre todos os anos nos Meses de Março e Outubro. Assim teremos:

A partir do dia 2 de Abril, Sábado, as Missas são celebradas às 18 HORAS.

Os outros programas, nomeadamente a Oração do Santo Terço e a Bênção do Santíssimo Sacramento serão também uma hora mais tarde do que é habitual.

A Pastoral do Santuário

(Para mais pormenores consultar as informações em "Vida do Santuário" na parte lateral direita deste blogue.)

segunda-feira, 28 de março de 2011

JMJ-SCHOENSTATT Madrid2011

Queres saber mais sobre o nosso encontro JMJ-SCH (Jornadas Mundiais da Juventude - Schoenstatt) em Madrid? Então só tens que entrar no site oficial:

Juventude Feminina e Masculina



Juventude Feminina



Juventude Masculina


domingo, 27 de março de 2011

Concerto do Padre João Paulo Vaz - 03 de Abril de 2011


Padre João Paulo Vaz:

Padre na Diocese de Coimbra, João Paulo Vaz nasceu no dia 24 de Janeiro de 1970, em Coimbra, embora as as suas origens o remetam para Semide, Miranda do Corvo.
Dá entrada no Seminário de Aveiro em 1985.
No ano de 1986, surgem as primeiras composições musicais, manifestando-se, de imediato, a opção pela autoria aos dois níveis: letra e música.
Em 1987, no Seminário Maior de Coimbra, que começam a surgir, com mais regularidade, intensidade e quantidade, as composições que marcaram o seu percurso musical. Muitas das canções hoje usadas pelo autor e publicadas são desse tempo de Seminário Maior, que vai de Outubro de 1987 a Julho de 1994.
Em Março de 1995, é ordenado sacerdote e nomeado Coordenador da Animação Religiosa do Colégio de São Teotónio, onde ficaria a leccionar também.
No mês de Janeiro de 1996, é nomeado Assistente Espiritual do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil.
Em Novembro de 2000, recebe a responsabilidade da Assistência Regional do Corpo Nacional de Escutas na Região de Coimbra. Em Novembro de 2002 é nomeado pároco de Outil e, em 2007, de Portunhos e Bom Sucesso. Em Setembro de 2008, deixa o colégio de São Teotónio e em Outubro assume a Paróquia da Sanguinheira e a Capelania do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, na Tocha. Em Outubro de 2010 deixa a responsabilidade da Pastoral Juvenil Diocesana e assume a Paróquia da Tocha.
Como se percebe facilmente, o ambiente pastoral em que passa todos estes anos de sacerdócio é o juvenil e o da formação humana e espiritual dos mais jovens. Neste sentido, as suas músicas orientam-se, na sua totalidade, para a auto-validação da pessoa humana, a capacidade de amar essencial à vida, a relação com os outros, a relação com Deus, o sentido da santidade e da perfeição.
É assim que, ainda hoje, continua a compor, numa clara opção por pôr a render os seus talentos musicais ao serviço da promoção da pessoa humana e da evangelização.
São cerca de 250 as suas composições, que deixam perceber também o seu percurso de crescimento pessoal e interior, em claras fases distintas, ao longo destes quase 20 anos.


Os Concertos do Ambão:

Os "Concertos do Ambão" são uma proposta inovadora e nova no projecto de evangelização pela música do Padre João Paulo Vaz.
A par com os concertos de auditório e ar livre que continua a realizar, surge esta oferta de um concerto orante, a partir do seu 4º trabalho de originais - "Um Pedacinho desse Céu" - em ambiente calmo e de recolhimento, como são as Igrejas e Capelas ou outros espaços de culto.
Os "Concertos do Ambão" pretendem ser uma partilha e uma oração: é do Ambão que a Palavra é proclamada e partilhada; é diante dele que é assumida e respondida em oração.
Integrando simplesmente quatro músicos, este é um concerto possível para qualquer espaço de culto. Sendo orante, é também possível para qualquer número de pessoas.

No próximo Domingo 03 de Abril de 2011, por apenas "3 violas", venha assistir ao concerto do Padre João Paulo Vaz, porque ao mesmo tempo vai ajudar a Creche Jardim de Maria.
Junte o útil ao agradável e venha passar uma excelente tarde de Domingo.

Procure os ingressos na Creche Jardim de Maria ou na Casa Padre Kentenich.
Irmã Cristina, Fami e Paulo

sábado, 26 de março de 2011

Peregrinação Anual da Família de Schoenstatt a Fátima


É ainda no espírito do Jubileu dos 50 anos de Schoenstatt em Portugal que recentemente celebrámos que todos somos convidados a participar em mais uma Peregrinação da Família a Fátima.
Este ano, retornando ao formato de 3 dias de caminhada e à semelhança de anos anteriores, partiremos da Praia do Salgado, um pouco a sul da Nazaré, em direcção a Fátima, passando pelas cidades históricas de Alcobaça e Porto de Mós.
Fica então o desafio a darmos tempo para nos deixarmos surpreender pela criatividade de Deus Pai que nos quer falar ao coração.
A peregrinação vai ter lugar nos dias 6, 7 e 8 de Maio de 2011 e quem pretender inscrever-se deve fazê-lo através do site http://www.peregrinacaodafamilia.org/ até ao dia 17 de Abril de 2011. 
A inscrição tem que ser mesmo feita on-line.


Para a Família das Dioceses de Aveiro e Coimbra, pedimos a quem se inscrever na Peregrinação o favor de informar o respectivo chefe de ramo, afim de podermos tratar atempadamente da logística.

Padre Carlos Alberto, Fami e Paulo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Atelier sobre o Padre Kentenich - Chamado à Missão


Realiza-se hoje, dia 25 de Março de 2011, o terceiro atelier dedicado ao Pai e Fundador, Padre José Kentenich.
O tema deste mês será “Chamado à Aliança” e terá como base a continuação da análise do livro “Um Fundador, um Pai, Uma Missão”.
Como forma de convite, deixamos em traços gerais, um resumo do atelier de Fevereiro que teve como título “Chamado à Missão”.
Este atelier, foi apresentado pela Irmã Cristina que numa breve introdução, nos inseriu no tema.
Em seguida, foram constituídos cinco grupos de trabalho, cabendo a cada um dos grupos, a análise de uma etapa da vida do Padre Kentenich.

