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quinta-feira, 18 de julho de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 07/2013


Sinal de VINCULAÇÃO nos nossos dias 

“Levo uma imagem na bagagem!” Este é um projeto da CMP para as férias. Quando estamos perto das férias, começamos a organizar a nossa bagagem com o que é indispensável, o essencial e só depois o que poderá fazer falta. Partir ou chegar a algum lugar, sejam viagens longas ou simplesmente até à casa do vizinho, obriga a se desinstalar, a alterar a rotina de quem parte e de quem recebe. Por ocasião das férias escolares, lembro especialmente os avós que têm a seu cargo as crianças e adolescentes. Estes chegam com o mundo todo numa pequena bagagem: iPAD, telemóvel, videojogos, etc. Estão constantemente “ligados” pela internet ao mundo virtual e este “mundo” ganha, cada ano mais, tempo e espaço nas férias. Alguns avós ainda perguntam “i” quê? Lá se foi o tempo em que os avós eram os “financiadores amigáveis” ou faziam o “papel de babysitter”; o tempo em que simplesmente riam uns com os outros, jogava-se, desenvolviam-se talentos com novas experiências e exigências. Hoje, ao dar um passeio, pesquisa-se em tempo real tudo sobre essa terra por onde o carro passa e nem se olha pela janela para ver “esse mundo” com os próprios olhos. O tempo em que vivemos “grita” por algo mais. Aos avós pede-se corresponsabilidade na educação, “depositar verdadeiros valores” nos corações dos netos para que estes possam viver dessa força, sintam-se vinculados a valores perenes e os tentem viver consequentemente.
Numa sociedade em que os valores são atribuídos a coisas passageiras, que estão na moda, existe o risco de se alterar rapidamente o próprio conceito de valor, ou seja, deixar para trás porque isso “já era”. Especialmente em tempos de férias paira no ar o desejo de “ser livre”, viver o novo, experimentar tudo. Sim, viver tudo mais rápido, mais fácil e mais abrangente e isso está ao alcance dum click. É urgente criar espaços e tempo para rir uns com os outros, jogar, conversar, despertar a criatividade. O “fator intensivo de transmissão” de valores ao outro são pessoas que corporizam esses valores, que são como que uma tabela viva de valores. Valores perenes não se compram e não se transmitem primeiramente por ensinamentos, mas sim através de relacionamento pessoal. Por isso a importância de vivências.
O compositor Anton Bruckner diz sobre a sua vida: “Cada vez, quando eu olhava para minha mãe ou para o meu pai, para o meu mestre ou mesmo para Deus respeitosamente, então o meu coração tornava-se muito grande. Nesses momentos eu criei as coisas mais bonitas.” Olhar para os seus modelos de vida, aqueles que depositam valores altos no coração, torna o interior mais amplo e por isso torna-o livre para criar, para se tornar mais “eu”.
Levar a Mãe Peregrina na bagagem, material ou espiritualmente, não é levar só “um modelo que viveu os verdadeiros valores” que gostaríamos de transmitir, mas é estar constantemente “ligado” ao Santuário para receber as graças que a Mãe Peregrina aí distribui para cada um de nós e para aqueles com quem nos relacionamos.
Este mês em que celebramos o dia de Santa Ana e S. Joaquim e por isso o Dia dos Avós, termino com palavras do P. Kentenich: “Eu, pessoalmente, não consigo pensar em nada mais bonito do que a alegria da família, a alegria que se tem na família”.
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Julho 2013)
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 06/2013

