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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI resigna a 28 de fevereiro, sem «forças» por causa da idade

Bento XVI anunciou hoje numa reunião com cardeais a sua decisão de resignar ao cargo a partir do dia 28 de fevereiro, abrindo assim caminho para a eleição de um novo Papa.


Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
 
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Solenidade da conversão de São Paulo (Apóstolo)


Aguerrido perseguidor dos discípulos de Jesus, Paulo dirigia-se para Damasco, quando, inesperadamente, o Senhor Ressuscitado lhe aparece e Se lhe revela. Vencido pela graça, entrega-se, incondicionalmente a Cristo, que o escolhe para Seu apóstolo e o encarrega de anunciar o Evangelho, em pé de igualdade com os Doze.
Este encontro marcou profundamente a vida, o pensamento e a acção deste Apóstolo. Paulo descobriu, nesse momento, o poder extraordinário da graça, poder capaz de transformar um perseguidor em Apóstolo. Descobriu, igualmente, que Jesus Ressuscitado Se identifica com os cristãos («Porque Me persegues?»).
Mas este acontecimento foi também de importância decisiva para o desenvolvimento da Igreja. O convertido de Damasco, na verdade, será o Apóstolo que mais virá a contribuir para a expansão missionária da Igreja entre os povos pagãos.
(Fonte: Secretariado Nacional da Liturgia)
"Paulo não quer dominar, não quer assumir o papel de um tirano sem piedade. Quer servir, servir na liberdade do amor e não como escravo e bajulador, não como carregador revoltado, não mecânicamente ou por tradição. Amor serviçal é a justa palavra para expressar sua ideia de servo dos homens, sua exacta visão do principio do amor ao próximo. Ele caracteriza seu amor serviçal para fazer compreender sua missão se servir maternalmente."
(Padre José Kentenich, Espírito e procedimento de São Paulo. Palestra proferida em 29 de Junho de 1914)
Fami e Paulo

domingo, 30 de dezembro de 2012

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz

 

Cidade do Vaticano, 30 dez 2012 (Ecclesia) – Bento XVI está preocupado com os conflitos causados pelas “crescentes desigualdades entre ricos e pobres” e pelo “capitalismo financeiro desregrado”, causador de uma “mentalidade egoísta e individualista”, como realça a mensagem para o Dia Mundial da Paz.

 
“É indispensável” que as culturas de hoje superem critérios “meramente subjetivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência”, sustenta o Papa, num texto que prepara a celebração marcada para o primeiro dia de 2013.
As instituições culturais e universitárias da Igreja são chamadas a contribuir “não só para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das instituições públicas, nacionais e internacionais”, aponta.
No documento intitulado ‘Bem-aventurados os obreiros da paz’, frase atribuída a Jesus no evangelho segundo São Mateus, Bento XVI sublinha a “necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz” baseada numa “vida interior rica” e em “referências morais claras e válidas”.
O documento lembra que a paz também se consolida quando a legislação prevê “o direito ao uso do princípio da objeção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia”.
Na mensagem para o 46.º Dia Mundial da Paz, o Papa vinca que “a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência” mas alerta para os “fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens”.
O Papa preconiza o “direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa”, que deve prever a possibilidade de “testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua doutrina” e promover “atividades educativas, de beneficência e de assistência que permitem aplicar os preceitos religiosos”.
“Infelizmente vão-se multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da própria religião”, observa Bento XVI.
Depois de salientar que a paz “é possível”, o texto refere a necessidade de ir mais além da “superfície das aparências e dos fenómenos” para observar “uma realidade positiva que existe nos corações”.
“Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles”, salienta.
Para Bento XVI “é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância”, na convicção de que a humanidade é, “em Deus, uma única família humana”.
O texto apela à “difusão duma pedagogia do perdão” e declara que “a Igreja está convencida de que urge um novo anúncio de Jesus Cristo, primeiro e principal fator do desenvolvimento integral dos povos e também da paz”.
RJM

Fonte: Agência Ecclesia
 
 
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Figuras do Advento - o Profeta Isaías


As leituras do Advento colocam-nos em contacto frequente com Isaías. É o profeta por excelência do tempo da espera.
Tudo deve ceder perante este visionário, emocionado pelo esplendor futuro do Reino de Deus inaugurado com a vinda de um Príncipe de paz e justiça.
O profeta é conhecido apenas pelas suas obras, mas estas são tão características que através delas podemos conhecer a sua pessoa.
Isaías viveu no século VIII A.C., numa época de esplendor e prosperidade. Raramente os reinos de Judá e Samaria haviam conhecido tal optimismo. No meio deste frágil paraíso, Isaías vai erguer-se valorosamente e realizar a sua missão: mostrar ao seu povo a ruína que o espera, devido à sua negligência.
Era originário de Jerusalém e pertencia a uma família de elevada posição social. Pensa-se que recebeu uma educação esmerada nas escolas de escribas e de "sábios" onde se formavam os funcionários da corte real. Conseguiu exprimir-se num estilo inovador, repleto de imagens e de imponência religiosa.
Numa linguagem poética, anuncia o Messias e canta o júbilo que faria estremecer as entranhas do seu povo. O nascimento do Emanuel, "Deus connosco", reconfortará um reino dividido pelo cisma de dez tribos.
Segundo Isaías, a única atitude fundamental é a fé, a renúncia a qualquer segurança baseada na política ou nas armas. Só a fé no Senhor pode salvar.
Mesmo nos momentos de maior perigo, Isaías promete a libertação a quem puser toda a sua confiança no Senhor. É o maior dos profetas messiânicos.
O Messias que anuncia é um descendente de David que fará reinar a justiça e a paz sobre a terra.

