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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Entrada do Pai e Fundador no Orfanato de Oberhaudsem - 12 de Abril de 1894


Hoje, dia 12 de Abril de 2013, comemoram-se 119 anos do dia em que Catarina Kentenich (mãe do Padre Kentenich) o levou para o orfanato de Oberhausen, por não poder cuidar dele, devido ao muito trabalho que tinha e também ao facto de a avó já estar velha e cansada.
O pequeno José teve uma vivência decisiva diante da imagem de Nossa Senhora na capela do orfanato.
Esse doloroso momento de despedida da sua mãe, abre o coração do Pai e Fundador para uma experiência de fé tão profunda, que mais tarde ele confessa que esta consagração a Maria constituiu um acontecimento chave na sua vida, que deixou na sua alma uma impressão profunda.
A sua mãe tinha trazido uma preciosidade dos seus pobres haveres: um cordão de ouro com uma pequena cruz que na sua primeira Comunhão a madrinha lhe tinha oferecido.
Pendura-o ao pescoço da imagem de Nossa Senhora e pede-lhe com palavras simples que a partir daquele momento seja Ela a tomar a seu cuidado a educação do seu pequeno filho. Mãe do Céu e mãe da terra encontram-se nos cuidados pelo pequeno homem que, que neste dia se deve ter sentido muito importante, infinitamente amado e duplamente acolhido.


A consagração a Maria realizada nesse dia e neste contexto faz brotar no pequeno José a convicção ainda mais forte de que a Mãe de Deus é sua Mãe. Esta consagração foi a vivência de ser pessoalmente tocado por um singular amor de Deus que o preparava para a sua missão futura.
Mais tarde o Padre Kentenich dirá que a semente de onde viria a brotar a Obra de Schoenstatt, foi semeada naquele momento.
Podemos considerar que este momento foi uma Aliança de Amor, embora secreta, apenas no seu coração..
Anos mais tarde ao recordar este momento o Pai e Fundador disse: "Aos nove anos, quando ofereceu o seu coração à Mãe de Deus, selou no seu coração a Aliança de Amor com Ela. Foi para mim uma experiência tão profunda que não se pode expressá-la em palavras."
(Padre Kentenich segundo testemunho escrito da Irmã Christine Pauly).

Nota: Texto elaborado tendo por base o livro "O afável rebelde de Deus" de Christian Feldmann, traduzido para português por António Ruivo.
Agradecemos também os preciosos testemunhos que quatro ilustres schoenstateanos gentilmente nos deram e que em muito contribuíram também para a elaboração deste texto.

Fami e Paulo

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Presidência Geral do Movimento de Schoenstatt peregrina a Milwaukee


22 de Janeiro de 2013

Querida Família de Schoenstatt:

Neste Ano da Fé, que em Schoenstatt também definimos como Ano da Corrente Missionária, gostaria de informá-los que a Presidência Geral empreenderá uma peregrinação a Milwaukee de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro.
Todos nós ansiamos pela peregrinação ao Santuário Original e a Roma no dia 18 de Outubro de 2014. Temos a noção do interesse vital que esta peregrinação desperta na Família de Schoenstatt. A peregrinação do símbolo do Pai, que um dia será colocado no Santuário Original, criou vínculos entre todos e fortaleceu a corrente de vida.
Neste momento, iremos concentrar-nos em dois objectivos: no Jubileu onde temos responsabilidade total, e no processo do nosso Fundador, a beatificação do Padre Kentenich, no qual, em breve, poderão ser dados novos passos. Estes dois desejos do nosso coração unem-se com a disposição de amar a Igreja com um amor generoso. Cem anos depois da fundação do nosso Movimento queremos ajudar a Igreja a desenvolver a grande tarefa da Nova Evangelização, que o Papa Bento XVI pediu, de forma a que a Igreja seja, mais do que até agora, a alma do nosso mundo moderno.
Foi isto que motivou a Presidência Geral a decidir empreender uma peregrinação a Milwaukee. Como muitos de vós já fizeram, vamos recolher testemunhos daqueles que conheceram lá o nosso Pai e Fundador. Visitaremos os lugares do seu exílio e debruçar-nos-emos sobre estes importantes catorze anos da história da nossa fundação.
Vemos o convite da Família dos EUA como um sinal da Divina Providência. Entendemos a nossa peregrinação com um importante passo na preparação do Jubileu de 2014. Agradecemos a solidariedade recebida. Rezaremos por toda a Família nos dias da nossa peregrinação.

