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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Um dia vou dar... HOJE É O DIA!


  “Onde está o teu irmão?” É a permanente pergunta feita por Deus, que nos acompanha desde o início da Humanidade.
 “Qual destes foi o seu próximo?” É o evangélico desafio ouvido de Jesus, que nos leva a descobrir o nosso lugar e a compreender a nossa missão diante de quem não tem pão, saúde, casa ou trabalho. 
“Vive esta Hora” pascal, inventiva e generosa a suscitar a partilha de bens que vamos recolher, repartir e distribuir.
 A partilha é dom de quem acredita na força redentora do amor; é milagre de quem não deixa morrer a esperança, a alegria e a solidariedade no coração, na vida e na família de quem sofre; é escola de valores onde se antevê e alimenta o futuro.
 A caridade não se esgota jamais nem acaba nunca. Só a partilha nascida da caridade conseguirá abrir à Humanidade a porta da fé e da esperança num futuro justo, fraterno e feliz. “Um dia vou dar…Hoje é o dia!”
 D. António Francisco dos Santos
 
Convite à partilha

O mundo em que vivemos, especialmente a hora de crise que atravessamos e que atinge tantas pessoas e famílias, pede-nos gestos e ações concretas de partilha, fraternidade e solidariedade.
Este mês, junto com esta mensagem entregamos também um saco onde poderá colocar alguns bens que esteja disposto a partilhar com os que mais precisam: bens não perecivéis [ex: enlatados, óleo, azeite, leite ...], bens de higiene pessoal [ex: fraldas, papel higiénico, pasta dos dentes, shampoo, giletes ...]. A partir do dia 11 de abril, alguém da sua paróquia passará por sua casa para recolher a sua oferta. O resultado desta partilha será depois distribuído pelas famílias mais carenciadas e instituições de solidariedade social.
Missão Jubilar - Diocese de Aveiro



domingo, 31 de março de 2013

Mensagem Pascal de D. António Francisco, Bispo de Aveiro



A Páscoa é Cristo vivo

Na manhã de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o túmulo de Jesus. Vinham ao túmulo para envolverem de saudade e de perfume, à boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus.
O túmulo estava aberto e vazio. O corpo de Jesus já não estava ali. Compreenderão mais tarde, juntamente com os apóstolos, agora ainda dominados pela dúvida e pelo medo, o alcance desta hora. Elas vão ser as primeiras testemunhas da ressurreição.
No acontecimento da ressurreição de Cristo está a raiz e o coração da nossa fé. Pelo baptismo, mergulhamos com Cristo na morte e com Ele somos chamados a entrar numa vida nova, a vida dos ressuscitados.
A Igreja não cessa de nascer e de renascer desta fonte viva que é o acontecimento pascal. A partir da Páscoa, as injustiças e violências do mundo, o pecado e a morte não estancam a vida de Deus em nós.
Sabemos que as maiores feridas sociais e as dores humanas precisam de cireneus que ajudem os que sofrem a olhar com esperança para este sinal redentor da cruz de Jesus. “Não tenhais medo! Não procureis entre os mortos Aquele que está vivo! Ele ressuscitou” (Lc 24, 5-6). A Páscoa é Cristo vivo. A Páscoa é obra de Deus que não mais termina e que nunca cessa de trabalhar e transformar a Humanidade.
Esta não é a hora de olhar para trás. É a hora de partilhar a alegria que Deus nos dá e nos traz, fazendo de nós um povo de baptizados, um povo de crentes, um povo de irmãos e irmãs que se encorajam a viver de Cristo, vivo e ressuscitado.
Em Missão Jubilar, sentimos ainda mais viva e mais nítida a fé, a confiança e a audácia apostólica que nos vêm da Páscoa. Sabemo-nos discípulos de Jesus Cristo, testemunhas felizes da sua ressurreição e mensageiros decididos das bem-aventuranças do evangelho. Vivemos um tempo concreto da nossa história como Diocese que realiza nas pessoas, nas famílias e nas comunidades a alegria da Páscoa e concretiza nesta hora jubilar a história da salvação.
“Vive esta hora, Igreja de Aveiro!”, hora pascal, plena de alegria, a anunciar a certeza da Páscoa de Jesus e a testemunhar a beleza da missão da Igreja.

Bispo de Roma e Sucessor de Pedro
“Anuncio-vos uma grande alegria: Temos Papa”. Foi com estas palavras que se abriu a porta da Igreja para o mundo conhecer o novo Papa.
Os Cardeais, reunidos em Conclave, escolheram para Bispo de Roma e para presidir na caridade a todas as Igrejas, reunidas em comunhão com o Sucessor de Pedro, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.
Veio “do fim do mundo”, no dizer do eleito, e escolheu para seu nome, de forma surpreendente, o nome de Francisco.
O novo Papa vem do hemisfério sul e sente-se alavancado por uma Igreja jovem a crescer em dinamismo pastoral e a abrir novos caminhos de anúncio e encanto do evangelho, como é a Igreja da América Latina.
Sabe que é chamado a servir a Igreja num momento difícil da sua história e numa hora marcante da vida do mundo. Está decidido a ampliar para novos átrios os horizontes da missão, sem medo nem fronteiras.
O nome que escolheu, inspirado em Francisco de Assis, é um programa de vida, onde a verdade, a simplicidade, a compaixão e a proximidade com os mais frágeis e mais pobres dão pleno sentido ao seu ministério e força profética à sua missão.
Damos graças a Deus pela sua eleição. Asseguramos-lhe a permanente oração da Igreja de Aveiro e a nossa comunhão fraterna e obediência filial. Esta é uma hora de alegria e de esperança para a Igreja e para o mundo.

