sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Missão País agradece a missão 2014!


Aqui está o tão esperado lançamento da Missa de Acção de Graças da Missão País 2014, em Lisboa!
Dia 15 de Março contamos com todos os Missionários, que partiram em Missão, para a Missa nos Jerónimos com D. Manuel Clemente seguida de apresentação do Teatro na Casa Pia!
Famílias e amigos também estão convidados para virem conhecer a Missão País e rezar connosco!

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!
 
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
 

Schoenstatt 100 anos - Música jubilar portuguesa


 
Há um sonho
Ideia predileta
O Pai tem esperança
No poder da Aliança
Portadores da herança 
Correntes de vida
Conduzir através delas
Nova geração de heróis
Num Mundo Novo 
 
Quero celebrar o centenário
O Pai fundador e a sua missão
Vamos visitar o Santuário
E assim entregar o nosso coração
 
Quero Celebrar o centenário
Tua Aliança, nossa missão
Juntos com Maria vamos caminhar
Passo a passo, difíceis de percorrer
Dia após dia, 100 anos alcançar!
 
Fiéis à missão do Pai
Nada sem Ti, nada sem nós
Aliados a Maria
Queremos ser a tua voz! 
 
Quero celebrar o centenário
O Pai fundador e a sua missão
Vamos visitar o Santuário
E assim entregar o nosso coração
 
Quero Celebrar o centenário
Tua Aliança, nossa missão
Juntos com Maria vamos caminhar
Passo a passo, difíceis de percorrer
Dia após dia, 100 anos alcançar!
VAMOS CELEBRAR!!!
 Letra e música: André Santos

AÇÃO DE GRAÇAS PELO MINISTÉRIO EPISCOPAL DE D. ANTÓNIO FRANCISCO

 
AÇÃO DE GRAÇAS PELO MINISTÉRIO EPISCOPAL DE D. ANTÓNIO FRANCISCO NA DIOCESE DE AVEIRO

09 março - 17h - Eucaristia na Sé


 9 março - 21h - Sessão pública de agradecimento com apresentação do livro «Diocese de Aveiro - Subsídios para a sua história» da autoria de Monsenhor João Gaspar no Auditório da reitoria da Universidade de Aveiro

Santuário Original com nova visão


A árvore grande junto ao Santuário Original foi cortada. Agora está a sim, com uma outra visão!








quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

D. António Francisco dos Santos - de Aveiro para o Porto


 
A entrada solene do novo bispo do Porto vai decorrer no dia 6 de abril, numa celebração na catedral portuense, pelas 16h00, e a tomada de posse acontece no dia anterior, 5 de abril, no Paço Episcopal, anunciou hoje a diocese.
D. António Francisco dos Santos foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo do Porto no último dia 21 e disse à Agência ECCLESIA que parte para esta missão com o objetivo de estar próximo de toda a população, de uma maneira “simples, próxima e fraterna”.
“Levo a minha entrega, a alegria de anunciar o Evangelho, a certeza da proximidade com todos, a disponibilidade para que todos encontrem em mim um pastor e um irmão”, declarou o prelado.
D. António Francisco dos Santos, de 65 anos, era bispo de Aveiro desde 2006, cargo para o qual foi nomeado por Bento XVI.
“Quero ser porta-voz do amor de Deus, de um Deus que ama cada um em cada situação e em cada circunstância. Vou para agradecer a Deus a Igreja do Porto e para semear esperança”, afirmou.
O prelado foi ordenado bispo em março de 2005, na Sé de Lamego, diocese da qual é natural, depois de João Paulo II o ter nomeado como auxiliar de Braga em dezembro de 2004.
A Diocese do Porto tem mais de 2 milhões de habitantes e uma área de 3010 quilómetros quadrados, a qual engloba 26 concelhos, 17 dos quais pertencem ao Distrito do Porto, oito ao Distrito de Aveiro e um ao Distrito de Braga.
“Não vou só, vou com a bênção de Deus, a proteção de Nossa Senhora e esta imensa certeza de que todos aqueles com quem trabalhamos, construindo Igreja, estarão comigo”, refere o novo bispo, que sucede a D. Manuel Clemente, nomeado patriarca de Lisboa pelo Papa Francisco a 18 de maio de 2013.
OC
 
Fonte: Agência Ecclesia
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias


Queridas famílias:

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efectivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.
Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam activamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em Setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adopte os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios actuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.
Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as acções de solidariedade... Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.
Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Eduardo Ferreira regressou à casa do Pai


Vai hoje a sepultar na Gafanha da Nazaré, o sr. Eduardo Ferreira, marido da Dona Piedade que foi uma das fundadoras da Liga das Mães do Movimento Apostólico de Schoenstatt, na Diocese de Aveiro.
À Dona Piedade, aos filhos e restante família (que pertencem à Família de Schoenstatt), endereçamos os nossos sentidos pêsames.

Dá-lhe Senhor o eterno descanso, entre o esplendor da luz perpétua.
Que descanse em paz.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Presente jubilar nacional da Campanha da Mãe Peregrina

Na coroação da Imagem Auxiliar como Rainha da Nova Evangelização da Europa, em Schoenstatt, o Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, falou do “compromisso de evangelizar em todo o lado e apesar de tudo. A bela oração que se faz aqui diante da Virgem: 'Nada sem ti, nada sem nós', converte-se em prenda da Nova Evangelização. Um compromisso que hoje assumimos diante dela com a promessa de o conservar cada dia e fazê-lo sempre mais fecundo: assim como ela fez com a vida de Jesus (…) Jesus deve crescer em nós e a sua Mãe é a via privilegiada para aceder ao seu mistério."
 