Um dos grupos de trabalho

O primeiro grupo analisou a infância do Pai e Fundador.
Da proposta de trabalho, retirámos a seguinte frase:
“Vemos na vida do Padre Kentenich, como Deus o preparou desde a infância para a sua grande missão:
Deus elege com amor o fraco, o pequeno, o insignificante. A opção preferencial de Deus, pelos pequenos e humildes, é uma constante em toda a história da salvação.
Na minha vida, encontro algum acontecimento que assinala a escolha que Deus me fez para participar na missão de Schoenstatt?”
O segundo grupo teve como tarefa, estudar a Missão, através da fase da vida do Pai e Fundador em que ele vai para o orfanato de Oberhausen e é consagrado pela sua mãe, à Mãe de Deus.
“A solidão interior que tocava a almas do pequeno José, passa a ser também uma experiência exterior, com a sua entrada no Orfanato de Oberhausen. O momento marcante neste tempo, foi a sua consagração aos 9 anos. Maria esteve sempre presente em sua vida e a partir desta consagração, o jovem José Kentenich experimenta Maria como Educadora e considera a si mesmo como sua obra e instrumento.
Esta consagração marcou e orientou toda a sua vida. “Ela contém, em germe, toda a espiritualidade de Schoenstatt e antecipa a Aliança de Amor de 18 de Outubro de 1914.
Qual o lugar que o Pai e Fundador tem na minha Aliança de Amor? “

O terceiro aspecto focado foi o caminho de deserto interior. Coube ao terceiro grupo analisar esta questão.
“A experiência de deserto, fortalece no nosso Pai e Fundador, a convicção do actuar da Mãe de Deus em sua vida e que ela o escolhera para uma grande missão.
O seu testemunho:
“Deus conduziu-me desde a minha infância, por caminhos que com toda a razão, poderia qualificá-los “caminhos de deserto”. No deserto cresceu João Baptista e fortaleceu-se na sua vocação de precursor e profeta. Ao rever os anos da minha infância e da minha juventude, até à época da ordenação sacerdotal, descubro que o meu deserto consistiu em não encontrar uma pessoa de uma personalidade tal que pudesse exercer uma concreta e profunda influência sobre mim.”
Olhamos como Deus conduz o Padre Kentenich no crescimento de sua filialidade, preparando-o para assumir a missão da paternidade espiritual.

Outro dos grupos de trabalho

Ao quarto grupo coube analisar a questão “No deserto há um mistério de vida”.
“Tudo o que é grande cresce e amadurece no silêncio.” (Padre Kentenich)
Os acontecimentos na vida do Padre Kentenich, levam-no a um amadurecimento da sua filialidade, a uma filialidade provada.
O nosso Pai e Fundador experimentou uma crise espiritual e problemas físicos. Nestas dificuldades, ele encontrou a solução pelo caminho da entrega total à Mãe de Deus. Reconhece que o amor a Maria cultivado, já na sua infância, agora é para ele apoio e o ponto de equilíbrio de sua personalidade.
As nossas famílias e cada um de nós, muitas vezes somos atingidos por problemas, angústias, depressões, doenças …
Vemos nestas situações um aceno de Deus para sair de nós mesmos, do nosso individualismo e como o Padre Kentenich, entregarmo-nos de corpo e alma, ao serviço de Deus e do próximo?

Finalmente o quinto grupo analisou o tema sob a perspectiva “No deserto há uma nascente”.
“Os dissabores do deserto, fizeram-se presentes na vida do Padre Kentenich, de modo marcante, no seu caminho ao sacerdócio.
A vinculação filial à Mãe de Deus, fortaleceu-o em todos os momentos. Ela conduziu-o da filialidade à paternidade, assim que a sua ordenação sacerdotal, foi o início de uma rica paternidade espiritual.
Ficou tão ancorado em Deus, que se converteu numa rocha, num pontal para todos os homens que se apoiaram nele, num dique contra o qual podiam embater – sem rebentar – todo o caudal dos acontecimentos da história.
Assim, a um mundo cheio de angústias, cheio de medo como o nosso, Deus quis oferecer como luz, como pai, como apoio, um homem que venceu o medo.
“O grande segredo da minha tranquilidade soberana é: eu ter selado a Aliança de Amor.””

Oração final na Sala do Pai

Analisámos assim a Missão do Padre Kentenich e concluímos que Deus escolheu o Padre Kentenich para uma grande missão. O autor do livro que estudamos, destaca os caminhos de Deus nesta escolha e mostra como cada pessoa recebe de Deus uma missão única e irrepetível.

“Não há árvore sem semente, não há rio sem fonte, não há luz sem sol, não há Schoenstatt sem o carisma paternal e profético do seu Fundador.”

O Pai tinha um presente para todos

Fami e Paulo

quarta-feira, 23 de março de 2011

Escola de Música do Centro Tabor - 2

  
CONTINUAÇÃO DO TEMA : MÉTODO ORFF

Começo este artigo, com três depoimentos de alunos que frequentam a nossa escola.

----" A Música para mim é tudo de bom que há no mundo. A Música é arte, faz -nos pensar e por vezes sonhar." (Pedro Faria - 11 anos).

----" Para mim a Música significa mesmo muito!
A Música é talvez a única coisa que me faz recordar memórias e sentimentos que fui acumulando ao longo da minha vida.
Cada letra é uma história do compositor, ou então apenas uma reflexão sobre as experiências vividas de alguém.
Ela está em todo o lado, basta sabermos como utilizar os diferentes sons que a natureza nos proporciona, para sabermos aproveitar todos os momentos que temos reservados para nós.
Na minha opinião a música é a única coisa capaz de me fazer feliz em toda a minha vida, porque, por muitos problemas que eu possa ter, uma nota musical consegue sempre deixar-me com um sorriso nos lábios. No meio do mundo está sem dúvida a música. Em qualquer passo que dê, tenho-a sempre a chamar por mim.
Se é obsessão ou loucura, eu não sei. Mas ninguém pode duvidar que eu amo mesmo a MÚSICA. " (João Paulo - 15 anos)

----" A Música é a razão do meu viver. Acho que eu sem a Música, não era a mesma. Não tinha tanta determinação, nem personalidade.
No meu caso é a guitarra - o instrumento que ando a aprender. Às vezes até falo com ela, para desabafar, quando o dia me correu mal. A Guitarra não fala, por isso, diz sempre que sim. Eu sei que ela não me ouve, mas pelo menos tiro o peso que sentia dentro de mim, o que me deixa muito mais aliviada.
Agora a minha questão é esta: O que seria do mundo sem a Música?
-Seria um mundo triste, sem harmonia, sem alegria, sem festas. Sim, porque festas sem música, NÃO SÃO FESTAS... (Ângela - 14 anos)


Isto é justamente aquilo que se pretende!
Além de já termos falado de Carll Orff. Também nas aulas falamos de Jos Wuytack e Pierre van Hawe - também grandes Mestres na Pedagogia Musical.

Todos eles se baseiam no mesmo conceito: "É necessário haver uma totalidade. Expressão musical e expressão corporal. O Movimento é importante porque dá uma coordenação. A Música introduz-se muito mais no músico quando ele faz movimento. A pessoa é uma totalidade, uma unidade de Espírito e Corpo. Tal como na Filosofia, na música deve haver a linguagem das duas coisas. O Espírito é a música na sua forma teórica (intelecto, raciocínio), mas a música vive-se quando se faz na totalidade : quando a pessoa se exprime verbalmente, quando canta, quando se exprime corporalmente (movimento, dança). As crianças gostam muito do movimento.
Isto significa que: A música deve ser aprendida da mesma maneira que se aprende uma língua. Uma criança aprende a falar através da observação, imitando o que observou posteriormente e mais tarde, começa a interpretar símbolos que representam aquilo que aprenderam através da observação.
Na criança, ela vendo uma música, aprende a tocar e a cantar. A Música na infância envolve muito movimento e ritmo.