Em nome da Presidência Geral
Padre Heinrich Walter

Fonte: Schoenstatt Internacional

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

20 de Janeiro de 1942 - 2º Marco Histórico do Movimento de Schoenstatt


"Neste dia 20 de Janeiro, celebramos mais um aniversário de uma decisão muito importante na vida do Padre José Kentenich. Alguns, explicam este momento, dizendo que o Padre Kentenich decidiu nesse dia ir para o campo de concentração. Mas, o que na verdade o Pai e Fundador fez, foi aceitar  livremente colocar a sua vida, na vontade de Deus. Isto, foi o que realmente ele fez.
O mais importante nesta decisão, não foi o resultado final, o facto de viver no campo de concentração de Dachau, durante mais de três anos. O Padre Kentenich chegou a dizer, que se Deus lhe tivesse pedido nesse dia, para simplesmente mover um dedo, esse gesto teria sido tão heróico como ir para Dachau. Porque o heroísmo na nossa vida, deve estar em percebermos o que Deus realmente nos pede.
A atitude heróica do Padre Kentenich foi perceber que Deus lhe pedia para entregar a sua liberdade física, como oferta para a liberdade e santidade de toda a Família de Schoenstatt.
As Irmãs de Maria e restante Família de Schoenstatt, tinham conseguido quase um milagre. Tinham conseguido que o médico da prisão se mostrasse disposto a declarar o Padre Kentenich "não apto para o campo de concentração", devido a uma deficiência pulmonar de que sofria.
A Família de Schoenstatt estava feliz por ter encontrado esta solução. O prazo para que o Padre Kentenich se decidisse a dar parte de doente, terminava às 5 horas da tarde desse dia 20 de Janeiro de 1942.
O Pai e Fundador decide, que não quer servir-se de nenhum meio humano para evitar a sua ida para o campo de concentração. Ele confia cegamente em que Maria vencerá e logrará, se isto estiver nos planos de Deus, evitar a sua ida para Dachau.
E se isto não puder ser evitado, é porque esse caminho será o melhor para ele (Padre Kentenich) e para toda a Família de Schoenstatt."
(Excerto da Homilia de 20 de Janeiro de 2013, do Padre Carlos Padilla Esteban)

Fami e Paulo

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Comemoração do aniversário de João Luis Pozzobon


Em atitude de Advento, atitude de espera e de preparação, atitude de renovação e anúncio profético, atitude de Maria no Magnificat, como milhares e milhares de missionários da Aliança de Amor peregrinamos rumo a Belém, onde a pequenez e a simplicidade nos são presenteados como o caminho – o melhor deles – escolhido por Deus para nos levar à plenitude d’Aquele que nos criou e redimiu.   Este Advento 2012 é Advento missionário - Advento do Ano da Fé, Advento no ano da corrente missionária, quando se sente o chamado de oferecer a aliança vivida – com alegria e humildade – como preciosa contribuição para a Igreja de nosso tempo.  É momento de nos perguntarmos como levar a Boa Nova, o Evangelho, ao homem de hoje, desde o mais sofisticado intelectual ao mais simples trabalhador do campo, tanto nas vilas como em novas sociedades e nações...  É neste Advento missionário que o olhar de muitos, nesta peregrinação missionária, se dirige a um homem simples e humilde, aquele que mais e mais pessoas chamam de ‘o santo da nova Evangelização’: João Luis Pozzobon, cujo aniversário de nascimento é comemorado neste 12 de Dezembro de 2012.

Simplicidade, humildade, serviço desinteressado: esse é o espírito que animou o “pobre peregrino e diácono” João Pozzobon, que se considerou e aspirou ser um “simples servo”, “instrumento” e “burrinho” da Mãe e Rainha... O mesmo espírito que deve reinar na Campanha e nos agentes da nova evangelização neste Advento missionário.  João Pozzobon teve que deixar o colégio depois de poucos anos de estudo, para trabalhar no campo.  Foi um trabalhador humilde, um leigo simples, que em seu momento soube captar o chamado de Deus e nunca mais deixou de cumprir a missão assumida... sem nunca cair na tentação do poder ou do medo.  A humildade e a simplicidade da Nova Evangelização podem ser cruciais nos momentos de enfrentar doutrinas complicadas, e devem estar refletidas na atitude de serviço de seus agentes quando também se encontrarem diante de situações de corrupção e lutas pelo poder.  O santo da nova evangelização fez surgir algo tão simples quanto eficiente.  Sendo simples, a Campanha está ao alcance de todos.  Tem como suporte a espiritualidade sólida e uma pedagogia eficiente, leva a concretizar a grande proclamação da Nova Evangelização.
Texto retirado do sitio:www.schoenstatt.org/pt
Fami e Paulo

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Alianças de Amor no Funchal – Ilha da Madeira


No dia 10 de Novembro, depois de um tempo de preparação, selaram a Aliança de Amor sete pessoas na Paróquia de São Pedro – Funchal. 
Depois da celebração da Eucaristia, animada musicalmente pelo Orfeão Madeirense, seguiu-se um programa especial conforme o seguinte programa:

Neste período em que se festeja os 500 anos da Diocese do Funchal, o Movimento de Schoenstatt quis associar-se às comemorações e deste modo organiza uma conferência subordinada ao tema:

“MARIA MULHER E MÃE…” 
Oradora - Dr.ª Graça Alves 
Dia - 10/11/2012 - (Sábado) às 20,00 horas. 
Local - Igreja de São Pedro - Funchal

Colaboração - Paróquia de São Pedro e Orfeão Madeirense


O Programa foi o seguinte: 
Eucaristia às 18.30 horas - Presidida pelo Padre Carlos Alberto
                                             - Cantada pelo Orfeão Madeirense.
Conferência:
1ª Parte - Cantar também é uma forma de rezar e deste modo o Orfeão Madeirense entoará um desfiar de Avé Marias.
1 - Ave-Maria - Schubert 
2 - Te Canto Maria
3 - Vestida de Sol Chegaste

2ª Parte - Conferência - “MARIA MULHER E MÃE…”
Proferida pela Drª Graça Alves. 