Nota: Texto retirado de um trabalho publicado no sitio da Diocese de Leiria - Fátima.

Fami e Paulo

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma opção pela vida (do filho)

 
Amanhã há bênção das grávidas no Santuário de Schoenstatt de Aveiro. Talvez por isso hoje ao ler a notícia sobre a entrega do Prémio Europeu pela Vida "Madre Teresa de Calcutá", chamou-me atenção uma das homenageadas: Chiara Corbella. Este prémio é concedido a todas as mães da Europa, porque, com seu amor, acolhimento e coragem, elas continuam acreditando, protegendo e perpetuando a vida. O reconhecimento acontece no aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10 de dezembro de 1948), já que o direito do feto a nascer é o primeiro dos direitos humanos. A lei é a força dos fracos: as civilizações são medidas de acordo com a sua forma de se relacionar com os fracos e com os pobres. O Movimento italiano pela Vida criou o prémio, precisamente, para recordar perante o mundo os mais frágeis dentre os seres humanos. Para Chiara Corbella a gravidez tornou-se sinónimo de um heroico testemunho pró-vida. Ela faleceu este ano, no dia 13 de junho, após mais de um ano travando uma luta contra um cancro. A luta de Chiara começou em janeiro de 2011. Aos 27 anos e no quinto mês de gestação, ela viu-se frente a um diagnóstico que deixaria qualquer pessoa atónita: uma grave lesão na língua foi detectada como sendo um carcinoma, tipo de tumor cancerígeno maligno que tende a provocar metástase, fase em que a doença espalha-se rapidamente por todo o corpo.Ela não hesitou em tomar a decisão de seguir adiante com a gravidez e, apenas após o nascimento do filho, dar início ao tratamento da doença. Anteriormente, a jovem já tinha perdido dois bebés – Maria e Davide – que nasceram com graves má-formações e morreram pouco tempo após o parto. Chiara salvou o filho de eventuais impactos do tratamento contra o cancro, que poderia causar até mesmo um aborto.
 
 
Em 30 de maio de 2011, o filho Francesco nasceu sadio. Ali também se intensificava a peregrinação luminosa da vida da jovem romana. Ao longo do tratamento, Chiara teve de extrair o olho direito. Em 4 de abril deste ano, foi diagnosticada pela equipe médica como “doente terminal”. Os seus passos de santidade tornavam-se mais acelerados. Morreu aos 28 anos, na força da vida da sua juventude. A missa de corpo presente de Chiara foi celebrada no dia 16 de junho, na paróquia de Santa Francesca Romana. Aclamada por muitos como a Beata dos nossos tempos. O vigário-geral do Papa para a diocese de Roma, cardeal Agostino Vallini, esteve presente. Meses antes, ele conheceu a sua história, da qual afirmou: “É a nova Gianna Beretta Molla”."Chiara é uma grande lição de vida, uma luz, fruto de um maravilhoso projeto de Deus que não podemos compreender, mas que existe. Por isso, recolhamos esta herança que nos recorda a necessidade de dar o justo valor a cada pequeno ou grande gesto quotidiano”, afirmou dom Vallini.“Vou para o céu juntamente com Maria e Davide. Tu permaneces aqui com o papá. De lá, rezarei por ti", escreveu numa carta que deixou para o filho Francesco antes de partir. Chiara era casada com Enrico, que conheceu aos 18 anos, durante uma peregrinação. Poucos meses depois, começaram a namorar. Aos 24 anos, casaram-se.
 
 
“Viver com a minha mulher foi belíssimo. A cada dia nos enamorávamos mais, tanto um pelo outro quanto por Jesus. No meio dos sofrimentos, agarramo-nos ao Senhor com todas as nossas forças, pois o que Ele nos pedia era seguramente muito maior do que nós. Na realidade, a Cruz, se vivida com Cristo, não é tão pesada como parece. Se se confia nele, descobre-se que neste fogo, nesta cruz, não se queima, e que na dor pode existir paz, e que na morte existe alegria. No dia da morte de Chiara, pela manhã, perguntei-lhe: ‘Minha vida, é verdadeiramente doce esta Cruz, como diz o Senhor?’. Ela olhou para mim, sorriu e, com um fio de voz, disse: ‘Sim, Enrico, é muito doce’. Contarei a Francisco sobre como é belo deixar-se amar por Deus, pois, se alguém se sente amado, consegue fazer tudo. Para mim, essa é a essência da vida: deixar-se amar, para também amar a quem está ao nosso redor. E direi a Francesco que foi exatamente isso que fez sua mãe”, afirma Enrico.
 
MP 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Como podemos falar de Deus, hoje?

 
 
Na catequese desta semana, o Santo Padre dá-nos orientações de como falar de Deus no nosso tempo: 
Papa Bento XVI, 28 de novembro de 2012
Queridos irmãos e irmãs
A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas para sua verdade salvífica nos corações muitas vezes fechados dos nossos contemporâneos e nas mentes tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade? Jesus mesmo, dizem-nos os Evangelistas, ao anunciar o Reino de Deus se perguntou: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30).
 
Como falar de Deus hoje? 
A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é então a escuta do que Deus mesmo disse. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se. Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.
 
Deus existe e entrou em nossa história 
Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro o que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus.
 
