Mostrar mensagens com a etiqueta Dia 18. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia 18. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Do Santuário distribuirei abundantes dons e graças


18 de Janeiro de 2014

Do Santuário distribuirei abundantes dons e graças”
2ª Promessa do Documento de Fundação

No dia de Aliança do primeiro mês de 2014, do Ano Jubilar dos Cem Anos da nossa História, foi dia de celebrar, agradecer e louvar o Senhor.
Neste dia celebrámos a 2ª promessa do Documento de Fundação:
Do Santuário distribuirei abundantes dons e graças”.

De Coimbra rumaram ao Santuário dois autocarros com peregrinos, porque acreditam que lá a Mãe distribui abundantes dons e graças. Entregaram a Maria todas as intenções particulares e comunitárias que levavam no coração. Buscaram no Santuário e na 2ª Promessa, força e alento para todas as suas alegrias e tristezas.
A Família de Aveiro e Coimbra viveu, rezou e celebrou junto com todos os peregrinos, o primeiro dia de Aliança do Ano.



Este dia teve para a Família de Coimbra um significado especial! Foi um dia lindo!
Vivemos e partilhámos o primeiro encontro com um Novo Grupo de Coimbra, que está a iniciar o seu caminho. Foram momentos de partilha, reflexão e conhecimento mútuo que muito alegrou a todos.
Pedimos à nossa Mãe que haja muitos encontros como o que vivemos neste dia, como Família de Schoenstatt em Coimbra.
A Família de Coimbra quer ser merecedora da 2ª promessa da nossa Mãe.



Com o esforço de levar a sério os nossos propósitos queremos trazer ao Santuário muitas contribuições ao Capital de Graças.
Colocamos tudo nas mãos da Mãe. Ela toma as nossas ofertas e transforma-as em graças, em dons de amor que colocamos no altar.
Obrigada Mãe!
- Abre a porta do nosso coração ao teu amor e alimenta a nossa chama!

Irene e Jorge

domingo, 19 de janeiro de 2014

"Dia da Aliança" - Janeiro 2014


Quando algo está deteriorado ou estragado, deitamos fora ou tentamos renovar, se o seu valor é mais do que um par de euros pode comprar para o substituir. Mas, quando testemunha a história, nada há que pague o seu preço. A porta do Santuário Original de Schoenstatt foi renovada, ficando completamente nova permanecendo com partes de madeira da antiga, fundindo assim uma história vivida com a história da próxima geração. Como símbolo da abertura do Ano Jubilar dos 100 anos de fundação de Schoenstatt, a porta do Santuário abre-se para nos deixar entrar no tesouro que ela guarda e para nos enviar a partilhar desse tesouro. E qual é esse tesouro? A Aliança de Amor que Nossa Senhora selou há quase 100 anos com o jovem sacerdote José Kentenich e os seus alunos. Desde então esse tesouro jamais se esgotou, precisamente porque vive do “nosso investimento” pelas boas obras e sacrifícios, a nossa vida de oração e o testemunho e compromisso como cristãos em prol dos outros. Quantas vezes, física ou espiritualmente, entramos pela porta do Santuário para depositar a nossa oferta para o Capital de Graças da MTA? Quantas vezes no Santuário experimentamos em nós e testemunhamos nos outros o amor pessoal de Deus, a força para começar de novo, o impulso para testemunhar a fé?
Em tempos de jubileu a Igreja convida-nos a usufruir mais intensa e profundamente dos tesouros da graça que Deus lhe confia através dos dons especiais de um jubileu: a conversão e o perdão, a fé e a santificação, a renovação e o compromisso. O Papa Francisco concedeu para Ano Jubilar de Schoenstatt INDULGÊNCIA PLENÁRIA a todos os Santuários de Schoenstatt, ou seja a graça de uma total renovação interior no caminho da conversão de vida. O Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que ao cometer um pecado grave contraímos uma “pena eterna”. Deus no seu amor e misericórdia perdoa, mas espera uma mudança real na vida da pessoa, ou seja, quando nos confessamos, o pecado é perdoado, no entanto persiste uma “pena temporal”, uma culpa que deve ser reparada pelos danos causados com o pecado cometido, se não aqui na terra, então no Purgatório. A Indulgência Plenária apaga essa “pena temporal”, ou seja quem a recebe é como um recém batizado, com a alma e o coração plenamente limpos de toda a culpa e pena. Para entender melhor, usamos um exemplo muito simples: o pecado é como um prego que penetra a madeira. A confissão arranca o prego, mas deixa o buraco. A Indulgência é como a massa reparadora que deixa a madeira como nova.
Para receber a Indulgência Plenária no Ano Jubilar, vamos ao Santuário numa atitude de conversão, confessemo-nos, rezemos o Credo, um Pai-Nosso e uma Avé-Maria nas intenções do Santo Padre e invoquemos Maria como Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt – Rogai por nós! Na confiança da Aliança de Amor, na força das graças do Santuário e na mais íntima união a Maria, abramos o nosso coração à bondade e misericórdia de Deus para obter a Indulgência Plenária.
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Janeiro 2014)
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" Natal 2013