sábado, 30 de março de 2013

Celebração da Liturgia da Santa Cruz no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro


"A paixão de Jesus condensa e realiza, de forma sublime, a plenitude do amor de Jesus ao Pai e da sua entrega a Deus para bem da Humanidade, que todos nós somos. 
A cruz de Jesus está plantada entre a Terra e o Céu, como uma ponte entre o Mundo e Deus. É cruz com raiz no chão humano e está erguida no sentido do horizonte do infinito. É cruz aberta em abraço divino a todos os que sofrem. É cruz, sinal de misericórdia e certeza de salvação para a Humanidade. É o símbolo mais conhecido e mais expressivo da nossa fé e da nossa identidade cristã."

É grande o seu sofrimento mas é maior o seu perdão! É imensa a sua dor mas é superior a sua misericórdia! É injusta a sua condenação mas continua intacto o seu amor! Jesus submeteu-se, calado e inocente, ao julgamento dos governantes, à prepotência dos poderosos e à inconsciência da multidão. 
Jesus perdoa aos verdugos, suporta o abandono dos amigos, vibra e chora com a dor da multidão, aceita a ajuda dos que o acompanham no caminho, solidariza-se com a sorte dos excluídos e dos condenados e vai fazer germinar uma nova humanidade.


O amor e a misericórdia levam Jesus a partilhar a ceia pascal com os amigos, a ser compreensivo com os discípulos no Jardim das Oliveiras, a olhar de modo compassivo a Pedro, a acolher com ternura o choro das mulheres de Jerusalém, a confrontar Herodes e Pilatos com a verdade, a aceitar a desejada colaboração de Simão de Cirene, a ouvir sem se indignar as imprecações dos soldados, a contemplar o pequeno grupo de fiéis junto à cruz, a entregar o cuidado da Sua Mãe a João e deste à Sua Mãe, a confiar-se para sempre nos braços do Pai e a recolher-se, por momentos, no regaço terno da sua Mãe, antes de descer à paz serena da sepultura.


Precisamos que o amor de Jesus e a misericórdia divina inspirem as relações humanas. Só assim teremos leis justas que respeitem na sua dignidade os pobres e os pequenos e dêem voz e lugar aos mais humildes. 
A misericórdia devia ser uma atitude interior, uma norma de vida, um paradigma inerente à condição humana. Não há fraternidade possível sem misericórdia. Não há vida de família feliz sem perdão. Não há justiça humana sem esta reserva interior do coração e sem este dom divino de compreensão pela diferença e de respeito pela igualdade. Não há paz entre os povos sem este reconhecimento pela verdade, pela justiça e pelo perdão.


A cruz de Jesus e o mistério da sua paixão redentora a favor da Humanidade levam-nos a procurar a bênção dos pobres à maneira do evangelho e a aprender a sabedoria dos humildes, porque são esses os bem-aventurados de Deus. 
A bênção dos pobres e dos humildes consiste em descobrir o tesouro sagrado da dignidade humana que habita nos seus corações simples e livres, porque eles são criaturas abençoadas de Deus. Também por eles morreu Jesus. 
A cruz de Cristo ensina-nos a rezar por todos os irmãos para quem a cruz é hoje peso e dor para que ela se torna libertação e Páscoa. 
Sofrem tanto, alguns irmãos nossos! Vejo-os e compadeço-me. Mas isso não basta!  Às vezes acompanho-os e consolo-os. Mas isso é ainda pouco! 
Sofrem na vida e no coração. Sofrem na solidão, no desemprego, na desventura e na doença. Sofrem tantas vezes rodeados de outros sofredores solitários. Sofrem ainda hoje tantos por seguir a Cristo e por <ele deram a vida nos últimos tempos. Pela sua mensagem, pela sua ousadia, por serem Seus discípulos! Por serem verdadeiros, por serem justos, por serem pobres, por serem honestos! 
Fazemos do cristianismo tantas vezes um prolongado raciocínio e uma bem construída argumentação, mas não damos um passo nem temos um gesto, nem tão pouco assumimos a ousadia de uma acção para ir ao encontro de Cristo e dos nossos irmãos."

Nota: As fotografias foram tiradas na celebração realizada no Santuário de Schoenstatt, ontem Sexta Feira Santa.
O Texto são excertos retirados da Homilia do sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco na Missa da Paixão do Senhor, na Sé de Aveiro.