A fala é dos factores muito importantes para os nossos Mestres. A transição da fala para o ritmo e do ritmo para a música é o mais natural, PARA A CRIANÇA. O aluno passa da fala para o ritmo corporal (como palmas ou bater dos pés) e destes para aprendizagem de algum instrumento.

Neste contexto o ensino do solfejo é muito rica e existe uma forma específica de o fazer - o utilizar a Escala pentatónica (cinco notas). O uso desta escala é simples e dá plena segurança aos alunos, o que facilita a improvisação. Isto permite à criança usar a sua imaginação e desenvolvê-la.
Para este trabalho, utilizam -se instrumentos de fácil aprendizagem, tais como; os Xilofones, Jogos de Sinos, instrumentos de percussão da mais variada espécie, instrumentos feitos pelas próprias crianças.
Estes instrumentos, oferecem grande flexibilidade para alunos com algum tipo de deficiência. Por exemplo: Um aluno cego, ou mesmo surdo pode tocar qualquer instrumento, devidamente preparado na escala pentatónica.
Esta maneira de trabalhar está espalhada por todo o mundo. INCLUSIVÉ EM PORTUGAL e a nossa escola faz parte desse conjunto.
Neste trabalho mostramos algumas fotografias de alguns instrumentos feitos na escola e que já foram usados em diversos trabalhos musicais.


No próximo dia 14 de Abril, pela 19h - no salão do nosso centro, os alunos da Escola de Música vão apresentar um trabalho, desenvolvendo na prática este modo de trabalhar. Todos estão convidados.

Desejo a todos a continuação de uma boa semana!

Irmã Lúcia

Carta de agradecimento do Padre Miguel Lencastre


Cidade de Recife, março de 2011, iniciada no dia 18 e terminada em 21, no aniversário de um mês da cirurgia.

Aos meus queridos Amigos/as:
Há um mês encontrava-me no Hospital São Camilo. Havia que ser operado de urgência. Um aneurisma de sete centímetros na aorta ameaçava rebentar. Carregava no meu ventre uma bomba traiçoeira que podia explodir em qualquer momento. Aos 82 anos mais uma operação de alto risco! Situação muitíssimo complicada. No entanto, eu estava tranquilo e confiante. Sentia nitidamente que uma Mão Protectora comandava a minha vida e até me incentivava a escrever aos Amigos/as do meu mundo apostólico. Enviei-os nesse 18/fev. uma mensagem assim iniciada:

"Os laços de uma Amizade são emanações Divinas. Não enferrujam nem são corroídos pela traça, mas necessitam de ser cultivados.
Uma doença pode ser motivo para que esses vínculos se manifestem."

E na realidade assim aconteceu. Foram centenas e centenas de pessoas das mais diversas profissões e padrões de vida que se manifestaram. Senti como nunca a força da Amizade e porque não dizê-lo, das Alianças Fraternas, que emanaram nas suas diversas formas, até mesmo realizadas em discrição. Foi uma prova real do seu alto valor e da sua fecundidade. Comprovei-o no grupo de pessoas que mais directamente me apoiou neste processo operatório. E foram bastantes, incluindo o próprio médico, Dr. Roberto, que coordena o bloco dos transplantados, até aos já conhecidos repórteres noticiosos, Eloy e Daniel, sem deixar de mencionar o apoio da minha própria comunidade de Padres.
Na realidade foi impressionante o número de pessoas amigas e de familiares que se manifestaram e apoiaram de modo muito importante, mas peço compreensão se não os cito nominalmente.
A Todos/as, incluindo as várias Comunidades Religiosas, o meu mais profundo e grato agradecimento. Os nossos vínculos de Amizade foram bem reforçados. Agora só vos peço que orientem vossa força de oração no sentido de me ajudarem a dignificar o meu sacerdócio. A mesma força vitoriosa que possibilitou o meu restauro físico esteja agora voltada para o meu restauro espiritual. Quanto mais sublimado o sacerdócio tanto melhor ele poderá exercer a sua missão como representante legítimo de Cristo junto do seu apostolado. O sacerdócio necessita tanto do seu campo apostólico como o apostolado necessita do sacerdote. Deve haver uma mútua e sã dependência para que bom rendimento possa ser atingido.
A corrente dourada que envolve a moldura da imagem acima da Mãe Peregrina quer simbolizar isso mesmo.
Uma Aliança perfeita entre o Sacerdote e o seu apostolado e vice-versa.

Que o ouro da corrente nunca enferruje e que os elos da amizade se mantenham sempre vivos!
Uma prece especial para o povo nipónico e da Líbia que atravessam uma fase muito dura na sua História.
Abraça-vos com muita estima e gratidão e sempre sob a bênção maternal da nossa querida Mãe Rainha,

P. Miguel Lencastre.

PS.: Esta mensagem destina-se a todo o meu apostolado, predominantemente leigo. Procurei utilizar uma linguagem que eles pudessem entender. Mas certamente que também pretendo abranger todos os meus colegas Sacerdotes e Religiosas, do nosso ou de outros Movimentos. Para todos, o meu reconhecimento e gratidão! Peço desculpa de não vos responder pessoalmente, mas de momento ultrapassa minhas forças.

Nota: Um agradecimento especial ao Eloy por nos ter enviado esta carta de agradecimento do Padre Miguel Lencastre. Ao Padre Miguel, um abraço muito especial e a certeza que pode sempre contar connosco.

Fami e Paulo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mãe Peregrina Auxiliar em Coimbra


"FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER!"

"Levem a Imagem da Mãe de Deus e dêem-lhe um lugar de honra nos lares,  assim eles se tornarão pequenos Santuários nos quais a Imagem de graças se manifestará, operando milagres, criando uma Santa Terra e formando santos membros da família…"(Pe. José Kentenich)

NO 1º ANIVERSÁRIO DA SUA IDA A COIMBRA REZAMOS E ACOMPANHAMOS A MÃE PEREGRINA QUE PERCORRE A EUROPA ATÉ 2012.

IGREJA DE S. ANTÓNIO DOS OLIVAIS

DIA 22 DE MARÇO DE 2011 ÀS 21.00 HORAS

A Família de Aveiro está convidada a juntar-se a este momento de graças.
Quem sentir este chamamento, deve comparecer junto ao nosso Santuário, no dia 22, pelas 19h45, para partirmos em peregrinação rumo a Coimbra.

Unidos em Aliança, rumo a 2014

Tua Aliança, nossa missão!

São, Carlos Pedro e Equipa do Blogue

2º Domingo da Quaresma 2011


Este é o meu filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-O.

Para este 2º Domingo da Quaresma a nossa Diocese, propõe-nos como atitude "Descobre".