 
Sinal de SANTIDADE nos nossos dias

A festa da Primeira Comunhão terminou e as crianças saem da igreja. Entre elas, uma com deficiência mental. A madrinha conversa com a sua mãe: “Foi realmente uma festa muito bonita. Pena que o pequeno não entendeu nada.” Os olhos da mãe enchem-se de lágrimas. Mas logo a criança a abraça e diz: “Não te preocupes mamã. Deus ama-me, assim como eu sou!” O que o David expressou foi uma profunda experiência de Deus. ELE AMA-ME! Essa foi também a experiência de S. Paulo quando afirma: “Dilexit me!”(Gal 2,20) ou de S. Pedro ao responder “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu Te amo.”(Jo 21) No mês de Junho festejamos estes dois grandes Apóstolos, “fundamentos da Igreja”(Bento XVI), mas também os chamados Santos Populares. Seja o S. João do Porto ou Santo António de Lisboa, vamos para as festas, preparamos as marchas e os manjericos, assamos as sardinhas, partilhamos a alegria. Pelo meio, não poucas vezes pensamos nestes ou noutros santos reduzidos a imagens de caco ou madeira oca. Falar hoje de santidade faz revirar os olhos de quem ouve. Em Schoenstatt, no início da sua tarefa como Diretor Espiritual dos jovens seminaristas, o P. Kentenich despertou neles o ideal da santidade com o exemplo dos santos.  Não tinham eles uma natureza humana como a nossa? Não tiveram as mesmas fraquezas e não dispunham dos mesmos meios que nós para superar os obstáculos? O Padre Kentenich diz que os santos começaram a tornar-se santos a partir do momento em que acreditaram, souberam e se sentiram amados por Deus. Quando creio e me sinto amado por Deus, então desperta em mim uma resposta ao amor. Seja há dois mil anos, há um século ou nos dias de hoje, decisivo é a experiência do amor de Deus. Saber-se amado é o primeiro passo no caminho da santidade. O P. Kentenich apresentou a visão do santo moderno, o santo do dia-a-dia, o homem que vive na presença de Deus, que tem um estilo de vida especial: EM TUDO DÁ PRIORIDADE AO AMOR. Talvez sejam estes os santos a quem o Papa Francisco chamou santos de todos os dias, os santos ‘escondidos’, uma espécie de classe média da santidade’”. Estes são os santos que provavelmente não ganham uma estátua no altar, mas gravam o seu nome profundamente no coração de Deus, pois podem afirmar “Dilexit me!”, Deus ama-me. P. Kentenich apresenta Maria aos jovens  como o  grande modelo,  como auxiliadora  e  educadora  nesse  caminho.  Ele desafia:
Não vivas abaixo das tuas possibilidades. Sê heroico! 
Elege um estilo de vida de  acordo com a elevada norma do Evangelho. Diariamente tens ocasião para fortalecer a tua vontade, superando pequenas e grandes dificuldades. O mesmo incentivo nos dá o Papa Francisco:
“Não vos contenteis com uma vida cristã medíocre;
Caminhai decididamente para a santidade”.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Junho 2013)

sábado, 18 de maio de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 05/2013