Fami e Paulo 

sábado, 16 de março de 2013

Bispo de Aveiro "em comunhão de alegria e oração" com o novo Papa


O bispo de Aveiro pediu hoje às suas comunidades que se associem com fé ao novo Papa, que rezem por ele e pela Igreja Católica no início de um novo ciclo “de esperança para o mundo”.
Num texto enviado à Agência ECCLESIA, D. António Francisco dos Santos desafia as paróquias a viverem “em comunhão de alegria e oração” este momento de mudança na hierarquia eclesial, aproveitando o dinamismo da Missão Jubilar.
Iniciada em outubro de 2012, a iniciativa tem como lema “Vive esta hora” e está integrada nos 75 anos da restauração da Diocese aveirense.
O prelado refere que Francisco, por ser proveniente de “uma Igreja jovem a crescer em dinamismo pastoral, como é a Igreja da América Latina”, deve servir de exemplo para os fiéis de Aveiro, para tomarem com “um aumentado vigor” o “belo caminho que o Espirito do Senhor” os convida a fazer, até ao final deste ano.
D. Francisco dos Santos convida ainda “todos os sacerdotes a partilhar com as comunidades cristãs aveirenses, no dia 19, Solenidade de São José”, a missa que o sucessor de Bento XVI vai presidir no Vaticano, “em ação de graças pela eleição do novo Pastor e pelo início do seu ministério de sucessor de Pedro.  
“Que nunca lhe falte a certeza da nossa oração fraterna e o testemunho da nossa comunhão eclesial”, reforça o bispo.
 O prelado define o Papa argentino como “um Pastor amado pelo seu povo, testemunha de uma experiência de proximidade fraterna, de simplicidade reconhecida, de lucidez determinada e de coragem profética”.
“Sabe que é chamado a trabalhar por dentro a alma da Igreja e a ampliar para novos átrios os horizontes da missão, sem medo nem fronteiras”, aponta.
O bispo de Aveiro lembra também a “bela carta” que Francisco, ainda como D. Jorge Mario Bergoglio, cardeal da Igreja Católica e arcebispo de Buenos Aires, “escreveu aos seus diocesanos, com data de 25 de Fevereiro, antes de ir para Roma” para participar no Conclave eleitoral.
O novo Papa “pediu-lhes que vivam esta Quaresma e a Semana Santa que se aproxima, numa Igreja de portas abertas, capaz de quebrar rotinas e sair ao encontro daqueles que ainda não se aproximam da Igreja e celebrar com eles, em Dia de Ramos, a festa de Jesus que anda no meio do seu povo”, cita o prelado.

Fonte: Agência Ecclesia

Fami e Paulo

domingo, 10 de março de 2013

Mensagem à Diocese – [IN]VESTE


Das Catequeses quaresmais à alegria da Páscoa

O arco do tempo deste mês de Março inicia-se com a terceira Catequese, desenvolve-se em plena Quaresma e vai conduzir-nos à Páscoa.
As Catequeses foram uma iniciativa muito bela, transformada em experiência eclesial de formação cristã muito densa. Partilhei a alegria, a generosidade e o testemunho dos missionários, que percorreram todos os caminhos da Diocese, para levar a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a fé. Senti em cada lugar a participação significativa de tão numerosos cristãos com os seus párocos, no mesmo dia, à mesma hora e sobre o mesmo tema. A certeza aí expressa de que somos discípulos felizes de Jesus Cristo, realizadores das bem-aventuranças e membros desta Igreja Diocesana que dia a dia edifica e narra a história da salvação em Aveiro é um valor eclesial imenso e abre-nos caminhos inovadores de evangelização.
Esta é a hora de dar graças a Deus, de agradecer às Comunidades disponíveis para crescer na fé, de louvar as centenas de missionários que tão generosos e felizes se sentiram por anunciar a boa nova de Jesus e a beleza da sua Igreja. Esta é a hora de dizer uma palavra de reconhecimento a todos quantos trabalharam na preparação e na elaboração dos textos catequéticos para adultos, jovens e crianças.
Sentiu-se mais belo, visível e verdadeiro o nosso lema “Vive esta hora!”, impresso no coração de milhares de cristãos que se reuniram em catequese para firmar e alimentar a fé – esta fé da Igreja que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Senhor. 
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Despertar da Fé na Diocese de Aveiro


Durante os meses de Janeiro e Fevereiro decorreu, no Santuário Diocesano de Schoenstatt, um Curso de Formação creditada para Profissionais de Educação, com a participação de 45 profissionais de 10 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) da Diocese.
O objetivo desta formação foi o despertar da fé das crianças dos 0 aos 6 anos, em estreita colaboração com as famílias e outros educadores.
No passado dia 16, quarto e último encontro, teve lugar o encerramento desta iniciativa de formação, com a presença do nosso Bispo, D. António Francisco.



Foram responsáveis por este evento o Secretariado Nacional da Educação Cristã, a Escola Superior de Educação Maria Ulrich e o Secretariado Diocesano de Catequese de Infância e Adolescência, com a preciosa colaboração das Irmãs de Maria, do Movimento de Schoenstatt.
Com o entusiasmo experimentado e fortemente vivido abre-se uma grande esperança de se alargar à dimensão de todas as IPSS da Diocese esta exigência de forte necessidade de se anunciar Jesus aos mais pequeninos.