 
Viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e aponta-nos o seu Filho!” Estas palavras do Papa Francisco tornam-se uma realidade mais próxima na ternura do milagre da Noite Santa. É junto à Mãe que encontramos o Menino-Deus, o Salvador do mundo. Ele é maior dádiva de Deus aos homens e essa dádiva, hoje, esperamos receber dos braços de Maria. O Milagre da Noite Santa tornou-se realidade visível há 2013 anos, num estábulo em Belém. Aí, deitado numa manjedoura, está o Filho de Deus. Porém, o maior milagre, o nascimento de Cristo, acontece sempre de novo nos corações que se abrem ao mistério do amor de Deus-Pai. Quantas vezes, ao longo dos anos, Maria deu de novo à luz nos nossos Santuários, nos corações daqueles que aí se sentiram acolhidos, amados e aceites; que receberam forças para recomeçar, para se deixarem educar e transformar em mulheres e homens novos à semelhança de Jesus; que, sentindo-se tocados por um amor maior, um amor de predileção, nada mais podem do que anunciar a todos esse mistério de amor de Deus-Pai. Jesus, o Menino-Deus veio ao mundo para habitar no meio de nós, para habitar no nosso coração. Não veio como um bom amigo ou um grande herói. Deus vem ao mundo como criança para ser amado, assim como uma criança quer ser amada. Deus vem ao mundo como criança nos braços de sua mãe, para que Maria O possa oferecer a cada um de nós. É disso que se trata, da ternura, da proximidade de um Deus que tanto nos ama e quer ser amado, um Deus que se tornou tão pequeno, até permanecer no pão da eucaristia, para entrar em nós de uma forma tão pessoal e tão íntima.
O mistério do Natal apresenta-se assim como um paradoxo à corrente da nossa sociedade, em que se vive a cultura do “mais longe, mais alto, mais rápido!”. Alcançar aquilo que é inacessível, o misterioso, o que está para além do próprio domínio é o anseio que move o dia-a-dia do homem. Desenvolvem-se meios para se atrair a si acontecimentos ou pessoas distantes, e com apenas um “clique” no telemóvel ou no computador tudo fica mais próximo, virtualmente, claro está – o mundo na nossa mão! Acreditamos em tudo o que vem até nós, porque o vemos, ouvimos, dialogamos, mas muitas vezes não passa de um filme que ligamos e desligamos conforme a vontade. Querer ir mais longe para estar mais perto é o anseio, o desejo que não abandona o coração do homem desde o início da criação. Alcançamos as estrelas do céu, as profundezas do mar e o nosso interior continua por explorar. O Natal vem despertar-nos para a maior riqueza que possuímos: Deus em nós! Não deixemos que o Natal seja apenas como um filme que eu ligo e desligo quando quero e do qual às vezes nem faço parte.
O Santuário de Graças, de onde vem a Mãe Peregrina, envolve o mistério da presença de Jesus há quase 100 anos. Em 18 de Outubro de 1914, ele tornou-se um segundo Belém pela Aliança de Amor aí selada. Nessa hora fomos e continuamos a ser despertados para a ousadia de uma Fé maior e mais profunda, onde podemos ajoelhar e adorar o Rei do Amor. Aí o Natal pode tornar-se uma realidade para mim, onde posso pedir a Maria que deite o seu filhinho no meu coração e Ele em mim percorra o nosso tempo.
Se esse milagre tivesse acontecido verdadeiramente durante esta noite, o que tinha mudado realmente na minha vida?
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Dezembro 2013)
 
 


Hoje é dia 18 - Renovação da Aliança de Amor


"Tudo o que levo em mim, o que suporto, o que digo e o que arrisco, o que penso e o que amo, os méritos que obtenho, o que dirijo e conquisto, o que me causa sofrimento e alegria:
O que sou e o que tenho, te ofereço como dom de amor para a fonte santa de graças que do Santuário brota cristalina, para inundar as almas dos que dão a Schoenstatt o seu coração e encaminhar bondosamente para lá os que, por misericórdia, queres escolher, e para que frutifiquem as obras que consagramos à Santíssima Trindade."
(Padre José Kentenich, Rumo ao Céu)

Hoje é dia 18, dia da Renovação da Aliança de Amor. A Missa é às 20,30 horas, no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro.

É o último dia 18 deste ano 2013. Em 2014, será o Jubileu dos 100 anos do Movimento de Schoenstatt.

Queremos celebrar o centenário com forte vinculação ao Santuário:
"A cada passo da nossa peregrinação, nós te pedimos: acende em nós o fogo do amor a Ti, ao Pai e à Família. Concede-nos forças para edificarmos neste mundo uma Cultura de Aliança! Educa-nos como teus missionários, neste século! "
(Excerto da oração da Peregrinação - Rumo a 2014)

Todos estamos convidados!!

Até logo às 20,30 horas (Missa da Aliança)

Fami e Paulo

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 11/2013

 
"Estamos quase no Natal!” – foi assim que uma criança festejou as férias grandes no mês de Junho. Ainda tão longe no calendário, mas tão perto do coração! Mas como dizem os adultos, o tempo “corre” e já estamos às portas do Advento. Longe vai o tempo em que o Advento tinha uma linguagem popular: preparar o coração para a chegada do Menino-Jesus, conquistar palhinhas para tornar quentinha a manjedoura do nosso coração. Durante as quatro semanas crescia o anseio dentro de nós pela noite de Natal. E lá se juntavam as palhinhas das renúncias, dos sacrifícios, do esforço por ser melhor. E para quê? Para nos libertarmos de tudo o que nos impede de chegar mais perto do Menino. Só tornando-nos humildes e pequenos, interiormente livres, de mãos e coração livres podemos aproximar-nos mais do Menino Jesus deitado na manjedoura para acolher esse Deus que se faz “igual a nós”.
 
 
Lançando um olhar a Nossa Senhora, a Imaculada, cuja festa celebramos no dia oito, vemos a grandeza de uma pessoa que procura Deus com todo o coração, livre até dos próprios desejos para “correr” ao encontro dos desejos de Deus.
O Papa Francisco disse tão lindamente: “Nossa Senhora, assim que recebeu o anúncio que seria mãe de Jesus, e também o anúncio de que a sua prima Isabel estava grávida — como se lê no Evangelho — partiu à pressa; não esperou. Não disse: «Mas agora eu estou grávida, e devo cuidar da minha saúde. A minha prima terá amigas que talvez a ajudem». Ela sentiu algo e «partiu à pressa». É bonito pensar isto de Nossa Senhora, da nossa Mãe que vai à pressa, porque sente algo dentro de si: ajudar (...) E Nossa Senhora é sempre assim. É a nossa Mãe, que vem sempre depressa quando nós precisamos dela. Seria bonito acrescentar às Ladainhas de Nossa Senhora uma que reze assim: «Senhora que vai depressa, ora por nós!». Isto é bonito, verdade? Porque Ela vai sempre à pressa, Ela não se esquece dos seus filhos. E quando os seus filhos se encontram em dificuldade, quando têm alguma necessidade e a invocam, Ela vem à pressa.
 