Sinal de EDUCAÇÃO nos nossos dias 

Imagine que está numa sala de espera e, entre as diversas revistas que nos oferecem para “passar” o tempo, estivesse um terço? Ou se está no caixa do supermercado e do bolso de um jovem, junto com o dinheiro, caísse um terço? Ou se viaja no comboio e ao pegar no telemóvel agarra no terço? O terço é um dos símbolos que expressam a nossa fé. No dia-a-dia somos muitas vezes confrontados especialmente pelas crianças que rapidamente dão conta que não somos coerentes nem consequentes com a fé. Um pai contava-me que ficou “sem jeito” quando, no restaurante, a sua filha pequenita perguntou bem alto: “Porque é que não rezamos antes de comer, como lá em casa?” Crianças, na sua simplicidade e transparência, educam os adultos levando-os a se interrogarem na sua consciência. A vida tem de ser mais! O que eu faço tem que se tornar uma verdade para mim, quer seja em casa ou no restaurante. Se sou chamado a viver como cristão, então sou cristão em qualquer situação.
Sara de 6 anos chegou a casa e pergunta: “Mamã, tu também tens uma vocação?” Com certeza ouviu na aula de religião. Vale a pena pensar na pergunta: Tu também tens uma vocação? Como é comigo? Afinal o que é vocação? Uma professora da Universidade de Oslo, casada e mãe de 4 crianças, conta sobre o tempo em que ela fazia parte do governo do seu país. Certa vez, a sua filha mais pequena disse em tom provocador: “Tu precisas ser uma verdadeira mãe! Tu precisas ser como as outras mães e levar-me, tu mesma, às festas de aniversário!” – Esta foi a chave para começar a dar prioridade aos filhos. Com o tempo ela pôde dizer:  “Ser mãe para mim e para as crianças é mais importante do que todas as outras atividades.” Vocação pessoal manifesta-se quando algo se torna mais importante para mim do que para o outro. O que faço, ninguém o faz assim como eu. Ninguém pode substituir-me na missão, na minha vocação. Sim, outros podem exercer o meu papel, mas ninguém o fará como eu.
Neste mês de Maio olhamos para Maria especialmente como Mãe e, por isso, como Educadora. Ela educou Jesus e deixou-Se educar por Ele. Sabemos que ninguém pode dar o que não tem, por isso temos que trabalhar constantemente em nós para possuirmos a arte de educar, à semelhança do nosso grande modelo: Maria, Mãe e Educadora!
João Paulo II dizia que percorrer “as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda é mais eficaz, quando se pensa que Ela, nos obtém os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela «peregrinação da fé », na qual é Mestra e Educadora inigualável.” (Rosarium Virginis Marae)
Termino com um episódio que se deu no jardim-de-infância. À pergunta da educadora: “Onde é o teu lugar predileto?”, Celina respondeu prontamente, como que disparado de uma pistola: “Nos braços da minha mãe!”.

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Maio 2013)
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 04/2013

 

Sinal de PEREGRINAÇÃO nos nossos dias 

 

Uma estudante dirige-se ao seu professor durante a aula: “O professor diz que é cristão e eu digo: Eu sou desportista!” Com isto ela queria expressar que cada um tem o seu hobby, isto é, cada um ocupa-se com o que mais gosta de fazer. Ser cristão, porém, não é simplesmente um hobby que eu próprio escolho. Ser cristão é primeiramente ser escolhido por Aquele que nos amou primeiro. Há pouco tempo li que o cristianismo é uma religião de experiência. Os apóstolos foram chamados, seguiram Jesus, acolheram a Sua mensagem e vivenciaram os milagres que Ele fez. Por isso deram testemunho e O anunciaram para que todos pudessem ter a experiência de Deus como eles tiveram. Isto deveria levar-nos a fazer a pergunta a nós próprios: Como é a minha experiência de Deus? Que tipo de relação tenho com Jesus? Onde  é que O encontro na minha vida?  
Aproxima-se Maio e com ele iniciamos um tempo propício para as peregrinações aos locais religiosos. Muitos põem-se a caminho, seja a pé, de bicicleta ou de outra maneira. Alguns fazem-no por tradição ou porque de certa forma está na moda, ou até porque os médicos aconselham a caminhar. Porém, ser cristão é mais. Se ficamos pelo um mero exercício desportivo, então nunca teremos uma experiência de Fé. A nossa vida de Fé é um caminho que somente a própria pessoa pode fazer e isso exige treino constante para nos mantermos na corrida pela santidade. Assim poderíamos também dizer: Eu sou desportista de Cristo, caminho, pedalo, corro por Ele. O apóstolo Paulo exorta-nos: “Não sabeis que aqueles que correm no estádio, correm todos, mas só um ganha o prémio? Correi, portanto, de maneira a consegui-lo. Os atletas abstêm-se de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; nós, porém para ganhar uma coroa imperecível. Eu não corro sem rumo.” (1 Cor 9,24-26) O nosso caminhar é um constante peregrinar, mas com um objetivo. É um caminho que se faz descobrindo Deus nos pequenos acontecimentos, nas pequenas coisas e nas pessoas que se cruzam ou caminham connosco. É seguir no trilho dos santos. É buscar forças nos sacramentos. É ter uma única meta: Cristo. É saber que para alcançá-la “Maria é o caminho mais fácil, mais curto e mais seguro”. (Pio X)   
Especialmente neste mês de Maio, queremos olhar para Maria, orientar-nos n’Ela, pois Ela é a nossa companheira de viagem, em Aliança de Amor, neste caminho de procura de uma experiência com Deus, mais próxima, mais profunda e duradoura.
 
 Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Abril 2013)

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 03/2013


 
Sinal de PRIMAVERA nos nossos dias
 
Habemus papam!” – Talvez sejam estas as palavras que mais ansiamos ouvir nos últimos dias. O Papa Bento XVI resignou e muito se tem falado sobre a sua pessoa e o seu pontificado. Quanto escutamos ou ouvimos? Muitos até apelidaram esta fase como crise na Igreja. É caricato como a nossa sociedade gira em torno da palavra “crise”. Crises vêm desinstalar-nos, acabam com os nossos planos, provocam medo, obrigam a repensar o sentido da vida. É interessante que a palavra “crise” em chinês é a mesma para “chance”. A resignação do Papa Bento XVI não provocou qualquer crise na Igreja, mas sim uma renovação, um começar de novo com forças renovadas. O Padre Kentenich dizia que as “vozes do tempo” são “vozes de Deus”. Ele fala-nos pelos acontecimentos.
Estamos a entrar na primavera, por todo o lado se vê nova vida, uma natureza colorida vai vestindo a terra, diversas formas de vida desabrocham e sente-se um aroma diferente. Depois do inverno, recomeça tudo de novo com a primavera. É a lei da natureza. A primavera, dizia alguém, é uma explosão imensa, mas explosão silenciosa. Quanta força a terra reuniu no inverno para agora deixar germinar esta vida? Grandes acontecimentos dão-se no silêncio. Não foi assim com Maria de Nazaré, quando deu o seu “SIM” na hora da Anunciação? O “SIM” determina o futuro, é a chance para uma nova vida. Bento XVI escolheu o início da Quaresma, tempo de silêncio e oração, para deixar surgir uma nova primavera na Igreja. Foi também no silêncio que Jesus ressuscitou.
Há sempre uma força no novo começo que parece oculta, silenciosa, mas que nos dá uma experiência de explosão interior: ELE vive!  O presente da Páscoa do Ressuscitado é uma profunda alegria, que tem expressão no Aleluia:  “Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, então não consegue guardá-la para si. Ela precisa manifestá-la, transmiti-la. Mas que sucede quando a pessoa é tocada pela luz da ressurreição, entrando assim em contacto com a própria Vida, com a Verdade e com o Amor? Disto, ela não pode limitar-se simplesmente a falar. O falar já não basta. Ela tem de cantar.” (Bento XVI)
Não é verdade que parece que andamos todos cansados de tudo e de todos? Não será tempo de mudarmos os acontecimentos ouvindo a voz de Deus e dando o nosso sim? Um filósofo coreano, Byung-Chul Han diz: “o que nos faz cansados é a pressão das muitas possibilidades.” O mundo em que vivemos seduz-nos com uma vastidão de oportunidades e “exige” que experimentemos tudo. Mas é da experiência do Ressuscitado que vem a verdadeira alegria e vitalidade. Nós, cristãos, temos a obrigação de “cantar” esta alegria, de renovar a sociedade para que surge nela uma nova primavera.

 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Março 2013)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 02/2013

 
Sinal de MISSÃO nos nossos dias
 
Um profeta adverte uma cidade para a conversão, que pela sua vida permissiva e falta de fé estava a perder-se. Apesar de ninguém o escutar, ele continuava a pregar. Uma criança então perguntou-lhe: “Porque é que tu andas por aqui a falar, se não consegues mudar ninguém?” O profeta respondeu: “Eu sei que aqui não mudo ninguém. Mas eu continuo a pregar, para que eu não mude!”
Quando um cristão não anuncia, através da sua vida e do seu testemunho, o que significa para ele a fé, esta evapora-se sempre mais. Ser apóstolo não é nada fácil. Com certeza, todos nós já vivemos a experiência de que não é fácil ser testemunha da fé na escola, no trabalho, na família e muitas vezes até mesmo em nós próprios. Fé é um tema que não dá muito por onde começar... Como podemos dar testemunho dela? Porque é que temos medo, apesar de sabermos e notarmos que nos faz bem falar da fé e que nos dá força para a vida. O exemplo que nos é dado mostra-nos que ser cristão é ser missionário, é levar Cristo aos outros, é dar testemunho da fé – apesar de tudo – é ser autêntico e coerente com a própria vida de batizado.
O Santo Padre fala do “cristianismo cansado” da Europa. Talvez a nossa própria fé esteja cansada, talvez até já perdemos o sabor de acreditar.
 