Como presente jubilar dos 100 anos da Aliança de Amor, os missionários e famílias que recebem a Mãe Peregrina vão oferecer a Nossa Senhora, em Fátima no dia 4 de maio, um símbolo que expressa as coroações e as Alianças de Amor que são celebradas nas paróquias e nos Santuários. É um mapa em cortiça, que assinalou a preparação nacional para a Coroação da Rainha da Nova Evangelização da Europa em Schoenstatt e foi oferecido como Capital de Graças na hora da coroação. De regresso ao nosso País, o mapa, juntamente com a lamparina da missão enviada para Portugal, percorre as paróquias como preparação para o grande jubileu do Centenário de Fundação de Schoenstatt.  Todas as paróquias são assinaladas no mapa, onde já estava gravada a coroa, os quatros Santuários em Portugal e imagens da Mãe Peregrina.
 
A consagração a Nossa Senhora, pela celebração ou renovação da Aliança de Amor, é o melhor presente que podemos entregar justamente em Fátima, onde Nossa Senhora pediu que todos se consagrassem ao seu coração. Portugal será inteiramente “Terra de Santa Maria” quando todos os corações se consagrarem a Maria, quando todos os corações estiverem “pintados” de Maria!

Ir.M. Paula Silva Leite, CMP

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Padre Kentenich na minha vida - 20

 
O P. Esteban Uriburu conta: No dia 8 de julho de 1967, viajei para Schoenstatt para participar da ordenação sacerdotal de colegas de estudo. Nessa altura eu estudava Teologia na Alemanha. A ordenação sacerdotal realizou-se na capela da Casa de Formação. O Senhor Padre estava presente e falou no final da Santa Missa. Muitas vezes ele tinha confirmado que o pensamento central da sua vida, que lhe conferia uma paz invencível, era a Aliança de  Amor. Recordou que, quando os antigos estudantes da Congregação Mariana em Schoenstatt faziam sua consagração à Mãe de Deus, prestavam o juramento à bandeira com as palavras: “Esta é a bandeira que eu escolhi e não abandonarei, a Maria o jurei!”. O Senhor Padre explicou que, pela Aliança de Amor mútua, a Mãe de Deus também dizia: ‘Este é o instrumento eleito por mim, não o abandonarei, a Deus o jurei.’ Se Maria jurou algo a Deus, ela o tomava a sério. No dia seguinte, tive a felicidade de ser o acólito do Senhor Padre no Santuário do Monte Schoenstatt. Após a santa Missa, como era costume, acompanhei-o à sacristia. Perguntou-me se a cerimônia do dia anterior me agradou. Respondi-lhe que o que mais me impressionara foi o que ele dissera da mútua Aliança de Amor, o facto de que a Mãe de Deus jura não abandonar o seu instrumento. Neste momento o Padre Kentenich apontou na minha direção e quase tocando no meu peito com o dedo indicador, enfatizou que este instrumento seria eu e que eu devia interpretar assim estas palavras.

Novena em preparação do jubileu – impulso para o dia 18


http://vimeo.com/86882519
Para ver vídeo, clique na imagem

Com grande alegria estamos a caminho do dia 18 de outubro de 2014. A porta do Santuário está aberta para os peregrinos do mundo inteiro.
Convidamos a todos para aproveitarmos cada dia 18 como novena, em união mundial, para uma preparação interior.Como impulso espiritual enviamos de Schoenstatt para cada dia 18 uma breve vídeo-mensagem. Em cada mês perguntamos a uma pessoa diferente:

O que significa para você renovar a Aliança de Amor no dia 18 de outubro de 2014?

O que é para você “o novo passo”?
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

D. António Francisco fala da nomeação como Bispo do Porto


Igreja: D. António Francisco dos Santos é o novo bispo do Porto


Antigo bispo de Aveiro revela desejo de colaborar com autoridades e responsáveis civis no serviço aos pobres.

Dom António Francisco dos Santos, de 65 anos, foi hoje nomeado pelo Papa Francisco como novo bispo do Porto, sucedendo a Dom Manuel Clemente, que em Julho de 2013 deixou a diocese para assumir o cargo de patriarca de Lisboa.
O novo responsável pela diocese nortenha era até agora bispo de Aveiro e anuncia o desejo, na sua primeira mensagem à Igreja Católica no Porto, de uma particular “presença junto dos doentes, dos pobres e dos que sofrem” para procurar fazer um “caminho de bondade e de esperança na busca comum de um mundo melhor”.
 “Quero ser apóstolo das Bem-Aventuranças nestes tempos difíceis que vivemos”, escreve, no texto enviado à Agência ECCLESIA.
O novo bispo do Porto manifesta “a alegria de servir a grande comunidade humana da Diocese”, com uma palavra especial aos “seus eleitos e representantes autárquicos, as autoridades locais, as universidades e escolas, instituições e associações”.
Dom António Francisco dos Santos é natural de Tendais, no Concelho de Cinfães (Diocese de Lamego) e foi ordenado padre em Dezembro de 1972.
Após os estudos no seminário da sua diocese, licenciou-se em Filosofia na 'École Pratique de Hautes Études Sociales', com mestrado no Instituto Católico de Paris.
João Paulo II nomeou-o auxiliar de Braga, a 21 de Dezembro de 2004, e foi ordenado bispo em Março do ano seguinte, na Sé de Lamego.
Dom António Francisco dos Santos foi nomeado bispo de Aveiro por Bento XVI em Setembro de 2006 e tomou posse a 8 de Dezembro do mesmo ano.
Na Conferência Episcopal Portuguesa, ocupa o cargo de vogal do Conselho Permanente e preside à Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
O prelado esteve à frente da Diocese de Aveiro durante as celebrações do seu 75.º aniversário de restauração, tendo promovido nessa ocasião uma Missão Jubilar que encerrou em Dezembro de 2013.
Ao longo desses meses, marcou presença, entre outros eventos, numa ‘Cristoteca’ com os jovens e ceou com sem-abrigo na Noite de Natal.
Dom António Francisco dos Santos vai contar como bispos auxiliares com D. Pio Alves, actual administrador apostólico, D. António Bessa Taipa e D. João Lavrador.
A Diocese do Porto é mais populosa da Igreja Católica em Portugal, com mais de 2 milhões de habitantes, e tem uma área de 3010 quilómetros quadrados, a qual engloba 26 concelhos, 17 dos quais pertencem ao Distrito do Porto, oito ao Distrito de Aveiro e um ao Distrito de Braga.
O território diocesano estende-se ao longo do litoral atlântico do norte de Portugal, prolonga-se em direcção ao interior pela margem esquerda do Rio Ave e Vizela até ao vale do Tâmega (inclusive), e é limitada a sul pelo vale do Rio Douro.
A data da entrada solene na Diocese, na Catedral do Porto, “será indicada proximamente”, adianta D. Pio Alves, administrador apostólico, numa mensagem de saudação ao novo bispo.
D. António Francisco vai fazer uma comunicação aos jornalistas hoje às 15 horas, na Casa Episcopal de Aveiro.