Uma mãe que espera o seu filho sente a vida a crescer dentro dela e por isso alegra-se, cada dia mais, pela sua chegada, pelo encontro, por ver o seu rosto. Neste Advento não deveria ser semelhante em nós, quando esperamos a vinda de Jesus na nossa alma, no santuário do nosso coração? Não deveríamos viver esse encontro, de tal modo, como se fosse a primeira vez? Não deveríamos preparar a manjedoura no cantinho da nossa casa e no nosso coração com o amor e a ternura de criança? Não esqueçamos que não há Advento sem Maria. Esta é a sua hora!

 
O Papa Francisco lembrou aos jovens no Rio de Janeiro que “uma belíssima expressão da fé do povo é a ‘Hora da Ave Maria’. É uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave-Maria. Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré.”
 
Rezemos durante este Advento o Angelus com fé e digamos com o Padre Kentenich: “Mãe de Deus, agora é a tua vez!” Chegou a hora de trazeres Jesus novamente à terra, aos nossos corações.
 

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Novembro 2013)
 

 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 10/2013

 
Declaro aberto o Ano Jubilar ” – Quando no dia 18 de Outubro de 2013 ressoarem estas palavras nos corações de milhares de schoenstattianos, nos quatro cantos do mundo, todos sem exceção se encontram unidos num lugarzinho bem pequeno na Alemanha, todos sem exceção podem afirmar: eu faço parte deste grande momento de graças. Schoenstatt vai festejar 100 anos e eu, sim eu, faço parte desta história fecunda. Não importa se pertenço ao Movimento, não importa se sou peregrino ou mesmo se apenas recebo a Mãe Peregrina e nem conheço um Santuário. Não importa se conheço Schoensttat há muitos anos ou apenas a alguns dias. Eu faço parte desta história porque de algum modo fui tocado pela graça que dimana do grande acontecimento histórico de 18 de Outubro de 2014: a Aliança de Amor que foi selada pelo Padre Kentenich e um grupo de adolescentes com Nossa Senhora. 100 Anos de uma pequena capelinha de graças que se multiplicou em mais de duzentas em todo o mundo. 100 Anos da presença moral de Nossa Senhora no Santuário, no qual estabeleceu o seu trono de graças e onde atua como Educadora. 100 Anos de fidelidade à Aliança de Amor através do Capital de Graças.
Em determinado tempo e espaço, Deus concede graças especiais aos corações que se abrem. O Ano Jubilar é um tempo de graças especiais para nós e para as gerações futuras. É tempo de agradecer pelas maravilhas que Nossa Senhora operou a partir dos Santuários, é tempo de renovar o nosso amor a Maria, de nos consagrarmos a Ela mais profundamente, é tempo de promover uma cultura de Aliança através do compromisso apostólico. 
Não deixemos que este Ano Jubilar passe ao nosso lado. Nós fomos chamados a viver este tempo. É um ano santo, um ano no qual devemos estreitar a nossa vida com o Senhor e “quando o procuramos”, dizia o Papa Francisco, “vamos sempre bater à porta da casa da Mãe”, de Maria. Para nós a casa de Maria é o Santuário, onde muitos recebem a experiência de serem aceites, de serem amados; a força para começar sempre de novo; a vivência de serem úteis, de terem uma missão.
Neste Ano Jubilar, vamos bater ainda mais à porta da casa de Maria, vamos tocar fisicamente, ou pelo menos espiritualmente, o Santuário de graças e  consagrar-nos mais profundamente a Nossa Senhora. Não esqueçamos nunca, quando batemos à sua porta, o seu coração de mãe já palpita de alegria, porque já estava à nossa espera. E só “entrando” podemos experimentar o mistério da sua presença, como dizia uma jovem senhora: “Em Lourdes, Maria apareceu! Em Schoenstatt, Ela não apareceu, Ela está!”
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Outubro 2013)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Missa da Aliança de 18 de Setembro


Reunimo-nos mais uma vez no dia 18 para celebrarmos e renovarmos a Aliança de Amor. Este é o último dia 18 antes da Abertura do Ano Jubilar, é também o primeiro dia 18 depois do período de férias. Por isso, as palavras do nosso Pai e Fundador no documento de fundação são hoje para nós:

“É verdade que alguns ideais podem ter-se esboroado durante as férias, sob a influência do fumo e da poeira da vida diária; é verdade que um ou outro princípio que tínhamos abraçado durante o ano e que considerávamos irrevogável pode não ter superado a prova da vida prática. Mas tenho a certeza que uma coisa nos ficou: foi a convicção de que o Congregado autêntico e a verdadeira grandeza moral e religiosa da perfeição de estado são inseparáveis. E tal como no fim do ano passado, também hoje nos anima a vontade de vencer, de atingir o ideal da nossa Congregação. Não, meus queridos Congregados, não perdi a confiança em vós. Sei que, se continuarmos a construir sobre o que conseguimos até agora, faremos grandes progressos durante este ano, tal como nos propusemos no ano passado.”


Com confiança e ardor apostólico coloquemos sobre o altar, e especialmente no coração da nossa Mãe e Rainha, o início do novo ano de atividades dos Ramos e toda a pastoral exercida a partir deste Santuário.


- Agradecemos a dádiva do Santuário Original que no dia 22 será entregue pelos Palotinos à Família de Schoenstatt.
- Agradecemos especialmente pela pessoa e missão do nosso Pai e Fundador que há 45 anos partiu para junto de Deus-Pai.
- Agradecemos também nesta Eucaristia pela peregrinação, do Santuário de Aveiro ao Santuário de Fátima, dos “Pedalantes de Nossa Senhora”.
- A Juventude Feminina agradece especialmente pelas primeiras Missões Nacionais, realizadas este mês em Cartaxo, que são o presente jubilar nacional da JFS à RTA. 