Fonte: http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=4163


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mensagem do Bispo de Aveiro para a Quaresma 2013


1.Os dias jubilares são dias de fé. “Vive esta hora!”
Ao iniciarmos esta Quaresma em pleno Ano da Fé e em tempo de Missão Jubilar, por ocasião da celebração dos setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese, quero convidar todos os diocesanos de Aveiro a sentirmo-nos amados por Deus, conscientes de que o nosso nome está inscrito no coração do Senhor, nosso Deus e nosso Pai.
Os dias jubilares que vivemos são dias de fé acolhida, professada, celebrada, vivida e testemunhada com novo encanto, renovado vigor e crescente entusiasmo.
Vemos à nossa volta um mar de luz e de paz, onde se reflecte o amor de Deus pela Humanidade. Percorremos, mês a mês, caminhos de visita, de anúncio, de partilha com pessoas, famílias e instituições, levando nos lábios, no coração e na vida palavras e notícias de Deus. Anunciamos em novos átrios de encontro, em campos abertos de debate e em alargados horizontes de missão o evangelho das bem-aventuranças. Sabemos pela fé que a hora que vivemos será hora da Humanidade se primeiro e sempre for hora de Deus!
“Vive esta Hora!” é lema, apelo e caminho de fé aprofundada por catequeses quaresmais, presentes no mesmo dia e repartidas em tempo simultâneo por todas as paróquias da Diocese, ao longo das semanas da Quaresma.
Vivemos, assim, uma verdadeira e original experiência de formação cristã, plenamente inserida na acção pastoral que desenvolvemos e levada por membros de cada uma das nossas comunidades enviados, como catequistas e missionários, a outras tantas comunidades que são as cento e uma paróquias da nossa Diocese.
Servem de fundamento a estas catequeses quaresmais a Palavra de Deus, o magistério da Igreja, os desafios renovadores do Concílio Vaticano II, as orientações e documentos do nosso II Sínodo Diocesano e a leitura crente do caminho que, ao longo destes setenta e cinco anos, fazemos como Igreja.
Queremos viver esta Quaresma como tempo favorável de graça da parte de Deus e oportunidade abençoada de formação cristã e de bem-aventurança evangélica para todos.

2. Os dias jubilares são oásis de oração
Imediatamente antes da sua vida pública, Jesus é conduzido pelo Espírito ao deserto para, em demorado tempo de oração, de contemplação e de encontro com o Pai, nos deixar esta tão necessária pedagogia espiritual de apelo à conversão e ao encontro com Deus.
Faz-nos bem interiorizar esta experiência de Jesus e trazê-la para o coração tantas vezes agitado e perturbado das nossas vidas e das nossas praças.
O «Dia do deserto» que proponho a toda a Diocese para vivermos em iniciativas arciprestais vai permitir-nos que, no silêncio e na interioridade, a verdade da nossa vida possa acontecer e tenhamos oportunidade para fazermos experiência da bondade de Deus que Jesus nos revelou.
Implantemos neste «Dia do deserto», no coração das nossas vilas e cidades,verdadeiros oásis de silêncio, de oração, de recolhimento, de reconciliação e de fraternidade.
A oração, a conversão interior e o retiro espiritual encontram, assim, mais tempo e diferente espaço para se tornarem acolhimento de Deus e experiência de fraternidade cristã e de verdadeira vivência comunitária.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Um dia vou visitar-te.... HOJE É O DIA!!!


"Sabemos quanto custa a solidão, quanto dói o abandono, quanto faz sofrer a doença, quanto pesa a idade!
Cruzamos caminhos de silêncios sofridos, com marcas de pés magoados pela vida. Vemos janelas corridas, que escondem rostos sem nome. Encontramos portas fechadas, que calam gente sem voz.
Quem visita leva luz a olhares tristes, solta sorrisos no rosto das crianças, senta-se à mesa de quem está só, abeira-se de quem sofre, caminha nas estradas da vida com gente ferida pela dor, faz que a fé e a alegria renasçam em famílias sem esperança.

Um dia vou visitar-te... Hoje é o Dia!

Vamos como mensageiros do Senhor. Somos presença de Deus. "Vive esta hora!" como um irmão que leva na alma palavras de esperança e sementes de felicidade.
"Vinde benditos de meu Pai. Eu estava doente e fostes visitar-me (Mateus 25, 34-36)."

D. António Francisco dos Santos, Bispo da Diocese de Aveiro
Mensagem para o Dia da Visita 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mensagem de D. António Francisco à Diocese de Aveiro


Apóstolos da força e da beleza da fé

Iniciamos este mês sob o signo da vida consagrada. O dia 2 de Fevereiro, dia litúrgico da Apresentação do Senhor foi, desde há muito, escolhido por João Paulo II como o Dia da Vida Consagrada.
Reunimo-nos, nesse dia, na Sé de Aveiro com os consagrados e consagradas da Diocese para darmos graças a Deus por este dom concedido à Igreja e pela sua presença, carismas, testemunho e acção em todos os nossos Arciprestados. Celebremos, assim, ao longo de todo este mês, de forma jubilar, a alegria da generosidade e o testemunho da fidelidade com todos os consagrados e consagradas da nossa Diocese.
Há vinte e cinco anos, nesse mesmo dia, faziam a sua consagração, como Leigas de Nossa Senhora do Sim, o primeiro grupo diocesano de oito mulheres decididas a confiarem a Deus, nesta Igreja de Aveiro, a sua vida entregue para servir o mundo. Uma já partiu ao encontro do Pai e outras vieram posteriormente juntar-se ao grupo inicial. Damos graças a Deus pelo dom da sua vocação e pelo testemunho da sua fidelidade.
Ao procurarem viver a radicalidade dos conselhos evangélicos, os consagrados e consagradas são apóstolos incansáveis da força e da beleza da fé. São verdadeiros «catecismos abertos», onde tanta gente tem encontrado os «conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada» (Bento XVI, A Porta da Fé, 9).
Impelidos pelo amor de Cristo, como verdadeiros peregrinos da fé, os consagrados estão na primeira linha da frente do serviço à causa do anúncio do evangelho das bem-aventuranças.
Que esta seja, também, a hora de ver surgir na nossa Diocese novas vocações para o ministério ordenado e para a vida religiosa e consagrada no meio do mundo, pela diversidade de tantos carismas e pela beleza do mesmo testemunho de amor a Deus e serviço aos irmãos. “Vive esta hora!”