3ª Parte - Intervenção do Padre Carlos Alberto, assistente do Movimento de Schoenstatt para a Madeira.
- Intervenção de sua Excelência o Vigário Geral da Diocese do Funchal e Pároco da Paróquia de São Pedro, Cónego Fiel Sousa.

4ª Parte - Encerramento com o Orfeão Madeirense
1 - Ave-Maria - Gounod 
2 - Gloriosa Mãe de Deus 
3 - Bem-Aventurada

Padre Carlos Alberto 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aniversário do baptizado do Padre Kentenich

Registo de baptismo do Padre Kentenich

"Seu primeiro baptizado desse dia, na Igreja Paroquial de St. Kunibert, é o filho de Catarina Kentenich.
O menino recebeu o nome de Pedro José, seu padrinho e como o único irmão da mãe ainda vivo, que morava em Estrasburgo. A madrinha foi a avó, Ana Maria Kentenich, de nascimento Blatzheim."
(Excerto do livro Os anos Ocultos de Dorothea M. Schlickmann)

Hoje, dia 19 de Novembro comemoram-se 127 anos que o Padre José Kentenich foi baptizado, em Gymnich, sua terra natal.

Pia baptismal da Igreja Paroquial de Gymnich

"Envia-nos o Espírito de fortaleza do Senhor para que Ele faça surgir a nova criação:
O Reino de Schoenstatt, nação de Deus, que se assemelha à cidade eterna de Sião."
(Rumo ao Céu)

Fami e Paulo

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As “Tendas de Cultura de Aliança” no Jubileu de 2014

Imaginamos que alguém que ouça um schoenstattiano falar com entusiasmo de "2014", poderá pensar que nos preparamos para comemorar um feito que aconteceu há 100 anos na primeira guerra mundial, na Alemanha, quando um grupo de jovens liderados pelo nosso Pai Fundador, refugiados numa modesta capelinha, se encomendava à proteção de Maria.
Para nós, contudo, o 2014 é muito mais que uma festa para recordar o nascimento do Movimento de Schoenstatt. O 2014 é para os schoenstattianos um jubileu; o prazer de constatar a abundância dos frutos que essa singela e profunda Aliança de Amor com a Mater colheu no mundo inteiro ao longo de um século, e sobretudo o privilégio e a alegria imensa de poder contribuir hoje mediante a nossa missão apostólica plasmada em diversos projetos, atividades ou instituições concretas do nosso país, a multiplicar os frutos que se seguirão durante os próximos 100 anos.
Pondo em prática o ensinamento recebido do Pai Fundador: "Com a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus", chegou-se à convicção de que os âmbitos da nossa vida através dos quais podemos tornar visível em obras concretas o nosso selo apostólico e missionário são: o Matrimónio e a Família, a Juventude, a Igreja a Educação e a Sociedade.
Assim, as frases "Nada sem nós" e "Dilexit Ecclesiam" com as quais durante tantos anos recordámos o Padre Kentenich, são mais importantes que nunca, pois materializam-se no que oferecemos como dádivas de Aliança que plasmam o compromisso rumo a uma cultura de Aliança expressa em toda a atividade apostólica e missionária nos distintos âmbitos em que participamos.
 
No marco desta celebração internacional, os projetos - que serão mostrados nas chamadas "Tendas de Cultura de Aliança" que têm como lema "Tua Aliança, nossa missão - constituem o núcleo das festividades de 2014 pois são a expressão concreta da riqueza dos frutos de cada país, de acordo com a sua realidade e originalidade, surgiram como uma oferta que Schoenstatt faz à Igreja, pois muitas das iniciativas foram iniciadas por pessoas ou grupos de algum Ramo do Movimento ou foram fruto do chamamento ou da inspiração da Mater ou do Santuário a favor de quem mais necessita. Estes projetos serão compilados num documento e entregues no dia 25 de Outubro de 2014 ao Santo Padre em Roma como a oferta de Schoenstatt à Igreja, simbolizando a marca deixada pelos primeiros 100 anos de vida do Movimento e o fecundo caminho que, pela Mão de Maria, esperamos percorrer durante os 100 anos vindouros.
Os projetos, fruto da atividade apostólica e missionária, plasmam-se em cinco âmbitos da nossa vida:
 
1. Matrimónio e Família
2. Juventude
3. Pedagogia
4. Igreja
5. Uma nova ordem Social
 
Desenvolvimento de cada tenda aqui:

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

100 anos do Documento de Pré Fundação


Amanhã, dia 27 de Outubro de 2012, celebram-se 100 anos (27/10/1912 - 27/10/2012) da data em que o Padre Kentenich se apresentou aos jovens seminaristas, proferindo uma palestra que viria a ficar conhecida como Documento de Pré-Fundação do Movimento de Schoenstatt.

No sentido de celebrar este centenário, realiza-se amanhã no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro, a partir das  21 horas uma vigília, que se pretende que seja um momento de oração e de agradecimento.
Todos estão convidados a participar na celebração deste momento tão importante para a Família de Schoenstatt. É um grande acontecimento na caminhada Rumo a 2014.