No próximo dia 18 de Outubro de 2013, abre oficialmente o Ano Jubilar. Será um ano de preparação para o grande acontecimento: o centenário da fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Fami e Paulo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 9/2013


Sinal de AMOR À IGREJA nos nossos dias

“Desde que eu apreendi a crer novamente, fascino-me sempre de novo, pois experimento pessoas, coisas e acontecimentos numa outra dimensão, precisamente porque as minhas vivências receberam uma nova componente: a Fé.” – conta uma mãe depois de encontrar de novo o caminho para a Igreja.
Voltar para a Igreja é quase um paradoxo nos dias de hoje, ou talvez não! Se por um lado vemos notícias sobre escândalos dentro da própria Igreja, “leis” da Igreja que muitos dizem ser retrógradas, também recebemos a alegria de 3 milhões de jovens que se juntam numa praia do Rio de Janeiro para um encontro com o “chefe” dessa Igreja. Raramente se vê maior concentração de pessoas e para manifestar o quê? A fé em Jesus Cristo. “Os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo”, afirmou o Papa Francisco. Muitos querem interpretar as suas palavras de modo a ajustar-se às mudanças do estilo de vida da sociedade, mas a verdade é que o seu exemplo de vida arrasta mais do que palavras, que através dele está a abrir espaços de esperança num mundo globalizado, está a revolucionar silenciosamente com generosidade e humildade, reafirmando os verdadeiros valores em Jesus Cristo e mostrando uma “Igreja que é mãe!” Durante o voo de regresso do Brasil, perante a insistência de uma jornalista que queria “apanhar” algo sensacionalista do Papa “moderno” sobre o aborto ou o casamento de pessoas do mesmo sexo perguntando: “Qual é a posição de Vossa Santidade? No-la pode dizer?” Papa Francisco: “A da Igreja. Sou filho da Igreja!” Como não amar esta Igreja, apesar das suas falhas e debilidades? Não podemos desistir de amar, de ter esperança, de ter fé numa Igreja que é mãe de cada um de nós, que quer o nosso bem.
No dia 15 deste mês, lembramos o falecimento do P. José Kentenich. No seu túmulo estão gravadas, a seu pedido, as palavras: “Dilexit Ecclesiam” – Amou a Igreja! Por altura do seu jubileu de ouro sacerdotal, quando se encontrava no exílio imposto pela Igreja (14 anos afastado da obra que fundara), sem perspetivas de um regresso, ou seja, como um pai ou uma mãe afastado dos seus filhos, perguntaram-lhe como é que ele superava tudo isso sem se amargurar ou ficar afetado psicologicamente. “O meu amor foi sempre maior que o sofrimento!”, respondeu.  P. Kentenich amava a Igreja como ela era. Apesar das experiências negativas, nunca criticou a Igreja e nunca desistiu de empenhar todas as suas forças por ela. Ele sabia que a cruz faz parte da vida do cristão e que nela está a maior bênção.
Como filhos de Schoenstatt devemos ter a coragem de redescobrir a beleza da Igreja, de nos comprometermos com esta Igreja que é de Jesus Cristo, que somos nós.
“Ide, sem medo, para servir!” (Papa Francisco)  Ide com mais alegria e mais amor servir a Igreja, como instrumentos de Maria, “aquela que ajuda a Igreja a crescer” (Papa Francisco). Ide fomentar uma Cultura de Aliança, pois é disso que se trata:
“Schoenstatt para a Igreja, a Igreja para a Santíssima Trindade” (P.K.)

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Setembro 2013)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Agradecimento dos Pedalantes à MTA


Olá Pedalantes de Nossa Senhora: 

Conforme foi sugerido no dia 01 de Setembro em frente ao Santuário de Schoenstatt, após os cerca de 280 Km que pedalamos juntos, venho relembrar a oportunidade de estarmos juntos e agradecermos todas as dificuldades e alegrias da viagem efetuada.
A Missa será quarta-feira dia 18 ás 20,30 horas junto do Santuário.
Se possível, venham em família.
Nem todos nós pedalámos os cerca de 2100 kms já percorridos, mas Ela (MTA) est(á)eve sempre presente...

Continuem a pedalar bem... 

Abraço 

Manuel Santos

domingo, 18 de agosto de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 8/2013