Artigo retirado do site Agência Ecclesia

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Levar a Mãe Peregrina às famílias e trazer das famílias para o Santuário


Atenta ao apelo que Maria fez no dia 18 de outubro de 1914, Madalena, coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina da Paróquia de Rebordosa, diocese do Porto, durante a visita da Peregrina Auxiliar à sua paróquia motivou as famílias a entregar tudo o que lhes é muito próprio: a sua vida, as suas dificuldades, os sofrimentos, a doença, a preocupação com os filhos, mas também, a gratidão por tudo o que Deus concedeu a cada um. O coração, que cada pessoa recebeu no momento da oração, tornou-se o símbolo dessa entrega. Este foi levado ao Santuário e colocado na talha do Capital de Graças. Com este gesto de amor e de confiança, muitas pessoas foram incluídas na dinâmica da Aliança, entregando um bocadinho de si e movendo Nossa Senhora a distribuir dons e graças em abundância.
Ir. M.Claudete, CMP

Festa de carnaval junto ao Santuário de Aveiro

 
Divulgue! Ofereça e faça uma criança feliz!
 
 

"Dia da Aliança" - Fevereiro 2014


“Pintar” Portugal com a Imagem de Maria

Quando eu vivia na Alemanha, algumas vezes fiquei surpreendida porque muitos não sabiam onde fica o nosso pequeno Portugal. Para me familiarizar com os grupos aos quais me apresentava, eu usava dois símbolos portugueses distintos. Para os jovens falava do futebolista Cristiano Ronaldo, para adultos a palavra-chave era Fátima. Mas um dia fui surpreendida logo que pronunciei a palavra Portugal. Uma senhora disse imediatamente: “Sim, eu sei onde fica. Portugal pertence a Fátima!” Que alegria se assim fosse, pensei eu, Portugal ser inteiramente de Fátima, de Nossa Senhora. E não é assim? Desde o século XII, a sua fundação pelo Rei D. Afonso Henriques, que Portugal é chamado de Terra de Santa Maria, pois a Maria foram consagradas todas as batalhas. Erigiram-se muitos santuários marianos. D. João IV, no século XVII coroou Nossa Senhora como Rainha de Portugal. Quase há 100 anos, em 1917 Nossa Senhora tocou a terra portuguesa, aparecendo aos três pastorinhos. Maria sempre acompanhou o povo português. Em 1960 Maria “peregrinou” até Portugal como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt para se estabelecer nesta terra e distribuir graças especiais, um caminho de vida em Aliança de Amor. É esta Aliança de Amor que nós estamos a celebrar e a renovar neste ano jubilar e queremos fazê-lo com todos os portugueses e a Igreja representada pelo Patriarca D. Manuel Clemente em Fátima, no dia 4 de maio.
Deus quis precisar de instrumentos para renovar sempre de novo o amor dos portugueses a Nossa Senhora. Quer sejam os reis Afonso Henriques e D. João IV, ou os mais humildes do povo Lúcia, Francisco e Jacinta, ou cada um de nós que somos hoje escolhidos como instrumentos para levar Nossa Senhora primeiramente ao nosso coração, às nossas famílias e a todas as famílias de Portugal para que se renove Portugal em Cristo. O Padre Kentenich diz: "Ela caminha no mundo como a grande educadora dos povos. Ela gostaria de dar à luz Cristo em todos os lugares, para assim salvar a personalidade cristã e a ameaçada ordem social e mundial."
Portugal deve tornar-se aquilo que é:  Terra de Santa Maria. Na abertura do jubileu do Centenário de Fundação de Schoenstatt, Cardeal Rylko dizia:  “Na sua atuação  pastoral, o vosso Fundador pintou continuamente a imagem de Maria nos corações. O Padre Kentenich escreveu, a seu modo, num numero incontável de corações o "totus tuus" do beato João Paulo II, formando assim personalidades marianas  para a Igreja.”
Hoje, cada um de nós é chamado a pintar Maria no seu próprio coração e nos corações dos portugueses.
 
Ir. M. Paula Silva Leite, CMP
(Publicado no folheto mensal "Dia da Aliança", Fevereiro 2014)

... E porque o Natal é todos dias!


Motivados pela alegria do que aconteceu no ano anterior, a Novena de Natal na casa das famílias que mais precisam de companhia, e que gerou tanta vida no grupo da Pastoral do Santuário do Porto, levou novamente o grupo a preparar esta semana tão importante.
Mantivemos o esquema de oração do ano passado, com uma dinâmica diferente. Como a maioria das pessoas não pode vir ao Santuário, então levamos  o Santuário até elas.

 
A Mãe sempre nos acompanha! Levamos um santuário feito em madeira, tamanho suficiente para podermos “ trabalhar com as pessoas”, isto é, depois de rezamos convidávamos as pessoas  a desenhar a sua mão no Santuário.
 
Todos os dias começávamos no Santuário com uma oração e depois saíamos. Mesmo que o tempo fosse de muita chuva ou frio, lá íamos nós, sempre alegres bem-dispostos.
 