“A mensagem fundamental, amassada com todos os elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança […].
Ele sabe que o projecto de Deus – esse projecto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade – tem de passar pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências”.
(Mensagem do guião "Quaresma - ´Páscoa 2011" da Diocese de Aveiro)


"Há tanto barulho.
Na rua, no centro comercial, na casa dos vizinhos. Mas também dentro do meu coração.
E fica difícil ouvir o que tens para me dizer.
Dá-me o silêncio para rezar. Dá-me calma para Te reconhecer.
Dá-me serenidade para Te acolher."
(Pequeno excerto do Livro Rezar na Quaresma - Edições Salesianas)

Faz-nos confiar e descobrir, para melhor firmarmos os nossos passos.

Fami e Paulo

domingo, 20 de março de 2011

Casamento da Ana Margarida e do Pedro


A Ana Margarida, um dos elementos da Equipa deste blogue, casou ontem com o Pedro, na Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré.
Ao jovem casal, desejamos muitas felicidades para a vida em comum que agora iniciam. Que a Mãe os abençoe e acompanhe por toda a vida.


O Padre Kentenich define assim a vida conjugal:

"Como verdadeira escola superior de amor. A vida conjugal jamais deverá tornar-se a "morte do amor", pelo contrário, deverá tornar-se uma verdadeira escola de amor e de santidade."


Parabéns e muitas felicidades Ana Margarida e Pedro!!!

A Equipa do Blogue

sábado, 19 de março de 2011

Dia de São José e Dia do Pai

Imagem de São José do Santuário da Gafanha da Nazaré

Oração a São José:

"Glorioso Pai São José, trabalhador fiel e incansável, custódio e provedor da Sagrada Família, usa o teu ceptro cheio de misericórdia sobre todos nós, que levamos a carga da imperfeição e do pecado.
Ajuda-nos a cumprir santamente as nossas tarefas quotidianas. Desde o Céu, juntamente a Jesus e a Maria, consegue-nos a graça da vida interior do crescimento humano e a vocação de serviço ao próximo.
Roga por nós, nas nossas preocupações junto à família, à saúde e ao trabalho. Oferece-nos um cálido espírito de família e de entrega apostólica, para que caminhemos com fé seguindo os passos de Jesus Cristo, enquanto estejamos aqui na terra e até ao fim dos nossos dias.
Amén."
(Padre José Kentenich, 1934, adaptação).


Nesta singela mas bonita oração que foi rezada em conjunto na Missa das 17 horas, queremos homenagear todos os pais, especialmente aquele que para nós é o Pai espiritual: o Padre Kentenich, nosso Pai e Fundador. 
A prenda que lhe pretendemos oferecer é a honra dos altares, através da sua beatificação. Vamos intensificar a campanha de orações, para atingirmos esse grande objectivo.

Fami e Paulo

São José no Santuário de Schoenstatt




Imagem de São José do Santuário Original

Antes da imagem de São José, estiveram no Santuário Original as imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Maria entre 1915 e 1919. De 1919 a 1924 foram substituídos por São Luiz e São João Berckman.
Vejamos a história da estátua de São José no Santuário Original:
São Vicente Pallotti professava uma profunda devoção e sentia uma proximidade especial com o mistério da Sagrada Família.
No ano de 1901 receberam de Limburgo, provenientes da Casa Provincial dos Padres Palotinos,  as estátuas de São José e de São Luís Gonzaga. Nesse mesmo ano foi adquirido o terreno em que está situado o Santuário Original que, então tornou-se Capela provisória para os Palotinos. Em 1925, São José foi colocado no Santuário Original.
Nos inícios de 1951, permaneciam no Santuário Original as imagens de São José e São Luís Gonzaga. Com a beatificação de São Vicente Pallotti, foi colocada a sua estátua rodeada de um grupo de pessoas, incluindo o Padre Kentenich que lhes apresenta o Santuário.
Em 26 de Abril de 1953, foi colocada uma nova estátua de São José que o apresenta como protector da Igreja.
Em todos os Santuários filiais permaneceu a imagem "original" de São José.
A estátua "original" de São José voltou novamente para as Irmãs de Maria, que a colocaram no Santuário do Jardim de Maria, no Monte Schoenstatt, onde se encontra actualmente.
Posteriormente a 1953, as Irmãs de Maria registaram nas suas crónicas que a estátua de São José foi levada em procissão até ao monte, à nova construção, com o intimo desejo que São José as ajudasse a concluir esta obra.

Fonte: Livro "História do Santuário de Schoenstatt"

Fami e Paulo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ramo das Mães de Schoenstatt em Anadia

Dia 21 de Março - Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore


Da parte da tarde vamos plantar uma árvore junto à Creche Jardim de Maria e dar nome ao novo Jardim.

Contamos com a sua presença e ajuda! O Ambiente e o Planeta agradecem!

Irmã Cristina

quarta-feira, 16 de março de 2011

1º Domingo da Quaresma 2011


No âmbito da "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011" proposta pela Diocese de Aveiro, a atitude deste primeiro Domingo da Quaresma é "Confia".

A mensagem para este dia foi a seguinte:

“As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tentação de prescindir de Deus, de escolher um caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser “Filho de Deus” significa viver em comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das diversas “provocações” que os adversários Lhe lançam, Jesus vai confirmar esta sua “opção fundamental” e vai procurar concretizar, com total fidelidade, o projecto do Pai.
 Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de ignorar os caminhos e as propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e para os homens”.
(Texto publicado no guião "Caminhada Quaresma - Páscoa 2011")

Na celebração deste Domingo era sugerido benzer os crucifixos, que cada família trouxe de casa.



O objectivo desta celebração era incentivar as famílias a valorizarem a Cruz nas suas casas, nos tempos de oração que fizerem em família durante esta caminhada. A presença de crucifixos nos lares cristãos já não é tão comum, principalmente nas casas mais recentes. Pretende-se assim que em todos os lares cristãos exista pelo menos um crucifixo.

"Este é o tempo de caminhar Contigo, Senhor. De escolher a confiança e a intimidade com o Pai. De abrir as mãos e o coração às necessidades dos irmãos. De renunciar à vida fácil.
Contigo a meu lado, Jesus,

Sei que chegarei feliz à Tua Páscoa."
(Do livro Rezar na Quaresma - Ano A - Edições Salesianas)

Fami e Paulo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mensagem de Quaresma do Senhor Bispo de Aveiro


Mensagem da Quaresma 2011

“Firma os teus passos. Afirma a tua fé”

1. A caminho da Páscoa, centro do ano litúrgico, e de olhos postos na cidade santa de Jerusalém, para onde subiram os nossos passos, nestes dias de peregrinação diocesana, convido-vos, amados irmãos e irmãs da Diocese de Aveiro, a vivermos a Quaresma, com este espírito de peregrinos, como tempo sempre novo e necessário, precioso e importante para “firmarmos os nossos passos e afirmarmos a nossa fé”.
A Quaresma é sempre tempo privilegiado para fazer surgir em nós uma sintonia maior com as atitudes de Jesus Cristo que a Igreja celebra no Ano Litúrgico, sobretudo no Tríduo Pascal. Constitui a primeira parte de um ciclo longo, sendo a segunda a Páscoa que se prolonga até ao Pentecostes, a festa do envio do Espírito Santo e da missão da Igreja.
Em comunhão com o Santo Padre Bento XVI e no mesmo espírito da mensagem que nos dirige para esta Quaresma, também a nossa Igreja Diocesana quer aproveitar este tempo especial para intensificar os esforços de conversão e de renovação que vem fazendo e ser realmente “Igreja diocesana orante, lugar de esperança para o mundo”.