"Sob a protecção de Maria, queremos aprender a auto-educar-nos para sermos personalidades firmes, livres e sacerdotais."
(Pequeno excerto do Documento de Pré-Fundação)

Fami e Paulo

sábado, 25 de agosto de 2012

Construir o Santuário significa construir também a Família


"Existe uma íntima relação entre qualquer santuário cristão e a comunidade de peregrinos que se congrega em seu redor. Esta última não constitui um simples "apêndice" extrínseco: é parte integrante do santuário, do seu significado, do seu carácter sacramental, já que só através dela se torna verdadeiramente visível e compreensível a mensagem do respectivo santuário e o poder das graças que aí actuam.
À luz do que foi dito, referimo-nos também à indissolúvel unidade que se dá entre o Santuário e a Família de Schoenstatt, unidade que comparamos com a de Cristo e a Igreja (porque o Santuário é para nós, precisamente, um símbolo visível da presença de Cristo e a Família, pretende justamente ser uma "Igreja em ponto pequeno" - quer dizer, uma parte da grande Igreja - que se congrega em seu redor).


Por isso, afirmamos que, assim como o Cristo total (ou o Santuário vivo de Deus) é a pessoa de Cristo mais a comunidade da Igreja, assim também o Santuário total de Schoenstatt é o Santuário - capelinha (símbolo de Cristo) mais o Santuário vivo da Família (como parte da Igreja).
Em consequência, construir um Santuário de Schoenstatt significa propôr-se, ao mesmo tempo construir o Santuário - capelinha e construir a Família que o completa e prolonga. Sem esta, o primeiro não terá sentido nem poderá cumprir a sua missão, simplesmente porque não estará completa. 

(Excerto do livro "O Santuário de Schoenstatt" da autoria de Hernán Alessandri)

Fami e Paulo

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tempestades de Outono 1912


Foi publicado o livro, há muito esperado, sobre o início da vida da tarefa do Padre Kentenich como Diretor Espiritual, com o título "Tempestades de Outono 1912". Esta é uma expressão usada por ele mesmo para definir esse tempo. Depois do livro "Os anos ocultos", biografia do Padre Kentenich até à sua ordenação sacerdotal em 1910, este era um livro muito desejado, pois estamos a falar dos primeiros tempos da sua vida sacerdotal e do desenvolvimento da tarefa do Padre Kentenich como Diretor Espiritual no seminário dos Palotinos, o contacto com os jovens do tempo de fundação de Schoenstatt. Este livro apresenta a pedagogia revolucionária e ousada do jovem sacerdote, José Kentenich. Por isso como subtítulo poderíamos traduzir: Começa uma revolução a partir de dentro...
É uma alegria que este livro saiu precisamente quando estamos às portas de celebrar os 100 anos do Documento de Pré-Fundação.
Esperamos, assim, que brevemente seja traduzido para português, pois este livro documentado é uma riqueza muito grande para o nosso caminho de santidade e o dos outros.


A autora, Dorothea M. Schlickmann (Ir. M. Doria), nascida em 1956 em Neuss/Reno. Em 1978 ingressou no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Formou-se em Alemão, História e Pedagogia e doutorou-se em Pedagogia na Faculdade de Filosofia da "Westfälischen Wilhelms-Universität Münster, com uma tese sobre a Pedagogia do Padre Kentenich ("Die Idee von  der wahren Freitheit"). Desde 1999 dedica-se à investigação filosófica e histórica da vida e da obra do Padre José Kentenich. Além desse trabalho, dá várias conferências de formação pedagógica dentro da espiritualidade de Schoenstatt em congressos e dá formação também dentro da própria comunidade. Dorothea Schlickmann é membro do IJK (Instituto Internacional José Kentenich para Investigação e Doutrina), desde 2004.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Gertraud Condessa Von Bullion


No dia 17 de Junho de 2012, na Gafanha da Nazaré à sombra do Santuário Tabor reuniu a Equipa Padre José Kentenich, encontro alargado a todas as pessoas que puderam e quiseram participar. 
Esta equipa surgiu desde alguns anos como uma bênção, cuja tarefa é divulgar o carisma e missão do Padre Kentenich, dando-o a conhecer ao maior número possível de pessoas, para que desperte a veneração do povo a este servo de Deus e assim se apresse a sua canonização no jardim da Igreja. 
Ele não vai sozinho neste caminho como foi dito, mas com aqueles que com ele foram fiéis ao projeto de 18 de Outubro 1914 pela Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt no Santuário. Foram apresentadas sínteses do caminho de santidade de sete heróis, com processos de beatificação em curso. Coube-me a tarefa de apresentar Gertraud Condessa von Bullion.