O método de Deus é aquele da humildade – Deus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na casa simples de Nazaré e na gruta de Belém, aquele da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33). No falar de Deus, na obra de evangelização, guiados pelo Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a verdadeira vida.
Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai exatamente ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2).
Então, a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de idéias que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado.
A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grandes conhecimentos, não busca a si mesmo, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco.
Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor; quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, consciente de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, invocá-los por Ele. O falar de Deus nasce da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

domingo, 21 de outubro de 2012

Mensagem para o Dia Mundial das Missões - Papa Bento XVI

Missão País

Hoje, dia 21 de Outubro a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. Porque no Movimento de Schoenstatt, no caminho Rumo a 2014, entrámos no dia 18 de Outubro de 2012, no Ano da Corrente Missionária, ou Ano da Missão e também porque hoje na Diocese de Aveiro se inicia a Missão Jubilar, que visa comemorar os 75 anos da restauração da Diocese de Aveiro, achamos oportuno publicar a mensagem que o Papa Bento XVI publicou alusiva a este dia.

«Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade» (Carta ap. Porta fidei, 6)

 Queridos irmãos e irmãs!
Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinquentenário do inicío do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missio ad gentes, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra.
Com a participação dos Bispos católicos vindos de todos os cantos da terra, o Concílio Ecuménico Vaticano II constituiu um sinal luminoso da universalidade da Igreja pelo número tão elevado de Padres conciliares que nele se congregou, pela primeira vez, provenientes da Ásia, da África, da América Latina e da Oceânia. Tratava-se de Bispos missionários e Bispos autóctones, Pastores de comunidades disseminadas entre populações não-cristãs, que trouxeram para a Assembleia conciliar a imagem duma Igreja presente em todos os continentes e se fizeram intérpretes das complexas realidades do então chamado «Terceiro Mundo». Enriquecidos com a experiência própria de Pastores de Igrejas jovens e em vias de formação, apaixonados pela difusão do Reino de Deus, eles contribuíram de maneira relevante para se reafirmar a necessidade e a urgência da evangelização ad gentes e, consequentemente, colocar no centro da eclesiologia a natureza missionária da Igreja.
Eclesiologia missionária
Hoje uma tal visão não esmoreceu; antes, tem conhecido uma fecunda reflexão teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, repropõe-se com renovada urgência, porque aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo. «Os homens, à espera de Cristo, constituem ainda um número imenso», afirmava o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris Missio sobre a validade permanente do mandato missionário; e acrescentava: «Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus» (n. 86). Por minha vez, ao proclamar o Ano da Fé, escrevi que Cristo «hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra» (Carta ap. Porta fidei, 7). E esta proclamação – como referia o Servo de Deus Paulo VI, na Exortação apostólica Evangelii Nuntiandi – «não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. Sim, esta mensagem é necessária; ela é única e não poderia ser substituída» (n. 5). Por conseguinte, temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Sínodo" significa "caminhar juntos" com o homem de hoje, como Jesus caminha conosco


O mundo muitas vezes está vazio e sem esperança, e não acredita, mas Jesus não o abandona. Mais ainda, caminha lado a lado, silenciosamente, para lhe fazer sentir a sua presença: sugestivas observações do Papa, ontem, no final do almoço no Vaticano com os padres sinodais, os bispos que participaram há 50 anos atrás no Concílio e os Presidentes da Conferências Episcopais. Presentes também o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I e o Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.

"É uma bela tradição criada pelo Beato João Paulo II esta de coroar o Sínodo com um almoço em comum" – comentou Bento XVI, contente por este momento de pausa dos trabalhos e sublinhando em particular a presença ao seu lado do Patriarca Ecuménico de Constantinopla e do Primaz da Comunidade Anglicana. O Papa fez notar que a palavra “sínodo” significa “caminho comum”, caminhar juntos: Para mim esta comunhão é um sinal de que estamos em caminho para a unidade e que avançamos no coração. O Senhor nos ajudará a avançar também externamente.

A alegria de estar juntos, afirmou o Papa, reforça-nos também no mandato da evangelização. E recordou o episódio dos discípulos de Emaús que, disse, "são um pouco a imagem do mundo agnóstico de hoje":

Jesus, esperança dos discípulos, estava morto; o mundo vazio; parecia que Deus realmente ou não existisse não se interessasse de nós. Com este desespero no coração, mas todavia com uma pequena chama de fé, continuam o caminho. O Senhor caminha misteriosamente com eles e ajuda-os a perceber o mistério de Deus, a sua presença na história, o seu caminhar silenciosamente connosco. No final, na ceia, quando já as palavras do Senhor e a sua escuta tinham aceso o coração e iluminado a mente, reconhecem-no na ceia e, finalmente, o coração começa a ver.

Todos estamos a caminho com os nossos contemporâneos – concluiu o Papa: Peçamos ao Senhor que nos ilumine, nos acenda o coração, para que se torne “vidente”, e nos ilumine a mente. E peçamos que na ceia, na comunhão eucarística, possamos realmente ser disponíveis para o ver e, assim, inflamar também o mundo e dar a Sua luz a este nosso mundo.

Fonte: Noticias do Vaticano.

Fami e Paulo

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ano da Fé


O que é a Fé?