No final da oração, oferecíamos à família um pequeno Menino Jesus. Muitas pessoas, nem que fosse pela curiosidade, vinham à janela ou à porta ,outras até "metiam" conversa connosco para saber o que andávamos a fazer, que Nossa Senhora era essa e onde ficava a Capelinha. Muitas pessoas vieram depois conhecer o santuário. No dia 22 de Dezembro a Novena terminou no Santuário com a Santa Missa.
Ir. Lúcia, Porto

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Esta santificação exijo de vós" - Dia da Aliança de Amor



"A Igreja e o mundo de hoje necessitam de santos com critérios firmes neste mundo em tão grande transformação; santos neste mundo e para este mundo, mas que não sejam do mundo! 
Schoenstatt proclamou este objectivo desde a sua origem. No Documento de Fundação lemos a exigência:
Esta santificação exijo de vós!
Isto não é outra coisa senão a santificação da vida de todos os dias.
Em que consiste a essência da santidade? Ser santo não é ser sem defeitos, sem falhas. O decisivo na santidade não é o ser irrepreensível, tão pouco a harmonia do carácter, mas é a medida em que a nossa vida está voltada para Deus.

A essência da santidade consiste, simplesmente, na firme decisão de colocarmos Deus no centro da nossa vida, fazer de Deus o "Tudo" da nossa existência."

Hoje é dia 18, dia da Aliança de Amor. Hoje a exigência do Documento de Fundação que vai ser aprofundada é "Esta santificação exijo de vós".

A Missa da Aliança tem início pelas 20,30 horas.

Fami e Paulo

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Juventude Masculina de Schoenstatt



No dia 18 de Janeiro, alguns membros da Juventude Masculina de Schoenstatt receberam vária etapas, tais como a imagem e a cruz negra.
A imagem de Maria é a primeira etapa que um cruzado recebe quando entra para a juventude, esta tem o formato da tenda-santuário e Maria aparece sob uma estrela.




A cruz negra é a última etapa que um cruzado pode receber antes de passar para pioneiro e simboliza os primeiros congregados que morreram na 1ª guerra mundial e que estão sepultados ao lado do santuário original.



Antes destes cruzados receberem estas etapas tiveram que passar por uma formação na qual aprenderam vários tópicos sobre temas acerca de Schoenstatt e das etapas que íam receber. Quando estes cruzados estiverem bem preparados são submetidos a uma Corte de Honra onde são postos à prova pelos dirigentes, pelo chefe da Juventude e mais alguns membros mais velhos. Se passarem com sucesso na Corte recebem as etapas numa cerimónia ou numa Eucaristia como aconteceu neste dia 18.

Hugo Riço

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Editorial Fevereiro 2014 - ALEGRIA MISSIONÁRIA


A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária1.
Estas palavras do Papa Francisco que expressam o núcleo da mensagem da sua exortação apostólica "A alegria do Evangelho", são para o Movimento de Schoenstatt, mais um impulso a viver o verdadeiro espírito do jubileu.
A exortação apostólica publicada em Novembro, é um autêntico guião providencial que vem ao encontro da celebração do jubileu dos cem anos de Schoenstatt, desafiando-nos a percorrer com toda a Igreja os caminhos de renovação interior, ao serviço do anúncio do evangelho no mundo actual.
 
A alegria do evangelho deve ser uma marca do jubileu. Na sua raiz está o encontro com o amor de Deus, manifestado no Seu Filho Jesus e, por isso, é a alegria da fé e do seguimento de Jesus. Esta vivência sempre renovada, no santuário e pela Aliança de Amor com Maria, torna-nos comunidade de discípulos.
 
A alegria do evangelho é missionária. Assim o vemos na vida de Maria cuja saudação faz saltar de alegria o menino que Isabel leva no seio. Assim o vemos na vida de tantos que, ao longo destes cem anos, fizeram da Aliança de Amor um anúncio cheio de alegria e de vida, a exemplo do próprio P. Kentenich.
 
O desafio lançado a toda a Igreja é também o desafio mais inquietante do jubileu: a transformação missionária. A Alegria da Aliança é missionária porque é para ser partilhada, é expansiva e contagiante; sobretudo, é criativa no amor, encontrando caminhos sempre novos para levar o evangelho à vida e ao coração do mundo actual; a alegria da aliança é para ser vivida em comunhão com toda a Igreja, é para estar ao serviço de todos.
 
A exortação apostólica A Alegria do Evangelho, traz consigo um dinamismo renovador da Igreja, encarnado pelo próprio do Papa Francisco, e é um convite a um renovado impulso missionário que deixa inquieto cada cristão e cada comunidade.
Na nossa peregrinação 2014, convido cada um e cada pequena comunidade a viver a alegria do evangelho e encarnar o lema do jubileu: Tua aliança, nossa missão!
 
Qual é o meu (nosso) passo missionário hoje?
 
Padre José Melo
Diretor Nacional do Movimento
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Padre Miguel Lencastre - Viveu para todos



Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças” (Mc 7, 28)