Gertraud, descendente de uma família nobre da alta burguesia, uma Condessa, nascida a 11 de Setembro de 1891, para governar, decide-se para servir. “SERVIAM, QUERO SERVIR”, mandou gravar mais tarde na sua medalha de Consagração. Seus pais se preocupavam em despertar nos filhos o sentido para o bem e o belo. Portanto, desde a infância que Gertraud foi agraciada com uma atmosfera familiar que muito contribuiu no seu caminho de santidade e dos seus grandes ideais. Os frutos desta educação começam já no dia da sua 1ª Comunhão em que ela expressa o seu primeiro desejo”Querido, Deus, faça com que eu nunca cometa um pecado mortal”. Decide-se pela beleza e o encanto da Eucaristia e comunhão diária, mesmo tendo de vencer grandes sacrifícios. 
Momento decisivo no seu caminho de santidade veio a ser a Primeira Guerra Mundial. Seu pai e seu irmão, oficiais do exército são convocados para o campo de batalha. Gertraud decide-se a ir também, onde vai servir com enfermeira da Cruz Vermelha. Durante o tempo na guerra, Gertraud conheceu alguns jovens congregados de Schoenstatt, também alistados nas fileiras, que lhe prestam ajuda na preparação das Eucaristias aos Domingos e celebração no mês de Maio. Admira nestes jovens no meio da difícil situação por constantes e terríveis bombardeamentos o exemplar heroísmo nas virtudes humanas e cristãs, que despertam nela não só o interesse por schoenstatt, mas pelo seu Fundador.


Mal acaba a guerra, procura encontrar-se com o Padre José Kentenick, e pergunta-lhe se não haveria lugar também para ela na Obra de Schoenstatt. A esta ousada pergunta de Gertraud, Deus dá resposta pela Fé Prática na Divina Providência, pois já a 8 de Dezembro de 1920, Gertraud e sua prima fazem a sua Consagram, pela qual é fundada a primeira Comunidade feminina em Schoenstatt, a União Apostólica Feminina. “Senhora, Mãe, todo o meu amor para o teu Jesus, toda a minha força para as almas, como teu instrumento”. Gertraud a primeira semente co -fundadora da ala feminina tão decisiva no movimento de Schoenstatt. 
Padre Kentenich orientou de tal modo Gertraud, que ela em breve espaço de tempo, pela Aliança de Amor com a Mãe, Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, conseguiu atingir tão elevado grau de santidade.
Porque na guerra contraiu o bacilo da tuberculose, sua vida na terra foi curta, pois faleceu a 11 de Junho de 1930, com 38 anos. 
Existem pagelas, novenas e uma biografia intitulada “Gertraud von Bullion- Serviam Resposta de Amor”, pois trata-se de alguém que pelo seu grau de heroísmo, pode ser referência para os desafios do nosso tempo.

Alaíde Amorim
União Apostólica Feminina                                 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

31 de Maio - 3º Marco Histórico do Movimento de Schoenstatt


Em 31 de Maio de 1949, o nosso Pai e Fundador entrega à Família de Schoenstatt uma missão de alcance universal. Esta missão é a luta para superar o pensar e viver mecanicista, ou dito de outro modo, a cruzada pelo pensar, viver e amar orgânicos. Toda a Família de Schoenstatt é chamada a responsabilizar-se por esta missão.
Esta missão deve levar-nos a um cultivo esmerado de todas as vinculações tanto naturais, como sobrenaturais.
O 31 de Maio é a santidade para a vida diária.
A missão do 31 de Maio é imprescindível para o mundo de hoje, neste terceiro milénio. Mas, é importante sobretudo a sua aplicação à vida diária.
Schoenstatt não é simplesmente um Movimento piedoso e religioso. É um Movimento marcado por uma religiosidade com uma projecção clara para a transformação do mundo. Os nossos ideais devem encarnar em costumes, numa forma de vida concreta, que sirva de exemplo, com um estilo de vida em que a sociedade se impregne dos valores do Evangelho, pois se queremos ser fiéis à Aliança de Amor, a nossa missão, devemos tomar consciência da importância que tem a sua concretização num estilo de vida diferente daquele que nos impõe a sociedade demarcada dos valores do Evangelho.
O nosso Pai e Fundador pretende a renovação mariana no mundo em Cristo. A transformação básica é a do mundo interior de cada um, mas sem esquecer o resto. Neste terceiro milénio devemos acelerar o o nosso esforço para a auto-santificação e paralelamente gerar, criar um novo estilo de vida orgânico na sociedade.
Estamos sempre a desculparmo-nos com as nossas limitações. Mas o que tememos? Temos Maria como aliada.
Devemos acelerar o nosso esforço  para a santidade, a nossa vinculação ao Santuário, as nossas contribuições para o Capital de Graças. Na medida em que recebermos as graças do Santuário, na medida em vivermos a Aliança de Amor, na medida em que contribuirmos para o Capital de Graças, ficaremos muito mais motivados para o facto de sermos portadores de uma grande missão e assim poderemos realmente concretizá-la de uma forma concreta.
Para terminar podemos dizer: a relação do homem com Deus é uma pergunta chave que o homem de hoje deve resolver na sua vida. Hoje, no mundo actual, estamos chamados a viver numa intima e permanente vinculação com Deus. Esse cultivar do organismo de vinculações , tal como nos propõe o nosso Pai e Fundador aponta a salvar e a fortalecer a experiência de Deus, que o amemos com todas as fibras do nosso ser, com todo o coração.
Este é o nosso presente para a Igreja.
(Excertos de um trabalho do Padre Carlos Padilla, intitulado "O 31 de Maio").