A primeira e mais básica resposta à pergunta do título poderá, sem dúvida, ser formulada do seguinte modo: a fé é uma determinada atitude dos humanos. Como tal, é bem começar por uma descrição breve das caraterísticas dessa atitude, que aliás são partilhadas por todos os tipos de fé, religiosa ou não, cristã ou não.
A atitude humana que melhor pode descrever a atitude de fé é a da confiança. Ter fé é, no sentido mais básico, confiar em algo ou alguém diferente de nós mesmos. Assim, opõem-se-lhe duas atitudes: a da desconfiança total, que levaria, em muitos casos, ao desespero; ou a da autoconfiança total, ou seja, a da confiança apenas em nós mesmos. Portanto, a fé pressupõe capacidade de confiar e capacidade de confiar noutros.
A confiança noutros implica, ao mesmo tempo, a capacidade de receber algo, reconhecendo que não podemos conquistar e produzir tudo o que somos e temos por nós mesmos. Porque quem confia em alguém mais do que em si mesmo, sabe que há dimensões da vida que só esse alguém, em quem se confia, pode dar.
O caso mais gritante é o do bebé, que confia na sua mãe ou no seu pai, relativamente a tudo o que tem a ver com a sua existência. Não considera, ainda – como acontecerá depois com muitos adultos – que é autossuficiente e que merece, pelo seu trabalho, aquilo que tem. O que tem e o que é, sente-o como dádiva permanente dos pais e confia nessa dádiva, despreocupadamente.
A atitude do bebé aproxima-nos de um nível de fé importante: o que se relaciona com o fundamento da nossa existência, seja quanto à sua origem seja quanto ao seu futuro. Porque não somos nós que nos damos a nós mesmos nem que garantimos o nosso próprio futuro. Assim sendo, ou desesperamos desconfiadamente da nossa existência, perante o perigo de deixar de ser, ou confiamos numa dádiva permanente do ser. Esse será o nível mais profundo da fé, relativamente ao sentido primeiro e último da existência de cada um, que é acolhido como uma dádiva milagrosa e imerecida. Ter fé é acolher a existência como dádiva gratuita de outro.
Mas, a este nível, esse Outro em que se confia é ainda muito indefinido. É apenas o próprio mistério de sermos – alguns diriam, «por acaso». Aceitar que há um Deus pessoal que nos origina e nos quer na vida, dando-nos gratuitamente essa vida, para que a aceitemos, mesmo quando é dura e parece não fazer sentido – isso é já uma modalidade religiosa ou teológica da confiança. A fé, então, torna-se fé teológica. Mas o Deus que nos dá a nós mesmos é, ainda, uma entidade muito vaga.
Aceitar que esse Deus, que dá a vida e nos dá para a vida, vive connosco, se revela e nos liberta da morte em Jesus Cristo, é confiar de modo cristão. Ter fé cristã é, portanto, aceitar que Deus, em Jesus Cristo, nos dá a vida, para além da morte e para além de todas a nossas capacidades de a conquistar. Isso permite uma atitude de confiança que abre à esperança, para além de todo o absurdo aparente. E, ao mesmo tempo, implica o conhecimento de que o único caminho dessa esperança é a caridade, como dádiva da vida ao outro. Ou seja, a fé cristã está sempre ligada às outras duas virtudes teologais, pois só assim o dinamismo do acolhimento da vida dada por Deus é possível.
A confiança fundamental que determina a atitude de fé do cristão implica, ao mesmo tempo, a confissão convicta de um conjunto de afirmações sobre Deus e sobre os humanos, a que chamamos Credo ou símbolo da fé. Nessas afirmações condensa-se a descrição da nossa confiança e dos seus motivos. Por isso, a confissão explícita de fé é imprescindível à atitude crente, mesmo que a sua formulação linguística deva tudo ás linguagens humanas. E essa confissão, assim como a atitude correspondente, vive-se num leque de relações comunitárias, que nos ligam aos outros crentes, do nosso tempo e de outras gerações, assim como aos próprios não-crentes. Ou seja, não há fé cristã se não for inserida num dinamismo comunitário e numa tradição. Se assim não fosse, a fé seria puro sentimento individual e subjetivo, de iniciativa própria e para auto realização pessoal. Mas, ao assim ser, negava-se a si mesma, pois negava a básica atitude de confiança no outro, mais do que em si mesmo.

João Manuel Duque, Diretor Adjunto Faculdade de Teologia, UCP-Braga

Nota: Após a abertura oficial do Ano da Fé, que decorreu ontem, numa cerimónia presidida pelo Santo Padre, Papa Bento XVI, consideramos interessante publicar este artigo, que tem uma interrogação no título. Para ler e reflectir.
Este texto foi publicado no site da Agência Ecclesia.

Fami e Paulo 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Comemoração dos 50 anos de abertura do Concilio Vaticano II


Para assinalar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, que marcou uma viragem fundamental na história da Igreja.

O início do II Concílio do Vaticano teve lugar a 11 de Outubro de 1962, numa sessão presidida pelo Papa João XXIII. No seu discurso inaugural, o beato italiano falou da “origem e causa” do evento, que apresentou como “grande acontecimento”.
“Foi algo de inesperado: uma irradiação de luz sobrenatural, uma grande suavidade nos olhos e no coração. E, ao mesmo tempo, um fervor, um grande fervor que se despertou, de repente, em todo o mundo, na expectativa da celebração do Concílio”, relata, ao evocar o anúncio desta reunião magna.
João XXIII falou de “três anos de preparação laboriosa, consagrados a indagar ampla e profundamente as condições modernas da fé e da prática religiosa, e de modo especial da vitalidade cristã e católica”.
Como “fim principal do Concílio”, o Papa italiano apresentava a “defesa e difusão da doutrina”, ou seja, “que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”. “Essa doutrina abarca o homem inteiro, composto de alma e corpo, e a nós, peregrinos nesta terra, manda-nos tender para a pátria celeste”, acrescentou.
“A Igreja não oferece aos homens de hoje riquezas caducas, não promete uma felicidade só terrena; mas comunica-lhes os bens da graça divina, que, elevando os homens à dignidade de filhos de Deus, são defesa poderosíssima e ajuda para uma vida mais humana; abre a fonte da sua doutrina vivificante, que permite aos homens, iluminados pela luz de Cristo, compreender bem aquilo que eles são na realidade; a sua excelsa dignidade e o seu fim; e mais, por meio dos seus filhos, estende a toda parte a plenitude da caridade cristã, que é o melhor auxílio para eliminar as sementes da discórdia; e nada é mais eficaz para fomentar a concórdia, a paz justa e a união fraterna”, referiu João XXIII.