Sinal de GRANDEZA nos nossos dias

Ao sentar-me para escrever algo neste espaço pensei nos acontecimentos mais significativos do calendário litúrgico deste mês de Agosto: Assunção de Nossa Senhora e Nossa Senhora, Rainha. É claro que estas duas imagens nos levam a pensar no céu e por isso logo me lembrei de um acontecimento recente que vivi na minha última viagem de avião. Ao meu lado, uma pequenita de 6 anos e o seu pai. Quando o avião levantava voo e já passávamos as nuvens ela, num momento efusivo de alegria, exclamou alto: “Hei, estamos a ir para o céu! Vamos ver Jesus?” O que o pai, num tom baixo, explicou, não sei. Eu apenas sorri e fiquei meditando nisso. Se foi o meu vestido de Irmã de Maria que a despertou para o Divino, não sei; acredito simplesmente que foi a palavra “céu”. E logo imaginei: não seria esta, ou ainda muito mais, a alegria de Nossa Senhora quando era elevada ao céu: vou ver Jesus! Não é este o grande momento na vida de um ser humano? Não deveria ser este o nosso anseio? Não o deveria ser em tal medida que tudo o que nos rodeia fosse um meio que nos elevasse, que elevasse os nossos olhos para Ele? Maria abriu o seu coração a Jesus, deixou-O fazer parte da sua vida e permaneceu para sempre unida a Ele e à sua missão. Festejamos a Assunção e a Coroação de Nossa Senhora não para a tornar maior, porque Ela é a “cheia de graça”, mas para que o nosso coração veja a sua grandeza. E onde está a grandeza de Maria? Está na sua fé. Ela acreditou – a vida inteira, mesmo nas horas de escuridão – no amor pessoal de Deus: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” Maria deixou-se conduzir por Deus e com isso ela segue o SEU caminho, decidida e corajosa, porque nela cresce uma segurança interior: esta é a MINHA vida e eu preciso responder àquilo que me é dado viver, Àquele que fez uma aliança de amor comigo. Deus também nos dá tanta graça quanta precisamos para as nossas tarefas de vida, a graça necessária para a MINHA vida. E sabemos que o nosso “avião”, o voo mais curto e mais seguro para chegar a Jesus é Maria, Sua mãe. O “faça-se” de Maria é hoje para nós. Ela continua hoje a incentivar-nos: “Fazei o que Ele vos disser!” Em Schoenstatt, vamos entrar no Ano Jubilar: 100 anos de Aliança de Amor com a nossa Mãe e Rainha. Estamos a encher as talhas com as provas de amor no dia-a-dia, com as alegrias e o reconhecimento das nossas fraquezas e limites. O desafio é que sejamos criativos – cada um à sua maneira – na arte de oferecer a Maria o nosso dia para que Ela nos conduza mais profundamente ao coração de Jesus.
Numa reunião de casais foram dadas algumas dicas que nos ajudam a procurar o nosso caminho. Um empresário, na sua stressada tarefa na administração, vai escrevendo algo que quer oferecer para o Capital de Graças e coloca no bolso, dizendo: está entregue, presente é presente. À noite atira os papelinhos para a talha do seu Santuário-lar.  Uma mãe que no meio de tachos e panelas, idas ao jardim-de-infância e ao supermercado, coloca logo pela manhã 10 ervilhas no bolso esquerdo das calças e, durante o dia conforme a sua oferta, vai passando para o bolso direito. À noite as ervilhas conquistadas e não conquistadas caem no Capital de Graças.
Tudo é uma questão do amor: A quem é que eu ofereço o meu dia-a-dia e para quê?
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança, Agosto 2013)
 
 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 07/2013


Sinal de VINCULAÇÃO nos nossos dias 

“Levo uma imagem na bagagem!” Este é um projeto da CMP para as férias. Quando estamos perto das férias, começamos a organizar a nossa bagagem com o que é indispensável, o essencial e só depois o que poderá fazer falta. Partir ou chegar a algum lugar, sejam viagens longas ou simplesmente até à casa do vizinho, obriga a se desinstalar, a alterar a rotina de quem parte e de quem recebe. Por ocasião das férias escolares, lembro especialmente os avós que têm a seu cargo as crianças e adolescentes. Estes chegam com o mundo todo numa pequena bagagem: iPAD, telemóvel, videojogos, etc. Estão constantemente “ligados” pela internet ao mundo virtual e este “mundo” ganha, cada ano mais, tempo e espaço nas férias. Alguns avós ainda perguntam “i” quê? Lá se foi o tempo em que os avós eram os “financiadores amigáveis” ou faziam o “papel de babysitter”; o tempo em que simplesmente riam uns com os outros, jogava-se, desenvolviam-se talentos com novas experiências e exigências. Hoje, ao dar um passeio, pesquisa-se em tempo real tudo sobre essa terra por onde o carro passa e nem se olha pela janela para ver “esse mundo” com os próprios olhos. O tempo em que vivemos “grita” por algo mais. Aos avós pede-se corresponsabilidade na educação, “depositar verdadeiros valores” nos corações dos netos para que estes possam viver dessa força, sintam-se vinculados a valores perenes e os tentem viver consequentemente.
Numa sociedade em que os valores são atribuídos a coisas passageiras, que estão na moda, existe o risco de se alterar rapidamente o próprio conceito de valor, ou seja, deixar para trás porque isso “já era”. Especialmente em tempos de férias paira no ar o desejo de “ser livre”, viver o novo, experimentar tudo. Sim, viver tudo mais rápido, mais fácil e mais abrangente e isso está ao alcance dum click. É urgente criar espaços e tempo para rir uns com os outros, jogar, conversar, despertar a criatividade. O “fator intensivo de transmissão” de valores ao outro são pessoas que corporizam esses valores, que são como que uma tabela viva de valores. Valores perenes não se compram e não se transmitem primeiramente por ensinamentos, mas sim através de relacionamento pessoal. Por isso a importância de vivências.
O compositor Anton Bruckner diz sobre a sua vida: “Cada vez, quando eu olhava para minha mãe ou para o meu pai, para o meu mestre ou mesmo para Deus respeitosamente, então o meu coração tornava-se muito grande. Nesses momentos eu criei as coisas mais bonitas.” Olhar para os seus modelos de vida, aqueles que depositam valores altos no coração, torna o interior mais amplo e por isso torna-o livre para criar, para se tornar mais “eu”.
Levar a Mãe Peregrina na bagagem, material ou espiritualmente, não é levar só “um modelo que viveu os verdadeiros valores” que gostaríamos de transmitir, mas é estar constantemente “ligado” ao Santuário para receber as graças que a Mãe Peregrina aí distribui para cada um de nós e para aqueles com quem nos relacionamos.
Este mês em que celebramos o dia de Santa Ana e S. Joaquim e por isso o Dia dos Avós, termino com palavras do P. Kentenich: “Eu, pessoalmente, não consigo pensar em nada mais bonito do que a alegria da família, a alegria que se tem na família”.
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Julho 2013)
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 06/2013