Fami e Paulo

sábado, 26 de maio de 2012

Praia do Salgado - Fátima - Um Retiro Espiritual - Ser Santuário ALIVE


Após alguns anos a adiar a participação na peregrinação a Fátima, devido a razões profissionais, foi finalmente possível este ano realizarmos este nosso desejo. Assim eu e minha esposa lá fomos cheios de ansiedade pois já tínhamos ouvido falar muito, de como eram bons aqueles dias passados a caminhar em direção a Fátima. Esta caminhada para Fátima não é só fazer quilómetros, mas sim viver de uma maneira diferente cada quilómetro feito.
Podia fazer aqui uma descrição do que foi a nossa vivência dia após dia, mas isso levaria muito tempo, e nunca conseguiria transmitir verdadeiramente o que se sente ao longo daqueles dias.
Foi uma caminhada que ao longo de 3 dias nos levou a Fátima e onde pudemos viver momentos verdadeiramente maravilhosos. Aqui partilho apenas, alguns desses momentos.


Começando pela maravilhosa missa do envio realizada na praia do Salgado, onde fomos convidados a fazer uma experiência de olhos vendados, onde a ausência do sentido da visão nos levava a apurar muito mais os outros sentidos e nos fazia pensar que mesmo sem VER podemos sempre ser guiados em segurança por uma mão invisível que está lá sempre para nos ajudar.
Ali mesmo à beira mar e já de olhos abertos, olhando ao nosso redor éramos confrontados com a nossa pequenez perante um mar imenso, que se estendia até ao horizonte. Era o inicio da nossa caminhada.  


Os trilhos escolhidos para o percurso mantinham-nos num contacto constante com a natureza.
Esta atmosfera, em conjunto com a vivência espiritual preparada para a caminhada, nomeadamente, os momentos de reflexão, os testemunhos partilhados, os terços rezados em conjunto, e principalmente as horas de caminhada em silêncio fizeram destes três dias um verdadeiro retiro espiritual que cada um pôde viver à sua maneira.
Logo no inicio, fomos convidados a meditar na nossa pequenez e a pensar que o nosso orgulho e excesso de confiança nos podem fazer afundar sem darmos conta. No entanto não podemos esquecer nunca que “Deus ama-nos na nossa pequenez”.
Qualquer dor, ou sofrimento sentido na caminhada ao longo do dia foi completamente curada com a maravilhosa cerimónia que pudemos viver à chegada a Alcobaça. Só mesmo quem entrou no Mosteiro de Alcobaça no inicio daquela noite pode entender verdadeiramente quando digo que a cerimonia foi Mágica / Divina e nos transportou a uma nova dimensão.


A camaradagem entre todos os peregrinos, os novos amigos que se foram fazendo, o rever de velhos amigos fazia-nos sentir que estávamos a peregrinar como uma verdadeira família. E assim foi ao longo dos 3 dias, na caminhada, nas refeições, e até nas dormidas.


Foi assim que caminhando de “Santuário a Santuário” fomos descobrindo passo a passo, dia após dia “ qual o Santuário vivo que EU quero ser “.
Muitos foram “Espelhos",  “Pontes", outros  “Lemes" , "Sementes “ e “Faróis" , mas  no final o importante é SER Santuário ALIVE, não só neste ano do Santuário mas  em todos os anos da nossa vida.
A alegria da nossa chegada a Fátima era visível em todos os rostos, principalmente aqueles que ao longo dos dias sofreram bastante dos pés. Não vieram para "VER", vieram para “ SER" e conseguiram apesar das dificuldades.  

Como casal da Liga das Famílias de Aveiro regressamos espiritualmente “ Cheios" e satisfeitos com a vivência desta peregrinação.
Ainda não tínhamos regressado a casa e já sentíamos força e vontade para voltar a repetir esta experiência / vivência. Recomendados e convidamos vivamente a todos os casais da Liga, assim como a todos os casais que não são do Movimento, Tirem 3 dias e venham SER.


Gostaria de deixar aqui em meu nome e com certeza em nome de todos os elementos da família de Aveiro que participaram um voto de parabéns a todos os elementos organização pelo excelente trabalho realizado.
Graças ao seu trabalho nós os peregrinos a pé, pudemos vivenciar sem preocupações cada momento daqueles 3 dias. Que a MTA lhes traga muitas graças e força para o ano fazerem ainda melhor.


No próximo ano lá estaremos com a ajuda da MTA.           
                                                                           
Fernanda e José Vilarinho

domingo, 29 de abril de 2012

12ª Peregrinação da Família de Schoenstatt a Fátima

E tu? Vens ver ou vens Ser Santuário Vivo?


Vim, e com alegria me acolhes cada dia.
Vim porque despertas em mim
Uma silenciosa e forte santidade de vida diária,
Vim para levar Cristo aos outros.
Mãe, quero ser Santuário.
(Oração da Peregrinação)


A Família de Schoenstatt está a caminho de Fátima, na 12ª Peregrinação da Família. O inicio ocorreu esta manhã, na Praia do Salgado (perto da Nazaré), com a celebração da Missa.
Depois, foi hora de iniciar o caminho que vai levar os peregrinos até Fátima.
Divididos em três grupos:
Os verdes,


Os encarnados,

E os azuis.