Fonte: Agência Ecclesia

Fami e Paulo

domingo, 7 de outubro de 2012

Bento XVI inaugurou hoje Sínodo dos Bispos dedicado à nova evangelização


Cidade do Vaticano, 07 out 2012 (Ecclesia) – Bento XVI inaugurou este domingo a 13ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, durante uma celebração em que deixou apelos ao diálogo entre católicos, quem se afastou da Igreja e descrentes, num “mundo descristianizado”.
O Papa falava na homilia da missa a que preside na Praça de São Pedro, Vaticano, que centrou no tema sinodal, a “nova evangelização”, uma ação “destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã”.
O Sínodo, precisou Bento XVI, visa “ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência” e “favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social”.
Neste contexto, os católicos foram desafiados ao encontro com as pessoas, “indiferentes ou mesmo hostis”, para lhes anunciar “a beleza do Evangelho e da comunhão em Cristo”.
O Papa disse ainda que esta perspetiva se vai reforçar pela coincidência entre a abertura da assembleia sinodal e o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, assinalando o 50.º aniversário da abertura do II Concílio do Vaticano (1962-1965).
“A evangelização, em todo tempo e lugar, teve sempre como ponto central e último Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, e o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, apelo à conversão e à reconciliação”, observou.
O Papa admitiu que o “pecado, pessoal e comunitário” de muitos cristãos se apresenta como “grande obstáculo para a evangelização”, falando também numa “clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimónio”.
“A união do homem e da mulher, o ser ‘uma só carne’ na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloquência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimónio está a passar por uma profunda crise, precisamente nas regiões de antiga tradição cristã”, precisou.
Este Sínodo dos Bispos, que se vai prolongar até ao próximo dia 28, é dedicado ao tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’, contando com a maior presença de participantes na história destes eventos: 262 cardeais, arcebispos e bispos, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras 15 Igrejas cristãs.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sínodo 2012 - Vaticano apresenta assembleia dedicada à Nova Evangelização


O Vaticano apresentou hoje aos jornalistas a 13ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, com início marcado para domingo e dedicada ao tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’.
A iniciativa foi convocada por Bento XVI no dia 24 de Outubro de 2010, no final do Sínodo especial para o Médio Oriente, e vai reunir centenas de bispos, maioritariamente designados pelas conferências episcopais, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras Igrejas cristãs.
O próximo sínodo vai ser inaugurado pelo Papa na Praça de São Pedro, do Vaticano, numa missa com início marcado para as 09h30 (hora local, menos uma em Lisboa) de domingo, prolongando-se até ao próximo dia 28.
Esta segunda-feira vai ser apresentado em conferência de imprensa o relatório prévio (‘relatio ante disceptationem’), que antecede as intervenções dos vários participantes, entre os quais se incluem dois portugueses: D. Manuel Clemente, bispo do Porto, e D. António Couto, bispo de Lamego.
O sínodo tem como presidentes delegados os cardeais John Tong Hon (bispo de Hong Kong, China), Francisco Robles Ortega (arcebispo de Guadalajara, México) e Laurent Monsengwo Pasinya (arcebispo de Kinshasa, República Democrática do Congo).
O cardeal Donald William Wuerl, arcebispo de Washington (Estados Unidos da América), vai assumir a função de relator geral e D. Pierre-Marie Carré, arcebispo de Montpellier (França), será o secretário especial.
Bento XVI nomeou 12 cardeais, 20 bispos e quatro padres (entre eles o Padre Heinrich Walter, superior geral dos Padres de Schoenstatt) para participarem no Sínodo e aprovou a escolha 45 peritos (‘adiutores secretarii specialis’), entre os quais 7 religiosas e 3 leigas, e 49 ouvintes (‘auditores’), incluindo 19 mulheres.
Entre os participantes estarão, por exemplo, Kiko Arguello, iniciador do Caminho Neocatecumenal; a irmã Mary Prema Pierick, superiora geral das Missionárias da Caridade, fundadas por Madre Teresa de Calcutá; Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, e o padre Julián Carrón, do Movimento Comunhão e Libertação.
O Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa, pode ser definido em termos gerais como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo.

Fonte: Agência Ecclesia

Fami e Paulo

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

«Nada sem ti, nada sem nós» converte-se em prenda da nova evangelização - Arcebispo Rino Fisichella


Na homilia da celebração da Rainha da Nova Evangelização da Europa, no dia 8 de Setembro em Schoenstatt, dia na Natividade de Nossa Senhora, o Arcebispo Rino Fisichella falou-nos de como Maria "nos recorda, hoje, o compromisso de fé (1Tes 1,3). Um compromisso de evangelizar em todo o lado e apesar de tudo. A bela oração que se faz aqui diante da Virgem 'Nada sem ti, nada sem nós', converte-se em prenda da nova evangelização. Um compromisso que hoje assumimos diante dela com a promessa de o conservar cada dia e fazê-lo sempre mais fecundo: assim como ela fez com a vida de Jesus, que 'conservava tudo no seu coração...' Por ele, Jesus 'crescia' junto a ela. Jesus deve crescer em nós e sua Mãe é a via privilegiada para aceder ao seu mistério."