Um dia vou visitar-te
Coincide a nossa Missão 11 de Fevereiro e o Dia da Visita com o Dia Mundial do Doente, que João Paulo II escolheu, por referência ao dia litúrgico de Nossa Senhora de Lurdes.
Por entre a agitação do trabalho, a preocupação do (des)emprego, o ritmo frenético da vida falta-nos tempo e lugar para olharmos, ouvirmos e estarmos próximos dos nossos irmãos, que estão doentes ou vivem sós e se encontram esquecidos e abandonados.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um dia vou gritar a paz... Hoje é o dia!


Iniciamos o novo Ano de 2013 com o Dia Mundial da Paz.
A Paz é sonho, ideal, projecto, direito, valor e compromisso de crentes e não crentes.
Estamos todos unidos neste "Grito pela Paz", feito clamor comum e voz unânime de crianças, jovens e adultos.
A Humanidade não pode calar a sua voz e os que sofrem indiferença, abandono, violência, ódio, guerra ou exílio têm direito a sentir que a esperança renasce e que é de todos nós a causa da Paz.
Assim, afirmamos e realizamos, a começar pelos locais em que vivemos, a bem-aventurança:
"Felizes os construtores da Paz".

Um dia vou gritar a Paz... Hoje é o Dia!

António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal 2012 - Bispo de Aveiro

 
Com alegria, deixamos aqui a mensagem de Natal de D. António Francisco dos Santos, Bispo da nossa Diocese de Aveiro, em vídeo e em texto.
A Equipa do Blogue agradece a D. António Francisco a disponibilidade, ao longo do ano, de colaborar com os seus textos para este espaço. 
A nossa gratidão manifesta-se pela oração no Santuário, pedindo à Mãe nas suas intenções e especialmente pela fecundidade da Missão Jubilar. Um santo Natal!
 

“Vive esta Hora!”
 
Aproxima-se o Natal! São muitos os sinais, os gestos, as palavras e as vozes que nos falam de Natal.
Ao celebrarmos setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese de Aveiro, convido todos os diocesanos a viver este Natal, neste Ano da Fé, em espírito de Missão Jubilar. O Natal é Hora de Deus inscrita no relógio do tempo da Humanidade. “Vive esta Hora!”
É hora de percorrer os caminhos da nossa Diocese para ir ao encontro de todas as famílias, levando uma Palavra que nos traz notícias de Deus, nos fala da presença de Jesus no meio de nós, nos manifesta a beleza da Igreja e nos torna mais atentos, próximos e irmãos.
A Missão Jubilar é, assim, uma bela maneira de celebrar o Natal e de fazer do Natal de Jesus o Natal de todos nós.
Este mês vamos ler, escrever e anunciar a Palavra de Deus por toda a parte e sentir que ela nos envolve com a Sua ternura, nos conforta com o bálsamo da fé, nos anima com a fortaleza da esperança e nos guia com a luz da estrela de Belém.
Queremos descobrir a beleza do Dom que é Deus feito Palavra, escrever nas nossas ruas e praças e dizer uns aos outros palavras que nos falem de Deus. Palavras que nos tragam vida e felicidade. Que nos digam que é Natal para que, neste Natal, se reavive a esperança de um mundo melhor e desperte para todos um futuro de justiça, de bem-aventurança e de paz.
Temos, em Aveiro, em tempo de Missão Jubilar, razões acrescidas para vivermos e valorizarmos o Natal.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Um dia vou falar de Ti - Hoje é o dia!!!


Gostamos muito das palavras. Sem as palavras a nossa vida seria monótona e solitária.
Precisamos de palavras que façam ponte entre pessoas… que sejam momentos felizes de diálogo … que revelem o rosto da verdade … que deem sabor à vida … que nos falem de Deus … que nos digam como é bom viver em comunidade … que nos tornem solidários e irmãos.
Hoje procuramos a beleza da Palavra de Deus. Nesta Palavra ouvimos a Sua voz e das nossas ruas e praças fazemos lugares novos e belos, que Deus escolhe para nos falar.
“Vive esta hora!” Vamos descobrir e comunicar, na Diocese de Aveiro, a beleza deste Dom que é Deus feito Palavra: “Um dia vou falar de Ti… Hoje é o Dia.”
A todos desejo um santo e feliz Natal.

António Francisco, Bispo de Aveiro 

sábado, 8 de dezembro de 2012

6º Aniversário de D. António Francisco como Bispo de Aveiro


D. António Francisco dos Santos, comemorou hoje, dia 8 de Dezembro de 2012, Dia da Imaculada Conceição, o 6º aniversário (desde 8 de Dezembro de 2006) como Bispo de Aveiro. Neste mesmo dia, comemorou também o 40º aniversário (8 de Dezembro de 1972) da sua ordenação presbiteral. As duas datas foram recordadas e celebradas numa Eucaristia, que teve lugar, pelas 19 horas na Sé de Aveiro.
Os diocesanos e amigos de D. António Francisco tiveram a oportunidade de nesta celebração se associarem ao nosso Bispo, manifestando-lhe o carinho que ele merece. Serviu ainda para lhe testemunharem o seu apoio incondicional ao grande projecto em curso na Diocese, a Missão Jubilar, que em boa hora D. António Francisco implementou e que vai culminar na grande celebração de 11 de Dezembro de 2013, dia em que se comemoram os 75 anos da restauração da Diocese de Aveiro.
Parabéns e obrigado, D. António Francisco.