Hoje dia 13 de Fevereiro de 2014, 30 dias depois da partida para o Céu do nosso Padre Miguel, na celebração da Santa Missa, a Liturgia permitiu-me fazer uma breve meditação sobre a vida do Padre Miguel, a partir do texto do Evangelho que citei.
Tive a alegria e a graça não só de o conhecer mas de partilhar com ele muitas coisas, na nossa Paróquia da Gafanha da Nazaré. Quando o conheci já ele era o Pároco. Sempre o admirei pelo seu dinamismo e como em todas as coisas encontrava sempre algo simbólico que lhe falava do mundo sobrenatural. Em tudo sentia uma presença de Deus que se revela. No estilo pedagógico de Schoenstatt, desenvolvido pelo Padre Kentenich, destaco o que ele mencionava sobre a pedagogia das vinculações. Assim era o Padre Miguel, não só a sua vinculação às pessoas, mas também às coisas, porque estas lhe falavam de Deus.
Recordo uma vez entrar no seu quarto, na Residência Paroquial, e de ele falar de todas as coisas que por lá se encontravam. Todas tinham um sentido, uma história especial porque Deus estava por detrás dessa história.
Assim era ele, todos podiam encontrar nele um amigo, um companheiro, sempre disponível para TODOS. Esta expressão é muito importante. Por isso o Evangelho ligou-me com a sua pessoa. Esta mulher pagã do Evangelho, siro-fenícia, não fazendo parte do Povo de Israel, “não teria direito à salvação”, estava excluída. O Senhor, ao dizer-lhe que “não está certo tirar o pão dos filhos (entenda-se o Povo eleito de Israel) para o lançar aos cachorrinhos”, provoca o despertar da fé desta mulher. Ao mesmo tempo deixa claro, ao assentir que sim, ela tinha dado uma boa resposta, está a confirmar que afinal Ele, o Senhor, está ali para TODOS. Não há escolhidos, somente filhos de Deus.



Assim viveu o Padre Miguel, para todos. Foram muitos os que “comeram” das migalhas que este sacerdote foi distribuindo pelo mundo. Não se poupava para estar onde era necessário para levar estas “migalhas” de Deus, ou seja as suas graças a todos, para que todos se sentissem verdadeiramente acolhidos como filhos de Deus.
Obrigado Padre Miguel porque também eu me saciei dessas “migalhas” de Deus que Nossa Senhora distribui a partir do seu Santuário de graças que você construiu, como instrumento predilecto de Maria.

Padre Carlos Alberto

Jornadas de Formação Permanente do clero de Aveiro (sob o olhar da MTA)

 
Terminaram hoje as Jornadas de Formação do clero aveirense, subordinadas ao tema: "Da Missão à Evangelização e da Evangelização à Missão. Itinerários de Fé". Durante 4 dias, o clero da diocese de Aveiro acolherou "bispos, sacerdotes e leigos de afirmada e diversificada experiência e grande testemunho neste campo de evangelização, que desenvolveram os temos propostos. De destacar a presença de D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda e de D. Dominique Rey, Bispo de Fréjou-Toulon (França). Para D. António Francisco, estas jornadas de formação oferecem “uma oportunidade de aprofundada reflexão sobre temas de interesse para o nosso ministério e para a nossa missão” e que, este ano, estão em sintonia com a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, e na “continuidade da Missão Jubilar que recentemente vivemos”.
 
Ler sobre cada dia destas Jornadas no site da Diocese: http://www.diocese-aveiro.pt/v2/
 
No compromisso pela missão e desafios da Igreja aveirense, alegrámo-nos ao ver a imagem da MTA na Casa Diocesana, em Albergaria-a-Velha, onde decorreu a formação "sob o olhar e certamente a bênção" da MTA. No Santuário de Schoenstatt de Aveiro, todos os dias há uma oração comunitária pelos sacerdotes, no final da Eucaristia.
 
MP
 

O Centro Tabor inundado

 
 

O Miguel Lencastre (Padre)

 
Publicado no jornal "Correio do Vouga" desta semana:
 
O "Correio do Vouga" de hoje (22 de janeiro) dava, para mim, a inesperada notícia; "Faleceu no Brasil, aos 84 anos, o padre... Miguel Lencastre". Notícia que me apanhou em falta para com o Miguel, o que, mais uma vez, veio pôr em evidência o "não guardes para amanhã o que podes fazer hoje". Foi uma triste notícia que me pôs a recordar os tempos em que nos conhecemos e partilhámos, com mais noventa e oito colegas, uma antiga cavalariça transformada em caserna, ali na Escola Prática de Artilharia, sita na então vila de Vendas Novas, no Alentejo.
Éramos soldados-cadetes a frequentar o curso para oficiais milicianos e por lá passamos, em conjunto, as agruras, para quem não é da região, do clima do Alentejo (calor de desmaiar e frio de rachar), e vencendo as dificuldades próprias do curso lá saímos com o posto de Aspirante a Oficial Miliciano.
Mas o Miguel não era fácil de se submeter às rígidas normas militares e era um dos mais irreverentes, encontrando saídas inesperadas para algumas situações que ofereciam riscos se fossem detetadas. Era um gosto vê-lo a planear as suas "manobras táticas" e foi um gozo quando, na récita que organizamos para a festa de encerramento do curso, ele e mais uns tantos se apresentaram como as "mais delicadas e elegantes bailarinas de um ballet russo contratado para aquela récita".
 
 
Em tempo, como estudante de Coimbra de capa e batina, viveu uma situação engraçada aqui em Albergaria-a-Velha, pois, pedindo com um outro colega boleia na Estrada Nacional n.°1, na proximidade da Branca e sob chuva intensa, foram atendidos por um automobilista que perante a situação os levou para a Casa Alameda, onde jantaram e dormiram. No dia seguinte, manifestaram interesse em agradecer ao senhor que tudo tinha pago e que devia ser um viajante de alguma empresa e ficaram estupefactos quando souberam que o benemérito era o médico Dr. Flausino Correia, a quem foram agradecer e convidar para participar no "Centenário da República" a que pertenciam.
Passados dias, tendo o Dr. Flausino Correia perguntado se poderia levar mais dois antigos académicos e um leitão assado e qual o traje para a cerimónia, veio a resposta: "Pode trazer os académicos com traje de passeio mas o leitão pode vir nu". (Não posso garantir mas esta resposta teve, de certo, dedo do Miguel.)
Entretanto, num dia de agosto, participando na missa que tinha lugar ao ar livre, na Praia da Barra, o padre que presidia deixou-me surpreso porque não me era estranho, mas a sua pronúncia de brasileiro levantava-me dúvidas, eliminadas quando, após a bênção, desceu do altar e veio-me abraçar. Tinha reencontrado o Miguel e logo ali o convidei para vir a Albergaria passar um serão connosco. Assim se verificou e fizemos-lhe a surpresa de também convidar o Dr. Flausino Correia e esposa e ali ficamos a conhecer outras facetas do percurso do Padre Miguel que usava o relógio de pulso voltado para baixo porque, como dizia... "é um símbolo da alteração da minha vida pois rodou 180 graus".
Do pouco que vivi ligado ao Miguel o que mais me impressionou foi o ter encontrado em Lisboa um nosso camarada de armas e este, à mesa do café, com um ar de muita preocupação, me ter dito: "Sabes como sou amigo do Miguel e ontem estive com ele e perante o que me confidenciou já decidi: vou entrar em contacto com a família e dizer-lhes que o Miguel não está bom da cabeça".
Perante a minha exclamação de surpresa e respetiva pergunta do porquê de tal decisão, a resposta veio seca: "Oh pá, ele quer ser padre... o Miguel!"
Quis ser... e foi.
Insondáveis e inesperados são os caminhos do Senhor.
Adeus, amigo. Descansa em Paz.
 