 
Sinal de SANTIDADE nos nossos dias

A festa da Primeira Comunhão terminou e as crianças saem da igreja. Entre elas, uma com deficiência mental. A madrinha conversa com a sua mãe: “Foi realmente uma festa muito bonita. Pena que o pequeno não entendeu nada.” Os olhos da mãe enchem-se de lágrimas. Mas logo a criança a abraça e diz: “Não te preocupes mamã. Deus ama-me, assim como eu sou!” O que o David expressou foi uma profunda experiência de Deus. ELE AMA-ME! Essa foi também a experiência de S. Paulo quando afirma: “Dilexit me!”(Gal 2,20) ou de S. Pedro ao responder “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu Te amo.”(Jo 21) No mês de Junho festejamos estes dois grandes Apóstolos, “fundamentos da Igreja”(Bento XVI), mas também os chamados Santos Populares. Seja o S. João do Porto ou Santo António de Lisboa, vamos para as festas, preparamos as marchas e os manjericos, assamos as sardinhas, partilhamos a alegria. Pelo meio, não poucas vezes pensamos nestes ou noutros santos reduzidos a imagens de caco ou madeira oca. Falar hoje de santidade faz revirar os olhos de quem ouve. Em Schoenstatt, no início da sua tarefa como Diretor Espiritual dos jovens seminaristas, o P. Kentenich despertou neles o ideal da santidade com o exemplo dos santos.  Não tinham eles uma natureza humana como a nossa? Não tiveram as mesmas fraquezas e não dispunham dos mesmos meios que nós para superar os obstáculos? O Padre Kentenich diz que os santos começaram a tornar-se santos a partir do momento em que acreditaram, souberam e se sentiram amados por Deus. Quando creio e me sinto amado por Deus, então desperta em mim uma resposta ao amor. Seja há dois mil anos, há um século ou nos dias de hoje, decisivo é a experiência do amor de Deus. Saber-se amado é o primeiro passo no caminho da santidade. O P. Kentenich apresentou a visão do santo moderno, o santo do dia-a-dia, o homem que vive na presença de Deus, que tem um estilo de vida especial: EM TUDO DÁ PRIORIDADE AO AMOR. Talvez sejam estes os santos a quem o Papa Francisco chamou santos de todos os dias, os santos ‘escondidos’, uma espécie de classe média da santidade’”. Estes são os santos que provavelmente não ganham uma estátua no altar, mas gravam o seu nome profundamente no coração de Deus, pois podem afirmar “Dilexit me!”, Deus ama-me. P. Kentenich apresenta Maria aos jovens  como o  grande modelo,  como auxiliadora  e  educadora  nesse  caminho.  Ele desafia:
Não vivas abaixo das tuas possibilidades. Sê heroico! 
Elege um estilo de vida de  acordo com a elevada norma do Evangelho. Diariamente tens ocasião para fortalecer a tua vontade, superando pequenas e grandes dificuldades. O mesmo incentivo nos dá o Papa Francisco:
“Não vos contenteis com uma vida cristã medíocre;
Caminhai decididamente para a santidade”.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Junho 2013)

sábado, 18 de maio de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 05/2013


Sinal de EDUCAÇÃO nos nossos dias 

Imagine que está numa sala de espera e, entre as diversas revistas que nos oferecem para “passar” o tempo, estivesse um terço? Ou se está no caixa do supermercado e do bolso de um jovem, junto com o dinheiro, caísse um terço? Ou se viaja no comboio e ao pegar no telemóvel agarra no terço? O terço é um dos símbolos que expressam a nossa fé. No dia-a-dia somos muitas vezes confrontados especialmente pelas crianças que rapidamente dão conta que não somos coerentes nem consequentes com a fé. Um pai contava-me que ficou “sem jeito” quando, no restaurante, a sua filha pequenita perguntou bem alto: “Porque é que não rezamos antes de comer, como lá em casa?” Crianças, na sua simplicidade e transparência, educam os adultos levando-os a se interrogarem na sua consciência. A vida tem de ser mais! O que eu faço tem que se tornar uma verdade para mim, quer seja em casa ou no restaurante. Se sou chamado a viver como cristão, então sou cristão em qualquer situação.
Sara de 6 anos chegou a casa e pergunta: “Mamã, tu também tens uma vocação?” Com certeza ouviu na aula de religião. Vale a pena pensar na pergunta: Tu também tens uma vocação? Como é comigo? Afinal o que é vocação? Uma professora da Universidade de Oslo, casada e mãe de 4 crianças, conta sobre o tempo em que ela fazia parte do governo do seu país. Certa vez, a sua filha mais pequena disse em tom provocador: “Tu precisas ser uma verdadeira mãe! Tu precisas ser como as outras mães e levar-me, tu mesma, às festas de aniversário!” – Esta foi a chave para começar a dar prioridade aos filhos. Com o tempo ela pôde dizer:  “Ser mãe para mim e para as crianças é mais importante do que todas as outras atividades.” Vocação pessoal manifesta-se quando algo se torna mais importante para mim do que para o outro. O que faço, ninguém o faz assim como eu. Ninguém pode substituir-me na missão, na minha vocação. Sim, outros podem exercer o meu papel, mas ninguém o fará como eu.
Neste mês de Maio olhamos para Maria especialmente como Mãe e, por isso, como Educadora. Ela educou Jesus e deixou-Se educar por Ele. Sabemos que ninguém pode dar o que não tem, por isso temos que trabalhar constantemente em nós para possuirmos a arte de educar, à semelhança do nosso grande modelo: Maria, Mãe e Educadora!
João Paulo II dizia que percorrer “as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda é mais eficaz, quando se pensa que Ela, nos obtém os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela «peregrinação da fé », na qual é Mestra e Educadora inigualável.” (Rosarium Virginis Marae)
Termino com um episódio que se deu no jardim-de-infância. À pergunta da educadora: “Onde é o teu lugar predileto?”, Celina respondeu prontamente, como que disparado de uma pistola: “Nos braços da minha mãe!”.