O que Maria, nos Santuários de Schoenstatt, oferece é este saborear a fé, descobrir uma nova alegria em Deus que se torna estímulo para a transmitir aos outros.
Em Schoenstatt há jovens e famílias que são sinais vivos disso. O encontro com Maria muda a maneira de ser cristão. Eles abraçam um projeto do coração, da fé. Vão em missão durante uma semana, levando a Mãe Peregrina de Schoenstatt às famílias. Eles vivem o destino do apóstolo, do missionário, com portas que se fecham, desilusões com a Igreja, indiferenças, mas também a alegria da partilha da fé, o despertar de um interesse sério por Cristo, a confiança na semente lançada e o sorriso na promessa que fazem  a todos, sem exceção:

Nós rezamos por si!


Ir.M.Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança, Fevereiro 2013)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CMP - "Dia da Aliança" 01/2013

 
 
Sinal de FÉ nos nossos dias
 
Há visitas e encontros que simplesmente fazem bem, porque oferecem alegria, diálogo, compreensão, ajuda, coragem, nova força, novas perspetivas.
A Imagem da Mãe Peregrina de Schoenstatt é um sinal concreto de uma visita. Ela está onde “se dá encontro”. Ela está no lar da família que abre a porta da sua casa. Ela está também nas escolas, nas prisões. Ela está sempre a caminho pelas ruas, no coração do jovem, do velhinho, do operário, do empresário, do sem abrigo, naquele que abre a porta do seu coração. Ela está, onde  convidamos Maria e seu Filho a entrar!
Este ano, Nossa Senhora vem ao nosso encontro como a Peregrina da fé. Ela quer entrar na nossa própria casa, para que possamos experimentar a alegria da sua prima Isabel: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio.”(Lk 1,40) Impulsionada por essa vivência, Isabel exclamou: “Feliz de ti que acreditaste... “(Lk1,44)
Felizes somos nós se acreditarmos! Querer acreditar ou crescer na fé é bom, mas não chega. A fé é uma questão da graça de Deus. Esta pode atuar em nós mais intensamente se abrimos o coração às iniciativas inspiradas por Deus para o nosso tempo. Deus é um Deus da história e da vida! O Santo Padre abriu a porta do Ano da Fé na Igreja, para que possamos descobrir ou aprofundar novamente a nossa fé e assim encontrar o tesouro da verdadeira alegria.
Em 1914 abrimos a porta da pequena capelinha, em Schoenstatt, à Mãe de Deus com o pedido e a promessa de a receber e aceitar no Santuário como a grande Educadora dos povos e oferecemo-nos como instrumentos. A partir desse lugarzinho, Maria começou, de novo, a sua missão de trazer Cristo ao mundo. A 18 de Outubro deste ano começa o Ano Jubilar dos 100 anos da Aliança de Amor. Nós acreditamos na missão da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt a partir do Santuário. Aí, Ela nos ajuda a viver uma relação mais íntima e vital com o Deus da Vida.
Abramos as portas das nossas casas, dos nossos corações a Maria que não só nos indica o caminho da fé, mas vai junto  nesta caminhada e quer ser sinal de fé para aqueles que se encontram connosco.
Maria visita-me, visita a minha família, as pessoas que trago no coração e aquelas para quem tu me deste uma tarefa. Coloco o meu dia sob a tua proteção, rezando e pedindo a bênção durante este ano:
Com o seu divino Filho, abençoe-nos a Virgem Maria!

Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Janeiro 2013)
 
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