A oração lugar da aprendizagem da esperança.

2. O lugar da aprendizagem da esperança, o primeiro e essencial, é a oração (Bento XVI, Salvos na Esperança, nº. 32).
A III Etapa do nosso Plano de Pastoral propõe que façamos a descoberta do valor da dimensão litúrgica e celebrativa e da religiosidade popular a fim de encontrarmos o alimento espiritual indispensável. É este alimento que há-de sustentar e dinamizar o processo de formação cristã a todos os níveis e fomentar o empenhamento da caridade cristã na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
A cultura actual e os dinamismos sócio-económicos tendem a esvaziar o coração humano e a opinião pública dos valores fundamentais à condição humana e à sã convivência social, imbuindo-nos de relativismo e afogando-nos no consumismo. Ilustra bem esta perspectiva o texto de J. A. Pagola: “O consumismo converteu-se na nova religião do homem moderno. As novas superfícies são os novos lugares de culto. Temos de tudo e carecemos de paz e de alegria interior”.
A Quaresma faz-nos uma proposta diferente: atraente pela beleza e mobilizadora pela solidariedade, visa purificar o olhar, elevar o coração, infundir a fortaleza, dominar os excessos e proporcionar alimento aos que têm fome (Prefácio da Quaresma III e IV).
A Quaresma concretiza estes objectivos na escuta atenta e diligente da Palavra de Deus e nas três atitudes cristãs: a oração, o jejum e a partilha. Estas atitudes, bem entendidas, combatem o risco da sedução consumista e o perigo do bem-estar meramente material.
A oração abre-nos a Deus e ao seu projecto de salvação, cria espaço para Ele agir em nós e moldar o nosso coração.
A Vigararia Episcopal da Educação Cristã elaborou e difundiu uma oportuna proposta de Caminhada Quaresma-Páscoa. Tem como lema: “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé”; como símbolo, uma cruz; e como guia de oração, “Rezar na Quaresma – Ano A”. E indica uma atitude a promover em cada semana, ao longo de todo o tempo da Quaresma e Páscoa.
Recomendo vivamente esta proposta diocesana, sobretudo nas comunidades paroquiais, nas famílias, nos movimentos apostólicos e em todos os grupos que, desejosos de “sentir com a Igreja”, procuram meios acessíveis a tão nobre propósito.
O jejum é outra expressão de conversão quaresmal, sinal duma forma de viver mais saudável, generosa e solidária. “O jejum, que pode ter diversas motivações, diz-nos o Santo Padre, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa, aprendemos a superar o egoísmo, para viver na lógica da doação e do amor; suportando a privação, aprendemos a desviar o olhar do nosso “eu” e a reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos” (cf. Bento XVI, Mensagem, n.º 3).

A renúncia conduz à partilha de bens que o estilo de vida sóbria e compassiva proporciona. Viver bem e com menos, em condições de justiça e de equidade, é um caminho a percorrer, uma alternativa a fomentar, um dinamismo a introduzir nos hábitos estabelecidos, alterando paradigmas pessoais errados e processos políticos injustos, a fim de evitar convulsões sociais e construir a desejada harmonia social, coesa e funcional.
Convido toda a Diocese a manifestar generosamente este sentido de partilha através da renúncia quaresmal que este ano será distribuída, em partes iguais pela Casa Sacerdotal, em construção, e pela Diocese de S. Tomé e Príncipe, para ajudar esta Igreja irmã nas iniciativas da Escola de Formação de Leigos.
Continuamos, igualmente, a afirmar a necessidade de colaborar com a Cáritas Diocesana através do Fundo de Emergência Social para irmos ao encontro dos que mais sofrem com a crise económica e social que atinge dramaticamente tantas pessoas e famílias das nossas comunidades.

Servir de modo gratuito.

3. A conversão quaresmal deve levar-nos também ao apreço pelo voluntariado que, felizmente, tantas pessoas praticam, oferecendo “à comunidade tempo de gratuidade ao serviço dos outros”, especialmente dos mais abandonados e esquecidos.
Expresso, de modo singular, a minha alegria e o meu apoio aos voluntários missionários, que todos os anos daqui partem, e aos jovens da nossa Diocese que se preparam para tomar parte nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude com o Santo Padre, em Madrid.
Todos sabemos que a Quaresma é itinerário e peregrinação que nos conduzem à Páscoa e que a Páscoa é “tempo que não passa e caminho que não termina” (Caminhada Diocesana Quaresma-Páscoa).
Rumo à Páscoa, avancemos fortalecidos pelos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, na esperança de sermos coerentes com o Baptismo que nos faz novas criaturas, filhos de Deus, irmãos em humanidade e servidores de toda a criação, para que em nós renasça o Homem novo à Imagem de Jesus Cristo, vivo e ressuscitado.

Aveiro, 9 de Março de 2011
+António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

sábado, 12 de março de 2011

Mensagem de Sua Santidade Papa Bento XVI para a quaresma de 2011


Sepultados com Ele no baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes (cf CI 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir (aspirar) com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ida do Padre Kentenich para o campo de concentração de Dachau

Imagem do Campo de Concentração de Dachau

Em Março de 1942, precisamente no dia 11, o Padre Kentenich é levado para o campo de Concentração de Dachau. A viagem (que para muitos dos prisioneiros, não tinha regresso), inicia-se em Coblença.
A viagem começa no dia 11 de Março de 1942, na estação de Coblença. Juntamente com outros prisioneiros, o Padre Kentenich espera a sua vez de subir para o comboio que o levaria até Dachau. As carruagens que compunham o comboio, eram vagões de transporte de gado e não carruagens próprias para transportar pessoas.
Segundo um dos livros que consultámos, assistiram ao embarque e à partida do comboio, duas Irmãs de Maria que com o seu vestidos azuis, punham uma nota de humanidade e delicadeza neste cenário desumano.
Noutro livro, diz que assistiram à partida, uma Irmã de Maria, a Irmã Edelgart, que viu o Pai e Fundador entrar para o comboio e ainda o Padre João Tick.
Na viagem de comboio, o Padre Kentenich teve como companheiros mais chegados, o Dr. Carls, Director da Cáritas e um comunista que cheio de angústia, não se afastava dele.
Em Wiesbaden (outra cidade alemã), tiveram que mudar de comboio e foram algemados. Durante a viagem, não receberam nada para comer nem para beber e foram sempre vigiados de perto por soldados das SS, que eram acompanhados por cães.
Após dois dias de penosa e dura viagem, chegaram a Dachau no dia treze de Março de 1942, por sinal uma sexta-feira.
A área do campo, abrangia um rectângulo de 144.000 metros quadrados (240 x 600). Estava todo cercado por um muro, iluminado à noite. Pela parte de dentro do muro, existia uma cerca de arame farpado electrificado e um fosso com água. Ao longo do muro, existiam oito torres de vigia, com três soldados em cada uma delas, armados de metralhadoras. Se alguém se aproximasse a oito metros do fosso, os guardas das vigias disparavam de imediato, sem aviso prévio. De 10 em 10 metros existiam placas com caveiras, bastava pisar estes terrenos para ser imediatamente fuzilado.
Ao longo da avenida central erguiam-se as barracas, 17 de cada lado. Duas funcionavam como enfermarias, uma como cantina e outra como oficina. As restantes serviam de residências aos prisioneiros. Em cada barraca que tinha 98 x 9 metros viviam 208 prisioneiros, divididos por 4 compartimentos, ou seja, 52 prisioneiros por cada compartimento.
Ao chegar ao campo de concentração, os prisioneiros viam inscrito na entrada “Arbeit macht frei”, ou seja, o trabalho liberta. As formalidades de entrada demoravam várias horas. Logo aí, os sacerdotes eram ridicularizados e alvos de zombarias, por parte dos soldados. Em seguida, passavam pela “secção política” onde eram fotografados e recebiam o seu número de prisioneiro. Ao Padre Kentenich calhou o número 29392.