Nota: Texto elaborado a partir de um trabalho publicado pelo Professor Fernando Martins, no blogue Pela Positiva.

Fami e Paulo 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Estamos em Missão - Em tempo de Anúncio


Mensagem à Diocese:

Estamos em Missão
No dia 11 de Novembro vamos realizar (realizámos), pela primeira vez, a Missão 11. É o Dia do Anúncio, da afirmação de fé e do testemunho cristão, levado a toda a Diocese. “Um dia vou mostrar…Hoje é o dia”. Fazemos este anúncio, colocando o estandarte da Missão Jubilar em cada casa. Fazemo-lo, através das novas redes de comunicação, a que a Diocese aderiu de forma pioneira, colocando uma fotografia de família na plataforma “online” da Diocese. Fazemo-lo, com novo vigor e mais encanto neste Ano da Fé, professando a nossa fé, que é a fé da Igreja, e percorrendo caminhos, ruas e praças onde diariamente se cruza e constrói a vida de milhares de pessoas. Somos «mensageiros» da boa nova do evangelho e portadores do anúncio que, como «bispo para vós e irmão convosco» a todos dirigi para este mês de Novembro.


Saúdo-vos, com particular alegria, caros mensageiros das cento e uma paróquias da nossa Diocese, que ides, a partir destes dias, mês a mês, percorrer todas as ruas das nossas aldeias, vilas e cidades para levar a cada família, a mensagem que, em nome de Deus e como voz da Igreja, vos confio. Agradeço-vos a disponibilidade manifestada, a capacidade de diálogo exigida e o testemunho de fé e de perseverança que esta missão requer e revela.
Anuncio-vos, ainda, que neste mesmo mês, no dia 30, em Vagos, teremos a primeira Sessão/Debate, centrada no tema da Acção Social e de quanto a Sociedade e a Igreja podem e devem realizar ao serviço do bem comum, promovendo a solidariedade humana e realizando a caridade cristã.
Não esquecemos, igualmente, no mês de Novembro, com sentida e dedicada gratidão, todos quantos já partiram ao encontro de Deus, nos antecederam na vida e nos legaram o seu testemunho de fé: bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados (as) e leigos (as). Eles são os pilares seguros da Igreja que somos. É na missão por eles cumprida ao serviço desta Igreja de Aveiro que se sustenta a missão que Deus nos chama, hoje, a anunciar e a realizar para «iluminarmos o mundo com a Esperança que brota do rosto de Cristo».

Aveiro, 6 de Novembro de 2012, Festa de S. Nuno de Santa Maria

António Francisco, Bispo de Aveiro 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Homilia do Senhor Bispo de Aveiro na Peregrinação Diocesana ao Santuário de Schoenstatt


Irmãos e Irmãs Peregrinos

1.A primeira leitura de hoje recorda-nos a alegria do regresso do antigo povo de Israel, após anos de opressão da Assíria. É a peregrinação da liberdade e da libertação.
O profeta anuncia essa libertação, refere expressamente essa liberdade e testemunha a alegria das mães e do povo humilde.
A segunda leitura vai para além da libertação dos males físicos e sociais e fala das doenças das consciências, aquilo que a Bíblia chama pecado e diz-nos que só Cristo, o redentor, pode libertar a humanidade do mal, do medo, da opressão e do pecado. Esta é a peregrinação da conversão, da misericórdia e do perdão.

2.Demoremo-nos, porém, no texto do evangelho: «No seu caminho para Jerusalém, Jesus está a percorrer a última etapa. É acompanhado pelos discípulos e por grande multidão de seguidores. Através de gestos e palavras, Jesus tinha procurado anunciar a Boa Nova e revelar a sua Pessoa. Muitos O acompanhavam mas estavam longe de realizar o convite de Jesus: «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (8, 34).
Neste contexto a página do evangelho de hoje surge não apenas como a recordação de mais uma cura prodigiosa de Jesus mas como uma verdadeira peregrinação da vida e da missão que leva Jesus ao encontro de todos, sobretudo dos que mais precisam.

Peregrinação Diocesana e Festa do Santuário

D. António Francisco a chegar ao Santuário

No passado Domingo, dia 28 de Outubro de 2012, realizou-se a Peregrinação Diocesana ao Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro. Esta Peregrinação serviu para também para celebrar  (Festa do Santuário) os 33 anos deste Santuário Diocesano, que se tinham completado no Domingo anterior, ou seja 21 de Outubro de 2012. 


A primeira parte desta Festa do Santuário, serviu para transmitir aos peregrinos presentes, como decorreu a Peregrinação Europeia que ocorreu em Schoenstatt em Setembro de 2012 e onde se coroou uma imagem Auxiliar da Mãe Peregrina, como Rainha da Nova Evangelização da Europa.
Através de fotografias e vídeos, a Irmã Paula conseguiu de um modo perfeito, transmitir a importância desta coroação e a mensagem fundamental que saiu desta Peregrinação e que é importante que chegue ao maior número de pessoas possível, pois só trabalhando e orando em conjunto, podemos de facto aspirar a uma Nova Europa, mais voltada para os valores cristão e sempre ancorada em Maria, como grande mediadora entre Deus e os homens.
Seguiu-se a oração do terço, para preparar os peregrinos para a Santa Missa.