Arcebispo Rino Fisichella, homilia de 8.09.2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dia de São Pedro e São Paulo


Desde o século III que a Igreja une na mesma solenidade os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, as duas grandes colunas da Igreja. Pedro, pescador da Galileia, irmão de André, foi escolhido por Jesus Cristo como chefe dos Doze Apóstolos, constituído por Ele como pedra fundamental da Sua Igreja e Cabeça do Corpo Místico. Foi o primeiro representante de Jesus sobre a terra.
S. Paulo, nascido em Tarso, na Cilícia, duma família judaica, não pertenceu ao número daqueles que, desde o princípio, conviveram com Jesus. Perseguidor dos cristãos, converte-se, pelo ano 36, a caminho de Damasco, tornando-se, desde então, Apóstolo apaixonado de Cristo. Ao longo de 30 anos, anunciará o Senhor Jesus, fundando numerosas Igrejas e consolidando na fé, com as suas Cartas, as jovens cristandades. Foi o promotor da expansão missionária, abrindo a Igreja às dimensões do mundo.
Figuras muito diferentes pelo temperamento e pela cultura, viveram, contudo, sempre irmanados pela mesma fé e pelo mesmo amor a Cristo. S. Pedro, na sua maravilhosa profissão de fé, exclamava: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». E, no seu amor pelo Mestre, dizia: «Senhor, Tu sabes que eu Te amo». S. Paulo, por seu lado, afirmava: «Eu sei em quem creio», ao mesmo tempo que exprimia assim o seu amor: «A minha vida é Cristo»!
Depois de ambos terem suportado toda a espécie de perseguições, foram martirizados em Roma, durante a perseguição de Nero. Regando, com o seu sangue, no mesmo terreno, «plantaram» a Igreja de Deus.
Após 2000 anos, continuam a ser «nossos pais na fé». Honrando a sua memória, celebremos o mistério da Igreja fundada sobre os Apóstolos e peçamos, por sua intercessão, perfeita fidelidade ao ensinamento apostólico.

Hoje dia 29 de Junho, a Igreja celebra o dia dos Apóstolos Pedro e Paulo. Pelo facto de serem considerados, os dois grandes pilares da Igreja, publicamos este pequeno texto retirado do site do Secretariado Nacional da Liturgia.

Fami e Paulo

O desafio de viver


"O desafio de viver" é o tema do 9º ano de catequese. No final deste ano, tenho que realçar o momento proporcionado por estes adolescentes da paróquia da Gafanha da Nazaré na festa da comunidade, no passado dia 16 de Junho no Centro da Mãe do Redentor. Eu sou catequista de alguns destes adolescentes e por isso acompanhei-os na breve preparação para este dia comunitário, em que cada ano de catequese deve fazer uma apresentação. Nestas idades nunca é fácil motivar para uma "festinha" da comunidade, especialmente quando estavam a um dia do exame nacional de português. Mas no final, eu estava orgulhosa pela coragem daqueles adolescentes que aceitaram o desafio de subir ao palco, tocar e  cantar em grupo, mesmo tendo ensaiado só durante duas horas. Estou "orgulhosa" deles porque o resultado foi muito bom, mas estaria também se assim não tivesse acontecido. Sempre ouvimos que o importante é participar, mas com adolescentes depende sempre do resultado, pois estão na idade em que a confiança em si mesmos vacila constantemente. Disso falava a "dor de barriga" que sentiam momentos antes ou a preocupação de não sair bem e desiludir os pais que estavam lá para ver o melhor dos seus filhos ou mesmo não "fazer figura triste" perante os colegas. Com os pequeninos é diferente, mesmo que não façam nada, subindo ao palco já são motivo de alegria e orgulho dos pais e se erram até têm "graça".
O 9º ano tocou e cantou a melodia "Jesus Christ you are my life" com letra adaptada ao caminho percorrido ao longo do ano de catequese, sob o lema "Desafio de Viver".


Esta festa foi também o momento dos pais do projeco "Nós, Deus e os filhos" receberam um pequeno presente pela etapa conseguida. Assim, foram chamados os pais que frequentaram as reuniões deste projeto que tem a duração de três anos. Este ano os pais das crianças do 3º ano concluíram este desafio proposto pela paróquia e que é coordenado por casais pertencentes a diversos movimentos, entre eles casais da Obra de Schoenstatt.

Catequista Irmã Paula


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Diocese de Aveiro anuncia comemorações da Missão Jubilar

D. António Francisco dos Santos apresentou oficialmente programa do evento que assinala 75 anos da Diocese


Aveiro, 15 jun 2012 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro espera que a Missão Jubilar integrada nos 75 anos da Diocese, que vai ser lançada sábado e domingo em todas as paróquias, seja uma “verdadeira alma inspiradora” para todas as comunidades cristãs.
“Agora, é tempo de anunciar com mais alegria a fé, na oração, na escuta da Palavra de Deus e nos sacramentos, de servir na caridade, com maior atenção aos pobres e aos que sofrem, de testemunhar a beleza de Deus que se espelha no amor vivido nas famílias”, realça D. António Francisco dos Santos.
A Missão Jubilar, que irá decorrer entre 21 de outubro de 2012 e 11 de dezembro de 2013, foi apresentada oficialmente esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa a bordo do Navio Museu Santo André, na Gafanha da Nazaré.
O prelado aveirense sublinhou que o evento, que terá como tema “Vive esta hora”, deverá levar os fiéis a serem “mensageiros da alegria e rosto da esperança no meio de crises e de dores” que assolam atualmente a sociedade.