Nota: Texto de José António da Piedade Laranjeira
Fotos: no livro "Um sim decisivo"
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Trinta dias do regresso do Padre Miguel à casa do Pai


Amanhã dia 13 de Fevereiro de 2014, completam-se 30 dias do regresso do nosso Padre Miguel à casa do Pai. 
Serão celebradas duas Eucaristias em sua memória e pelo seu eterno descanso.

08,00 horas - Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro.

19,00 horas - Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

39 Anos da abertura do Processo de Beatificação e Canonização do Padre Kentenich - O que falta para concluir?


A 10 de Fevereiro de 1975 foi aberto o processo de beatificação e canonização do Padre Kentenich na cidade de Tréveris.
 
 
Entrevista ao Padre Angel L. Strada, postulador do processo de canonização do Pe. Kentenich
 
A jornalista Patricia Navas, Espanha, entrevistou o Padre Angel L. Strada para a agência de notícias espanhola Veritas. Na sua entrevista, o P. Angel Strada informa o estado atual do processo e o que ainda precisa ser feito. 
Qual é o estado atual do processo de canonização do Fundador de Schoenstatt?
O processo foi iniciado na diocese de Tréveris em 10 de Fevereiro de 1975, sete anos após a morte do Padre Kentenich. Nos últimos anos reuniram-se muitos sinais da sua fama de santidade. Milhares de pessoas radicadas em 88 países nos cinco continentes, testemunharam que recorreram à sua intercessão e norteiam-se pelo seu exemplo de vida. Os numerosos escritos publicados foram examinados por quatro especialistas em teologia, que afirmaram que neles não encontraram nada contra os dogmas e a moral da Igreja. Mais de uma centena de testemunhas depuseram perante o tribunal eclesiástico. Isto é de particular importância, uma vez que o objetivo é o processo de verificação da vida e das virtudes heroicas do Servo de Deus. As testemunhas são questionadas sobre as memórias e vivências que tiveram em contato direto, em muitos casos, por décadas, com o Pe. Kentenich. Podem manifestar-se a favor ou contra, interpelar as perguntas e fornecer a documentação, etc.
Isto é de particular importância, uma vez que o objetivo é o processo de verificação da vida e das virtudes heroicas do Servo de Deus. As testemunhas são questionadas sobre as memórias e vivências que tiveram em contato direto, em muitos casos, por décadas, com o Pe. Kentenich. Podem manifestar-se a favor ou contra, interpelar as perguntas e fornecer a documentação, etc.
Nos últimos anos, o trabalho centrou-se na recolha e avaliação de documentos escritos inéditos, cartas escritas por ele e a ele dirigidas, documentos pessoais, conferências e retiros não editados, etc.  A responsabilidade de liderança desta tarefa estava a cargo de uma comissão de especialistas em história da Igreja e em arquivos. O grande número destes escritos exigiu muito tempo e energia. Em mais de 110 arquivos eclesiásticos e civis foi necessário documentação. Tanto para os arquivos como para os testemunhos foi levado em consideração os locais onde o Padre Kentenich viveu ou desenvolveu sua atividade pastoral: Alemanha, Roma, Suíça, EUA, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul. Agora faltan poucos procedimentos para a conclusão da fase diocesana do processo. Depois, seguir-se-á a fase de definição em Roma. É impossível prever quando este processo acabará. Entre outras razões porque é preciso um milagre para a beatificação. E ninguém pode "organizar" um milagre, somente o podemos implorar.
 
Quais são os principais obstáculos que estão a prolongar o processo?
39 anos de decurso não é necessariamente muito longo para a causa de beatificação de um confessor. As causas dos mártires, em geral, levam menos tempo e não se lhes exige um milagre. Não se devem usar como medida causas como a da Madre Teresa de Calcutá ou de Mons. Escrivá de Balaguer, que, por várias razões, duraram relativamente poucos anos. No caso do Padre Kentenich influenciou a sua longa vida de 82 anos, a enorme quantidade de documentos, o seu confronto com o Nacional-socialismo, os quase quatro anos de prisão no campo de concentração de Dachau, as dificuldades que ele teve com a sua própria comunidade dos Padres Palotinos, 14 anos de sua separação da Fundação impostas pelo então chamado Santo Ofício, em seguida, as propostas pastorais e teológicas que fez antecipando-se ao Concílio Vaticano II, etc. Muitas destas questões têm exigido uma investigação longa e minuciosa.
Também houve dificuldades nos trâmites do processo em si que começou quando estava em vigor a legislação anterior e que foi alterada em 1983. Este facto, forçou praticamente a um novo começo. A diocese de Tréveris levou vários anos para nomear um sucessor do primeiro Delegado Episcopal, que morreu repentinamente. O sucessor padeceu de várias doenças, que o impediu de dedicar-se integralmente a esta causa. Também até agora não houve nenhum milagre por intercessão do Pe. Kentenich. Um milagre normalmente influencia a aceleração do processo de virtudes. 