Na introdução da Eucaristia o Padre Carlos Alberto, saudou a presença do Senhor Bispo de Aveiro, D. António Francisco:

"Sr. D. António Francisco, em nome das Irmãs de Maria e da Equipa de Pastoral do Santuário, ao iniciarmos este celebração, permita que  utilize as suas palavras proferidas no Domingo passado, na Homilia, ao iniciarmos a Missão Jubilar da nossa Diocese: "Levei esta hora aos pés de Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, e do brilho do se olhar, senti que nunca faltará à Missão Jubilar a ternura do seu coração e o dom do seu amor pela Igreja de Aveiro"
Este é o espírito que queremos vier hoje, aqui, neste dia de Peregrinação e da Festa do Santuário. Queremos colocar aos pés de Maria esta hora de Missão, neste tempo em que a Família de Schoenstatt vive também este espírito missionário.
Saúdo também os Sacerdotes do nosso Arciprestado aqui presentes, o senhor Presidente da Câmara Municipal de Ilhavo e uma palavra especial para o coral, que se preparou afincadamente para esta ocasião."



Da homilia do Sr. Bispo (que publicaremos na integra noutro artigo) destacamos as seguintes passagens:

"Não há Igreja de Jesus sem escutar os que sofrem. Eles estão no nosso caminho; pedem ajuda; necessitam de tempo; precisam de ser ouvidos; têm direito à nossa compaixão e bondade. A única postura cristã é a de Jesus diante do cego: «Que queres que te faça?». Esta deveria ser a atitude da Igreja perante o mundo dos que procuram Deus, dos que anseiam por humanidade, dos que carecem de ajuda espiritual ou material. Por aqui passa a nossa cruz. Mas aí nasce também a nossa glória e aí se encontra a nossa recompensa.

Celebramos a nossa peregrinação, no mesmo contexto e com igual espírito de Missão Jubilar da nossa Diocese. Estamos em Missão na nossa Diocese, caros peregrinos e membros do Movimento de Schoenstatt. Estamos a viver esta peregrinação, também, quase 100 anos depois da intuição fundadora que nos vem do Padre Joseph Kentenich, ligados por esta corrente missionária e pela cruz da unidade e de olhos voltados para a Mãe Peregrina e inspirados no seu carisma fundador. Tive a alegria de estar e de rezar no mês de Setembro passado, pela primeira vez, no Santuário na Alemanha, onde nasceu o Movimento de Schoënstatt, e também na Igreja onde repousa agora o Padre José Kentenich. Agradeço a Deus essa graça e hoje neste Santuário continuemos a rezar à Mãe de Jesus e Mãe da Igreja."

O coral que animou (e muito bem) a celebração

No final da Missa, todos peregrinámos até ao Santuário, onde nos consagrámos à Mãe:

"Querida Mãe:
Queremos, neste dia de festa, deixar nas tuas mãos e ao abrigo do Santuário, a nossa entrega missionária. Esta é a hora da Missão, esta é a hora do envio. Daqui queremos partir como teus mensageiros, sendo testemunhas das bem aventuranças, discipulos de Jesus e missionários em Seu nome.
Abençoa-nos, Mãe e envia-nos! Cada dia deste ano seja um dia de Missão Jubilar.

Querida Mãe, dá-nos coragem e força para sermos estes missionários que o mundo precisa."
(Excerto da oração que o Padre Carlos Alberto leu junto ao Santuário)


A finalizar o Senhor Bispo deu a bênção final e resumiu do seguinte modo toda esta Peregrinação:

"Viemos em Peregrinação, vamos em Missão!"

Fami e Paulo

domingo, 28 de outubro de 2012

Festa do Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro


"Viemos em peregrinação, vamos em missão!"

Foi com esta mensagem que o nosso Bispo de Aveiro, D. António Francisco, encerrou a Peregrinação Diocesana e a Missa de comemoração do 33º aniversário do Santuário de Schoenstatt.
Voltaremos a falar sobre este dia de festa, mas queremos transmitir esta mensagem que o Sr. Bispo considerou um resumo de todo este dia.

Fami e Paulo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Homilia do Sr. Bispo de Aveiro na Missa de Abertura da Missão Jubilar