Schoenstatt no debate "Jovens e Política"






"Vatileaks" - por Afonso Corte-Real da JMS de Lisboa


A Igreja foi fundada sobre a rocha de Pedro, portanto, ninguém poderá destruí-la. A história é mestra da vida também neste campo. A Igreja sofreu muitos ataques ao longo da sua história milenar e saiu sempre triunfante, porque está fundada sobre a rocha de Pedro e quem guia a Igreja, quem a ilumina e quem lhe dá força é o espírito de Cristo, é o Espírito Santo.
Cardeal D. José Saraiva Martins

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo
No passado dia 17 de Maio, o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou em Itália um livro intitulado Sua Santidade, as cartas secretas de Bento XVI. Nesse seu volume Nuzzi, já autor de um livro sobre o Instituto das Obras Religiosas (IOR) também chamado “Banco do Vaticano”, revela ao público várias cartas privadas endereçadas ao Santo Padre. Os conteúdos desses documentos são temas quentes da actualidade da Igreja: a resposta aos recendes casos de abusos de padres, os escândalos sexuais do padre mexicano Marcial Maciel fundador dos Legionários de Cristo, relatórios políticos, enfim, inúmeros assuntos tristes e difíceis para a Igreja... Podem imaginar que a publicação de documentos deste carácter é um crime sem precedente. Como é que alguém pode ter acesso a tais cartas? Quem é que traiu desta maneira a confiança do Papa? Ao longo deste ano tem havido sucessivas fugas de informação para fora dos muros do Vaticano. Isso levou a que o Papa nomeasse uma comissão especial de cardeais para investigar estes casos e acabar com a divulgação ilícita de informação privada. Graças a Deus, na passada quarta-feira dia 23 de Maio viram-se finalmente resultados dessa investigação. A Gendarmeria Vaticana (a polícia do Vaticano), deteu no Vaticano Paolo Gabriele, mordomo pessoal de Bento XVI, pois foram encontrados em sua casa uma série de documentos privados do Santo Padre. Sabia-se que a ameaça vinha de dentro do Vaticano, mas o facto de um culpado estar tão próximo do Papa é desconcertante. É por isso que a magnitude deste caso ultrapassa em muito a dos anteriores... O arcebispo Angelo Becciu, o número 3 do Vaticano, explica bem a gravidade dos acontecimentos: “o ataque que [o Papa] sofreu é muito violento”, “a publicação de cartas roubadas é um ato imoral de inédita gravidade”, “documentos da sua casa, papéis que não são simples correspondência privada mas informações, reflexões, aberturas de consciência e até alguns desabafos que recebe unicamente devido ao seu ministério”, “não se trata unicamente de uma violação, já em si mesma gravíssima, da reserva a que qualquer pessoa tem direito, mas por se tratar de uma vil afronta à relação de confiança entre Bento XVI e quem se lhe dirige”. A detenção do mordomo é apenas o início desta “limpeza” e procuram-se agora mais culpados. Esperemos que possam ser detidos e conduzidos às mãos da justiça todos aqueles que querem mal ao Papa e à Igreja.
Como se não bastasse à Igreja ter de sofrer ataques daqueles que estão de fora, agora também tem que se preocupar com os que fazem parte dela! Que tristeza. Até agora só leigos é que foram investigados e esperemos que assim continue. Imaginem o que não diriam da Igreja se se descobrisse que algum prelado está envolvido neste caso... Nestas situações temos que ter sempre cuidado com o que ouvimos pois sabemos que a imprensa aproveita a situação para especular e para difamar a Santa Sé. Enquanto num jornal se publica uma notícia na segunda-feira a dizer que um cardeal italiano está envolvido, no outro diz-se na terça-feira que é uma laica que trabalha no Vaticano a cabeça da operação. Todos os dias ouvimos mais disparates. E isso só complica as coisas... O porta-voz da Santa Sé (o único que faz comunicações oficiais do Vaticano), o Padre Frederico Lombardi, já veio a público desmentir todas estas especulações e pedir aos jornalistas para não espalharem notícias infundadas. O próprio Papa, que raramente se manifesta, pronunciou-se durante a audiência geral de quarta-feira dia 30 de Maio do seguinte modo: “os acontecimentos ocorridos nestes dias acerca da Cúria e dos meus colaboradores trouxeram tristeza ao meu coração”. Apesar disso, o Papa continuou reafirmando a confiança que tem nos seus colaboradores e professando aquilo que é a sua fé no que é para nós um gesto consolador da vontade do nosso Vigário: “nunca se ofuscou a firme certeza de que, apesar da fraqueza do homem, das dificuldades e das provas, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo, e o Senhor nunca lhe fará faltar a sua ajuda para sustentá-la no seu caminho”. Na mesma audiência, o Santo Padre afirmou-se desiludido com a imprensa que estava a dar uma imagem falsa da Santa Sé através de rumores “exagerados” e “gratuitos”.
Para concluir, gostava de salientar três coisas que podemos retirar disto tudo. A primeira delas é que, quando o Papa é atacado pessoalmente, somos nós os católicos que temos que sair em sua defesa! Ao longo do seu pontificado, não foram raros os ataques pessoais a Bento XVI e reparem que graças a Deus o Papa nunca se defendeu a ele próprio! Demonstra que está consciente do que é a sua missão. Não compete ao Sucessor de Pedro defender-se diante do mundo. Somos nós, o Povo de Deus, os fiéis, que temos que oferecer o peito às balas para defender aquele que é o nosso Pastor Universal. A segunda é que temos que rezar mais, muito mais por todos os padres e bispos! Rezamos sempre pelo Papa, o que nunca deve deixar de acontecer, mas devemos também ter tempo para rezar pelos nossos outros pastores. Eles também vivem no mundo e precisam de apoio. Eles também têm que ser fortes e iluminados pelo Espírito Santo para não caírem nas tentações. Neste específico caso, rezemos para que os sacerdotes tenham sempre a humildade e a sabedoria suficiente para se manterem fora destes ataques à Igreja. Finalmente, temos também que rezar mais uns pelos outros. Se agora vemos que até os crentes se voltam contra a própria Igreja onde iremos parar? Rezemos por Paolo Gabriele e por sua família, rezemos por Gianluigi Nuzzi o autor do livro que provocou todo este processo, rezemos pelos jornalistas para que sejam sempre fiéis à sua missão de informar com verdade e caridade. A purificação da Igreja começa pela oração e pela penitência.
Deus guarde e abençoe o Papa!
Nos cum prole pia, benedicat Virgo Maria