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Maio 2013)
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 04/2013

 

Sinal de PEREGRINAÇÃO nos nossos dias 

 

Uma estudante dirige-se ao seu professor durante a aula: “O professor diz que é cristão e eu digo: Eu sou desportista!” Com isto ela queria expressar que cada um tem o seu hobby, isto é, cada um ocupa-se com o que mais gosta de fazer. Ser cristão, porém, não é simplesmente um hobby que eu próprio escolho. Ser cristão é primeiramente ser escolhido por Aquele que nos amou primeiro. Há pouco tempo li que o cristianismo é uma religião de experiência. Os apóstolos foram chamados, seguiram Jesus, acolheram a Sua mensagem e vivenciaram os milagres que Ele fez. Por isso deram testemunho e O anunciaram para que todos pudessem ter a experiência de Deus como eles tiveram. Isto deveria levar-nos a fazer a pergunta a nós próprios: Como é a minha experiência de Deus? Que tipo de relação tenho com Jesus? Onde  é que O encontro na minha vida?  
Aproxima-se Maio e com ele iniciamos um tempo propício para as peregrinações aos locais religiosos. Muitos põem-se a caminho, seja a pé, de bicicleta ou de outra maneira. Alguns fazem-no por tradição ou porque de certa forma está na moda, ou até porque os médicos aconselham a caminhar. Porém, ser cristão é mais. Se ficamos pelo um mero exercício desportivo, então nunca teremos uma experiência de Fé. A nossa vida de Fé é um caminho que somente a própria pessoa pode fazer e isso exige treino constante para nos mantermos na corrida pela santidade. Assim poderíamos também dizer: Eu sou desportista de Cristo, caminho, pedalo, corro por Ele. O apóstolo Paulo exorta-nos: “Não sabeis que aqueles que correm no estádio, correm todos, mas só um ganha o prémio? Correi, portanto, de maneira a consegui-lo. Os atletas abstêm-se de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; nós, porém para ganhar uma coroa imperecível. Eu não corro sem rumo.” (1 Cor 9,24-26) O nosso caminhar é um constante peregrinar, mas com um objetivo. É um caminho que se faz descobrindo Deus nos pequenos acontecimentos, nas pequenas coisas e nas pessoas que se cruzam ou caminham connosco. É seguir no trilho dos santos. É buscar forças nos sacramentos. É ter uma única meta: Cristo. É saber que para alcançá-la “Maria é o caminho mais fácil, mais curto e mais seguro”. (Pio X)   
Especialmente neste mês de Maio, queremos olhar para Maria, orientar-nos n’Ela, pois Ela é a nossa companheira de viagem, em Aliança de Amor, neste caminho de procura de uma experiência com Deus, mais próxima, mais profunda e duradoura.
 
 Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Abril 2013)

 

terça-feira, 26 de março de 2013

Dia 18 - Voltar às origens!


A celebração do dia 18 de Março ficou marcada pelo lançamento da reconquista do nicho que, com a forte tempestade de Janeiro, quebrou em dois. Nesta Eucaristia da véspera da Festa de S.José, colocamos sobre o altar a nossa gratidão pelo Papa Francisco, os nossos pedidos pelo Santuário Original, pela beatificação do P. Kentenich e pela preparação rumo a 2014, nomeadamente as peregrinações da Família de Schoenstatt a Fátima e a Schoenstatt/Roma, entregamos de modo especial todos os pais e as intenções das famílias que recebem a imagem da Mãe Peregrina.
 
 
Este momento em família foi oportunidade de comunicar e incentivar para as várias ações que se propõem a todos os peregrinos e Ramos. No final da Eucaristia, o grupo dos namorados, com o casal dirigente, informou sobre as inscrições para a peregrinação anual da Família de Schoenstatt a Fátima, que mantém o mesmo perfil dos últimos anos: três dias a pé com impulsos espirituais, meditação pessoal, confissões, aconselhamento espiritual, partilha, oração e dinâmicas. Com a chegada a Fátima, juntam-se ao grupo que faz peregrinação só de um dia. Este começa de manhã com introdução à temática e dinâmicas. À tarde juntam-se todos e caminham a pé uma parte do percurso até Valinhos, terminando com a Eucaristia naquele que é o grande Encontro da Família Nacional de Schoenstatt. A peregrinação será no próximo mês.

 
Outra informação que todos esperam já há muito tempo foi sobre a grande peregrinação jubilar a Schoenstatt e Roma. Estão abertas as inscrições para o grupo português. Inscrições e preçário podem ser consultados no site nacional.


Mas, sem dúvida, este dia 18 foi diferente pois levou-nos às origens do Centro Tabor. Lançou-se o desafio para a reconquista daquele que foi o primeiro sinal de Schoenstatt na diocese: o nicho. Algumas pessoas presentes nesta Eucaristia estiveram na bênção do nicho e até celebraram a sua Aliança de Amor à sua volta. Porém a geração de hoje deve assumir a responsabilidade pela reconquista, a missão da MTA a partir deste pedacinho de terra.


Foi elaborada uma oração comum, que foi rezada por todos e colocada junto ao nicho para que todos os que aqui vierem possam rezar. Cada Ramo tem uma conquista específica, ainda que a proposta comum seja as peregrinações ao local e rezar a oração, pois os primeiros também peregrinavam a pé, desde a paróquia, pedindo um Santuário. Hoje pedimos também "um Santuário", o Original.
  
MP
 
Fotos: Paulo e Fami
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 03/2013