Ao aperceber-se da grande tranquilidade e firmeza que demonstrava o Pai e Fundador, o chefe das SS resolve tentar quebrá-lo. Grita imenso com ele, diz-lhe palavras grosseiras e faz-lhe imensas perguntas. Em troca, recebe do Padre Kentenich um olhar tranquilo e um sorriso cordial. Enfurece-se ainda mais e faz menção de lhe bater, mas não chega a fazê-lo.
Dois dias mais tarde, voltam a encontrar-se e o chefe das SS reconhece-o de imediato e manda o Padre Kentenich limpar-lhe a bicicleta.

Responde o Padre Kentenich: "sim, vou fazê-lo, não por que deva fazê-lo, mas sim porque como homem livre, quero brindá-lo com esse serviço."

Responde o chefe: "não, não necessita fazer isso."

Em seguida, o Padre Kentenich pergunta-lhe porque no dia da chegada lhe tinha gritado tanto e a resposta não podia ser mais esclarecedora: "experimenta-se tudo, para infundir medo."

Após esta conversa, o chefe leva o Padre Kentenich para o seu gabinete e conta-lhe toda a sua vida.
Foram assim os dias iniciais da vida do Padre Kentenich em Dachau, onde viveria momentos terríveis, mas onde conseguiu manter sempre uma fé inabalável, manteve uma confiança sem limites na Mãe e na sua protecção divina e onde serviu sempre de apoio a todos os que necessitavam.

Fami e Paulo

Nota: Para a elaboração deste trabalho foram consultados os livros: "Um Profeta de Maria - Padre Esteban J. Uriburu" e "Movimento Apostólico de Schoenstatt - Introdução Histórica - 1º Volume de Padre Victor Trevisan."

quinta-feira, 10 de março de 2011

Campanha de caminho até à Páscoa da Juventude Feminina


A Juventude Feminina de Schoenstatt tem à venda na secretaria da Casa Padre Kentenich a campanha proposta para o nosso caminho até à Pascoa.
Adquira já a sua!"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rumo a 2014 - Rumo à beatificação do Padre José Kentenich

TUA ALIANÇA
NOSSA MISSÃO

É com gratidão e expectativa que ansiamos pelo centenário da fundação de Schoenstatt.
Com a graça de Deus, a 18 de Outubro de 2014, queremos celebrar este importantíssimo acontecimento que será uma hora de graças, e gerou um grande movimento, para a Igreja e o mundo.
A celebração do centenário da Aliança de Amor, deverá ser um momento de explosão de graças para a Obra de Schoenstatt. Assim, desejamos desde já prepará-lo, pois sabemos que em Schoenstatt, nada acontece sem o Capital de Graças.

Neste triénio, queremos ocupar-nos com os elementos fundamentais que constituem a base, a essência de nossa espiritualidade e assumi-los, não só com a inteligência mas sobretudo com o coração. Isto quer dizer que o conhecimento, deve tornar-se vida.
Queremos assumir a espiritualidade de Schoenstatt, vivê-la de forma autêntica, para nos tornarmos a corporificação viva daquilo que anunciamos.
Um dos grandes objectivos a que nos propomos, ou melhor, a grande súplica que fazemos à nossa Mãe neste momento histórico tão importante, é a beatificação de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich.
A nossa geração, deve empenhar-se conscientemente para que ele seja canonizado até 2014.


O que podemos fazer pessoalmente e como grupo neste sentido? Concretamente, podemos ajudar a divulgar o encontro com o Padre Ángel Strada, Postulador da Causa de beatificação do Padre Kentenich que se realizará em Maio.
A Equipa do Secretariado está a preparar este encontro, mas precisa da ajuda de toda Família de Schoenstatt.
Assim, apresento em seguida, o testemunho de duas pessoas que fazem parte da Equipa.
O primeiro testemunho, mostra-nos que o Padre Kentenich não quer receber a honra dos altares sozinho, mas juntamente com seus filhos espirituais.
O segundo, apresenta numa visão mais ampla, a importância da Obra de Schoenstatt no contexto actual.

"Quando da reunião em Aveiro sobre o processo de beatificação do Padre Kentenich e da Irmã Emilie Engel, senti-me muito interessada em acompanhar mais de perto todos os trabalhos realizados, pois como contei na altura, faço parte do 2º grupo da União de mães ao qual foi pedido numa determinada reunião que tirássemos á sorte de dentro de um saco um dos sete nomes que aí se encontravam e que eram precisamente todos os que estão em estudo para serem canonizados! Aquele que saísse passaria a ser como que um tipo de "padrinho ou madrinha".
A mim saiu-me a Irmã Emilie com a qual passei a ter muita afinidade!!!! Que tem estado presente em muitas coisas da minha vida!! Por esta razão sinto um impulso muito grande em querer saber mais sobre a sua vida e o muito que tem para me ensinar!
Como não se pode separar sua experiência da do Padre Kentenich, aqui estou para aprofundar estas duas vidas que me apaixonam!"
Unidas em aliança,
(Madalena Moser.)

"O meu encontro com este ideal de Schoenstatt, vivido pelo P. José Kentenich, foi como se me sentisse "abraçada" por um mesmo ideal (o amor a Maria, nossa Mãe e Rainha) que nos conduz ao Pai através de Jesus Cristo que comungo e me impulsiona a ir mais além, de mão dada nesta pedagogia de auto educação que nos vai transformando num homem novo.
Quanto à importância de participar no encontro com o P. Angel Strada, é mais uma oportunidade de ouvir alguém que conheceu o Fundador e o conteúdo da sua Obra e nos pode orientar com a sua experiência.
Quanto à causa de beatificação, é pois um processo que tem de ser respeitado. No entanto para mim, acredito que já é santo e faz parte dos santos.”

(Mª Alcina Marnoto.)