Hoje no Centro Tabor

 
 
Fotos: P.Vitor Espadilha

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Bispo de Aveiro visita a Creche Jardim de Maria

 
D. António Francisco dos Santos,  Bispo de Aveiro, veio visitar a nossa Creche na terça-feira, dia 28 de Janeiro. As crianças estavam ansiosas por esta visita!
Quando o Sr. Bispo chegou saudou todos, principalmente as crianças, brincando com elas. Na sala II (2-3 anos) entrou e foi jogar com as crianças, que o receberam com alegria e entusiasmo pois era mais um para a brincadeira e nem estranharam a sua presença.
Em cada uma das salas, as crianças da nossa Creche rezaram, durante o dia, uma dezena pelas intenções do Sr. Bispo.
 
 
As crianças foram ainda presenteadas, pelas mãos do Senhor Bispo, com um presente oferecido pela Mãezinha do Céu, que estava no "famoso baú". D. António Francisco distribuiu não só pelas crianças, mas também pelas funcionárias e aos membros da Direção.
 
Beatriz Costa
 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Celebração Jubilar Nacional será em Fátima

 
A Campanha da Mãe Peregrina convida os missionários e todas as famílias que recebem a imagem da Mãe Peregrina a participar na grande Celebração Jubilar Nacional em Fátima, no dia 4 de maio. Queremos levar (pelo menos) um autocarro de peregrinos de cada paróquia para esta festa dos 100 anos da Aliança de Amor que concluirá com uma Eucaristia na Capelinha das Aparições, presidida por D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa.
Será possível também integrar-se na peregrinação a partir dos Santuários.
Haverá duas modalidades de participação: a habitual peregrinação anual a pé durante dois dias (2 e 3 de maio), que este ano parte de Alcobaça e o dia 4 em Fátima com um programa específico, para o qual é necessário inscrição. Mais informações junto aos Santuários de Schoenstatt ou na secretaria da Campanha da Mãe Peregrina.
 
MP

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Aqui (no Santuário) o tempo passa a voar...




No passado dia 18 de Janeiro reuniu-se a Liga das Famílias de Coimbra á sombra do Santuário. O tema versou a Aliança de Amor com Maria e a Aliança Matrimonial.
A permuta de bens, interesses e corações segundo o nosso querido Padre Kentenich, os traços importantes que  definem a Aliança de Amor com Maria.
Verificámos também que a Aliança Matrimonial tem de se caracterizar por esses mesmos traços.


Também João Paulo II nos diz:
«O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa - chamamento do corpo e do instinto, força do sentimento e da afectividade, aspiração do espírito e da vontade; tem por fim uma unidade profundamente pessoal, aquela que para além da união numa só carne, conduz a um só coração e a uma só alma; exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva...»
Também é importante realçar que a Aliança Matrimonial, no plano de Deus, é um reflexo do mistério da Igreja. E o mistério da Igreja é a sua profunda união de amor com Cristo. A Igreja é a «esposa de Cristo», amada por Ele com um amor generoso, fiel e fecundo. No centro da existência da Igreja está a Nova e Eterna Aliança selada por Cristo na Cruz. Cristo deu a Sua vida pela Igreja para salvá-la, para torná-la plena das suas graças, e convertê-la em «Mãe» de todos os homens.


Tivemos a oportunidade de conhecer e reencontrar alguns casais do Movimento que nos deram depoimentos extremamente enriquecedores da sua vivência como casal em Aliança de Amor com Maria (tão bom que foi ouvir o nosso casal sénior o quanto tem para nos ensinar).
Pessoalmente Maria revelou-me através das palavras da Irene e do Jorge a confirmação que eu aguardava: «Fazei o que Ele vos disser».


Após esta reflexão tenho apenas a acrescentar: que pena não ter conhecido este Movimento há mais tempo, este Santuário, este Paraíso donde não apetece sair, e o tempo passa a voar...


Ana Maria e José Carlos

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O Padre Miguel Lencastre

Jantar de despedida antes de partir para o Brasil

Falar do Padre Miguel Lencastre é bem difícil, por se tratar duma figura carismática, multifacetada, que não deixava ninguém indiferente.
Quanto ao aspecto espiritual e religioso do Padre Miguel, deixo a pesquisa desses atributos para outros, bem mais abalizados do que eu e que poderão dar o contributo exacto do Ser privilegiado que foi, na sua passagem terrena.
Homem de fé, convém, no entanto, recordar que o Padre Miguel não impunha a ninguém o seu credo, mas a fé imanava dele, naturalmente, pela sua maneira de se dirigir e tratar os outros.
Era Homem capaz de reunir à sua volta e sentar à mesma mesa as pessoas mais díspares, de diferentes crenças religiosas, ou até agnósticos ou ateus.
Tanto se sentia bem com os seus amigos de todos os dias, como com os Repúblicos Kágados, antigos ou actuais, artistas como Zé Penicheiro ou gente ligada ao mar.
Era capaz de recolhimento, mas igualmente alteava a sua voz no lançamento enérgico do grito dos Kágados… Ekeiá…á.
Senhor duma forte personalidade, irradiava uma alegria esfuziante, que a todos contagiava.