O lema para este primeiro dia foi: Vim para ver!
Começamos a nossa peregrinação com a convicção de que queremos VER e por isso vimos à procura do olhar de Deus. Este olhar misericordioso que faz despertar em mim o mais intimo do meu ser.
É no Santuário que posso encontrar a Graça do Acolhimento. Sim, no Santuário encontro Jesus e Nossa Senhora. Aí posso experimentar esta força de me sentir único aos olhos de Deus, de me sentir inundado pelo Seu amor incondicional. Este amor que me transforma e leva a entregar-lhe a vida. Este amor que me faz mover e não ficar apenas como espectador.

Pois eu hoje VIM PARA VER!
(Guião da Peregrinação)


Família de Schoenstatt a caminho de Fátima.

Fami e Paulo

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Propriedade da Mãe de Deus


12 de Abril de 1894 - Catarina Kentenich vê-se obrigada a deixar o pequeno José, com nove anos, no orfanato. No doloroso momento de despedida, ela leva o seu filho à capela do orfanato S.Vincente, busca refúgio junto desta estátua e consagra-o a Nossa Senhora. Foi um momento marcante na vida do Padre Kentenich, apesar de ele falar só duas ou três vezes neste acontecimento. Ainda antes da fundação de Schoenstatt, sensível à saudade que os alunos do internato sentem da mãe, ele contou-lhes:
"Há uns anos, vi na capela de um orfanato uma estátua da Mãe de Deus que tinha ao pescoço uma correntinha e uma cruz douradas. A correntinha e a cruz eram a recordação de primeira comunhão de uma mãe, que se viu forçada a colocar o seu único filho num orfanato, devido a uma situação familiar adversa. Não lhe era possível continuar a cuidar de seu filho como mãe. O que podia, então, fazer, na angústia do seu coração e dos seus cuidados? Toma a única recordação de valor da sua infância, a sua lembrança da primeira comunhão e coloca-a ao pescoço da Mãe de Deus, com o pedido instante: educa tu o meu filho! Sê-lhe inteiramente mãe! Cumpre no meu lugar os deveres de mãe!" (Livro: Anos Ocultos)


Hoje, a estátua original encontra-se na Casa Padre Kentenich, em Schoenstatt, logo no início da visita à secção da Aliança de Amor. Junto dela os peregrinos rezam e muitos deles deixam ficar no baú objetos que têm grande significado em suas vidas.

MP

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Aniversário da abertura oficial do processo de beatificação do Padre Kentenich




A 10 de Fevereiro de 1975 deu-se a abertura do Processo que atualmente se encontra na Diocese de Tréveris / Alemanha. 

No dia 10 de Fevereiro celebramos o 37º aniversário da abertura do Processo de beatificação do Padre José Kentenich.
Depois de sua morte ele ainda atua de modo notável e profundo através de sua vida. Juntamente com o amor a Maria, destaca-se seu amor à Igreja para qual tornou-se um sinal luminoso. O próprio Papa Paulo VI apontou para o seu exemplo, repetindo várias vezes essa indicação.

Na audiência geral a 8 de Abril de 1970, saudando um grupo de peregrinos alemães, o Santo Padre disse: «Queridos filhos e filhas! Sobre a pedra sepulcral de um destacado sacerdote e pastor de almas, estão escritas as palavras que foram expressão de sua personalidade e conteúdo de sua vida abençoada: 'Dilexit Ecclesiam', 'Amou a Igreja'. As mesmas palavras, nós as dirigimos a vós: Amai a Igreja! Nestes tempos agitados permanecei fiéis ao magistério da Igreja e ao Sucessor de Pedro. E assim, também vossa vida tornar-se-á rica e plena de sentido.»

A atuação e a fecundidade do P. Kentenich também se demonstram no seu poder intercessor. O número de pessoas, que cheias de confiança, se dirigem a ele em suas dores e preocupações aumenta de ano para ano.
Reunindo e considerando tudo isso, é compreensível que esteja vivo em inúmeros corações o desejo de que o P. Kentenich seja elevado à honra dos altares pela Igreja.
Na realização desta aspiração não se tem em vista somente a veneração ao P. Kentenich a nível mundial, mas também levar avante a missão que ele recebeu para a Igreja do presente e do futuro e que ele procurou realizar até o último instante de sua vida.
Referente ao Processo de beatificação do Padre Kentenich encontra-se uma explicação mais detalhada no livro: Padre José Kentenich – Uma vida pela Igreja.

Irmã Elisa Görck

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

20 de Janeiro - 2º Marco Histórico de Schoenstatt


Neste dia 20 de Janeiro, em que se celebram 70 anos do 2º marco histórico de Schoenstatt, (ocorreu em 20 de Janeiro de 1942), transcrevemos um pequeno excerto duma carta que o Padre Kentenich, escreveu ao Padre Menningen, nesse dia 20 de Janeiro, ao meio dia:

"Faz-me um favor: procura que a Família cultive o espírito da Carta Branca e da Inscriptio... Então recuperarei a liberdade. Essa será sempre a minha resposta. Estarei enganado? Sei o que está em jogo e penso na Família, na Obra... Justamente por amor a elas creio que devo proceder assim.
Procurem primeiro o Reino de Deus... e tudo o resto lhes será dado em abundância... mas e os meios humanos? Por acaso, não ensinamos que temos que utilizá-los?