Caríssimos Diocesanos, Irmãos e Irmãs

1.O evangelho, agora proclamado, diz-nos que Jesus escolheu a sua terra para ler a palavra de Isaías, para anunciar a Boa Nova do Reino e para iniciar o Ano de graça do Senhor.
Aquele momento, vivido na Sinagoga de Nazaré, foi para Jesus o dia sonhado pelo Pai, a hora pensada pelo Espírito que O ungiu e o tempo por Ele desejado para ser tempo novo e único, tempo de vida e de salvação da humanidade. “Cumpriu-se, hoje, esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”, disse Jesus (Lc 4, 21).
É à voz de Jesus que este texto do profeta, hoje, se proclama, a Boa Nova do evangelho aqui se anuncia e o Ano Jubilar começa na nossa terra.
Em Dia Mundial das Missões, abrem-se, de para em par, as portas da nossa Catedral, para que, em comunhão com o Santo Padre Bento XVI, entremos pela porta da Fé, no limiar do Ano da Fé, e celebremos cinquenta anos do início do Concilio.
Esta é, a partir da igreja-mãe da Diocese, casa e escola da fé e da comunhão do Povo de Deus em Aveiro, verdadeira hora jubilar.
Aqui se ouve a palavra de Isaías, proclamada na primeira leitura: «Levanta-te e resplandece Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do teu Senhor»(Isaías 60, 1).
Daqui vão partir como mensageiros da profecia de Isaías, testemunhas das bem-aventuranças, discípulos de Jesus e missionários em Seu nome, «os pés dos que anunciam o evangelho», como nos lembra Paulo, na segunda leitura (Rom. 10, 14-20). “Compete a cada cristão fazer com que o evangelho de Jesus Cristo se possa tornar lugar de encontro, feito de fascínio e de encanto com o mistério da pessoa e da obra de Cristo, vivo e ressuscitado» (Cf. Carta pastoral dos Bispos de Portugal. Como eu fiz, fazei vós, também, n.º 10).

2. Do tempo vivido como Diocese, desde 1938, guardamos a memória abençoada, hoje feita profecia e missão, recebida de todos os que construíram a Igreja que somos, tornaram belo e missionário o seu rosto e nos ensinaram a «amar a Deus e servir».
A intuição sentida e a decisão firmada de convocar uma Missão Jubilar, por ocasião dos setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese, inspiram-se na certeza de que é o Espírito de Deus que convoca, acompanha e guia a Igreja, no decurso do tempo, e nos oferece horas com oportunidades únicas para olharmos com ousadia evangélica, com renovado entusiasmo e com a força da fé para novos métodos de evangelização e diferentes horizontes de missão.
Guardei esta hora, desde o início do meu ministério em Aveiro, no silêncio do meu coração, para que ela chegasse, sem pressa nem precipitação, no momento e da forma por Deus escolhidos, com o ardor das boas notícias de Deus, com o vigor das graças que a Deus pedimos e com o entusiasmo da fé, semeado e cultivado no coração de todos os sacerdotes, diáconos, seminaristas, consagrados e leigos da nossa Diocese. “Ao homem pertencem os projectos do coração, mas só de Deus vem a resposta” diz-nos o Livro dos Provérbios ( Prov. 16, 1).


Coloquei, desde logo, a Missão no coração de Deus para que seja Ele a moldar o coração humano, a mobilizar por dentro a vontade dos cristãos, a fazer crescer a consciência eclesial e a dar sentido novo à história da nossa Diocese. Levei esta hora aos pés de Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, e do brilho do seu olhar, senti que nunca faltará à Missão Jubilara ternura do seu coração e o dom do seu amor pela Igreja de Aveiro. Esta é a sua hora também. Hora da Mãe de Jesus e da Mãe da Igreja.
Anunciei aos sacerdotes, em carta escrita, em 2008,no dia da nossa Padroeira, esta decisão, para que Santa Joana Princesa dê à nossa paixão pela Missão o mesmo amor que tem por Aveiro e pelo seu Povo.
E a partir daí foram muitos e belos os passos dados e os caminhos andados, por toda a Diocese, para que aqui estejamos, hoje, em tão elevado número e com tanta alegria.
A Missão Jubilar é dom de Deus traduzido para todos nós em tesouro de fé a dar sentido e luz à vida de tantas pessoas. É farol de esperança para quantos procuram razões de viver e âncora de caridade a dar firmeza aos pés vacilantes dos que mais sofrem, neste momento difícil de crise e de provação para tantas famílias. A sociedade precisa de pessoas livres e felizes trabalhados pelas bem-aventuranças do evangelho.

3.”Vive esta hora”, irmão e irmã, com sabor a tempo novo e a novo ardor, na terra que Deus nos deu para habitar e para transformar e no campo aberto e livre do coração humano e das novas realidades do mundo.
Hora de levantar as amarras deste Barco que é a Igreja, que queremos renovada na caridade, educadora da fé, Igreja orante, família de famílias, rosto de esperança para o mundo, para que saibamos colocar Deus nos novos mares da família, da escola, da profissão, da vida pública e da cultura e em tantos espaços humanos desertos, sem vida, sem fé, sem esperança e sem amor.
Hora para erguer e alargar a tenda de Deus, nas areias das nossas praias, nas planícies dos nossos campos, nas colinas das montanhas da nossa terra, nesta nova geografia da missão e neste tempo único da evangelização, uma tenda onde Deus envolva a nossa humanidade e aconchegue as feridas de tantas dores e as ânsias causadas por todos os medos.
Hora de mensagem levada às crianças e aos jovens, que lhes fale, em linguagem, por eles entendida, e em exemplos de vida, de que estão ávidos, da alegria de acreditar e do testemunho feliz da vocação que se reflectem na beleza do nosso ministério, na diversidade dos carismas da vida consagrada e no amor das famílias.
Hora de oração, de celebração e de formação da fé, de vivência em comunidade cristã e em movimentos apostólicos, de abertura a novas compreensões do mundo e de diálogo com os não crentes, neste território comum de procura de sentido, onde a fé se faça companheira da vida e do futuro da humanidade.
Esta é a hora para edificar um santuário de gratidão aos sacerdotes, ali bem perto do Seminário, coração da Diocese, para que à esperança acrescida de novas vocações, que já vemos surgir, se alie o testemunho abençoado de tantas vidas dadas a Deus nesta Igreja de Aveiro.
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