 
Sinal de PRIMAVERA nos nossos dias
 
Habemus papam!” – Talvez sejam estas as palavras que mais ansiamos ouvir nos últimos dias. O Papa Bento XVI resignou e muito se tem falado sobre a sua pessoa e o seu pontificado. Quanto escutamos ou ouvimos? Muitos até apelidaram esta fase como crise na Igreja. É caricato como a nossa sociedade gira em torno da palavra “crise”. Crises vêm desinstalar-nos, acabam com os nossos planos, provocam medo, obrigam a repensar o sentido da vida. É interessante que a palavra “crise” em chinês é a mesma para “chance”. A resignação do Papa Bento XVI não provocou qualquer crise na Igreja, mas sim uma renovação, um começar de novo com forças renovadas. O Padre Kentenich dizia que as “vozes do tempo” são “vozes de Deus”. Ele fala-nos pelos acontecimentos.
Estamos a entrar na primavera, por todo o lado se vê nova vida, uma natureza colorida vai vestindo a terra, diversas formas de vida desabrocham e sente-se um aroma diferente. Depois do inverno, recomeça tudo de novo com a primavera. É a lei da natureza. A primavera, dizia alguém, é uma explosão imensa, mas explosão silenciosa. Quanta força a terra reuniu no inverno para agora deixar germinar esta vida? Grandes acontecimentos dão-se no silêncio. Não foi assim com Maria de Nazaré, quando deu o seu “SIM” na hora da Anunciação? O “SIM” determina o futuro, é a chance para uma nova vida. Bento XVI escolheu o início da Quaresma, tempo de silêncio e oração, para deixar surgir uma nova primavera na Igreja. Foi também no silêncio que Jesus ressuscitou.
Há sempre uma força no novo começo que parece oculta, silenciosa, mas que nos dá uma experiência de explosão interior: ELE vive!  O presente da Páscoa do Ressuscitado é uma profunda alegria, que tem expressão no Aleluia:  “Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, então não consegue guardá-la para si. Ela precisa manifestá-la, transmiti-la. Mas que sucede quando a pessoa é tocada pela luz da ressurreição, entrando assim em contacto com a própria Vida, com a Verdade e com o Amor? Disto, ela não pode limitar-se simplesmente a falar. O falar já não basta. Ela tem de cantar.” (Bento XVI)
Não é verdade que parece que andamos todos cansados de tudo e de todos? Não será tempo de mudarmos os acontecimentos ouvindo a voz de Deus e dando o nosso sim? Um filósofo coreano, Byung-Chul Han diz: “o que nos faz cansados é a pressão das muitas possibilidades.” O mundo em que vivemos seduz-nos com uma vastidão de oportunidades e “exige” que experimentemos tudo. Mas é da experiência do Ressuscitado que vem a verdadeira alegria e vitalidade. Nós, cristãos, temos a obrigação de “cantar” esta alegria, de renovar a sociedade para que surge nela uma nova primavera.

 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Março 2013)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Missa da Aliança no Santuário da Diocese de Aveiro - 18 de Fevereiro de 2013


"Meu Senhor e meu Deus!
Aqui nos encontramos para Te dar graças por tudo o que de bom Tu nos dás. Tu sustentas o mundo e a vida desta Família de Schoenstatt, com o Teu Amor de Pai Misericordioso.
Para Ti erguemos as mãos suplicando auxilio e proteção, pois reconhecemos o quanto somos frágeis e pequenos perante as dificuldades que encontramos no nosso dia a dia.
À sombra do Santuário aprendemos que nos falas através de “causas segundas”, ou seja, através dos acontecimentos da nossa vida. Nos últimos tempos, muito nos questionamos, sobre a tempestade que aqui se abateu, provocando a queda de tantas árvores que vimos crescer e que nos viram crescer; em cuja sombra nos abrigamos em tantos encontros da Família. Mas o que mais nos fez refletir foi a queda do nosso primeiro marco, na preparação da construção espiritual do nosso Santuário, o “Nicho”, provocado pelo levantamento das raízes de um pinheiro muito especial, que o abrigava.
O Nicho foi testemunha, de muitos encontros da Família que aqui começava a surgir; também das caminhadas peregrinas de um grupo da Juventude feminina que se preparava para a sua Aliança de Amor; foi ali que em 16 de Outubro de 1977 celebramos a nossa entrega à Mãe Três Vezes Admirável.
E a pergunta que colocamos hoje é: porquê? E sem duvida que nos sentimos motivados a fazer uma reflexão´procurando responder com uma corrente de vida ao que Tu, Senhor, esperas de nós.
Outro facto que nos surpreendeu, foi a decisão corajosa do Papa Bento XVI, através da sua resignação ao cargo que ocupa, que a todos nos deixou perplexos. Aqui nos sentimos chamados a uma maior união e à oração pela Igreja e seus representantes.
Também o retrocesso nas conversações sobre os destinos do Santuário Original, nos impele a muitas contribuições para o capital de graças.

Bênção das dezenas que foram entregues a quem veio pela primeira vez ao Santuário

Queremos colocar sobre o altar também, as graças recebidas na bênção de tantos Santuários-Lar, Coroação da Rainha da Bonança e a Aliança filial selada com o Pai e Fundador pelo 1º grupo de mães da nossa diocese, na celebração do 2º marco de Schoenstatt, o 20 de Janeiro."
(Introdução da Missa - Liga das Mães - Maria Marçal)

Grupo de Cruzados da JMS que receberam uma etapa

Neste dia 18 de Fevereiro, realizou-se no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro, a Missa da Aliança. Após a Missa, peregrinámos ao Santuário, onde um grupo dos Cruzados da Juventude Masculina recebeu mais uma etapa. 
Em seguida, foram benzidas as dezenas que são entregues a quem vem pela primeira vez ao Santuário durante o mês (de um dia 18 até ao outro dia 18) e que são feitas com contas (bolinhas) que simbolizam Capital de Graças. Cada pessoa que vem ao Santuário, reza a oração do Rumo a 2014 e depois por cada Avé Maria rezada, coloca uma bolinha num recipiente de vidro. Cada Ramo do Movimento e os peregrinos, têm contas de uma cor diferente. Com essas bolinhas, são depois feitas as dezenas.

As dezenas a serem entregues...

Depois de renovarmos a Aliança de Amor com Maria, nossa Mãe, queimámos o Capital de Graças, junto à Taça de Engling.
Caminhámos depois até à Casa Padre Kentenich, onde rezámos em conjunto a oração de beatificação do nosso Pai e Fundador.


Para terminar os nossos cruzados, voltaram ao Santuário para a foto de família.


Foi assim a celebração do dia 18 de Fevereiro no Santuário de Aveiro.
No próximo dia 18 de Março, podemos contar com a sua presença?

Fami e Paulo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...