2012 - Homenagem póstuma ao Dr. Manuel Gaspar

Para o recordar… para recordar alguém que nos deixou muita saudade, talvez nada melhor que relembrar alguns episódios dessa convivência de 40 anos!
É do conhecimento geral que o Padre Miguel sentia um forte amor à Terra da Gafanha da Nazaré, onde implantou o Movimento de Schoenstatt e onde foi coadjutor e, a partir de 1973, pároco.
Corria o ano de 1973, estava o P. Miguel imbuído do Espírito do Movimento de Schoenstatt, movimento Católico Mariano, de que foi pioneiro em Portugal, quando pensou erguer uma Capelinha a Nossa Senhora. Decidiu-se pela Colónia Agrícola, na Gafanha da Nazaré.
Do silêncio da noite, sobem acordes de guitarra, misturados com o sussurrar da aragem nos pinheiros, e ouvem-se canções em muitas línguas, fazendo lembrar a torre de Babel, mas com a diferença de que todos se entendem, orientados por um comandante, pelo espírito gregário do Miguel. São os estudantes estrangeiros, a que se juntaram portugueses, dum campo de trabalho promovido pelo Padre Miguel, para erguer a Casa de Sião, homenagem ao Padre Joseph Kentenich, a partir duma moradia de colonos abandonada, corria o ano de 1974.
Era um Homem duma força interior extraordinária, que brincava com a própria vida. Quando, há uns anos, fez um transplante de fígado, e nós o questionávamos sobre a sua saúde, abria um sorriso tranquilo e ripostava: “ponham-se a pau, que eu agora tenho um fígado novo!”…
Quando em Novembro de 1973 implementa a Mini-Feira na Paróquia da Gafanha da Nazaré, é uma lufada de ar fresco para todos os paroquianos. Mais ou menos cumpridores dos preceitos religiosos todos colaboram e, semanalmente, cada um dos Lugares da Gafanha se comprometia com a organização do evento: montava a cozinha e as mesas no salão da Igreja e cozinhava as melhores iguarias, suplantando, se possível, a anterior comissão. Eram dezenas de cidadãos que colaboravam e centenas, milhares, que usufruíam duma sã e renovada convivência, orientadas pela mão firme, mas sempre compreensiva do Padre Miguel.
Nem o Governador Civil, ao tempo, o Dr. Vale Guimarães, faltava a estes encontros, num evidente respeito e homenagem ao organizador…


2013 - Homenagem ao Gaspar

E o Padre Miguel estava sempre disponível para apoiar e trabalhar pelo engrandecimento da Gafanha.
13 de Novembro, 1973, terça-feira, 6 da manhã. Ainda meio ensonados, três gafanhões, 2 por nascimento e 1 por adopção rumam a Lisboa, às Construções Escolares, para conseguirem um pré-fabricado para o Ciclo Preparatório da Gafanha da Nazaré, para que as aulas começassem a processar-se.
Um Professor, Fernando Martins, um Médico, Humberto Rocha, que conduzia a viatura e um Padre, Miguel Lencastre.
Na bagagem pouco mais levam que o entusiasmo de jovens de 30 anos que querem ver a sua Terra progredir.
Bendita juventude que luta e acredita em milagres…
E agora, se mo permitem, faço a transcrição, através da elegante prosa do Kágado Casimiro Simões, dum episódio que reuniu três amigos, numa distante e esperançosa noite de 24 de Abril de 1974:
Anos mais tarde, estava à frente da paróquia da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, onde, ainda antes do 25 de Abril, conheceu Humberto Rocha.
Ficaram os dois a saber que, afinal, embora em épocas diferentes, tinham em comum a passagem pela mais antiga república de Coimbra.
Em 1974, na madrugada do 25 de Abril, o padre da Gafanha estava numa paródia, na residência paroquial, com Humberto Rocha e um fervoroso militante comunista, já falecido, conhecido na região por Bichão das Barbas.
Conta o médico Humberto que a noite foi animada.
Bichão tinha jurado não cortar o longo e respeitável apêndice, que lhe cobria o peito, enquanto a ditadura de Salazar e Caetano não fosse derrubada, dando lugar a uma democracia.
Estava o pão chegado à foice.
Atentos ao evoluir da situação militar em Lisboa, ouvindo na rádio o som cifrado de “Grândola, Vila Morena”, Humberto e Miguel puseram mãos à obra com acordo do barbudo antifascista.
Munidos de tesoura, sempre com a bênção do padre irreverente, depressa resgataram o rosto de Bichão da clandestinidade.”.


2013 - Homenagem ao Gaspar

Desde tempos antigos que se celebrava, no Forte da Barra, a Procissão a Nossa senhora dos Navegantes. Com a saída de Directores do Porto que presavam essa tradição e de homens, como o Ferraz, que se esforçavam por a manter, a cerimónia foi perdendo brilho até estiolar.
O Padre Miguel pôs mãos à obra e aí está, ano após ano, em Setembro, uma colorida e fervorosa Procissão pela Ria, desde a Cale-da-Vila até ao Forte, com o esplendor de dezenas, senão centenas, de barcos engalanados em honra de Nossa Senhora.
E mais recentemente, em Junho de 2013 e, infelizmente pela última vez, reunimos os Kágados, com o Padre Miguel, na Homenagem póstuma ao Dr. Manuel Gaspar.
No Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré, para a missa e depois num restaurante, em Aveiro. Presentes os familiares do Dr. Gaspar, actuais e antigos Kágados (Zé Maria, Zé Luís, Matos, Humberto Rocha, Sílvia, Maria João e tantos outros, num total de 49 presenças). E aí se entoaram os Cânticos da República e foi lançado, alto e bom-som, o grito kagadal… Ekeiá…á.
A felicidade deste convívio estava bem patente em todos nós, mas resplandecia mais na face e na alma do Padre Miguel.
E a lembrar-nos o espírito folgazão e o amor à sua velha República, no dia em que os Kágados estão reunidos para comemorarem o Centenário, o Padre Miguel, da cama do Hospital de S.to António, recomenda-me que lancemos um Ekeiá bem alto, vibrante, de tal maneira que pudesse ouvi-lo.
Não sei se o ouviu… mas que o sentiu tenho a certeza!...
E “se lá no assento etéreo onde subiste / Memória desta vida se consente”, descansa em paz, na certeza de que nunca te esquecerão, os amigos de sempre.

HRocha 

Nota: Agradeço ao Dr. Humberto Rocha, por ter acedido ao pedido de escrever um artigo, sobre o Padre Miguel. Ambos foram "Repúblicos Kágados" em Coimbra.

Paulo
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