Perante a leitura destes testemunhos, todos podem constatar que temos aqui duas pessoas empenhadíssimas no trabalho da Equipa Padre Kentenich e que se dispõem incondicionalmente a colaborar.
Na próxima edição, conheceremos outra dupla que deixará o seu testemunho. Aguardem!
Pelas Equipas,

Ir. M. Elisa Görck.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher


"Gostaria de estar aberto para Cristo, como Maria o esteve"
(Padre José Kentenich)

Comemora-se hoje, 8 de Março o Dia Internacional da Mulher. Através dos textos seguintes, quero homenagear as mulheres, em especial as leitoras deste blogue, os elementos femininos da Equipa de Divulgação e também de um modo muito especial as Irmãs de Maria de Schoenstatt, pelo magnífico trabalho que desenvolvem em prol do Movimento e da sociedade em geral.
A maneira mais significativa que encontrei de prestar homenagem às mulheres, é falar sobre Maria, a mulher mais importante de sempre.

“A história de Nossa Senhora começou de forma simples e discreta numa pequena aldeia da Galileia, há pouco mais de dois mil anos. Apesar das insistentes profecias acerca da vinda de um Messias libertador e salvador que alimentaram a esperança do Povo de Deus durante muitos séculos, nada fazia prever que fosse tão longe o mistério de uma virgem que viria a ser mãe. Somente a bondade de Deus, que sente o coração transbordar de amor e misericórdia pelo seu povo, permite aquilo que mais ninguém poderia realizar: a encarnação de Jesus no seio virginal de Maria. Somente um coração puro e generoso poderia aceitar confiante tão grande desafio: serás a mãe do Filho de Deus.
A partir desse grande dia, muda a história de uma mulher anónima para que possa mudar o futuro de uma humanidade inteira. O Senhor já a tinha cumulado de graças e privilégios; ela era já a cheia de graça, escondida e ignorada, mas torna-se a serva do Senhor, que os Céus e a Terra virão a conhecer, a exaltar e a amar acima de todas as criaturas, não por si, mas por causa d’Aquele que sempre exalta os humildes.
A mais bela história começa em Nazaré da Galileia, onde Maria dá o seu sim confiante no momento da anunciação; tem o seu momento alto em Belém da Judeia, onde Maria dá à luz o Verbo de Deus feito Homem; continua em Caná onde Maria intercede pelas necessidades de todos os homens; passa pelo Cenáculo de Jerusalém, onde Maria, discípula da Igreja nascente, recebe o dom do Espírito Santo; culmina no Calvário, junto à cruz, onde Maria recebe os discípulos por filhos e se torna Mãe Universal.
Desde o momento em que o discípulo João a recebe em sua casa, que é a casa da Igreja, nunca mais os discípulos deixaram de a receber e a Igreja passou a ser definitivamente a sua casa. Com Maria a Igreja reza, canta, espera ama e adora o Deus Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santificador. Com Maria, discípula, os cristãos sentem-se amparados e encorajados para seguir o único Senhor.”
(Padre Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no prefácio do livro “Maria – Homilias, Orações e Discursos – do Papa Bento XVI”).

Padre Kentenich e a mulher.

“Neste campo foi um verdadeiro pioneiro. Trabalhou incansavelmente para ajudar a mulher a descobrir a sua identidade, a valorizar-se sadiamente a si mesma, a assumir o papel que lhe corresponde no plano de Deus e na história da Salvação. Para isso, contemplava na pessoa da Virgem Maria o ideal feminino, a “Mulher eterna”, procurando levar cada mulher a descobrir em Maria o seu eu ideal (“a imagem luminosa da nobreza, grandeza e dignidade femininas”). Daí a tarefa de velar “para que a imagem da Santíssima Virgem seja vista, em todo o momento, como imagem luminosa, o ideal pleno e espiritualizado da mulher”.
(Pequeno excerto do livro "Um profeta de Maria" do Padre Esteban Uriburu)

“Assemelha-nos a ti e ensina-nos
A caminhar pela vida como tu o fizeste,
Forte e digna, simples e bondosa,
Espalhando amor, paz e alegria.”

Com esta pequena mas significativa oração que o Padre Kentenich escreveu em Dachau (campo de concentração), termino esta pequena homenagem às mulheres. Aproveito para desejar a todas, um dia muito feliz e cheio de bênçãos, daquela que todos queremos ter como exemplo: Maria.

Paulo

sábado, 5 de março de 2011

Vaticano reactiva processo de canonização de Mário Hiriart

Mário Hiriart com o Padre José Kentenich

O processo de canonização do chileno Mário Hiriart Pulido, tem pouco mais de cinco anos em Roma. No passado mês de Fevereiro, o Vaticano nomeou um relator, ou seja, um delegado da Congregação para a Causa dos Santos, que vai ter a missão de escrever o documento final que demonstre a verdadeira heroicidade das virtudes cristãs, vividas por este servo de Deus.
O texto será avaliado por oito teólogos, que estudaram o caso e poderão aprovar a futura beatificação. Esta causa esteve um ano e meio sem a figura imprescindível do relator, ou seja, esteve órfã durante todo este tempo.
O processo de canonização de Mário Hiriart que nasceu em 1931 e faleceu em 1964, é o processo menos conhecido e falado da Igreja Católica no Chile, embora Mário pertencesse a um dos Movimentos religiosos mais importantes deste país, o Movimento de Schoenstatt.
Para muitos, a sua causa estava completamente esquecida, até que no dia em que se celebrou a festa de São João Bosco, a Santa Sé decidiu nomear para relator deste processo, o monge beneditino espanhol Alfredo Simón.
Engenheiro de profissão, Mário Hiriart deixou o seu trabalho, para se dedicar à docência e ao apostolado, com os estudantes universitários da Pontifícia Universidade do Chile. Laico por vocação, consagrou o seu trabalho e a sua profissão, à comunidade dos Irmãos de Maria do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Nunca procurou honras e embora os seus alunos o reconhecessem em vida como um homem de Deus, ele limitava-se a transmitir-lhes o seu profundo amor à Virgem Maria e à Igreja.
Mário faleceu antes de completar 33 anos, vítima de cancro. O seu túmulo encontra-se no Santuário de Schoenstatt, na Florida, Estados Unidos da América.
No Movimento de Schoenstatt, esta notícia, foi recebida com muita alegria.
O processo de canonização de Mário Hiriart, iniciou-se em 1997, tendo como postulador o Padre Joaquim Alliende. O processo de investigação diocesana, desenrolou-se entre 1998 e 2004 e esteve a cargo do Padre Carlos Cox, actual reitor do Santuário de Maipú. Esta causa teve a participação de poucas pessoas.
Em Roma, a responsável é a teóloga argentina Amélia Peirone, que acaba de publicar no Chile o livro “Amarras desde la Cruz del Sur”, onde 15 pessoas que conheceram Mário Hiriart, falam sobre a sua vida.
Com a nomeação do relator, o processo de canonização de Mário, avança. O próximo passo, é ocorrer e comprovar-se um milagre, para que este professor da Universidade do Chile e um dos fundadores do Movimento de Schoenstatt no Chile, alcance a honra dos altares. Catorze anos decorreram desde o início deste processo.

Ficamos a aguardar em oração, para que mais um schoenstattiano possa ser canonizado.