Por isso repito o meu pedido: não tornem mais difícil a minha decisão. Prometam trabalhar na conquista da Carta Branca e da Inscriptio e assim rapidamente recuperarei a minha liberdade."
(Excerto retirado do livro "Kentenich Reader" - Volume 1)

A fotografia regista uma visita do Padre Kentenich a Dachau, ocorrida em 1967.

Fami e Paulo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Os 4 Marcos Históricos em Schoensatt



Amanhã lembramos e festejamos o 20 de Janeiro de 1942, o 2º Marco Histórico de Schoenstatt.
Fica aqui uma pequena explicação simples sobre os Marcos Históricos. Foi gravado no ano 2009 com o P. Alexandre Awi, hoje Diretor Nacional do Movimento de Schoenstatt no Brasil, na época Assessor Regional do Paraná da JMS. Na entrevista ele fala um pouco sobre a vinculação ao Santuário e a relação com os 4 Marcos Históricos.
MP


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aniversário do nascimento de José Engling


Neste dia 05 de Janeiro comemoram-se 114 anos do nascimento de José Engling. Com efeito, José nasceu em Prossitten (Prússia), no dia 05 de Janeiro de 1898.
Como forma de lembrar a data de nascimento deste herói de Schoenstatt, transcrevemos um pequeno excerto do livro "Herói de duas espadas", da autoria de Olivo Cesca, que nos relata algumas breves reflexões do próprio José Engling.

"Desde o dia da minha primeira comunhão, Jesus e eu tornámo-nos amigos inseparáveis. Nunca esquecerei esse dia de festa. Quando resolvi tornar-me padre, jurei-lhe fidelidade e vassalagem até à morte. A exemplo dele, quero tornar-me tudo para todos. No passado descobri que posso participar da sua obra redentora e trabalhar pelo seu reino. Quero dar a minha vida para que do Santuário da Rainha dos Congregados brote uma torrente de graças capaz de renovar o mundo em Cristo. As contribuições para o Capital de Graças da Mãe Três Vezes Admirável, ensinaram-me a sacrificar-me, contínua e silenciosamente, pelo reino de Deus.

José Engling (à direita) com o Padre José Kentenich (à esquerda)

Maria fez-me compreender o sentido da santa Missa. Não foi o mundo remido pelo sacrifício da cruz? E ao participar do seu sacrifício e da sua morte, por meio das contribuições para o Capital de Graças, não estou colaborando na obra da redenção?"

Fami e Paulo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O primeiro Santuário filial - Nueva Helvecia - Uruguai

Santuário de Nueva Helvecia

Como nasceu a ideia de construir um Santuário, igual ao Original?
"A Irmã Maria Clara tinha saído da Alemanha em 1938, com a ideia de construir um Santuário. Inclusive, trouxe consigo uma cópia do projecto do Santuário Original, sem ninguém saber.
A ideia de construir um santuário nasceu de uma necessidade imposta pelo apostolado. Em todas as casas, tanto na Argentina como no Uruguai, começamos imediatamente a trabalhar com grupos de Schoenstatt. Para isso era imprescindivel vincular as crianças, jovens e adultos com a fonte de graças: o Santuário.
Em 1941, surgiu o desejo unânime de construir um Santuário exactamente igual ao Original.
A Mãe de Deus fez-nos ver claramente que, para aqueles que não conheciam o Santuário, era impossível uma vinculação espiritual com um Santuário localizado na Europa e que pelos costumes e possibilidades daquele tempo, nunca iam poder visitar.
No início de Julho de 1942, durante a realização de um retiro espiritual, as vinte Irmãs de Maria, que estavam no Uruguai e Argentina, decidem partir para a construção dum Santuário.
Nesse encontro, chegaram às seguintes conclusões:
O Santuário a ser construído vai ser uma filial do Santuário Original e portanto deve permanecer sempre vinculado a ele. Quanto à sua eficácia, o Santuário filial recebe as graças que fluem do Santuário Original e por sua vez, aumenta o capital de graças dele. Vamos compará-lo a uma corrente subterrânea que flui a partir do Santuário Original e retorna enriquecida para ele.
Num quadro negro colocámos à direita e acima o Santuário Original e à esquerda em baixo o nosso Santuário. Ambos estão unidos por duas correntes. Mais tarde, que alegria tivemos quando o Pai e Fundador nos deu a mesma explicação gráfica que tínhamos feito, para esclarecer o problema.
Decidimos colocar a pedra fundamental em 18 de Outubro de 1942, como expressão dessa unidade.


No final de Novembro de 1944, chegou a resposta do Padre Kentenich a esta ideia de construir um Santuário filial:
"Na minha  prisão recebi a notícia que um novo Santuário tinha sido abençoado. Que a Mãe de Deus abençoe a todos os que se encontrem com Ela neste Santuário, que os transforme em homens e mulheres novos e os abrigue carinhosamente em seu coração. Que todos eles, sejam apóstolos ardentes que sem desanimar realizem os desejos de Deus."
Nueva Helvécia, Uruguai, o primeiro Santuário filial de Schoenstatt, foi benzido em 18 de Outubro de 1943."
(O texto integral foi escrito pelar Irmã Maria Ursula e publicado no site http://www.maeperegrina.com.br/,)

No ano da Corrente do Santuário, é importante conhecer um pouco da história do primeiro Santuário filial.

Fami e Paulo
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