Fonte: http://www.porta-da-europa.eu

domingo, 10 de junho de 2012

Cristo na empresa e o amor ao próximo como critério de gestão


Há poucos dias saiu em Portugal um programa de TV com o tema: “Cristo na empresa e o amor ao próximo como critério de gestão”. Um grupo de gerentes e dirigentes da iniciativa “Cristo na empresa”, entre eles vários membros do Movimento de Schoenstatt, junto com o Pe. Diogo Barata (Padre de Schoenstatt) elaboraram o programa.
O Pe. Diogo Barata falou sobre o tema “Cristo na empresa e amor ao próximo como critério de gestão”, e em um momento apareceram a imagem da MTA e a Cruz da Unidade na mesa do escritório de um gerente.
A iniciativa “Cristo na empresa” da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores) é constituída por grupos de gestores que, em comunidade, procuram a aplicação concreta da Doutrina Social da Igreja na vida prática das empresas, nomeadamente seguindo o princípio do Amor ao próximo como critério de gestão.

Pedro Rocha E. Melo/Pe. Francisco Sobral



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Jovens Católicos e Política, como é possível esta equação?

A Ministra Assunção Cristas participou num colóquio em Lisboa com o deputado Ricardo Baptista Leite e o padre Diogo Barata, do Movimento de Schoenstatt


Igreja/Política: Jovens católicos têm uma importante palavra a dizer na «mudança» do país, sublinha ministra da Agricultura

Lisboa, 31 mai 2012 (Ecclesia) – A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território considera que os jovens católicos têm uma importante palavra a dizer no campo da política, enquanto agentes da “mudança” que é necessária para o país.
Em entrevista à ECCLESIA, no âmbito de um colóquio intitulado “Jovens Católicos e Política, como é possível esta equação?”, Assunção Cristas sublinhou que a “política é um serviço à sociedade” que deve ter sempre um espaço aberto aos mais novos.
“Quem achar ter essa vocação e esse espaço, deste lado há muito para se fazer”, desafiou a representante do executivo de Pedro Passos Coelho, católica assumida e que está inclusivamente ligada às equipas de casais de Nossa Senhora.
O colóquio, organizado pelo setor de Lisboa das Equipas de Jovens de Nossa Senhora (EJNS), teve lugar terça-feira á noite, na Igreja de São Pedro de Alcântara.
Vasco Almeida Ribeiro, responsável pela organização do evento, destacou a importância de colocar os jovens cristãos em contacto com a política, sobretudo numa altura em que “Portugal passa por dificuldades” e em que “cada vez mais é preciso escolher com cuidado acrescido aqueles que representam o país”.
“Um bom cristão deve estar envolvido na sociedade e ter opiniões formadas, associadas a uma democracia cristã, que é aquela que a Igreja pretende”, apontou.
Além de uma responsável do Governo, a iniciativa contou ainda com a presença de um deputado e de um sacerdote.
Ricardo Baptista Leite, membro do Partido Social Democrata com assento na Assembleia da República, reforçou junto dos mais novos a necessidade de todos se mostrarem disponíveis para a participação ativa na vida política, antes de mais através do uso do direito ao voto.
“Os jovens são o motor do país e, com a sua irreverência, pureza e pelos ideais que transportam, podem ensinar muito a uma política que, muitas vezes, está conspurcada por vícios”, salientou.
Já o padre Diogo Barata, presidente nacional do movimento católico de Schoenstatt, admitiu que um dos papéis mais importantes do sacerdote e da Igreja deve passar por “entusiasmar os jovens no seu compromisso com a sociedade, também no mundo da política.
O representante católico mostrou-se ainda agradado com a participação de Assunção Cristas e de Ricardo Baptista Leite no debate.
“São tão poucos os políticos católicos que temos que realmente é importante o seu testemunho, para entusiasmar outros a cumprirem esse papel”, concluiu.
PTE/JCP

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=91166

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