Fami e Paulo

Nota: Notícia retirada e traduzida do site http://www.schvivo.com/ (Schoenstatt Vivo - Chile), foto do Google.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Padre Miguel renovado regressou ao Recife

Foto do Padre Miguel obtida pelo Daniel Simões, através do Skype

Prezados Amigos/as:

Ontem Padre Miguel retirou os pontos (das pequenas incisões) de sua cirurgia. Algumas horas depois foi-lhe entregue o resultado de análises de sangue colhido na véspera, o qual trouxe resultados satisfatórios para os indicadores das funções renais e positivamente surpreendente para o teor de glicose, este último havia estado em níveis elevados quando o Padre foi internado em 12 de Fevereiro.
Com estes bons resultados, Dra. Letícia (responsável pela sua cirurgia) e Dr. Roberto (responsável pela parte clínica e gestor geral do caso) deram autorização para que Padre Miguel pudesse voar de avião.
O Padre Miguel, embora quisesse celebrar Missa de agradecimento junto aos muitos amigos de São Paulo antes de regressar ao Nordeste, teve de voar hoje para Recife. Teve que ser desta forma, tanto devido a compromissos, como à proximidade do Carnaval que não lhe deu muitas opções de voo.

Já soube por telefone que ele chegou bem e foi muito bem recepcionado por Padre José Fernando, Sra. Manuela e vários outros amigos.
Podia-se perceber no telefone vozes efusivas e um ambiente bastante festivo. Padre Miguel disse entusiasmado: "regresso muito melhor do que quando parti".
De fato, desde a sua chegada a São Paulo neste ano, muitos de nós notaram que havia algo estranho até que se revelou o motivo do aneurisma.
A cirurgia o renovou !

" Minha jangada vai sair pro mar e um peixe bom eu vou trazer
meus companheiros também vão voltar e a Deus do Céu vamos agradecer ! "

Nós de São Paulo, como os de Portugal o aguardamos para podermos celebrar mais esta manifestação da Divina Providência.
Por isso, Padre Miguel, lance as suas redes aonde o bom Jesus indicar, mas, por favor, cuide-se!
Ao menos por mais alguns dias, evite águas demasiadamente bravias ...
Cordiais Saudações,

Eloy Marini Camas.

Nota: Obrigado ao Daniel Simões que nos enviou esta notícia a informar do regresso do Padre Miguel ao seu local de residência habitual no Brasil.
De facto, pensamos que o mau tempo já passou. O Padre Miguel teve um bom porto de abrigo, nesta travessia a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.
Obrigado Mãe, por ouvires as nossas orações.

Fami e Paulo

terça-feira, 1 de março de 2011

Para conhecermos melhor o Padre Angel Strada (Conclusão)


No dia seguinte a este encontro, o grupo de jovens argentinos, mudou-se para a sua residência definitiva na Alemanha, o seminário de Munster. Munster é uma cidade alemã que dista cerca de 250 quilómetros de Schoenstatt. Uma distância muito grande, para estes jovens que pensavam que iam estar sempre ao lado do Pai e Fundador e que iam tê-lo só para eles.
Escreveram-lhe uma carta, em que com a franqueza típica da juventude, diziam ao padre Kentenich, que iam contrariados, porque ficavam muito longe dele.
O Padre Kentenich ao receber a carta, em vez de ficar aborrecido, transmitiu ao Reitor do Seminário, que estaria em Munster, sempre que lhe fosse possível.
Assim, dois meses após a ida do grupo de jovens para o Seminário, o Pai viajou para Munster para se encontrar com eles.
Conta o Padre Angel Strada:

“Encarregámo-nos de comunicar a todo o Movimento de Schoenstatt em Munster, que o Padre Kentenich, vinha só para estar connosco e nada mais além disso. Não fosse que começassem a agendar outras actividades. Foi-nos comunicado que entre conferências e missas, o Pai e Fundador conversaria com cada um dos seminaristas, durante 30 minutos. Na noite anterior a esse dia 23 de Agosto de 1967, em que pontualmente às 8 horas e 30 minutos estaria a sós com o Padre Kentenich, os nervos não me deixaram dormir.”


Chegou então o momento tão desejado:
Continua o Padre Strada:
“Ao chegar junto a ele, tomou-me as mãos e perguntou-me: como se chama? De onde vem? Quando lhe disse que era de Córdoba, respondeu-me: Ah, de Villa Warcalde!
Não podia acreditar que este homem, com tanta obra feita e tantas vivências se lembrasse que Villa Warcalde se situava em Córdoba.
Quando lhe disse isto, respondeu-me com palavras de Jesus Cristo: eu conheço os meus e os meus conhecem-me a mim.
Nos dias anteriores a esta conversa, tinha medo que as palavras em alemão não me saíssem correctamente, pois o meu alemão ainda não era de muita confiança. Temia não conseguir dizer o que realmente pretendia.
No entanto, quando começámos a conversar, notei que o meu alemão era muito melhor do que eu estava à espera. Dei conta que conseguia comunicar com toda a naturalidade e que podia dizer realmente o que pretendia. E porquê?
Porque me sentia escutado com toda o potencial que um homem pode ser escutado, o ouvir atento, que o Padre Kentenich definia como o escutar enaltecedor.
Com a permissão do Pai e do Reitor, prolonguei um pouco mais do que o que estava previsto aquela conversa e logo de seguida fiz um resumo de tudo o que tínhamos falado.
O Padre Kentenich disse-me coisas acerca de mim, que eu não lhe tinha dito e antecipou coisas sobre a minha vida futura, que hoje quando releio o resumo que fiz da nossa conversa, penso: como pode ter previsto isto?
Indubitavelmente estive com um profeta.”
“Nunca pensei que viria a ter como missão, ser postulador da causa de beatificação do Padre Kentenich, mas estive sempre seguro de um aspecto: estive diante de um Santo.”

Com estas palavras, o Padre Strada consegue contagiar-nos, com a sua segurança de que este processo, terá o final que todos desejamos: a beatificação do Pai e Fundador.

"O Padre Kentenich sem lugar para dúvidas nenhumas, instaurou uma verdadeira escola de santidade.”

O Padre Strada termina, deixando-nos um convite, que mais que um convite, é um verdadeiro imperativo para todos os schoenstatteanos:
“Levem o carisma do Fundador para onde forem. Partilhem com todos a riqueza dos seus ensinamentos, não os guardemos só para nós, para que quando chegue o grande dia, não haja só schoenstatteanos na Praça de São Pedro, mas que milhares de católicos inundem esta Praça, dando vivas a Deus e agradecendo a Obra que o Padre Kentenich criou, Schoenstastt.”

Ficamos a aguardar ansiosos pela visita do Padre Strada a Portugal e pelo que ele nos vai dizer sobre o Padre Kentenich e sobre o seu processo de beatificação.

Nota: Para a elaboração deste texto foram utilizados excertos retirados de notícias publicadas no site http://www.schoenstatt.de/ e do "Boletim de Schoenstatt - Tucumán" - Argentina.

Fami e Paulo
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